sábado, 30 de abril de 2016
abr
2016
30
-Para adotar, responde a um questionário (nome, idade,
estado civil, escolaridade, renda, endereço), define um perfil (menino, menina,
branco, negro, limite de idade para a criança a ser adotada). Isso para cruzar
os dados das crianças e dos candidatos. Após isso, entramos em contato com os
candidatos para entrevista-los e investigar a motivação da adoção: infertilidade
(barreira social, pois a sociedade ainda trata essas pessoas como
incompetentes, geralmente a adoção é a última opção; se o luto de não ter filho
não foi elaborado, o processo de aceitação pela família e pela sociedade será
dificultoso – para o homem, infertilidade é impotência e para a mulher,
incapacidade de ser mãe; pode ser altruísta, querendo proporcionar melhor
qualidade de vida para a criança), adoção
por perda de um filho (filho faleceu e não quer passar pelo processo de
novo, adota uma criança da idade do filho que morreu; se a família encara como
uma substituição, a criança não terá personalidade própria, será a sombra do
outro), adoção por vontade de uma das
partes (se um quer e o outro cede, após um tempo pode ocorrer uma situação
que desgasta a relação do casal e o maior prejudicado será a criança, que pode
virar bode expiatório), adoção
altruísta, mas a família discorda (os pais querem, mas a família não aceita
a criança, gerando exclusão).
-Fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e
aceitação.
-Temos que identificar as fantasias do processo de adoção: será como eu, será como os pais
biológicos, se tem familiares dependentes não quer. Formamos grupos para
compartilhamento de experiências, tornando algo distante, próximo. Falamos
também sobre processos de desenvolvimento e ciclo vital das crianças (como
acontece, quais cuidados, quais dificuldades) para desmistificar coisas que os
pais acreditam que só acontece com crianças adotadas. Clarificamos situações de
adoção de crianças e adolescentes para os pais se prepararem para o processo.
-Crianças de até 2 anos, iniciamos com o processo de
convivência.
-Processo de
aproximação: os candidatos vão até o abrigo e, por um dia, substituem o
cuidador, depois passam a semanas, passeios e, após a construção de um vínculo
de confiança (aproximadamente 1 mês), pode levar a criança para dormir uma
noite em casa.
-Pais biológicos têm 9 meses para elaborar todas as
mudanças que ter um filho vai exigir. Pais que adotam têm 2 meses.
-Quanto mais velha a criança, mais amplo nosso trabalho
deve ser. Se já foi abrigada, se já teve família (elaborou o luto?), quantos abrigamentos
já teve, quais as expectativas que possui para uma nova família... tudo deve
ser investigado. Tudo será investigado de forma lúdica (desenho, áudio, criação
de vínculo através de contatos básicos). Quando tiver um vínculo maior de
confiança, vai até o abrigo, participa das atividades etc.
-Após a criança ir para a casa, fazemos visita domiciliar
para verificar o dia a dia, as expectativas.
-Nosso trabalho deve ser global, sistêmico para investigar
a estrutura do casal, da família e tudo que interfere no processo de adoção.
-Troca de certidão de nascimento da criança: colocar o nome
dos pais adotivos no lugar dos biológicos; até dois anos pode-se trocar o
primeiro nome e colocar o sobrenome dos pais adotivos (mais velhos pode gerar
um conflito de identidade).
-Nossa sociedade nega a diferença, portanto a adoção de
crianças com algum tipo de comprometimento é a última opção. Após a
homologação, a destituição do poder familiar passa pelo mesmo processo de pais
biológicos: se devolve, está abandonando.
-No Brasil, acontece a adoção brasileira aos montes: pego o
filho de outra pessoa e registro no meu nome. Isso por que as pessoas imaginam
que o processo é muito longo.
-A adoção só acontece se houver destituição do poder
familiar. É obrigação dos pais contarem para a criança que ela é adotada (nosso
trabalho também é orientar a respeito disso, adequando à linguagem da criança).
abr
2016
30
Resumo da aula de Psicopatologia Geral (26/04)
Postado em Psicopatologia geral
-Estados
sinistros: loucura, geminalidade.
-Muitas
vezes, o que chamamos de loucura não é tão evidente assim.
Neurose
e psicose (psicanálise, Freud)
-1893
até 1914: teoria do recalque (neuroses).
-1914:
“introdução ao narcisismo” e “luto e melancolia” / primeiras teorizações acerca
das diferenças entre neurose e psicose do ponto de vista libidinal.
-1923/25:
teorizações sobre defesas específicas para neurose e psicose.
-Psicanálise
surge fazendo uma crítica a medicina, que falava da loucura há 100 anos.
