terça-feira, 30 de setembro de 2014
set
2014
30
Revisão
-Objetivo do Behaviorismo: entender o comportamento.
-Comportamento: tudo que organismos vivos fazem (sentimentos, pensamentos, sensações, expectativas).
-O mundo é material: monista.
-Behaviorismo critica o dualismo (mente e corpo) e o mentalismo.
-Causalidade do comportamento está no ambiente, na história de vida.
-Análise funcional: que eventos ambientais (S) alteram o comportamento (R) 》controle, determinação.
I) Comportamento respondente (involuntários):
S 》R (sentimentos, emoções).
a) Reflexos.
b) Padrões fixos de ação (inatos / seleção natural / filogênese).
Condicionamento respondente:
a) Modificação de reflexos (respondente) por aprendizagem (ontogênese).
b) A filogênese dá a sensibilidade ao pareamento.
II) Comportamento operante (voluntários):
-Seleção pelas consequências (ontogênese).
-Delta, discriminação, reforço, punição.
Bases biológicas (filogênese):
a) Sensibilidade às consequências do nosso comportamento.
b) Reforçadores primários / punidores primários (seleção natural).
-Alguns teóricos afirmam que não se deve utilizar reforço negativo, punição positiva e punição negativa, por serem controle aversivo (coerção). Nem todos os teóricos consideram que a extinção faz parte da punição negativa.
-É melhor utilizar o reforço positivo para outras respostas, comportamentos incompatíveis (DRO).
III) Punição:
-Diminuição da frequência do comportamento.
a) Positiva.
b) Negativa (castigo, extinção).
Problemas:
-Efeito breve.
-Efeitos colaterais: respostas emocionais desagradáveis; punidores condicionados; diminui a variabilidade comportamental (dificulta a aprendizagem de novas coisas); aprendizagem de comportamentos reforçados negativamente; contracontrole.
IV) Reforço negativo:
a) Fuga: estímulo aversivo já está presente.
b) Esquiva: estímulo não precisa estar presente. É causada por uma história de reforçamento.
-Esquiva adaptativa: nos protege do contato com um estímulo aversivo.
-Esquiva desadaptativa: traz sofrimento a longo prazo.
sábado, 27 de setembro de 2014
set
2014
27
Resumão: LIBRAS
Postado em LIBRAS
LIBRAS
-As Línguas de Sinais são reconhecidas pela
Linguística como uma língua viva e autônoma composta por aspectos fonológicos,
morfológicos, sintáticos e semânticos próprios. Por meio dessa língua, seus
usuários podem expressar pensamentos simples e também complexos com expressões
faciais e corporais.
-Enquanto nas Línguas Orais a modalidade é
oral-auditiva, nas Línguas de Sinais, a modalidade é espaço-visual. Sendo
assim, o que é reconhecido por palavra ou item lexical nas Línguas
oral-auditivas denomina-se sinal nas Línguas espaços-visuais.
-Somente a partir da década de 60 que as Línguas de
Sinais foram estudadas, analisadas e reconhecidas pela Linguística, ganhando,
com isso, o status de língua, com todos os critérios linguísticos de uma Língua
Natural quanto ao léxico, à sintaxe e à capacidade de gerar uma quantidade
infinita de sentenças.
-No caso das línguas de sinais, as expressões faciais
desempenham um papel fundamental e devem ser estudadas detalhadamente.
-Expressões afetivas: são utilizadas para expressar
sentimentos (alegria, tristeza, raiva, angústia, entre outros) e podem, ou não,
ocorrer simultaneamente com um ou mais itens lexicais. Não são exclusivas das
línguas de sinais.
-Expressões gramaticais: estão relacionadas a certas
estruturas específicas, tanto no nível da morfologia quanto no nível da
sintaxe, e são obrigatórias nas línguas de sinais em contextos determinados.
São específicas das línguas de sinais.
-No nível morfológico, as marcações não-manuais estão
relacionadas a grau e apresentam escopo sobre o sinal que está sendo produzido,
como pronomes demonstrativos. Essas expressões também são adjetivos e estão
associados ao grau de intensidade.
-As expressões faciais têm função adjetiva, pois podem
ser incorporadas ao substantivo independente da produção de um adjetivo. Nesse
caso, os substantivos incorporam o grau de tamanho.
-Muitas vezes, para expressar realmente o que se
deseja, o sinal requer características adicionais: uma expressão facial, ou dos
olhos, para que sentimentos de alegria, de tristeza, uma pergunta ou uma
exclamação possam ser completamente representados ao receptor da mensagem.
-Importante dizer também que as expressões faciais e
corporais nas línguas de sinais funcionam como gramática da língua, citadas por
alguns autores como: Gramática Facial e Gramática Corporal.
-Para perceber se uma frase em Libras está na forma
afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou imperativa, precisa-se
estar atento às expressões faciais e corporais que se realizam simultaneamente
com certos sinais ou com toda a frase.
-FORMA AFIRMATIVA: a expressão facial é neutra.
-FORMA INTERROGATIVA: sobrancelhas franzidas e um
ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima.
-FORMA EXCLAMATIVA: sobrancelhas levantadas e um
ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo. Pode ainda
vir também com um intensificador representado pela boca fechada com um
movimento para baixo.
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-A língua de sinais não é única para todos de qualquer
parte do mundo, existem várias línguas de sinais (brasileira - LIBRAS, francesa
- LSF, espanhola - LSE, boliviana - LSB, venezuelana - LSV...). As pesquisas linguísticas comprovam a
complexidade e arbitrariedade presente em todas essas línguas. Atualmente temos
livros de gramática, cursos superiores em Letras, cursos de tradução e
interpretação, literatura, artes e muita cultura. Através da língua de sinais
pode-se discutir política, economia, psicologia, física, matemática, filosofia,
física quântica e outros temas.
-Qualquer tipo de comunicação é considerado como
linguagem assim como: a linguagem corporal, as expressões faciais, a maneira de
nos vestirmos, a linguagem de outros sinais, os sinais de trânsito, a música, a
pintura enfim todos os meios de comunicação.
-A língua é um bem comum a todos, determinante
territorial e cultural de um povo.
-Como o ser humano dispõe de inúmeras possibilidades
para comunicar-se, cada língua corresponde à expressão de uma escolha entre as
várias possibilidades linguísticas, apresentando variações relevantes em função
de valores sociais, regionais, de faixa etária, de situação econômica, etc.
- A língua como um sistema de possibilidades oferece
um conjunto flexível no que diz respeito às regras de seleção, combinação e
substituição sem comprometer ou alterar a interação. É o que entendemos por
variação linguística.
