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domingo, 27 de setembro de 2015
-Saúde: estado/estar.
-Ideia biologizante: órgãos
com funcionamento adequado ou não.
-Existe um padrão instituído:
normal/saúde. O que foge dessa média de comportamentos é considerado
anormal/doença.
-O “normal” é cultural.
-A ideia de cura é levar a
pessoa para o padrão socialmente aceitável. Se mudamos as expectativas da
sociedade, mudamos o padrão. O que não é aceitável para uma sociedade, pode ser
para outra.
-O que determina a saúde é o
meio onde vivemos (ideia dinâmica). Também está relacionada com a interação
social.
-Prevenção da saúde mental:
normatização de comportamentos e condutas.
-Viver é dinâmico, mas possui
um controle intenso que gera efeitos colaterais (doença).
-Definição de 1948: saúde é um
estado completo de bem-estar físico, mental e social.
-Prevenção de saúde pressupõe
ações sociais. Participação social, cultura, solidariedade, justiça, segurança,
limpeza, organização.
-Cria-se leis e, em seguida,
leis específicas para colocar em prática a primeira (ou se aproximar).
-SUS: saúde é um direito das
pessoas. O governo deve garantir os acessos.
-Equidade: tratar
diferentemente os diferentes.
-Universalidade, equidade,
igualdade e integralidade.
-Aprendemos a apropriação do
que foi ensinado. Ensinar é impossível.
-Ensinar saúde é impossível,
educar é normatizar (colocar no padrão). Podemos criar situações onde a
apropriação seja possível.
Resumo da aula de DTP (16/09)
Postado em Desdobramentos da teoria Psicanalítica
-Uma
realidade externa favorável facilita o desenvolvimento.
-Voracidade:
necessidade que não satisfaz (quer esvaziar o seio da mãe). Não tem o bom
objeto internalizado. É inseguro quanto a sua capacidade de amar. A segurança/estabilidade
de que existe o bom objeto está sendo construída.
-Inveja:
desejo de posse e estragar o que as outras pessoas possuem. Quando tiver, já
não serve, pois foi estragado.
-Vemos
o que queremos, podemos e conseguimos na realidade.
-O superego
se inicia no 5º, 6º mês. Não distingue impulsos do real (é rígido).
-Indulgência
excessiva e rigidez excessiva dos pais não são saudáveis.
-Devemos
ter a capacidade de olhar para o outro e ver o bom. Se não consegue a empatia,
a ansiedade persecutória é grande.
-Após
destruir fantasiosamente, tem que construir (trabalho).
-O
efeito de um bom caráter na relação com o outro está na raiz de um bom
desenvolvimento.
-A
inveja se inicia na relação do bebê com a mãe. Relação mais primitiva (bebê e
mãe).
-Ciúmes:
relação com o bom objeto e o 3º que pode tomar esse objeto. É mais elaborado,
pois tem o 3º.
Resumo da aula de POT (15/09)
Postado em Psicologia organizacional e do trabalho
Entrevista
-Devemos ter conduta ética na utilização de testes
psicológicos (não são 100% fidedignos).
-A entrevista deve ser delongada, pois nos 30 primeiros
minutos é um discurso pronto. Após isso, ocorre a espontaneidade.
Tipos
-Entrevista
estruturada: possui uma estrutura a ser seguida e respostas esperadas.
-Entrevista semi
estruturada: possui um tema, mas existe uma flexibilidade para o candidato
se aprofundar.
-Entrevista não
estruturada: livre.
-Solução de
problemas: entrevista com uma situação problema que o indivíduo deve
resolver.
-Entrevista sob
pressão ou de stress: uma pergunta seguida da outra. Não avalia a qualidade
da resposta, mas sim como a pessoa lida com este tipo de situação.
Etapas
-1° passo:
planejamento (objetivo, tipo de roteiro, perfil do cargo.) É muito importante
que o entrevistador conheça o currículo do candidato antes da entrevista, para,
durante, realizar o aprofundamento.