-Pinel
e outras escolas trabalharam com descrição de sintomas. Doença precoce (esquizofrenias),
monomanias (transtorno bipolar), psicastemia (transtorno obsessivo compulsivo),
melancolia (depressão) já eram nomenclaturas presentes.
-A
medicina buscava justificar porque a loucura era problema dela, buscando
origens orgânicas. Pessoa em estado de desrazão, busca pela retomada da razão.
-Hoje
sabemos que a patologia tem uma base orgânica, mas não genética.
-Tudo
isso influenciou na criação de manicômios. A Alemanha não tem registros de
manicômios.
-Os
sintomas histéricos chamavam muita atenção. A pessoa não entrava em estado de
desvalia, não havia correspondente orgânico que justificassem o sintoma.
-Freud
começa a se interessar por essas questões e volta a observação para o sintoma
histérico. Não tinham questões orgânicas, mas faziam parte da história da
pessoa (registro de sedução, abuso).
-Breuer
dizia que o sintoma era singular da pessoa.
-Freud
vai para a comunidade científica falar sobre a hipótese de o sintoma estar
ligado a alguma experiência traumática na infância.
-No
início, a psicanálise não buscava distinguir neurose e psicose. O foco era
eliminar a histeria.
-Ao
mesmo tempo que descreve o sintoma histérico, a Psicanálise constrói/teoriza
sobre como se dá o psiquismo no homem.
-O
bebê freudiano não nasce com psiquismo, e sim com potencial a construir o
psiquismo ao longo da existência.
-Recalque:
repressão, abafar.
-Primeira
teoria do mecanismo psíquico: todas as experiências passam por consciência e
inconsciência. Nem tudo que é vivido, é suportado pela consciência. O que não
era suportado, eram questões que afrontavam a moral sexual e religiosa da
época. As histéricas tinham experiência de sedução na infância e a moral
mostrava que aquilo era errado, o que fazia com que esse material fosse levado
ao inconsciente. O inconsciente tinha a ver com tudo que um dia havia sido
consciente. E tudo voltava a partir de determinadas circunstâncias (criança seduzida
implicava uma quantidade grande de energia que não era ab-reagida, elaborada,
então parte dessa energia virava sintoma). O recalque vai separar a
representação do afeto.
-Quem
introduz o recalque na vida da criança é o outro.
-Freud
descobre que as histéricas mentem para ele por que nem sempre foram vítimas de
sedução (não houve um fato concreto). Havia um desejo de realizar essa cena e
esse desejo era varrido do campo da consciência e levado ao inconsciente,
voltando através do sonho, sintoma etc.
-O
sintoma é uma defesa do ego.
Filme recomendado: Victor, o selvagem de aveyron.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
abr
2016
22
Resumo da aula de PJ (22/04)
Postado em Psicologia Jurídica
Adoção
-Demora
para as famílias se desvincularem, a criança cresce e se torna mais difícil de
ser adotada.
-O Estatuto
da Criança e do Adolescente é desconhecido pela maioria dos brasileiros.
-A
legislação legitima, controla e valida comportamentos sociais.
-Existem
vários mitos gregos, romanos que falam sobre adoção.
-O que
hoje temos como família ideal, foi uma construção política no século XVIII.
-Registros
de adoção desde os séculos XIV, XV antes de Cristo. Está nos códigos:
romano e babilônico.
-Herdamos
o código romano, que validava a adoção de maneira perniciosa. A criança era
adotada e considerada adotiva (questão de morte, herança, sucessão ele ficava
por último, a prioridade era dos biológicos).
-Inglaterra
e Estados Unidos não legitimaram o processo de adoção por vários anos, por
questões de hereditariedade, manter império, dinheiro.
-A
igreja é um império que concentrou dinheiro por muitos anos, principalmente
pela questão dos celibatos. Houve uma época em que o conhecimento era de todo
por quem era alfabetizado. Muitos eram chantageados, estorquidas por falta de
conhecimento (se não fizer isso “que está escrito na bíblia”, você vai para o
inferno). Quando diz que casamento é uma instituição sagrada, afirma que os
homens devem ser monogâmicos e fiéis (diferente do esperado para os homens).
Existem comportamentos esperados para o homem socialmente (infiel) e para o
homem casado (fiel). Se torna pecador, então pode se confessar, receber
penitência do padre (rezar) e indulgência (comprar seu perdão, através da
caridade Deus perdoaria, com doações de dinheiro e terras para a igreja). Como
pagar sua indulgência sem ser reconhecido como pecador? Cria-se as casas de caridade, que mais tarde
seriam as santas casas de misericórdia (abrigo de pessoas de rua, crianças
desabrigadas até conseguir um trabalho ou condições financeiras). As casas de
caridade eram sustentadas por doações, mas era necessário separar quem doava
por ser pecador e quem doava por ser nobre: roda de caridade.