-As línguas são tidas como orais-auditivas quando a
forma de recepção não-agrafa (não-escrita) é a audição e a forma de reprodução
(não-escrita) é a oralização. Exemplo: língua portuguesa.
-As línguas espaço-visuais são naturalmente
reproduzidas por sinais manuais. Exemplo: língua brasileira de sinais - Libras.
-A língua de sinais brasileira (Libras) é reconhecida
como meio legal de comunicação da comunidade surda brasileira. Essa conquista
foi possível devido à organização e luta da comunidade surda no Brasil, em
conjunto com intérpretes, professores e familiares de pessoas surdas.
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-A datilologia tem a sua origem em Espanha. Foram descobertos
alfabetos manuais em centenas de pinturas renascentistas medievais.
-O alfabeto datológico, faz parte da língua de sinais, mas
não é língua de sinais, pois quando escrevemos uma palavra no ar ou em um
espaço neutro, estamos soletrando algo em português (no Brasil), o significante
é diferente, mas o significado é o mesmo, ou seja, estou representando com
alfabeto manual letras que são equivalentes à língua portuguesa.
-Ao soletramos uma palavra, utilizamos somente uma das mãos,
posicionamos a mão na frente do corpo, na altura do peito, palma da mão virada
para frente e iniciamos a soletração, enquanto está soletrando a mão fica
parada, como se uma letra fosse escrita sobre a outra.
-Quando escrevemos uma palavra onde a letra se repete (SS), podemos
arrastar a levemente para o lado a mão com a letra que repete ou simplesmente
repetir a letra duas vezes na soletração.
-Quando vamos soletrar uma
frase damos uma pequena pausa entre uma palavra e outra ou damos um “tapa no
ar” como se fazia nas maquinas de escrever antigamente.
-Em uma
conversa informal, não é necessário colocar acentos nas palavras soletradas com
o alfabeto manual, mas se você está soletrando algo que a pessoa que recebe a
mensagem terá que escrever em um papel, devemos fazer os acentos desenhando no
ar com o dedo indicador.
-A datilologia, mais conhecida como
alfabeto manual, não é língua de sinais, mas faz parte da língua de sinais e
serve para nomear pessoas e coisas que não tem
ou não se conhece o sinal.
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-A linguística é única para todas as línguas existentes, já
a gramática é única para cada língua.
-A Libras é dotada de uma gramática composta por itens lexicais,
que se estruturam a partir de mecanismos morfológicos, sintáticos e semânticos
e permitem a geração de implícitos, sentidos metafóricos, ironias e outros
significados não literais.
-A fonologia das línguas de sinais estuda as configurações e
movimentos dos elementos envolvidos na produção dos sinais.
-Essas articulações das mãos são chamadas de parâmetros, que, nas
línguas de sinais, são: Configuração das Mãos (CM), o Movimento (M), Ponto de
Articulação (PA) e Orientação (O). Além dessas características, ainda podem ser
considerados os componentes não-manuais dos sinais, tais como as expressões
facial e/ou corporal, o movimento da cabeça e do corpo.
-A CM pode permanecer a mesma durante a
articulação de um sinal, ou pode ser alterada passando de uma configuração para
outra. As configurações podem variar apresentando uma mão pode estar
configurada sobre a outra que serve de apoio, tendo esta sua própria
configuração.
-existem 46 configurações de mão diferentes para a Libras, e elas
podem ser diferenciadas quanto às posições, número de dedos estendidos, o
contato e a contração (mãos fechadas ou compactas) dos dedos.
- O PONTO DE ARTICULAÇÃO (PA) é o local do corpo do sinalizador
onde o sinal é realizado; assim, uma maior especificação da posição é
necessária, já que a região no espaço é muito ampla. Esse espaço é limitado e
vai desde o topo da cabeça até a cintura sendo alguns pontos mais precisos,
tais como a ponta do nariz, e outros, mais abrangentes, como a frente do tórax.
-MOVIMENTO: Para que seja realizado, é preciso haver um objeto e
um espaço. Nas línguas de sinais, a(s) mão(s) do enunciador representa(m) o
objeto, enquanto o espaço em que o movimento se realiza é a área em torno do
corpo do enunciador. O movimento pode ser analisado levando-se em conta o tipo,
a direção, a maneira e a frequência do sinal. O tipo refere-se às variações do
movimento das mãos, pulsos e antebraços; ao movimento interno dos pulsos ou das
mãos; e aos movimentos dos dedos. Quanto à direção, o movimento pode ser
unidirecional, bidirecional ou multidirecional. Já a maneira descreve a
qualidade, a tensão e a velocidade, podendo, assim, haver movimentos mais
rápidos, mais tensos, mais frouxos, enquanto a frequência indica se os
movimentos são simples ou repetidos.
-Outra característica importante para descrever o movimento é a
sua velocidade, que pode carregar algumas variáveis durante a realização do
sinal: tensão, retenção, continuidade e refreamento.
-O movimento tem a necessidade de repetir
sinais em algumas situações (por exemplo, para explicar mais de uma vez, ou
indicar várias coisas, como no plural), em que o movimento de um sinal precisa
ser reduplicado no tempo.
-ORIENTAÇÃO: os sinais podem ter uma direção ou não; existem
sinais que apresentam diferentes significados apenas pela produção de distintas
orientações da palma da mão. Por definição, orientação é a direção para
qual a palma da mão aponta na produção do sinal.
-na língua de sinais podemos obter a quantificação
e intensidade utilizando quantificadores como muito, mas também podem ser
obtidas através da repetição rápido ou lento do movimento do
sinal.
-sobre as expressões faciais e corporais em
LIBRAS, é correto afirmar que fazem parte da língua de sinais e funciona
como parte gramática da Libras.
-A Libras não tem em suas formas verbais para
marcação de tempo como no Português, sendo assim identificamos a marcação de
tempo usando sinais para marcação de tempo como ontem, hoje, passado,
presente futuro e etc.
set
2014
27
Resumão: ASJCATI
Postado em Ações sociais junto à criança, ao adolescente e à terceira idade
Ações Sociais Junto à Criança, ao Adolescente e à
Terceira Idade
-O keynesianismo é uma teoria econômica do começo do
século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que
defendia a ação do estado na economia com o objetivo atingir o pleno emprego.
-O keynesianismo surgiu após a segunda guerra mundial
como uma alternativa para solucionar a grande crise econômica que afetava
grande parte dos países. Denominou-se de tal forma por ter sido idealizada por
Keynes, que propôs a intervenção do Estado para reativar a produção econômica.