-2° passo: ambiente
físico (o candidato não deve aguardar na mesma sala das pessoas que estão se desligando,
revistas sobre a empresa, necessidade do sigilo das informações ditas durante a
entrevista) e social (rapport – discutir primeiramente sobre algum tema fora da
entrevista e fazer um link).
-3° passo:
investigar na entrevista tanto o conteúdo manifesto, quanto o latente (não
verbal / observar as discrepâncias). Se o candidato dá respostas prontas,
devemos contextualizar (trazer para a realidade, solicitar um exemplo). Para a
ampliação do campo de resposta, devemos evitar a palavra “você”, pois reduz, e
substituí-la por “como” ou “de que forma”.
-4° passo:
fechamento (demarcar que a entrevista está encerrada e dizer os passos futuros,
dando uma estimativa – prazo para resposta).
-5° passo:
avaliação (a cada finalização, o entrevistador deve fazer um parecer do candidato
que esteja relacionado ao cargo, a partir de suas características pessoais).
-Temas importantes para serem abordados na entrevista: vida
profissional, acadêmica, familiar e social.
-À medida que aumenta a hierarquia, mais técnicas são
utilizadas.
-1° treinamento que a pessoa deveria ter: introdutório ou
uma integração (manual, direitos e deveres, dinâmica).
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Resumo da aula de PE (10/09)
Postado em Psicologia escolar
Medicalização do ensino
-Tentativa de padronizar/normatizar o mundo.
-Tratar o sintoma, não a causa.
-Dar nome às diferenças e não resolver o problema.
-Colocar no indivíduo um problema externo.
-Transformar questões sociais em situações médicas.
-Qualquer criança com dificuldade de aprender era levada
para a Psicologia ou para a Psiquiatria, que rotulavam/patologizavam e
receitavam remédio. Com isso, a indústria farmacêutica era favorecida.
-É fabricado socialmente a partir de um sistema inadequado
de ensino.
-O professor trabalha com um processo de ensino e
aprendizagem.
-Diferente no processo de escolarização (relação de ensino
e aprendizagem), diferente no processo de aprendizagem (aluno).
-Medicalização não é apenas tomar remédio, e sim a
patologização de algo social.
-O aluno é pontuado e a escola não se adapta.
Resumo da aula de PPP (10/09)
Postado em Psicologia e Políticas Públicas
-Durante 24 anos, existiram
dois partidos: MDB e ARENA (extrema direita, prefeito biônico – nomeado).
-1920: 30% das pessoas morando
na cidade e 70% no campo (agrícola). A maioria dos produtos era produzida nos
campos e vendida na cidade.
-1970: 70% das pessoas morando
na cidade e 30% no campo (sociedade industrializada). Isto favoreceu o acúmulo
de capital em uma pequena parcela da população, onde 20% tem acesso a 2% da
renda nacional e 10% tem acesso a 50% dessa renda. O Brasil sendo conservador,
autoritário (não consulta as massas) e hierárquico/centralizador. A cultura era
remediativa, com um estado desenvolvimentista.
-A consolidação das leis de
trabalho uniu ideias que estavam desconexas e, por vezes, contraditórias. Surge
a ideia de salário mínimo (garantir os mínimos sociais).
-A queda do muro de Berlim
gerou uma mudança de paradigma do estado.
-Conceito de
internacionalização da economia se intensificou: geração de emprego e produção
no território alheio.
Resumo da aula de DTP (09/09)
Postado em Desdobramentos da teoria Psicanalítica
-Posições depressiva e esquizoparanóide:
modos de funcionamento psíquico. Não são fases. O desenvolvimento não é linear.
-Primeira infância: ansiedade
característica da psicose. O bebê tem pouco contato com a realidade e os
objetos são cindidos, então o funcionamento é psicótico sem ser patológico.
-Melanie Klein tem um olhar
genético sobre o desenvolvimento: como se inicia (gênese do processo).
-O ego se integra na posição
depressiva (antes é cindido).
-A ansiedade força o ego a
despertar mecanismos de defesa.
-Vida em fantasia: cisão. Se o
objeto está em pedaços, o ego e o self também estão (visão parcial).
-Idealização também é um
mecanismo arcaico neste momento esquizoparanóide (para fortalecer o bom).