-O
homem devia ser sexualmente ativo, e as mulheres tinham um mínimo poder (critério
de validação) quando era virgem. Desta forma, o homem tinha que passar por cima
da força da mulher (estupro). Geram filhos ilegítimos, indesejados que passam a
ser entregues na roda dos enjeitados/expostos. As mães perceberam que as
crianças recebiam abrigo e alimento nessas casas de caridade, então o número de
depósito de crianças aumenta. O alimento das crianças era leite, então mães
acabavam sendo contratadas para serem abrigadas e fornecerem leite (segundo
critério de validação da mulher). Movimento pernicioso por que fortalece o
movimento de gravidez indesejadas.
-Abandono
de crianças em massa quando os portugueses engravidam as índias.
-No
Brasil, o primeiro registro do processo de adoção é de 1916: adoção simples –
pai adotivo, filho adotivo. Só tem direito de permanecer em uma família, não
tem direito a nome de família ou herança. Existia em benefício dos adultos por
serem mão de obra gratuita. Era uma forma de legitimar exploração de mão de
obra. Quem podia adotar: pessoas com mais de 50 anos, que já tentaram ter
filhos e não conseguiram, que tinham uma estrutura sólida (casamento, divórcio,
viuvez).
-Séculos XVII, XVIII as crianças eram tratadas
como mini adultos, criados por uma ama de leite ou serviçal e quando tivessem
condições de trabalhar, eram devolvidas aos pais. Faziam a mesma coisa que
adultos (sexo, fumar, beber, trabalhar). Apesar de serem legitimadas de outra
forma, a adoção ainda era por interesse dos adultos: ter companhia para cuidar
quando estivesse velho, famílias inférteis para representar a própria família. Quando
a criança nascia, retirava-se o bebê da mãe e mostrava ao pai, se ele aprovasse
a criança, ela fazia parte da família. Se não, deixava a criança na rua (se não
fosse morta de frio, fome, por animal silvestre) poderia ser adotada por
qualquer pessoa para ser serviçal.
-Primeiro código de menores: 1927. Período
de guerra, muitos órfãos (o homem ia para a guerra, se morresse, acabava a
família). Necessidade de legitimar e validar o processo de adoção desses
abandonados.
-Êxodo rural: excesso de mão de obra na
cidade, as pessoas se localizam em cortiços ou ficam desabrigadas pelas ruas.
Para sobreviver, vão roubar. Cria-se uma nomenclatura para dois tipos de
criança: menor (abandonado, sem família) ou menores delinquentes (crianças
abandonadas, perdidas que tem risco ou periculosidade em relação a outras
pessoas). O uso da palavra “menor” carrega um termo pejorativo (hoje em dia utilizamos
para nós referir a um bandido). No primeiro código de menores, há uma
institucionalização de crianças e adolescentes de forma indiscriminada. Não tem
uma diferenciação do estado ou deveres e direitos (sempre tratado como menor).
Ainda se refere a necessidade do adulto.
-Segundo código de menores: 1979. Separação
do termo “menor” e “delinquente”, o estado funciona como tutor das crianças
durante um período para ter um ambiente de desenvolvimento adequado: FEBEM. Divulgação
de que seria uma fundação que proporcionaria um ambiente de educação e
desenvolvimento. Famílias com baixa renda colocavam seus filhos na FEBEM
imaginando que lá teriam condições de estudo e profissionalização. Além das
crianças abandonadas, infratoras, tinha crianças colocadas lá para estudar. A
questão da adoção também é alterada, de 50 anos para 30 (devem ter, no mínimo, 5
anos de casados).
-1989: convenção nacional do direito das
crianças e adolescentes pela ONU. Reunião de países para pensar direitos
básicos de crianças e adolescentes que estavam sendo negligenciadas.
-1990: estatuto da criança e do
adolescente. Adoção pode ser feita por maiores de 20 anos, com diferença de
idade de 16 anos entre a criança/adolescente e quem quer adotar, casado, em
união estável ou solteiro (divorciado, separado).
-Na constituição de 1988 vem a questão de
isonomia, onde a mulher tem direito ao patrimônio, aos filhos, a sucessão.
Troca o pátrio poder (direito do pai) para poder familiar.
-2002: reedição do código civil de 1916.
Adoção: maiores de 18 anos podem adotar, independente do estado civil, condição
social e orientação sexual. O foco não é mais os adultos, e sim as crianças.