Tal intervenção deveria ser desenvolvida por meio de uma administração da
economia por parte do Estado e, deveria ainda ser desenvolvida por meio da
gestão, também por parte do Estado, dos serviços públicos.
-O Estado desenvolva uma série de intervenções para
que possa alcançar o Bem Estar Social. Para tal, caberia a esse ente gerar o
pleno emprego e assim estimular o consumo, além de buscar aumentar a renda das
pessoas por meio de serviços públicos. O bem estar individual também deveria
ser buscado por meio da inserção no mercado de trabalho, porém, o Estado era o
grande responsável por desenvolver ações de intervenção econômica e social.
-As intervenções estatais no âmbito da garantia do
bem-estar deveriam ser orientadas para atender prioritariamente idosos,
deficientes e crianças, ou seja, segmentos que não podiam ter suas necessidades
contempladas por meio da inserção no mercado de trabalho.
-O objetivo perseguido por Keynes foi a reorganização
capitalista por meio da superação da crise econômica. Assim, toda a
fundamentação da argumentação estava calcada nas necessidades postas pelo
grande capital. A questão da atenção dos direitos sociais não figurou como um
objetivo a ser alcançado por Keynes.
-Keynes estava preocupado com o desenvolvimento
econômico e especificamente com a crise econômica que abalou o mundo em meados
da década de 20 e sobretudo a partir do início dos anos 30. Assim, suas
formulações buscavam fortalecer o papel do Estado interventor e que pudesse,
socorrer o capitalismo através de uma ação em prol da regulação econômica e
também administrando os problemas sociais.
-O pleno emprego deveria ser garantido, custeado e
financiado pelo Estado, por sua intervenção. O mercado, nas orientações de Keynes,
não deveria ser responsabilizado por esse tipo de intervenção.
-A crise capitalista foi gerada pelo excesso de
mercadoria frente ao baixo consumo. Para que o consumo fosse retomado, Keynes
propôs a criação, pelo Estado, do chamado pleno emprego. De acordo com essa
proposta, os beneficiados pelo pleno emprego voltariam a possuir renda, e, com
isso, consequentemente poderiam consumir. Assim sendo, acreditava Keynes que
dessa maneira a crise seria então superada e os níveis de desenvolvimento
econômico, estabilizados.
-Keynes propunha ainda que os inaptos para o trabalho,
ou seja, crianças, idosos e deficientes, tivessem a atenção de suas
necessidades básicas por meio da intervenção estatal. Assim, o Estado
precisaria instituir serviços sociais, por meio das políticas sociais, que
atendessem especificamente esse grupo de pessoas, os quais não poderiam, pelas
fases da vida ou pela doença, ter suas necessidades contempladas por meio do
trabalho.
-De acordo com o Plano Beveridge, seria de
responsabilidade estatal manter as condições mínimas necessárias a vida da
população por meio da regulação econômica, com vistas a manutenção do nível de
emprego. O Estado deveria prestar os serviços sociais necessários as pessoas,
sendo esses serviços universais e não mais apenas os serviços relacionados aos
seguros sociais. Propunha ainda que o Estado organizasse uma rede de proteção
social sobretudo por meio dos serviços de assistência social.
-De grande vinculação ao movimento socialista,
Beveridge defendia e propunha a ampliação dos direitos sociais. Realizou muitos
estudos sobre a situação da vida das classes pobres na Grã-Bretanha e conseguiu
de fato, ampliar os direitos sociais dos segmentos vulneráveis.
-Beveridge propôs e conseguiu colocar em prática uma
série de reformas nos seguros sociais, sempre buscando melhorar a qualidade dos
serviços prestados. Devido a seu cargo político, conseguiu pôr em prática
grande parte de suas reivindicações, sobretudo no que concerne a melhora dos
seguros sociais.
-Beveridge, como elencado supra, defendia a ampliação
dos direitos sociais para todos os trabalhadores. Os serviços sociais, de
qualidade e de alcance universal, foram, uma das principais argumentações de
requisição desse autor. Portanto, não bastaria, para esse teórico a renovação
dos seguros sociais que atendiam a classe trabalhadora, mas sim ampliar a
intervenção do Estado no âmbito das políticas sociais.
-Bering; Boschetti e Couto afirmaram que um pacto
social sustentou a intervenção estatal junto as expressões da questão social,
posto que conseguiu a adesão das classes que necessitavam das intervenções do
Estado, assim como da classe burguesa, também privilegiada com a regulação
econômica, também desempenhada por esse órgão.
-Muitos teóricos colocaram que no Brasil não vivenciamos
um Estado Intervencionista como na Europa, tanto que, muitos estudiosos
chegaram a descrever tais intervenções com a terminologia, Estado de Mal-estar
Social. Isso porque aqui, as ações em política social nunca foram de fato,
universais e tampouco primaram pela excelência e qualidade a que deveriam se
orientar.
-No período de 30 a 43 é compreendido como o em que as
intervenções em política social começaram a ser desenvolvidas no Brasil,
orientadas a oferecer apoio a classe trabalhadora, destacando-se nesse sentido
a ampliação das CAPS, além da constituição do Ministério do Trabalho em 1930 e
da Carteira de Trabalho em 1932. As CAPS eram caixas de aposentadoria e pensão
eram organizações que prestavam serviços de atenção médica e saúde para os
trabalhadores que contribuíssem com essas organizações.
-A única instituição assistencial do período foi a
LBA, criada inicialmente com o objetivo de atender as mazelas geradas pela
segunda guerra mundial, mas que depois passaram a prestar um serviço de
assistência social geral. As demais instituições como o SENAI, SESI surgiram a
partir da década de 40, eram orientadas a proporcionar formação industrial e
lazer para a classe trabalhadora.
-Esse estado de coisas só veio a se alterar a partir
da década de 80, com a abertura política e também com a responsabilização do
Estado por atender as demandas postas pela população em situação de
vulnerabilidade social.
-As intervenções do Estado brasileiro buscavam
qualificar e melhorar a vida do trabalhador. Isso para que o trabalhador
pudesse produzir e trazer retorno ao capitalismo. Portanto, as intervenções do
Estado brasileiro foram direcionadas a atender as necessidades capitalistas.
Isso é observado em todo o desenvolvimento histórico das políticas sociais, e,
sobretudo em seu surgimento.
-No Brasil as intervenções em prol de determinados
segmentos foram iniciadas a partir da década de 30. No entanto, em nosso país,
a ênfase foi para uma intervenção direcionada especialmente para atender os
trabalhadores. No caso, o padrão universal não fora adotado nos anos de
fundação das intervenções empreendidas pelo Estado.