-Enfraquecimento do ego:
excesso de cisão (o individuo vê as causas externamente, projeta). O equilíbrio
depende do nível de ansiedade. Colorimos o objeto externo com as nossas
fantasias (distorcemos a realidade / quanto mais cindido, mais é fruto de
projeção).
-Ideia de saúde mental: manter
o bom objeto bem estabelecido, fortalecendo, assim, o ego.
-Desenvolvimento saudável
depende do equilíbrio de projeções e introjeções, que dependem do nível de
ansiedade.
-Objetivo da Psicanálise:
libertar dos mecanismos muito primitivos/infantis.
-O amadurecimento do organismo
propicia a passagem para a posição depressiva.
-Ansiedade depressiva: medo de
perder por ter feito mal. Danificou o objeto mau (que é o mesmo que o bom), mas
pode reparar. Pode conferir a integridade do objeto bom.
-Existe uma materialidade foco
da projeção depressiva.
-Objeto bom bem estabelecido:
capacidade de amar, cuidar, olhar para o outro.
-A ansiedade paranoide afeta a
realidade.
-Projeções e introjeções podem
ser pensadas como mecanismos de defesa (projetar muito mal ou introjetar muito
bom).
-Uma das funções da terapia é
tornar o superego mais protetor e menos rígido/sádico.
-A ansiedade persecutória é
preocupada com a preservação do ego.
-A ansiedade depressiva é
preocupada com a preservação do bom objeto (interno e externo).
-O indivíduo depressivo não
confia na capacidade do bom objeto.
-Desejo de perfeição: efeito
da idealização. Diminui a ansiedade do que foi destruído.
-O suicídio pode ser uma
vontade de matar o objeto mau.
-Perigos oriundos do ID: ciúme
e ódio acumulam, ataca em fantasia os pais, gerando mais ansiedade.
-Estímulos internos e externos
influenciam.
-A posição depressiva é
reforçada com o desmame (objeto inteiro e perda dele).
-O afeto da mãe (sentir-se
amado) fortalece a confiança externa, diminuindo o medo da destruição interna.
A posição depressiva é central no desenvolvimento da criança.
-Ciúmes: considera a relação
triádica (adição de um 3º).
-Inveja: relação com algo mais
regredido (sem um 3º). Relação dual.
-Se o objeto é bom e a pessoa
não o tem dentro de si, ignora-o.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Resumo da aula de PE (03/09)
Postado em Psicologia escolar
-Marginalidade: estar à margem. Depende do contexto.
-A educação serve para
equalizar e superar quem está à margem. Entender de modo político a razão de algumas
pessoas estarem à margem.
-Teorias críticas: Existem condições de ensino que influenciam
(fatores externos ao esforço individual que provocam o fracasso e a evasão
escolar).
-Teorias não-críticas: indivíduo à margem por questões individuais.
Consideram como único responsável o próprio indivíduo, descartando outras
questões que influenciam no processo. A escola traz instrução e tem a função de
transmitir conhecimentos de modo sistemático. O marginalizado é o ignorante
(quem não tem a quantidade considerada adequada de conhecimento). O professor é
o modelo e deposita nos alunos o conhecimento que julga necessário, não supera
a marginalização (pedagogia tradicional).
-Teorias críticas-reprodutivas: existem fatores externos ao indivíduo
(políticos e econômicos de ensino e aprendizagem) que acontecem de forma
intencional para manter o capitalismo em funcionamento (teorias ingênuas /
sistemas de exploração). Se todos tiverem acesso a um bom ensino, o capitalismo
seria afetado. Acreditar que o conhecimento nos dá melhores condições de vida é
a reprodução de um sistema.
-Escolanovismo: o marginalizado é anormal e desajustado. É rejeitado
e ocorre uma biopsicologização da sociedade (entendimento da criança e seu
desenvolvimento / cumplicidade entre a Psicologia e a escola). Tem-se uma essência
boa e ruim, com tendência a ser boa (pode ser corrompida pelo mundo). Deixa os
alunos livres para escolher o que querem aprender e o professor age como um
facilitador.
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
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