Leituras:
Complementar a aula:
ECA: artigos 39 ao 52c.
Para a próxima aula:
sábado, 9 de abril de 2016
abr
2016
9
RESUMÃO: Processos Grupais
Postado em Processos Grupais
Resumo de Processos
Grupais – NP1
1. Fundamentos históricos e
epistemológicos das teorias sobre grupos
Pluralidade
de teorias (cada teórico com a sua visão/linha à técnicas, exemplo: grupo). S (sujeito que quer
conhecer) – (método) O (mundo/objeto) à S-O.
A relação da equação epistemológica se
transforma mediante a teoria. Existe uma visão de homem e mundo. Histórico:
falar de grupo é falar de homem moderno. Psicologia social com Psicologia
organizacional, os grupos se encontram. O homem moderno é social (valoriza a
convivência social, processos de socialização e identidade) e reflexivo (olha
para si mesmo). Quando olha para si mesmo, passa pelo outro, que é o espelho de
quem somos. Demanda psicossocial: está dentro do capitalismo industrial, focado
na produtividade / tudo relacionado ao contexto.
2. Avaliação dos fenômenos da interação
humana
Interação
humana: vínculo (P. Riviere), existência, papeis à cada um fala de uma maneira. Promoção de saúde
através do trabalho em grupo. Hoje a ideia de grupo é muito mais vivencial,
existencial.
3. Técnicas em abordagem vivencial
-Período
entre guerras, pós-guerra (2ª Guerra Mundial), houve um período de intensa
mobilização existencial (estancar m pensamento reflexivo sobre o que é o
homem). Resguarda questão ontológica (o que é o Ser?) e como lidar com o outro
(algo estranho). A partir disso se constrói uma cultura de direitos humanos.
-É no
grupo que também nos estranhamos (somos semelhantes e, ao mesmo tempo,
diferentes).
-Psicologia
social responde a mobilização existencial através dos grupos (através dos
pequenos grupos).
-Estados
Unidos: modelo de produção capitalista industrial, discurso político ideológico
da democracia. Divergência de ideias quando o capitalismo propõe produção em
massa para consumo em massa (visando lucro/crescimento de estudos sobre massa),
com a mais valia (riqueza no bolso de poucos), promovendo desigualdade
econômica e social. Ao mesmo tempo, o discurso ideológico democrático propõe
direitos, equidade, liberdade.
-A
ideia que sustenta o capitalismo é a ideologia neoliberal: ideia de que o
indivíduo é responsável pelo seu sucesso, gerando culpabilização e
naturalizando este processo (discurso de que a mudança é utópica).
-A
Psicologia social começa a fazer uma leitura da Psicologia como um todo e sabe
que tem uma relação intrínseca com os fenômenos sócio históricos.
-Psicologia
social psicológica: leitura cognitiva para o social, com foco no indivíduo,
imaginando que o grupo é um grande indivíduo (psicologização do grupo).
Entendia como o indivíduo era afetado pelo grupo (ainda visão psicologizante).
Não tem grande capacidade crítica do sistema, não o combate e nem as suas
contradições.
-Na
Europa, a Psicologia social sociológica era mantida pelo marxismo dialético,
fenomenologia e existencialismo. Não acata o sistema, questiona e diz que a
divisão “indivíduo e grupo” não existe, pois somos seres sociais e psicológicos
juntos, o tempo todo (dialético). É uma dinâmica nova que surge. Dependendo das
forças que se instalam no grupo, o indivíduo pode ser completamente diferente
em um, do que em outro. Passa-se a pensar o homem de outra forma, sem a ideia
de uma personalidade/subjetividade pronta (eixo fechado), mas sim com forças
que contribuem para que ele se comporte de determinada maneira. Não somos nada,
mudamos constantemente. O método é dialético (Eu e Social, ao invés de Eu ou
Social).
-Auguste
Comte (pai do positivismo e da Psicologia social) afirmava que as ciências
necessitavam ter um objeto positivo e que a Psicologia jamais seria ciência.
Quis fazer uma sociologia científica. Psicologia se pergunta se o indivíduo
existe no social, é preciso pensar o vínculo (interação social).
-Na
Europa, os ancestrais da Psicologia social: Wundt (Psicologia experimental,
1879, 1º laboratório de Psicologia) constrói a Psicologia cultural, onde afirma
que existem fenômenos coletivos muito complexos para irem ao laboratório.
-Émile
Durkheim: fenômenos sempre são explicados por fenômenos coletivos (exemplo:
suicídio).
-Grupo: ferramenta importante para psicólogos
americanos (principalmente) para controle.
-A
maneira mais usual é entender como um conjunto de técnicas, mas não é apenas
isso.