-O estado de bem-estar social é aquele que provê
diversos direitos sociais aos cidadãos, de modo a mitigar os efeitos
naturalmente excludentes da economia capitalista.
-As políticas macroeconômicas e a defesa do pleno
emprego, a partir da utilização efetiva das forças produtivas capitalistas,
foram o resultado histórico de um compromisso político estabelecido pelos
principais atores sociais.
-O sistema de relações de trabalho com parâmetros
regulatórios básicos do mercado de trabalho, contribuía para o estabelecimento
do maior ou menor grau de concorrência para a classe trabalhadora.
-As políticas de bem-estar social, constituídas de
fundos de financiamento público, estabeleciam garantias mínimas de proteção
social, podendo ainda atuar como elemento de sustentação da atividade
econômica.
-As políticas de emprego estavam voltadas para a
redução dos desajustes nas ocupações e nos rendimentos, para os problemas de
qualificação profissional e de alocação de mão de obra.
-No Brasil, até 1930, as intervenções junto às
expressões da questão social eram pontuais e em grande parte empreendidas pela
caridade
-A partir do governo Vargas, o Estado passa a ter uma
nova relação com o proletariado e adota a postura de governar pelo consenso, na
qual a questão social passa a ser tratada através das políticas sociais
trabalhistas
-A legislação social foi utilizada no Governo de
Vargas como uma forma de controle da classe trabalhadora.
-A política social em Vargas buscava priorizar o
atendimento das necessidades da classe trabalhadora e assim, colaborar com a
produção capitalista.
-Dentre as alternativas idealizadas por Keynes, como
responsabilidade estatal: desenvolvimento de ações para a superação da crise
capitalista, organização de intervenções que instituíssem o pleno emprego,
reaquecendo assim o consumo e diminuição dos gastos sociais que geravam o
déficit estatal.
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-Neoliberalismo ganha ênfase na década de 70: é uma
retomada dos princípios liberais que orientavam a postura do Estado, uma série
de orientações ideológicas, políticas e econômicas que regem a vida em
sociedade como um todo.
-Crise no capitalismo por conta do excesso de poder do
Estado na regulação econômica e social, tal como era proposto no modelo de
Estado de influência keynesiana.
-Concepção neoliberal: o Estado deveria deixar de ser
tão interventor e deveria deixar que a economia se autorregulasse. Já com
relação aos serviços sociais passa a ser proposto que a sociedade civil assuma
o papel do Estado.
-Consenso de Washington: propôs que o poder público
não realizasse mais intervenções junto a questão econômica e nem junto a
questão social. De tal forma, ficou definido que os países que não seguissem a
cartilha posta não iriam receber auxílio financeiro dos órgãos de empréstimos
internacionais.
-as intervenções em política social, empreendidas pelo
Estado passam a ser organizadas segundo a ótica da pontualidade. Isso significa
que os serviços devem atender a casos pontuais, no caso, priorizar apenas os
segmentos mais vulneráveis. O caráter de atendimento universal passa a ser
substituído pelo de intervenção pontual, focada em segmentos específicos.
Assim, a organização de políticas sociais, pautada no neoliberalismo tenderia a
priorizar apenas os segmentos empobrecidos ou mais vulneráveis de uma
determinada realidade.
-O atendimento universal das necessidades sociais via
serviços sociais é apontado pelo discurso neoliberal como um dos principais motivadores
à elevação do gasto social e, da dívida pública estatal. Para enfrentar essa
situação, minimizando os gastos sociais, seria fundamental, para o argumento neoliberal,
a eliminação dos serviços sociais universais. Os serviços sociais deveriam
contemplar apenas a população mais vulnerável e não mais a todos aqueles que
dela necessitarem. Por isso, seguindo essa compreensão, uma prática assentada
no neoliberalismo, deveria sim, restringir consideravelmente todos os serviços
de caráter universal.
-A contenção de gastos sociais trata-se de um dos
dispositivos instituídos pelos Estados de orientação neoliberal. Assim sendo,
para adequação do Estado aos postulados neoliberais, a restrição de custos é
uma condição imprescindível, insuprimível. Portanto, na situação narrada, seria
uma prática assentada no neoliberalismo, a restrição dos gastos.
-Os ideias neoliberais foram transmitidos no Brasil a
partir da década de 80, mas encontraram grande aceitação no país a partir de
década de 90. O ex presidente Fernando Collor de Melo estava no poder e
conseguiu se eleger usando uma campanha contra os “marajás” e a favor dos
“descamisados”, dizendo-se amigo dos “pobres”. Porém sua ascensão ao poder
mostrou que o então presidente se colocava a favor do grande capital e contrário
a grande massa trabalhadora.
-Collor teria realizado uma campanha em prol do
desmonte da seguridade social, um direto recém conquistado no país por meio da
Constituição de 88.
-Foi durante o governo Itamar Franco que fora
sancionada a Lei Orgânica da Assistência Social, buscando regulamentar o
direito a Assistência Social já posto na Constituição de 88. Mas, na prática,
não houve intervenções para dar viabilidade prática ao que estava posto na lei.
-Apesar de ter definido como meta a intervenção nas
áreas de saúde, educação, emprego, agricultura e segurança, poucas intervenções
foram empreendidas, em seus dois mandatos, e a política social permaneceu a
margem e aguardando o momento em que fosse de fato colocada em prática. No que
diz respeito a política de assistência social, raras ações eram desenvolvidas
para efetivar os dispositivos constitucionais e ainda o que estava posto na
LOAS. A assistência social ficou reduzida às ações do Programa Comunidade
Solidária, que estavam orientadas apenas a atender a população mais pobre.
-Somente a partir do Governo Lula que as ações em
política social começam a ser alteradas, porém isso não significa ainda o
rompimento com o ideal neoliberal.
-A política social foi influenciada por duas formas de
compreensão do papel do Estado, sendo essas: Neoliberalismo e o welfare state.
-Sobre o neoliberalismo no Brasil, está incorreto
afirmar que propunha que o Estado custeasse parte dos custos da reprodução da
força de trabalho por meio das políticas sociais.
-O Consenso de Washington condicionou a ajuda
financeira concedida aos países a sua adequação aos postulados neoliberais.
-Sobre o neoliberalismo no Brasil, é incorreto afirmar
que defendeu o financiamento de parte dos curtos da reprodução da força de
trabalho.
