sexta-feira, 25 de agosto de 2017
ago
2017
25
Série recomendada:
The Fosters
-Família
e sociedade ainda têm visão da família nuclear, sendo que existem vários tipos
de família.
-Noção
de criança em situação de rua X infância
em situação de risco: ponto em comum é a pobreza e a periculosidade.
Nem todas as crianças que estão na rua, moram na rua. Mas todas estão em
situação de risco além da pobreza. Pode usar a rua como uma liberdade. Não é mais
chamado de “morador de rua” por fugir do padrão normativo de ter paredes, teto
e preservação da intimidade. A rua tem suas próprias regras, em paralelo ao
Estado, sem impostos. Para isso, o Estado cria situações que promovam o retorno
dessas pessoas ao padrão normativo, evitando, assim, que se torne obsoleto.
-Infância pobre: permeada por abandono e
infração (falta recurso). Psicólogo e
assistente social: técnicos que atuam sobre a infância no judiciário.
Apontam as faltas, o que as crianças não tinham de “normativo” ou apontam quais
recursos acionavam para lidar com as carências.
-Institucionalização da situação de rua:
criam-se instituições para lidar com essas questões de abandono (abrigo, Santa Casa,
FEBEM, asilos). Muitas vezes não há um olhar do que levou a criança/adolescente
até ali e todo são tratados da mesa forma. ECA diz que os indivíduos são
sujeitos de direito em desenvolvimento, vulnerabilidade e precisam ser
assistidos por família e estado. Saem das instituições e vão para a fundação
CASA, ONGs e trabalhos na rua, para além dos muros de uma instituição fechada.
-Conjunto
de práticas e relações sociais que também se dão na rua. Instituição aberta e
descentrada.
Pesquisa de campo:
1. William, Roberta e Fred.
-Circulação
entre instituições assistencialistas.
-Dependência
da compaixão e vontade de terceiros.
Riscos: agentes de segurança e justiceiros (ameaças /
extermínios). Protegem e são aversivos.
2.
Renato e Juninho
-Relação
de cumplicidade, proteção e disputa.
-Proteção
à família e às regras familiares.
Rua: espaço de mistura e diferenciação, lugar de trabalho,
extensão da casa.
Bom: conseguir dinheiro, ganhar brinquedos, ganhar bens de
consumo.
Ruim: concorrência, ser comparada (“meninos de rua”).
3.
Amigos da paulista
Rua: lúdico e trabalho (“ajudar a mãe”, pai ausente ou
doente). Pedir, pegar trabalhos; pobreza familiar.
Trabalho
na rua: regras, férias e “extras”
(natal).
-Rua: violência e liberdade, drogas,
estado, poder, mídia.
-Família: iniciação no trabalho na rua;
separação / distribuição do trabalho / produto. Consumo: subjetivo / rua como fonte de sustento.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
ago
2017
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Resumo da aula de DCAEI (18/08)
Postado em Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
A trajetória das crianças no Brasil
-Desigualdade
social / escolarização.
-Exclusão
das crianças.
-Criança
tem infância?
-Trabalho
como natural.
-Criança:
termo no século XVIII como cordialidade para agradar quem prestava serviços.
Relacionado a trabalho e servidão. Criança vista como mini adulto incompetente.
Amas de leite cuidavam até os 7/11 anos e a criança era responsabilizada por
seus atos.
-Século
XV: imprensa. Muda as coisas quando a oralidade passa a não ser a forma mais
comum de comunicação. Antes, só sabiam escrever clero e monarquia.
-Século
XVIII: França à criança: termo cordial que se refere a “serviço” à telégrafo.
-Abuso
das mulheres é aceito como normal por questões históricas, o que negamos e
torna difícil combater os resquícios de hoje em dia. Manter a linhagem para
seleção natural.
-Na
nossa cultura, o dinheiro traz a ideia de existir, de poder, de conforto.
Conforto ou luxo?
-Século
XV: Brasil foi um local de exploração maciça. Todos os enjeitados de Portugal
vêm para o Brasil, assim como refugiados da Europa, povos escravizados. Temos
um processo de colonização que foi excluído e negado e que resulta na nossa
atualidade. Colonização desenfreada sem ordem, disciplina, sem condução. Isso
muda quando a família real vem fugida, em 1808 (século XIX). Surge os
movimentos higienista e positivista que ia contra tudo que fugia de um
comportamento europeu. Preocupação com a higiene por profilaxia, para evitar
situações que demande o estado (contaminação e gastos). Muitas “crianças” (mini
adultos) abandonadas após as índias serem engravidadas. Não há como controlar
por conta de um Estado não construído. Historicamente a sexualidade do homem
sempre foi mais permitida. Controle da sexualidade das pessoas: casamento e
monogamia como questão divina inquestionável (por ser diferente de você).