-Dinâmica
de grupo permite que a gente crie (mediante a demanda com a qual estamos
trabalhando).
-Dinâmica
de grupo como 3 grandes dimensões:
1- Ideologia política
(liderança democrática)
-Psicólogo
chamado para solução de problemas práticos. A que ou quem servimos? Equipe,
produtividade, diretor?
-Envolvimento
com capitalismo, produtividade.
-Liderança
democrática: saúde no grupo (coparticipação).
2-
Conjunto
de técnicas
3-
Campo
de pesquisas
-Indivíduo-grupo-social: grupo como
mediação entre o psi e o social (para alguns autores, são processos quase
dialéticos, ocorrem juntos, não dá para separar).
-Quando
o grupo consegue que os papeis transitem, é sinal de saúde.
-Como
foi estruturado.
-Forma
de organização, desempenho etc.
-Principais teorias: teoria de campo,
sociométrica, psicanalítica, interação.
-Psicogrupo (existe em função da
afetividade de seus membros, ex: família) e sociogrupo (existe para uma função/tarefa específica).
-Forças psicológicas no campo:
a)
coesão: força de união.
b)
coerção: força de pressão.
c)
pressão social: questão social que afeta o indivíduo.
d)
atração ou repulsão.
e)
resistência a mudança: sinalizador de saúde no grupo (para P. Riviere, se o
grupo é muito resistente, é doente).
f)
Interdependência.
g)
equilíbrio.
-Grupo
como ferramenta interdisciplinar (antropologia, ciências políticas, pedagogia,
esporte, Psicologia etc)
-Definição tradicional – 4 características:
1)
foco em pesquisa empírica: passa pela teoria e pela prática.
2)
interesse pelos fenômenos psicossociais: interdependência; além da história dos
integrantes e da sociedade.
3)
aplicabilidade potencial para aprimorar o trabalho.
4)
relação com ciências sociais.
-História da Psicologia de grupos:
-1960:
centro de Psicologia aplicada no Rio de Janeiro (psicodrama, entre outras
técnicas).
-1962:
Psicologia reconhecida como ciência.
-Obras
de sensibilidade social.
-Extensão
para a prática psicológica.
-Grupo? Cada teoria define de acordo com
suas bases epistêmicas, mas de modo geral é um conjunto de pessoas:
a)
interdependentes e realização de objetivos.
b)
relação interpessoal autêntica.
c)
criação de vínculos e interação.
d)
forças recíprocas.
-Processos
de grupo – capitalismo e democracia.
-Co-participação,
meio de governo (controle?), depósito de confiança, buscar consenso, incremento
de produtividade.
Kurt Lewin
-Kurt Lewin considerado precursor de dinâmicas de grupos.
-Utiliza Gestalt para explicar grupos.
-Abalo da Gestalt com a segunda guerra mundial (a maioria
dos teóricos eram judeus e muitos foram para os Estados Unidos).
-Trabalha com microgrupos.
-O eletromagnetismo (causa e efeito, movimento de corpos)
traz a ideia de campo de forças (atração e repulsão).
-Kurt Lewin está na Gestalt e também na Psicologia Social.
-Pesquisa-ação:
tem por premissa criticar a pesquisa de gabinete, pois a situação artificial do
laboratório não permite que as forças se exponham de maneira espontânea.
Precisa ser em campo.
-Trabalha com o coletivo.
-Saindo do funcionalismo, em direção a Fenomenologia.
Sujeito em paradigma de transição. Isso está na Gestalt e é trazido por Kurt
Lewin.
-Crítica a psicologia social, principalmente a psicológica,
por desvitalizar o fenômeno do vivido (valorização do que se vive na relação).
-É impossível falar sobre experimentação neutra.
-O acontecimento é algo que se faz e supera a expectativa
individual colocada naquilo. O grupo é um acontecimento.
-Herda da Gestalt
a concepção de forças de campo e a ideia relativista (não é a somatória de
perspectivas individuais, a ideia de relativismo é que vamos agir de acordo com
as forças estabelecidas no grupo, não é uma subjetividade fechada, estruturada,
imutável).
-Herda da Psicologia
cognitiva a ideia de ser humano como ser perceptivo e com estrutura de
aprendizagem.
-O grupo não é uma somatória de psicologias
individualizadas, mas um conjunto de relações em constante movimento. Vários
sujeitos que experimentam as mesmas emoções e constroem uma coesão que
permitam-lhe adotar o mesmo comportamento. A força de coesão precisa ser maior.
-Forças de coesão:
valência positiva.
-Forças de
dispersão: valência negativa.