-Na década de 90, instalou-se no Brasil uma política
de reformas estatais fundamentada nas relações econômicas e políticas sociais,
resultando na transferência das responsabilidades do setor público para a
sociedade civil.
-Sobre as linhas gerais da reforma do Estado
brasileiro, é correto afirmar que as reformas econômicas devem ser orientadas
para o mercado a fim de garantir a concorrência interna e as condições para a
competição internacional, e a reforma é do aparelho do Estado e da previdência,
com inovações no âmbito da política social.
-No âmbito do Serviço Social, adensa-se a perspectiva
crítica que considera a reforma do Estado brasileiro um verdadeiro processo de
“contrarreforma”. Essa compreensão está ancorada no entendimento de que o termo
“reforma” tem um conteúdo ideológico para convencer do caráter democrático e
reformista das mudanças.
-A reforma do Estado tornou-se, durante a década de 90
do século XX, a tônica nos discursos e práticas políticas na sociedade
brasileira. O ideário da reforma buscava a tentativa de superação da
administração burocrática com a introdução da administração gerencial.
-Na análise crítica da reforma do Estado, entendida
como uma “contrarreforma”, um dos objetivos das mudanças propostas, em
especial, no núcleo de “serviços não exclusivos”, é incentivar a participação
da sociedade, por meio de investimentos privados, com ênfase na figura do
cidadão-cliente.
-obre a crise do Estado de Bem-Estar Social, há entre
os teóricos diversas interpretações sobre suas causas e manifestações, no
entanto, entende-se que está associada à superprodução e superacumulação, como
desdobramento da crise estrutural do capitalismo. Daí resulta o ajuste
estrutural do Estado, a chamada reforma do Estado, que se funda na necessidade
do desmonte do Estado para atender a necessidade do grande capital de
liberalizar os mercados. Essa reforma é concebida como parte das bases de
regulação das relações sociais, políticas e econômicas.
-Vive-se uma tensão entre a defesa dos direitos
sociais e a mercantilização e a re-filantropização do atendimento às
necessidades sociais, com claras implicações na universalização da prestação de
serviços sociais.
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-somente a partir da LOAS
(lei orgânica da assistência social), que o texto constitucional em relação a
política de Assistência Social começou a ganhar forma.
-Assistência Social é política social não contributiva, destinada
a provisão de mínimos sociais, para atender as necessidades básicas de uma
determinada população.
-objetivos estão orientados a contemplar aspectos como a proteção
social, a vigilância sócio assistencial e a defesa de direitos, sendo tais
ações orientadas aos segmentos mais vulnerabilizados da sociedade, sendo esses
prioritariamente, as famílias, crianças e adolescentes, idosos e as pessoas com
deficiência. O grande enfoque é para ações desenvolvidas junto a idosos,
crianças e adolescentes e pessoas com deficiência por serem segmentos que além
da vulnerabilidade financeira podem também sofrer em decorrência do seu estágio
específico de desenvolvimento.
-Princípios da LOAS: supremacia do atendimento às necessidades
sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica; universalização dos
direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial
alcançável pelas demais políticas públicas; respeito à dignidade do cidadão, à
sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à
convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória
de necessidade; igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem
discriminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às populações
urbanas e rurais; divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e
projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Poder Público e
dos critérios para sua concessão.
-Diretrizes da LOAS: descentralização político-administrativa para
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e comando único das ações em
cada esfera de governo; participação da população, por meio de organizações
representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos
os níveis; primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de
assistência social em cada esfera de governo.
-A legislação em questão disciplina ainda sobre os serviços,
programas e projetos a serem desenvolvidos no âmbito da Assistência Social,
sendo dada grande ênfase ao Benefício de Prestação Continuada ou BPC, que é um
dos benefícios que ganha destaque no âmbito da Assistência Social. No entanto,
também é importante pontuar que a LOAS disciplina o desenvolvimento dos
chamados benefícios eventuais, dos serviços assistenciais e dos programas de
assistência social, além de apontar sobre os projetos de enfrentamento a
pobreza.
-A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de
iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os
direitos relativos à saúde, previdência e assistência social.
-a assistência social tem por objetivo amparar as crianças e
adolescentes carentes.
-A Assistência Social aos idosos será prestada de forma
articulada, conforme os princípios e diretrizes previstos no Estatuto do Idoso,
e também previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, na Política Nacional
do Idoso e no Sistema Único de Saúde.
-São marcos legais da história da Assistência Social no Brasil:
aprovação da NOB-RH/SUAS e o Plano Decenal de Assistência Social e instalação
do Conselho Nacional de Assistência Social e a criação do Ministério de
Desenvolvimento Social e combate à fome.
-O marco fundamental do processo de constituição da LOAS enquanto
política social pode ser expresso por meio da Constituição Federal, da Lei
Orgânica da Assistência Social e da Política Nacional de Assistência Social.
-A universalização dos direitos sociais, tornando o destinatário
da ação alcançável pelas demais políticas sociais não é um dos objetivos da
Política de Assistência Social.
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-a Lei Orgânica da Assistência Social e o Plano Nacional da
Assistência Social são os principais documentos que orientam a Assistência
Social no Brasil.
-LOAS: novos espaços de participação popular e de controle social,
sendo esses as conferências e os conselhos.
-Conselhos: podem participar trabalhadores da área da Assistência
Social, usuários e demais envolvidos com essa Política Social; a atuação é
voluntária e cada conselho precisa possuir composição paritária, com 50% de
membros que representem a sociedade civil e 50% de representantes do Estado;
suas atividades são contínuas; Cada município deve instituir seu próprio
Conselho, cabendo a ele a elaboração de seu regimento interno; é de
responsabilidade do Conselho apreciar e aprovar, ou não o Plano Municipal de
Assistência Social, que, por sua vez
será o documento em que as ações da Assistência Social são planejadas; os
Estados, o Distrito Federal e o Governo Federal também precisam instituir
conselhos.
-Conferências: espaços para onde podem afluir todos envolvidos com
a Política de Assistência Social, com direito a voz e voto. A conferência de
Assistência Social deve acontecer a cada dois anos e precisa se constituir
enquanto um espaço de ampla participação e deliberação da Política de
Assistência Social.
-A Política Nacional indica como possibilidades a instituição de
fóruns de debate e a organização de um trabalho que envolva as demais políticas
sociais, tornando a Assistência Social uma política social cada vez mais
interdisciplinar e “aberta” à sociedade como um todo.
-Comissões intergestoras, bi e tripartite: seriam organizadas para
delimitar parâmetros mínimos para a organização da Assistência Social, em todo
território nacional, indicando os serviços mínimos para cada nível de gestão.