Contratos sociais (casamento pago). Vinculação da ideia do casamento com o
poder divino (se casar no civil, tem que casar no religioso para Deus legitimar
a relação). Através do casamento, controla-se a sexualidade das pessoas.
-Não
é possível se comparar a Deus por ele não estar na mesma “altura” que você.
Isso valida com maior peso. Quem tem a palavra de Deus, tem um “poder” maior.
-Ainda
hoje se vê um discurso parecido com os dos séculos XVIII/XIX no nordeste
brasileiro. Mulheres com 28 filhos, com poucos vivos e responsabilizando a Deus
pelas consequências.
-Maternidade
romantizada para garantir controle social.
-1988
e 2003 as crianças são propriedade dos pais, mas a mãe é responsabilizada pelos
cuidados por conta da maternidade.
-Século
XVIII: necessidade de dar conta do abandono – criação dos asilos. Através de um
movimento caridoso da igreja (dinheiro das indulgencias à pagar os pecados à
infidelidade é pecado). Para garantir o anonimato para doação às casas de
misericórdia: roda. O padre confere e a pessoa voltava para confessar. Garantia
do controle. Logo acaba se tornando um local de abandono. Não controla a
sexualidade, mas mascara o abandono.
-Em
meados do século XVIII as crianças começam a ser mais importantes e validadas e
surge a ideia de serem anjos. Movimento de mães que passam a dar outro valor.
Questão de controle e formação familiar com o casamento que gera a preocupação
com a mortalidade das crianças. Papel da mulher vinculado com a medicina por
ser no hospital o local que se garante o controle das pessoas (exemplo:
vacina). Escola, hospital e família são instituições criadas para o
desenvolvimento social. Valoriza a mulher através da medicina (amamenta),
atribuindo uma personalidade amorosa, cuidadosa e divina, um anjo na Terra para
cuidar dos filhos. Diz-se que todas as mulheres nascem com cuidado, tolerância,
paciência, afetividade, amorosidade... para responsabilizá-la. Quando sente
raiva, logo é substituída por culpa.
-Hoje
em dia compartilhamos as mesmas vivências, músicas, preocupações entre adultos e
crianças.
ago
2017
21
Resumo da aula de DCAEI (11/08)
Postado em Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
Infância:
0 a 12 anos; crescimento, formação, descobertas, desenvolvimento, dependência,
aprendizado, fantasias, brincadeiras, ingenuidade, experimentos, sobrevivência.
Avós:
responsabilidade, período menor, falta escolarização, trabalho, valores mais “claros”,
brincadeiras, fantasia, respeito, livres, falta diálogo, descobertas, tradições
familiares.
Pais:
brincadeiras coletivas, tradição familiar no trabalho, escolarização, regras
familiares, falta diálogo, rua, experimentar, respeito/medo, punições físicas.
Vocês:
brincadeiras coletivas e individuais, namorar, tecnologia, obrigação à
escolarização, artes, transgressões, dormir, punições, restrições aos laços
familiares.
Filhos:
tecnologia e informação, falta de atividade física, brincadeiras individuais,
famílias menores, falta de limites, não lidam com frustração, obrigações,
sexualidade.
-Na
infância, em todas as épocas, há responsabilidade. É uma fase difícil, pois a
criança tem que ser o que os outros esperam dela. Rótulos com profecia autor
realizadora, depositando na criança o que não teve e o que ela precisa ter.
Garantir cuidado na velhice, ter alguém com condições para cuidar.
-Contexto
histórico e geopolítico muda de uma geração para a outra.
-Trabalho,
antes visto como sobrevivência familiar, hoje sobrevivência ter.
-Na
infância, é autorizado a errar.
-Hoje
em dia temos liberdade de expressão, mas não de comportamento.
Família
-O
conceito muda.
-Avós: maior número de familiares, rede,
conhecia vizinhos, sexualidade precoce.
-Pais: redução da família, parentes
dispersos para trabalhar, conhece vizinhos, sexualidade mais tardia, mulheres
saiam de casa quando casadas.
-Vocês: prolongamento da adolescência,
movimento feminista, mudança da instituição familiar.
-Filhos: realidade familiar muda, pais
com ideal familiar antigo que não se sustenta, trabalham e sentem culpa, não
dão limites para compensar, não toleram desobediência, sistema entra em crise.
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
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