-O grupo está sempre em espaço de vida vivida. Em todo
momento se interrelacionando. O grupo é um espaço de vida. Não são líderes,
pertencem a linhas de força de outros grupos. Maiorias só existem com minorias
e vice-versa.
-Minoria psicológica: sujeitos que se encontram alheios a
seus direitos. Estuda a minoria dos judeus (história de vida dele).
-Coesão é um processo dinâmico.
Sociodrama e psicodrama
-Moreno morou em Viena, quando cursou medicina de 1909 a
1917. Se tornou adepto ao teatro do improviso.
-Moreno - o teatro
da espontaneidade.
-Criador do psicodrama.
-Universidade de Viena.
-Movimento do teatro do improviso - passou por essas
experiências de vivenciar papéis.
-Dois pilares do
psicodrama: espontaneidade e criatividade. Como o grupo pode promover a
criatividade e espontaneidade. Tem influência do existencialismo. Espontaneidade
e criatividade como forças vitais, saúde é dar vazão a elas, no grupo consegue
fazer essa vazão, as duas aparecem.
-Crítica à indústria e modernidade que criam bloqueios para
a espontaneidade e criatividade.
-Aprendemos esses itens quando crianças e perdemos com o
tempo. A proposta é retomar isso, por isso ele começa como observador infantil.
-Teatro de improviso: espontaneidade, sem roteiro, tem
proposta, atores dramatizando temas cotidianos, outros ficam como ego auxiliar.
Dramatização em cima de uma ideia/tema: inversão de papéis em psicologia.
-Trabalha em hospital e tenta humanizar a psiquiatria, como
Pichon. Nesse universo da loucura há vazão para a criatividade e a espontaneidade.
-Nise da Silveira: arte terapia, museu do inconsciente.
-1921: grande marco das expressões psicodramatistas.
-Alto grau de catarse nos grupos de sociodrama e psicodrama,
pois os papéis inflamam.
-Sociometria: ciência
que embasa o sociodrama e o psicodrama.
-Teoria dos papéis sociais: em sociedade executamos
máscaras sociais, normativo (segue padrão esperado) e roupagem individualizada (“persona”
- máscaras para os gregos servia para se
fazerem ouvir), papel social também tem que ser fazer ouvir, tem expectativa
social de como a pessoa deve se portar.
-“No princípio, era o grupo. No fim, era o indivíduo”. Essa
frase de Moreno enaltece o espaço grupal e individual. Objetivo de conviver em
grupo era o desafio do milênio, lidar com diferenças.
-Passar da era da individualidade para a grupalidade.
-Comunidade (década de 60): comunismo; valor da comunidade,
grupo; estudo de grupos (terreno para falar de grupos pós Segunda Guerra
Mundial, declaração dos direitos humanos).
O grupo
(existencialismo)
-“Quando escolho, escolho também pelo outro” – Sartre.
-Referência do outro; coexistencial; existimos a partir do
outro.
-Dinâmica de grupo baseada na relação de troca e
reciprocidade, dialética (é igual porque é humana e é diferente porque tem
desejos, rostos diferentes). Só é na relação com outro: interdependência.
-Visão de homem: “a pedra é, o homem existe”. A pedra não
muda a essência, o homem constrói a partir das relações, atualiza sua essência
existindo, vivenciando. Essência configurada pela existência.
Dois sentidos: Congruência e incongruência
-(Congruência) Valor ético pensa de uma forma mas o
comportamento, expressa de outra forma (incongruência).
-(Incongruência) Não está conseguindo vazar a expressão de
acordo com (congruência).
-O jogo de impermanência deve ser olhado, assim como se só
ocorre incongruência, pois é um problema.
Visão de homem
espontâneo
-Força vital.
-Nasce conosco, inato.
-Espontaneidade, criatividade e sensibilidade.
-Força de ação no mundo que te faz criar algo novo.
Autenticidade, fazer algo novo, não seguir a manada. Adequação social por meio
da congruência dos papéis sociais.
Papéis sociais
-A vida social reforça ou não a espontaneidade?
-Significado teatral das máscaras, representa atitude pressuposta,
mas ao mesmo tempo tem que aprender lidar com um estranho em si mesmo.
Saúde no grupo
-Assumir papel sem se mascarar, sinal de abertura para
espontaneidade.
-Personalidade:
reunião dos papéis que representamos, é dinâmica, não é acabada.
-Existe a possibilidade de algo novo acontecer, apesar de
fazer todo dia a mesma coisa.
-No grupo experiencia, usa teatro para isso. Tem momentos
de aquecimento, execução e ego auxiliar.
-Saúde coexistencial.
Três formas de trabalho
de Moreno:
-Tratamento terapêutico, trabalho protagonismo, não ser
vítima.