-Conforme indicado pela LOAS todos os trabalhadores, usuários,
gestores e demais envolvidos com a Assistência Social devem participar das
conferências. De tal maneira, não há necessidade de indicação prévia para
afluir a essas instâncias participativas.
-O Plano Municipal é um documento onde devem estar expressas as
ações, objetivos, recursos, que irão ser desenvolvidas na área da Assistência
Social. É um documento de sistematização, mas também de controle das ações
afetas à área da Assistência Social. Na LOAS, por sua vez, o Plano Municipal de
Assistência Social é indicado como uma das requisições aos municípios e Estado
que desejem receber recursos para a execução das ações relacionadas à
Assistência Social.
-É condição também aos municípios e aos Estados a instituição de
Conselhos, Elaboração de Plano, a Regulamentação do Fundo e a destinação de
orçamento próprio para a execução dessas ações.
-A LOAS estabelece que para que os estados e municípios possam
receber recursos financeiros se faz necessário: Conselho de Assistência Social,
Fundo de Assistência Social, Plano de Assistência Social.
-o funcionamento das entidades e organizações da assistência
social depende de prévia inscrição no Conselho Municipal de Assistência Social.
-Conselhos de Direitos e de Políticas ou Conselhos de Gestão
Setorial nos campos da assistência, saúde, criança e adolescente, dentre outros,
se organizam a partir das diretrizes: paridade entre governo e sociedade civil
e caráter deliberativo em face da elaboração e fiscalização das políticas.
-é de responsabilidade do órgão da administração federal
responsável pela Assistência Social e do Conselho da Assistência Social
realizar o acompanhamento dos recursos do FNAS.
-os recursos da União serão repassados automaticamente ao FNAS.
-para o recebimento de recursos do FNAS, o município ou o Estado
precisa comprovar a destinação de recursos próprios para a área da Assistência
Social.
-De acordo com a Política Nacional de Assistência, o Controle
Social, é tratado como um eixo estruturante.
-o controle social, no âmbito da Assistência Social, se efetiva
como uma modalidade de participação popular.
-dentre os mecanismos de participação popular destacam-se os
conselhos e as conferências.
set
2014
27
Resumão: TPS
Postado em Temas em Psicologia Social
Temas em Psicologia Social
Materialismo
histórico-dialético
-Psicologia Social:
compromisso social.
-Silvia Lane propõe
transformação da realidade atenta ao contexto social.
-Revisão dos conceitos que
levaram à construção de uma Psicologia voltada para a realidade social -
conhecer os mecanismos que levam à alienação social.
-Desvendar e ampliar a
consciência (o aqui e agora).
-Silvia Lane questionou o
compromisso social da Psicologia. Fez uma revisão dos conceitos que não faziam
parte/explicavam nossa realidade, o que contribuiu para a formação de um
conhecimento teórico mais adequado.
-Utilizaram o Marxismo/Materialismo histórico-dialético (Karl Marx) e Vygotsky (matéria e história) para formar a Psicologia Sócio Histórica.
-Marx: "somos
o que produzimos". Escreveu "O Capital", onde fez uma análise do
comportamento. Foi aluno de Hegel.
-Hegel: explicou a
sociedade pelo espírito, as coisas acontecem de forma natural.
-Marx valoriza a matéria e
fala da importância do trabalho.
-O trabalho passa a ser valorizado com o
capitalismo. É mais que a produção de bens materiais, é a transformação da
natureza e de si mesmo.
-Já na era moderna, o
trabalho era dividido em: livre (burguês - detém os meios de produção, é
dono das máquinas) e mecânico (operário, proletário). O homem era visto como uma máquina.
-As coisas têm
significado/representações que dependem do lugar e da condição material de
vida.
-O que é real depende dos
sentidos/significados/consciência e da condição material.
-As pessoas têm uma
relação entre si e com a natureza, e essas relações sociais são produzidas
pelas próprias pessoas. São um processo histórico.
-O homem produz suas
relações de vida/existência.
-Capitalismo: forma
de produção, acumulação e distribuição da mercadoria.
-Mercadoria: valor de uso (utilidade do produto) e valor de troca (preço do mercado).
-Para a produção da
mercadoria, é preciso material, eletricidade, transporte etc. Os funcionários
recebem cerca de 50% do lucro gerado pelo trabalho realizado, o restante é do
burguês. Isso é a mais-valia.
-Mais-valia:
trabalho não-pago.
-A mão-de-obra é um trabalho social visto como mercadoria.
-Sem a mais-valia, o
sistema capitalista não existiria.
-Dialético:
contraditório.
-A Ideologia nos mantém nessa condição
(coisificação de produtos e pessoas).
Trabalho para Karl Marx
-Divisão social do
trabalho: intelectual (planeja, organiza, elabora) e manual (é o que realiza; é
desvalorizado pela sociedade, visto como não-pensante). Essa divisão gera e
mantém a desigualdade social.
-Relação de produção:
cooperação e intercâmbio entre os homens. As relações de produção, trabalho,
lugar ocupado na hierarquia social formam a consciência (realidade que ocupa).
-A consciência é fruto da condição material de
existência humana e representa a realidade como lhes parece.
-Ideias: nascem da
atividade material, representação invertida do processo real (a sociedade
coloca o indivíduo em determinada posição, que é vista como natural, apesar de
não ser).
-Ações vistas como se
existissem por si mesmas. Acreditamos que as coisas são naturais, o que é uma
alienação, já que são interesses construídos. Não vemos a realidade como ela é.
-Afirmar que a sociedade é
natural é alienação.
-Criação da ideologia feita por teóricos e ideólogos,
que são representantes da classe dominante, ou seja, distanciados do mundo real
(Estado, mídia).
-Ideias parecem
contraditórias e a sociedade é contraditória.
-História: forças
de produção, relações sociais e consciência. O
homem é um ser histórico: tem consciência, trabalha e se relaciona (baseado
em interesses construídos).
-Estado: surge como
força autônoma, porém defende os interesses dos proprietários.
-Política:
manifestação dos interesses das classes dominantes e dominação/exploração.
-Ideologia:
produzida pelas condições objetivas de existência social dos(as)
homens/mulheres. Existe para que se mantenha o controle, a submissão.
-Sujeito e classe
social: submissão que aparece como natural perante aos grupos dominantes.
-Ideologia naturaliza as diferenças entre os homens:
"todos são iguais". É o meio usado pelos dominantes sem que se
perceba como tal pelos dominados.
-A consciência não se separa da sua práxis / ação. Uns consomem/pensam (intelectual), outros produzem/trabalham (manual).
-O consumo é utilizado para manter a submissão existente.
-Fetiche da mercadoria: a pessoa consome imaginando que irá se tornar alguém melhor, mais influente, ter valor. Desse modo, se torna o próprio produto, é visto pelo que possui.
Ideologia hoje
-Mundo sustentado por uma sociedade
imaterial --> comunicação
verbal e simbólica (mídia
influencia em significados).
-Ideologia: inúmeros enfoques
teóricos.
1) Dimensão
positiva ou neutra.
2) Dimensão
negativa ou crítica (distorce,
manipula, engana --> para Marx sempre será assim).
-Ideologia como prática material concreta (aparelhos ideológicos do estado
--> escola). Dimensão
dinâmica/prática (modo de
agir --> exemplo: trabalho).
-Ideologia para Marx:
"...examinar as maneiras como as relações sociais são criadas e
sustentadas por formas simbólicas que circulam na vida social, aprisionando as
pessoas e orientando-as para certas direções".
-Uso dos sentidos que servem para estabelecer e
sustentar relações de dominação.
A) Concepção
crítica: ideologia como fenômeno enganador (questionar, desenvolver uma
ideia própria sobre algo).
B) Sentido
e formas simbólicas: ações, imagens, textos (avaliar o momento sócio
histórico, contextualizar).
C) Conceito
de dominação: poder X dominação.
-Poder: conhecimento,
acontece de forma natural.
-Dominação: não tem poder,
aprisiona para dominar.
D) Modo
e estratégias que o sentido serve para sustentar relações de dominação.
E) A
valorização das formas simbólicas.
-Paulo Freire: escola/educação
é política (traz a ideia de determinadas grupos).
-Há dois tipos de educação: crítica (aluno é questionador) e bancária (aluno é recebedor). Para Marx, é
sempre bancária.
-Utilizam-se formas simbólicas para
manter a dominação.
-A ideologia mantém as pessoas em submissão.
Aroldo Rodrigues
Psicologia Social
cognitiva:
compreensão dos estímulos sociais (exemplo: representações sociais).
-Tecnologia social:
achados científicos das ciências sociais para resolver problemas sociais.
-Proposta: postura
ética da Psicologia Social.
-Ciência neutra:
não intervenção de tendenciosidades / vieses (subjetividade do pesquisador).
-O estudo de Marx não é
Psicologia, e sim política.
Eliezer Scheineder
-UFRJ/UERJ, década de 50.
-Proposta: ênfase
na abordagem histórica (origem) e cultural (valores/crenças). Para entender o
ser humano, é importante conhecer esses aspectos.
-Aproximação da Psicologia
com outras teorias.
-Compreensão dos processos micro (grupos pequenos) para entender
como se tornam macro.
-Psicologia:
compreensão da problemática humana em sua diversidade histórica e
cultural.
Silvia Lane
-Compromisso social da
Psicologia.
-Psicologia: sócio
histórica e social comunitária.
-Conhecimento da
Psicologia para a transformação
social.
-Atenção ao contexto
social/realidade social.
-Realidade social:
parâmetro para a produção científica.
-Consciência (desvendar).
-Crítica à Psicologia
Social norte-americana (foca
no positivismo, experimental, controla as variáveis).
-Uso do materialismo histórico-dialético.
-Ver o homem/a mulher como
totalidade histórica.
-Psicologia
Sócio-Histórica pesquisa e se baseia em Vygotsky, Lúria e Leoutiev.
-Importante
trabalhar a consciência das pessoas através da reflexão social.
-A Psicologia Social e uma
nova concepção do homem para a Psicologia
-Importância de considerar
o contexto histórico do Brasil para explicar como o sujeito age, que é uma
maneira diferente do homem norte-americano.
-Compromisso social.
Texto Ferreira Gullar
Homem --> criação
--> fazer histórico (cult, realidade, relação social, si mesmo).
-Mudança a partir do
trabalho, transforma a natureza.
-Sujeito se reconhece como
sujeito, pelo outro.
-Relações sociais / o que
acontece no mundo não é divino, é uma construção do próprio homem. A sociedade
se constrói a partir dos grupos, das relações. O aspecto biológico não diz quem
somos, entretanto, o Outro determina que somos.
-Para estudar o homem, é
preciso estudar seu grupo, e como esse se constituiu.
-Os homens de diferentes
regiões têm realidades e são culturalmente diferentes. A realidade se dá a
partir do grupo em que o indivíduo constrói sua individualidade.
-Década de 50:
sistema em termos de Psicologia Social a partir de duas tendências: perspectiva
pragmática e fenomenológica.
-Perspectiva pragmática:
origem nos EUA; raízes no Behaviorismo; busca intervir nos grupos para
harmonizá-los e garantir produtividade; homogeneíza.
-Perspectiva
fenomenológica: origem na Europa; raízes na Fenomenologia e na Gestalt; a
existência precede a essência; modelo totalizado, para todos os povos e
culturas.
Década de 60: crise do conhecimento psicossocial, não explica ou prevê
comportamento social. Questiona a eficácia, o caráter ideológico das práticas e
sua dicotomia entre o eu e a sociedade.
-Antes a explicação era
individual, agora a atividade individual representa o grupo de que a pessoa faz
parte.
-Sociedade ligada ao eu,
grupos de interesses, ideias.
-Para a superação da
crise, pensar que:
A Psicologia tem uma
tradição biológica: os processos psicológicos são assumidos como causa, ou uma das
causas que explicam o seu comportamento.
Exemplo: a pessoa rouba por ter
mau caráter (não pode-se excluir o aspecto social que existe).
-Homem é cultura, é
produto da sua condição social, histórica e também produtor. Fala, pensa,
aprende, ensina, transforma a natureza. Organismo:
infraestrutura que permite uma superestrutura.
-Visão global de homem:
aspecto interno junto com o social.
-Silvia Lane concorda com
Skinner sobre reforço e punição, e isso influencia no comportamento.
Skinner está dentro da instituição, Silvia Lane vê a sociedade e abrange outros
aspectos.
-É importante considerar a
condição social em que ocorre a aprendizagem, a condição social define o
indivíduo na sociedade, no conjunto das relações sociais.
-Compreensão do homem como
produtor da história.
-Muitas vezes o homem fica
destituído das suas condições de direito.
O Positivismo
-Na objetividade dos
fatos, perde o ser humano.
-Não identifica o sujeito
na história.
-Psicologia Social:
recuperar os indivíduos, história individual com história social, entender a
ideologia presente.
-O homem vive em
sociedade.
-Considerar o materialismo
histórico-dialético.
-Quando descreve os fatos,
não se atenta aos aspectos biológicos. A Psicologia Social deve considerar.
-O homem, ao transformar a
natureza, se transforma. Ser em ação produz história.
A Psicologia Social e o
materialismo histórico-dialético:
-Teoria filosófica e
científica.
-Entender os fenômenos
materiais, processo que se relaciona com os homens, é dinâmico, existe uma
interdependência.
-Ideologia serve para
manter as relações sociais. Estado defende interesses de um grupo, uma minoria.
-Importância das relações
grupais, mediadas pelas instituições sociais, enquanto tais exercem uma
mediação ideológica. Exemplo: identificam o que é certo, errado, adequado
ou inadequado.
-Transformação social:
trabalho é feito com o outro.
-Métodos: pesquisa-ação,
conhecer o indivíduo no conjunto de suas relações sociais.
-Psicologia 1975:
ciência experimental quantitativa. Laboratório criado por Wundt.
-Nasce de acordo com as
necessidades da época, como uma ciência positivista (posso observar e comprovar
os dados / ênfase na razão / funcionamento do homem /determinista /
mecanicista). Baseado em:
Gestalt (percepção), Psicanálise (inconsciente), Comportamentalismo
(comportamento observável).
-Diferenças entre as
abordagens, mas nenhuma delas supera a visão de estudar o homem de modo
mecanicista e determinista (crítica).
-Questão: a
compreensão do fenômeno psicológico é incompleta.
-Psicologia Sócio-Histórica:
Psicologia histórico-cultural (Vygotsky).
-Fundamento:
Marxismo e Materialismo histórico-dialético como filosofia, teoria e
método.
-Segundo Vygotsky, para
entender o homem é preciso observar os aspectos históricos e culturais. Se
baseou no marxismo, o homem é visto como mercadoria no mundo capitalista. Materialismo histórico-dialético
como filosofia, teoria e método: mundo externo colabora para a compreensão
do mundo interno.
-Homem: ser ativo,
social, histórico. O homem trabalha, atua, transforma a sociedade (histórico),
se relaciona com os outros (social) e está sempre em ação (ativo). O fenômeno
psicológico é construído com a relação entre as pessoas.
-Abandono da visão
abstrata do fenômeno psicológico.
-História:
liberalismo (capitalismo, individualismo). Surge o Eu (mundo interno).
-Liberalismo nasce com o capitalismo na
Inglaterra: valorização do individualismo (o sujeito pode se fazer por si
mesmo, se a pessoa não consegue mudar a própria vida, é problema dela / quem
tinha dinheiro/posses, tinha direitos / igual entre os iguais).
-Surge a Psicologia como é
hoje para estudar o Eu,
que aparece como naturalizado.
-Fenômeno psicológico aparece como naturalizado. Mas, para a
Psicologia Sócio-Histórica "reflete a condição social, econômica e
cultural em que vivem os homens".
-O fenômeno psicológico
não é natural, é construído com o auxílio da linguagem. Não é mundo interno, e
sim mundo externo em relação
com o interno. Se constrói na sociedade em que a pessoa está
inserida.
-Fenômeno psicológico →
sociedade.
-Os grupos de poder criam
estratégias que nos impedem de ver o que acontece na sociedade.
-Linguagem:
mediação para a internalização da objetividade. Construção de sentidos pessoais
(subjetividade).
-Crítica da Psicologia Sócio-Histórica
à Psicologia: Psicologia é deslocada da realidade social e cultural.
-Ideologia →
Psicologia.
-1962: Psicologia
como trabalho do psicólogo e ação direcionada e intencionada.
-Trabalhador: projetos de
vida.
-Concepção:
materialismo histórico-dialético.
-Marx: a classe
social interfere na maneira como nos comportamos.
-Surge Vygotsky:
insatisfação com a Psicologia (estuda o mundo interno).
-Propõe a explicação sobre
o Psiquismo e comportamento a partir "Funções psicológicas
superiores" (gênese social da consciência).
-Funções psicológicas
superiores: pensamento, linguagem, consciência.
Categorias de análise:
1) Linguagem: signos (mediador da realidade).
2) Consciência: pensar, sentir,
agir - determinada pelas relações materiais vividas.
-Linguagem e
consciência formam o psiquismo: realidade e apropriação de signos
(individuais) e significados (coletivos). O psiquismo se constitui em um
contexto social, histórico e cultural (crenças, estilos de vida, hábitos).
Metodologia de pesquisa
-Homem: ser de
relações, produto evolução biológica, produto determinações sociais e
históricas do meio no qual o indivíduo vive.
-Relações entre homem e
meio social constroem-se e transformam-se: busca de sua singularidade,
internalizando e expressando sua condição histórica e social, sua ideologia e
relações vividas.
-Homem/mulher:
situá-lo em dado momento histórico, desvendar e explicar as determinações
sociais que o constroem.
-A partir do global (vida / realidade concreta),
chega-se no psicológico (consciência / entender o
homem).
-A partir da palavra/signo
》explicação da história
individual 》discurso que trata da
história social, ideologia, memória coletiva.
-Consciência se relaciona
com a linguagem, que se expressa com a fala, mostrando sua organização.
-Uso da metodologia qualitativa (impressões, significados).
-Método/procedimento: pesquisa-ação/pesquisa participante (pesquisador vive no local / faz parte
do meio e tem uma intenção de modificação). São intervenções que consideram o
conhecimento do sujeito e colaboram para uma reflexão por parte dele.
Questões para estudo
1) Quais foram as contribuições de Silvia Lane para a
formação da Psicologia Sócio-Histórica? Quais os pressupostos epistêmicos?
2) Qual a principal diferença entre as teorias de Marx
e Hegel?
3) O que é o capitalismo?
4) O que é a mais-valia?
5) Relacione ideologia com alienação.
6) Explique os dois tipos de trabalho (intelectual e
manual).
7) O que é alienação? Relacione com o conceito de
realidade invertida.
8) O que é o "fetiche da mercadoria"?
9) Para Marx, o que é ideologia?
10) Diferencie poder e dominação.
11) Qual é o enfoque da Psicologia Social Cognitiva?
12) Qual é o foco da teoria de Eliezer Scheineder?
13) Qual a ênfase da Psicologia Sócio-Histórica de
Silvia Lane?
14) Explique a razão do fenômeno psicológico não ser natural.
15) Como é formado o psiquismo?
16) Explique a metodologia qualitativa e o
procedimento da pesquisa-ação.
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
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