1. Psicodrama
2. Sociodrama
3. Psicodrama – terapia
Grupo psicodramático
-Catarse.
-Conserva a cultura, quebrar papéis socialmente estipulados.
-Metodologia de intervenção e investigação.
Técnicas sociometricas:
1. Técnica do duplo
2. Técnica do espelho
3. Técnica da inversão de papéis
Piaget
-Piaget construiu epistemologia genética, desenvolvimento
do ciclo vital. Tem obras que trabalham a formação da moral, que passa de
encontro com o outro. Não trabalhou diretamente com os grupos, mas sua teoria
auxiliou nesse estudo.
-Com o grupo (instauração de princípios morais e éticos),
desenvolve-se a inteligência e a consciência.
-Do pensamento egocêntrico, passa a vivência com grupo e
pensamento sociocêntrico.
Bales
-Se especializou em interação interpessoal em grupo.
-Enfocou uma análise conceitual da interação (define o
grupo como interação social) e a partir dela, deve-se observar 4 etapas: controle experimental
(designação de tarefas, tomada de decisão pelo grupo e desempenho de
atividades), administração de sentimentos (como se expressam de
satisfação ou insatisfação, se aliviam as tensões), desenvolvimento de
integração e adaptação (se os elementos procuram se adaptar aos
fatores externos que influenciam o grupo).
Festinger
-Contribui com a teoria das atitudes (mudança de atitude,
preconceito).
-Viés da Psicologia social psicologizante.
-O grupo leva as pessoas a assumirem posturas e convicções.
-Dissonância
(atitude que difere do grupo) ou consonância
cognitiva (atitude que o grupo aceita, a tendência é manter)
-Visão adaptativa.
-Teoria da comparação social e facilitação social (Psicologia
Social EUA).
-Atitude:
comportamento que mantém uma consonância e dura um tempo, que envolve crença,
emoção e comportamento.
Bion
-Teoria da emocionalidade.
-4 emoções básicas
experimentadas no grupo: combatividade, fuga, parceria
e dependência.
abr
2016
9
Resumo da aula de PG (31/03)
Postado em Processos Grupais
Sociodrama e psicodrama
-Moreno morou em Viena, quando cursou medicina de 1909 a
1917. Se tornou adepto ao teatro do improviso.
-Moreno - o teatro
da espontaneidade.
-Criador do psicodrama.
-Universidade de Viena.
-Movimento do teatro do improviso - passou por essas
experiências de vivenciar papéis.
-Dois pilares do
psicodrama: espontaneidade e criatividade. Como o grupo pode promover a
criatividade e espontaneidade. Tem influência do existencialismo. Espontaneidade
e criatividade como forças vitais, saúde é dar vazão a elas, no grupo consegue
fazer essa vazão, as duas aparecem.
-Crítica à indústria e modernidade que criam bloqueios para
a espontaneidade e criatividade.
-Aprendemos esses itens quando crianças e perdemos com o
tempo. A proposta é retomar isso, por isso ele começa como observador infantil.
-Teatro de improviso: espontaneidade, sem roteiro, tem
proposta, atores dramatizando temas cotidianos, outros ficam como ego auxiliar.
Dramatização em cima de uma ideia/tema: inversão de papéis em psicologia.
-Trabalha em hospital e tenta humanizar a psiquiatria, como
Pichon. Nesse universo da loucura há vazão para a criatividade e a espontaneidade.
-Nise da Silveira: arte terapia, museu do inconsciente.
-1921: grande marco das expressões psicodramatistas.
-Alto grau de catarse nos grupos de sociodrama e psicodrama,
pois os papéis inflamam.
-Sociometria: ciência
que embasa o sociodrama e o psicodrama.
-Teoria dos papéis sociais: em sociedade executamos
máscaras sociais, normativo (segue padrão esperado) e roupagem individualizada (“persona”
- máscaras para os gregos servia para se
fazerem ouvir), papel social também tem que ser fazer ouvir, tem expectativa
social de como a pessoa deve se portar.
-“No princípio, era o grupo. No fim, era o indivíduo”. Essa
frase de Moreno enaltece o espaço grupal e individual. Objetivo de conviver em
grupo era o desafio do milênio, lidar com diferenças.
-Passar da era da individualidade para a grupalidade.
-Comunidade (década de 60): comunismo; valor da comunidade,
grupo; estudo de grupos (terreno para falar de grupos pós Segunda Guerra
Mundial, declaração dos direitos humanos).
O grupo
(existencialismo)
-“Quando escolho, escolho também pelo outro” – Sartre.
-Referência do outro; coexistencial; existimos a partir do
outro.
-Dinâmica de grupo baseada na relação de troca e
reciprocidade, dialética (é igual porque é humana e é diferente porque tem
desejos, rostos diferentes). Só é na relação com outro: interdependência.
-Visão de homem: “a pedra é, o homem existe”. A pedra não
muda a essência, o homem constrói a partir das relações, atualiza sua essência
existindo, vivenciando. Essência configurada pela existência.
Dois sentidos: Congruência e incongruência
-(Congruência) Valor ético pensa de uma forma mas o
comportamento, expressa de outra forma (incongruência).
-(Incongruência) Não está conseguindo vazar a expressão de
acordo com (congruência).
-O jogo de impermanência deve ser olhado, assim como se só
ocorre incongruência, pois é um problema.
Visão de homem
espontâneo
-Força vital.
-Nasce conosco, inato.
-Espontaneidade, criatividade e sensibilidade.
-Força de ação no mundo que te faz criar algo novo.
Autenticidade, fazer algo novo, não seguir a manada. Adequação social por meio
da congruência dos papéis sociais.
Papéis sociais
-A vida social reforça ou não a espontaneidade?
-Significado teatral das máscaras, representa atitude pressuposta,
mas ao mesmo tempo tem que aprender lidar com um estranho em si mesmo.
Saúde no grupo
-Assumir papel sem se mascarar, sinal de abertura para
espontaneidade.
-Personalidade:
reunião dos papéis que representamos, é dinâmica, não é acabada.
-Existe a possibilidade de algo novo acontecer, apesar de
fazer todo dia a mesma coisa.
-No grupo experiencia, usa teatro para isso. Tem momentos
de aquecimento, execução e ego auxiliar.
-Saúde coexistencial.
Três formas de trabalho
de Moreno:
-Tratamento terapêutico, trabalho protagonismo, não ser
vítima.
1. Psicodrama
2. Sociodrama
3. Psicodrama – terapia
Grupo psicodramático
-Catarse.
-Conserva a cultura, quebrar papéis socialmente estipulados.
-Metodologia de intervenção e investigação.
Técnicas sociometricas:
1. Técnica do duplo
2. Técnica do espelho
3. Técnica da inversão de papéis
Assinar:
Postagens (Atom)
Páginas
Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
Postagens
- novembro (2)
- outubro (3)
- setembro (2)
- agosto (3)
- julho (1)
- maio (6)
- abril (1)
- março (3)
- fevereiro (2)
- janeiro (1)
- novembro (8)
- outubro (20)
- setembro (3)
- agosto (9)
- julho (1)
- maio (14)
- abril (20)
- março (10)
- fevereiro (8)
- janeiro (1)
- novembro (20)
- outubro (1)
- setembro (17)
- agosto (9)
- julho (1)
- junho (1)
- maio (10)
- abril (13)
- março (13)
- fevereiro (11)
- janeiro (1)
- novembro (14)
- outubro (18)
- setembro (23)
- agosto (24)
- maio (16)
- abril (9)
- março (28)
- fevereiro (26)
Marcadores
- 5º semestre
- 6º semestre
- 7º semestre
- 8º semestre
- 9º semestre
- Abordagens humanistas em Psicologia
- Ações sociais junto à criança
- ao adolescente e à terceira idade
- Comportamento humano nas organizações
- Desdobramentos da teoria Psicanalítica
- Dicas
- Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
- Educação inclusiva
- Ética profissional
- Filosofia comunicação e ética
- Fisiologia
- LIBRAS
- Métodos de pesquisa
- Neurofisiologia
- Pesquisa de campo em Psicologia
- Práticas sociais e subjetividade
- Processos Grupais
- Projeto de pesquisa em Psicologia
- Psicodiagnóstico
- Psicologia Cognitiva
- Psicologia Comportamental
- Psicologia Comunitária
- Psicologia Construtivista
- Psicologia do Cotidiano
- Psicologia e Políticas Públicas
- Psicologia escolar
- Psicologia Fenomenológica
- Psicologia Geral Experimental
- Psicologia integrada
- Psicologia Jurídica
- Psicologia organizacional e do trabalho
- Psicologia social
- Psicologia Sócio-Interacionista
- Psicometria
- Psicopatologia especial
- Psicopatologia geral
- Relações étnico-raciais no Brasil
- Técnicas de entrevista e observação
- Temas em Psicologia Social
- Temáticas de Pesquisa em Psicologia
- Teoria Psicanalítica
Visualizações
Tecnologia do Blogger.
Comentários Recentes
isabella on Psicologia
Ariana on Psicologia
Maria on Psicologia
Bella on Psicologia
0 comentários: