domingo, 27 de setembro de 2015

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RESUMÃO: Psicologia Organizacional e do Trabalho

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Resumo de Psicologia Organizacional e do Trabalho – NP1

I – Mercado de trabalho contemporâneo

1.           Geral: busca por maior qualificação, “juniorização”, tempo na empresa (demite funcionário experiente e contrata estagiários), atitude, CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude no momento correto), competição, experiência, idioma, reestruturação produtiva (constante mudança nos cargos / absorvemos certas funções e alguns cargos deixam de existir), multifuncionalismo, resultado.

2.  Psicologia: concorrência com outros cursos, adoecimento geral, preconceito por desconhecimento.

-1910: a primeira preocupação da Psicologia foi a fadiga, deduzindo que este era um fenômeno psicológico. Mais tarde concluiu-se que é fisiológico.

-1920: surgem os testes psicológicos para medir aptidões e personalidades com Binet. Os testes eram usados em empresas, indústrias e exército para seleção de pessoal.

-1930: década de muitas empresas e corporações. Muitas pessoas estavam trabalhando, o que contribuiu para o início de estudos sobre o fenômeno grupal (liderança e comunicação). A competição leva à um modelo sistêmico (teoria geral dos sistemas, onde Von Bertalanfly queria construir uma teoria que seria útil em todas as áreas): qualquer objeto deve ser considerado um sistema, que possui subsistemas e está inserido em um macrosistema (existe uma interdependência entre os três)

-1930/40: preocupação com a motivação, pois as pessoas estavam abandonando os empregos. Surgem várias teorias, de autores como: Elton Mayo, Maslow, Mc Gregor.

-1950: preocupação com o comprometimento organizacional, ou seja, o que fazia com que as pessoas permanecessem na organização; Chegaram à conclusão de que existem três vínculos: emocional (amor ao trabalho, à organização), moral e instrumental (dependência entre trabalhador e empresa, cumprem o acordo de acordo com o outro); Ainda possuíam a preocupação com o método de fazer (ainda presos ao tecnicismo); Houve expansão das áreas de atuação; Mesoorganização: grupo como um todo. Macroorganização: organização como um todo; Preocupação maior com o ambiente de trabalho.

-1960: a Psicologia social marxista/dialética critica a Psicologia organizacional afirmando que o psicólogo era reativo (se preocupa mais com a técnica do que com a razão de agir daquele modo); iniciaram-se discussões sobre alienação no trabalho.

-1980/90: discussão sobre psicopatologia do trabalho e preocupação com a saúde mental no trabalho (Dejours); Preocupação com ser mais questionador (a razão de fazer) e com uma posição mais estratégica; Busca por um agente de transformação (conhecedor das técnicas, questionador e estratégico).

-Psicólogo industrial: função de adaptar o indivíduo ao cargo (micro organizacional). Aplicação de testes para a seleção de pessoal; Modelo mecanicista; em 1930 começou a haver competição entre as empresas e um avanço da ciência (biologia, matemática), gerando uma preocupação com o ambiente; A pergunta era: “como fazer”?; Preocupação com um processo interno melhor (estudo de tempos e movimentos, processo, rapidez).

-Psicólogo organizacional: surge a partir da influência da abordagem sistêmica de 1930.

-Psicólogo do trabalho:  surge em 1980/90 com a busca por um agente de transformação (conhecedor das técnicas, questionador e estratégico).

-Contextual: momento sócio histórico, cultura.
-Contribuição da Psicologia social: crítica, questionamento.
-Para algumas pessoas, o modelo clínico ainda vigora.


Três subcampos de atuação:
-Psicologia organizacional: mesoorganizacional; macroorganizacional; desenvolvimento de líderes e de equipe.

-Gestão de pessoas: RH; compete com diversas outras áreas (Direito, administração, treinamento, recrutamento e seleção); é multiprofissional (precisamos demarcar nosso território à escuta e olhar aprimorados).

-Psicologia do trabalho: saúde do trabalhador; desemprego; questões sociais.


-Mercado de trabalho: vagas existentes oferecidas pela empresa.

-Mercado de RH: profissionais disponíveis no mercado.

-Um é contrário ao outro. Se o mercado de trabalho está em situação de oferta, o mercado de RH está em situação de procura e vice-versa.


Rotatividade ou turnover
-Fluxo de admissão e demissão da empresa.

-Cálculo: 
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-Dentro da organização, a rotatividade é um efeito.

-Para medição: a entrevista de desligamento serve para investigar se a seleção, o treinamento, o clima com a chefia e o grupo foram adequados. Não é obrigatória e é importante que não seja apenas a entrega de um questionário. É um feedback para a empresa melhorar. Tabulação entre demitidos e demissionários.


Absenteísmo ou ausentismo
-Ausências dos funcionários por períodos. São medidas em horas (horas não trabalhadas, atrasos, faltas).

-Assim como a rotatividade, é um efeito (necessidade, insatisfação, desmotivação).


Análise e descrição do cargo
-Informações sobre o perfil do cargo.

-Descrição: relato das atividades e tarefas pertinentes ao cargo. Dividido em três partes: cabeçalho (CBO – Código Brasileiro de Ocupações), sumária (resumo da atividade do cargo – responder as perguntas o que, como, quando e, quando possível, para quê) e detalhada (cada item de microatividade descrito detalhadamente).


Análise
-Entender os fatores que são pertinentes/requisitos ao cargo.

Fatores de especificação:
-Requisitos mentais: instrução, experiência anterior, aptidões.

-Requisitos físicos: esforço (corpo todo) e compleição (específico).

-Responsabilidades: contatos, dinheiro, informações confidenciais, títulos.

-Condições de trabalho: ambiente e riscos.

-Deixar claro que quer investigar o cargo, evitando assim fantasias. Mostrar os resultados para o gestor verificar se está correto e se falta algo.

Métodos:
-Entrevista: vantagem – mais detalhes, perceber se a pessoa entendeu a pergunta, se exagera na resposta. Desvantagem – custo, demora.

-Questionário: vantagem – rápido e menor custo. Desvantagem – não é sincero, não se preocupa com o nível cultural da pessoa.

-Observação: vantagem – vê realmente o que faz. Desvantagem – possui o viés do observador, dependendo do cargo pode não ser possível ver amplamente.

-Utilizamos dois ou mais métodos, depende do cargo. A observação é mais dedicada a cargos operacionais. Em outros momentos, pode ser feito primeiro o questionário (o mesmo para todos os cargos) e, a partir das respostas, a entrevista.


Recrutamento
-Atividade chamativa que envolve divulgação para atrair o maior número de candidatos em potencial para o cargo.

-Vaga à RH (ou RE – recrutamento externo), recrutamento e seleção à perfil para o cargo à meios de recrutamento* à fontes ou canais (RI – e-mail, intranet / RE – headhunter, cartaz na portaria) à triagem e recepção.

*Meios de recrutamento: RI (recrutamento interno – remanejamento de funcionários, transferência, promoção); RE (recrutamento externo – candidatos externos); RM (recrutamento misto – primeiro RI e, se não achar um candidato adequado, RE e vice-versa / os dois concomitantes / interno e externo ao mesmo tempo). Vantagens do RI: pessoa conhecida e com conhecimento da empresa. Desvantagens do RI: nem sempre a pessoa está preparada para subir de cargo. Vantagens do RE: pessoa externa traz um novo olhar, novos conhecimentos. Desvantagens do RE: maior custo e demora (treinamento). O RM deve ser feito com transparência, pois é um processo delicado.


Seleção

-Afunilar os requisitos para a vaga. É justificada quando se tem muitos candidatos para uma vaga. Se só tem um candidato, é feita uma colocação (acontece em todo final de processo de seleção).

-Triagem: vemos informações/requisitos mínimos; tempo de experiência; escolaridade.

-Estratégias mais baratas de recrutamento externo: cartazes, banco de dados, indicação.

-Alguns anúncios são pré-seletivos. Exemplo: em outra língua.

-Anúncio aberto: nome da empresa e endereço para comparecimento.

-Anúncio semiaberto: nome da empresa, mas sem endereço para comparecimento (enviar currículo para...).

-Anúncio fechado: sem nome da empresa e sem endereço para comparecimento (telefone para contato, enviar currículo para...). Utilizado para vagas sigilosas, produto novo. Não passa muita credibilidade.

-Anúncio semifechado: sem nome da empresa, mas com endereço para comparecimento.

-O ideal é que utilize aberto.

-Em seleção, é preciso ser um orientador social (dar opção de escolha).


Seleção

-Testes de conhecimento: medem a capacidade que o individuo já possui. As formas de aplicação pode ser: oral, escrito e prático. Os tipos de questões podem ser: objetiva e dissertativa.

-Testes psicológicos: personalidade e psicométricos (aptidões). Spearman (fator G em comum entre os fatores) e Thurstone (um teste para cada fator específico de aptidão). O resultado não é 100% fidedigno, então não pode ser em caráter eliminatório ou discriminatório. Não pode ser o primeiro instrumento utilizado no processo seletivo. Os testes têm correlação zero entre o resultado e prognóstico do candidato.

Entrevista
-Devemos ter conduta ética na utilização de testes psicológicos (não são 100% fidedignos).

-A entrevista deve ser delongada, pois nos 30 primeiros minutos é um discurso pronto. Após isso, ocorre a espontaneidade.

Tipos
-Entrevista estruturada: possui uma estrutura a ser seguida e respostas esperadas.

-Entrevista semiestruturada: possui um tema, mas existe uma flexibilidade para o candidato se aprofundar.

-Entrevista não estruturada: livre.

-Solução de problemas: entrevista com uma situação problema que o indivíduo deve resolver.

-Entrevista sob pressão ou de stress: uma pergunta seguida da outra. Não avalia a qualidade da resposta, mas sim como a pessoa lida com este tipo de situação.

Etapas
-1° passo: planejamento (objetivo, tipo de roteiro, perfil do cargo.) É muito importante que o entrevistador conheça o currículo do candidato antes da entrevista, para, durante, realizar o aprofundamento.

-2° passo: ambiente físico (o candidato não deve aguardar na mesma sala das pessoas que estão se desligando, revistas sobre a empresa, necessidade do sigilo das informações ditas durante a entrevista) e social (rapport – discutir primeiramente sobre algum tema fora da entrevista e fazer um link).

-3° passo: investigar na entrevista tanto o conteúdo manifesto, quanto o latente (não verbal / observar as discrepâncias). Se o candidato dá respostas prontas, devemos contextualizar (trazer para a realidade, solicitar um exemplo). Para a ampliação do campo de resposta, devemos evitar a palavra “você”, pois reduz, e substituí-la por “como” ou “de que forma”.

-4° passo: fechamento (demarcar que a entrevista está encerrada e dizer os passos futuros, dando uma estimativa – prazo para resposta).

-5° passo: avaliação (a cada finalização, o entrevistador deve fazer um parecer do candidato que esteja relacionado ao cargo, a partir de suas características pessoais).

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-Temas importantes para serem abordados na entrevista: vida profissional, acadêmica, familiar e social.

-À medida que aumenta a hierarquia, mais técnicas são utilizadas.

-1° treinamento que a pessoa deveria ter: introdutório ou uma integração (manual, direitos e deveres, dinâmica).

Treinamento e desenvolvimento
-Entrevista de integração: a pessoa conhece as normas da empresa e o setor em que irá trabalhar.

-A Psicologia identifica as necessidades e desenvolve a liderança.

-Se o funcionário for treinado com outro, pode ser que não aprenda corretamente.

Conceitos
-Treinamento: cursos internos para o cargo atual (exemplo: excel).

-Desenvolvimento: plano de carreira, cursos e informações para alocação em cargos futuros (exemplo: marketing para um novo setor da empresa).

-Formação: aprendizagem direcionada para uma formação ou ocupação.

-Antes o foco era o treinamento, hoje em dia é o desenvolvimento para manter o funcionário em potencial se desenvolvendo na empresa.

Etapas
1.    Levantamento ou diagnóstico de necessidades de treinamento.
-Circular para ver as necessidades, agindo como cliente ou conversando com os funcionários.

-Grandes empresas têm um levantamento formal anual com todos os gestores, que identifica os cursos necessários da equipe, levando em consideração o que vai acontecer durante o ano.

-Treinamento comportamental para facilitar a compreensão e reflexão do funcionário e não apenas reproduzir comportamentos.

-Com o levantamento, podemos investigar se o treinamento é ou não a melhor estratégia (nem sempre funciona).

-É uma das fases mais críticas/difíceis.

2.    Reprodução ou planejamento do treinamento.
-Montagem da estrategia e planejamento de quem, como e quantos vão participar.

3.    Execução.
-O psicólogo acompanha, verificando as necessidades.

4.    Avaliação.
-Fase crítica.

-Testes.

-Pré-teste (antes do curso) e pós-teste (após o curso) para avaliar a aprendizagem, sendo este prático ou teórico.

-Avaliação de reação para verificar o grau de satisfação com que a pessoa está saindo do curso (opinião a respeito do material, do ambiente, da aplicação).

-Avaliação por atitude é feita a longo prazo (30 a 60 dias após o curso), através de uma auto avaliação, avaliação de resultados ou subjetiva.


Avaliação de desempenho X análise de potencial
-Desempenho: atual. Capacidade ou conhecimento que já temos adquiridos.

-Potencial: aptidão. Podemos vir a desenvolver no futuro.

Avaliação de desempenho
-Método de aplicação: a comparação não é recomendada, pois as pessoas são diferentes. Deve-se identificar os principais fatores com os gestores (comitê estabelece os critérios de avaliação e faz uma escala, muitas vezes contínua).

-Método de escala gráfica: deve ser operacionalizado (cada item), para não cair em uma subjetividade (geralmente as empresas reúnem os gestores para desenvolver e preparar a equipe para avaliação, entendendo os fatores que podem interferir na avaliação).

-Efeito halo: a imagem que temos do indivíduo, muitas vezes não condiz com o que é exercido por ela.

-Efeito recenticidade: eventos recentes interferem na avaliação, realizando tendências.

-Objetivo de uma avaliação de desempenho: aumento de salário, promoção, identificação de desempenho.

-Formas de aplicação: 90° (gestor com funcionário), 180° (avaliação dos pares do mesmo nível e do gestor, com ambos também me avaliando) e 360° (avaliação dos subordinados, pares, gestores e demais com quem tenho contato, com todos também me avaliando). O objetivo é melhorar o desempenho e desenvolver os funcionários.

Análise de potencial

-Gráfico com desempenho e potencial para avaliar. Se a pessoa possui alto desempenho e alto potencial, alto desempenho e baixo potencial, alto potencial e baixo desempenho, baixo desempenho e baixo potencial (pode estar na área errada). É importante que haja uma mescla dessas características entre os funcionários.


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Resumo da aula de PE (24/09)

Postado em
-Ana Bock: quando a Psicologia é necessária para a educação? Como pode ocorrer a atuação do psicólogo?

Tradicional
-Ao nascer, o homem possui uma natureza dupla (parte boa e parte corrompida). A escola molda para que a parte boa se sobressaia. O professor é um exemplo a ser seguido e ensina quem o aluno deve ser, vigiando os “corrompidos” para que não influenciem os demais.

-O positivismo impera (verdade única). Diziam que a duplicidade era natural/orgânica.

-O professor é o modelo aperfeiçoado de ser humano e a escola é regrada.

-O psicólogo não tinha papel.

Escola nova
-Ainda com a ideia de duplicidade, mas o homem nasce bom e quem o corrompe é o mundo (homem tem uma parte frágil). Devemos vigiar para que ele não seja corrompido.

-O marginal é anormal; homens diferentes e educação serve para corrigir o imperfeito; biopsicologização da educação e da sociedade, ajustando o indivíduo à sociedade e proporcionando a aceitação dos demais.

-A ajuda do psicólogo acontece quando ele é corrompido (compara pessoas para ter a média).

-A parte corrompida é desnivelada no âmbito do conhecimento.

-O aluno bom busca conhecimento espontaneamente. Aprender a aprender: alunos escolhem áreas de interesse e o professor estimula.

-A Psicologia separa os diferentes, sendo cúmplice da exclusão na escola (dando cunho científico a questões sociais, dizendo que são questões naturais e individuais).

-A escola tem a intenção de manter a parte boa (base do humanismo).

-O professor age como um facilitador sobre os interesses do aluno. Se não tem interesses, tem um problema, e o psicólogo irá legitimar.

-Ampliação do psicólogo nas áreas clínica e institucional.

-Teorias do desenvolvimento (cognição, afeto, sociabilidade, psicometria separando os diferentes para qualificar o processo educacional).

-Cumplicidade ideológica entre Psicologia e educação para manter os interesses da classe dominante. Utiliza ideias científicas, oculta determinantes sociais das dificuldades escolares, foca as dificuldades no sujeito e na família e contribui para a desigualdade social.

-As consequências dessa cumplicidade ideológica são: manutenção das desigualdades, imagem do indivíduo separado do meio, apoio ao currículo oculto (valores em texto, música), negação do conhecimento do aluno, avaliação desigual, Psicologia pautada na correção (descobre o “defeito” e conserta).

-Intervenções para o desmonte da cumplicidade: denunciar o que é social, negar a ideia de indivíduo separado do meio, refletir, discutir, subjetividade nas relações escolares, papel do professor (importância do professor para o aluno).

-Pedagogia tecnicista: aprender a fazer. O processo educativo se torna objetivo e operacional; planejamento de técnicas e metas para minimizar o subjetivo (precisavam de mão de obra, oferecem curso técnico e os formados ganham menos que universitários); meios tem lugar privilegiado no processo educativo; professor e aluno em posição secundária; marginalizado é ineficiente, incompetente e improdutivo; não supera a marginalidade e aumenta a evasão e a repetência.

-Educação deveria ser um instrumento para equalizar socialmente, superar marginalidade.

-Teorias não críticas: pedagogia tradicional, marginalizado é ignorante, propaga instrução e transmite conhecimentos de modo sistemático, o professor é modelo e deposita no aluno o conhecimento que julga necessário, aumenta o nível de marginalizados.

-Teorias crítico-reprodutivistas: educação como discriminação social e marginalização. As condições de produção de vida material favorecem a divisão entre grupos, que se relacionam à base da força do capital; entender as relações entre educação e sociedade. O sistema de ensino como violência simbólica: reforça relações de força material e simbólica (quem não tem, é marginalizado). Escola como AIE (aparelho ideológico do estado): reproduz relações capitalistas de produção, propagando aparelhos ideológicos (religiosos, políticos, familiares, culturais, jurídicos).

-Escola dualista: escola dividida em burguesia e proletariado; inculca a ideologia burguesa e contribui para a formação da força de trabalho; valoriza o intelectual em detrimento ao manual.

-Crítica aos mitos e estigmas que os justificam.

-A escola é histórica e cultural: impera a diversidade de diferenças individuais e coletivas.

-Ideias cristalizadas em relação a gênero, etnia, deficiência, condição social, religião; crença de que não há fatores políticos e sociais que pretendem manter distanciamento do conhecimento para parcela da população; material distante da realidade do aluno.

-Mitos e realidade: distúrbio e deficiência, família desestruturada, pobreza e aprendizagem, etnia e aprendizagem, cultura e aprendizagem, deficiência e aprendizagem.

-Pensar de quem são as necessidades: do aluno ou do professor?

-Aprendizagem é processo; não é unilateral; não há melhores ou piores; privilegiar coletivo ao individual; diagnóstico dinâmico; manifestação dos sintomas é relacional; homogeneidade não existe; crítica e autorreflexão do professor.

-Saúde tem conceito centrado no indivíduo, priorizando abordagem biológica e organicista.

-Medicalização: problemas de origem social e política transformados em problemas médicos.

-Biologização: redução de conflitos sociais em biológicos.

-Patologização: situações do cotidiano escolar transformadas em patológicas.


-É mais fácil lidar com um problema orgânico do que a escola mudar. A medicalização é um alívio para os pais, professores e especialistas.
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Resumo da aula de PPP (24/09)

Postado em
-De 1930 a 1950 o Brasil investiu na industrialização. Em 1980 o investimento havia caído (investimento de apenas 17%).

-A América do Sul teve uma militarização generalizada por interesse dos Estados Unidos, com receio de que o comunismo se espalhasse. Os discursos de esquerda têm adesão maior quando a situação está ruim (América latina subdesenvolvida), então focaram na militarização.

-Liberdades civis: direito a propriedade; direito de ir e vir; direito de voto/participação política. “Liberdades” que se contradizem, pois dependem de interesses maiores. Se questionar o direito de participação política, será censurado.

-O início foi em 1964 e o ápice em 1968 com o ato institucional 5, onde os partidos políticos foram dissolvidos. Antes eram apenas dois hegemônicos: MDB (Movimento democrático brasileiro) e ARENA (Aliança renovadora nacional).

-Para presidente da república, não tem eleição direta. Democracia representativa: elege deputado e deputado elege presidente.

-Linha hegemônica da época: Psicanálise (normalidade e anormalidade, doente e saudável). Elitista, consultório particular. O conteúdo manifesto era a repressão, o latente eram as pressões que a censura tentava esconder. Contexto que influenciava a Psicologia.

-Antes de qualquer coisa, o psicólogo deve ter um bom ouvido e compreender a subjetividade de sua época.

-Último presidente militar: João Batista de Oliveira Figueiredo.

-Assinatura do movimento da anistia (liberdade). Ideia de abertura política.

-A segregação é afastar do nosso olhar tudo que foge a concepção de “normal” (pobres, “loucos”, bandidos, idosos). Age com penalização, privação de liberdade.

-Movimento anti-manicomial: discurso libertário, anti-segregação, pensar como reintegrar na sociedade as pessoas vítimas da segregação. Abertura do campo da Psicologia.

-Saúde não é ausência de doença, é uma ideia de integralidade.

-Os psicólogos chegaram aos postos de saúde e receber pessoas com demanda escolar, idosos, gestantes e pessoas com problemas além de subjetivos: sociais. A visão do psicólogo era de um conceito clínico tradicional (rotulação, ideia de saúde e doença, pacientes usando o rótulo como muleta) e o desafio era adaptar às novas necessidades.

-Sujeito genérico da Psicologia: pobreza (inclusive delinquência). O psicólogo no combate à pobreza: promoção social da Psicologia com a assistência social. A ideia de liberdade de pensar (instrumentos para ser protagonista da própria história, conteúdo cultural): autonomia. O psicólogo deve promover condições de autonomia.
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Resumo da aula de DTP (23/09)

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-Transferência para Freud: mecanismo inconsciente. Atribuição de figura boa ou má em uma relação.

-Transferência para Melanie Klein: novas edições de impulsos e fantasias despertados e tornados conscientes durante a análise. A emoção é consciente, o mecanismo que rege é inconsciente. Nem sempre se tornará consciente, pode ser formação reativa (bom encobrindo o mau).

-Temos elementos construtivos e destrutivos e devemos elaborar durante a vida.

-A relação entre objetos internos e externos é interativa/se interferem. A relação terapêutica é importante (se o interno é mau e o externo é bom, pode introjetar).

-Relação de objeto envolve emoções, fantasias e ansiedades do bebê (projeta e introjeta).

-Relação de objeto: centro da vida psíquica.

-Compreensão da primeira relação de objeto influenciou na técnica. O psicólogo pode representar tudo (é uma tela em branco) – irmão, pai, superego.

-Projeções e idealizações modificaram a imagem interna dos pais para a criança.

-Não há como estabelecer o que é real e o que é fantasia projetada. Temos que ser neutros para alcançar o mundo interno do paciente.

-Analista pode ser ambos os país ao mesmo tempo, temos que tomar cuidado para não agir da mesma forma (atuar) e prejudicar o processo terapêutico (confiança). Temos que ficar abertos para a projeção e não atuar, para não alimentar o modo de agir do paciente.

-A transferência positiva mantém a terapia (esperança de que pode ser ajudado), mas a transferência negativa é importante por ser o que precisa ser elaborado.

-A relação transferencial representa, mas não é. Neurótico entende a representação, psicótico acredita que “é”.

-Se integro amor e ódio, não preciso ficar provando que é bom. Processo de amadurecimento: ansiedade persecutória diminuir, reparar de maneira saudável o que fantasiosamente destruí, sem precisar da compulsão.

-Transferência traz a ideia de movimento (mundo interno e realidade).

-Situações totais: situações do passado para o presente. Tudo tem relação transferencial (situações do cotidiano).

-Contratransferência: o que o paciente mobilizou no analista. Analista deve saber lidar com isso de modo a realizar uma intervenção e não uma atuação.


-Se trabalhamos apenas com o verbalizado, não focamos nas relações objetais internas. Cuidado com a interpretação verbal com o verbal, pode gerar um sentimento de incompreensão.
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Resumo da aula de POT (22/09)

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Treinamento e desenvolvimento
-Entrevista de integração: a pessoa conhece as normas da empresa e o setor em que irá trabalhar.

-A Psicologia identifica as necessidades e desenvolve a liderança.

-Se o funcionário for treinado com outro, pode ser que não aprenda corretamente.

Conceitos
-Treinamento: cursos internos para o cargo atual (exemplo: excel).

-Desenvolvimento: plano de carreira, cursos e informações para alocação em cargos futuros (exemplo: marketing para um novo setor da empresa).

-Formação: aprendizagem direcionada para uma formação ou ocupação.

-Antes o foco era o treinamento, hoje em dia é o desenvolvimento para manter o funcionário em potencial se desenvolvendo na empresa.

Etapas
1.    Levantamento ou diagnóstico de necessidades de treinamento.
-Circular para ver as necessidades, agindo como cliente ou conversando com os funcionários.

-Grandes empresas têm um levantamento formal anual com todos os gestores, que identifica os cursos necessários da equipe, levando em consideração o que vai acontecer durante o ano.

-Treinamento comportamental para facilitar a compreensão e reflexão do funcionário e não apenas reproduzir comportamentos.

-Com o levantamento, podemos investigar se o treinamento é ou não a melhor estratégia (nem sempre funciona).

-É uma das fases mais críticas/difíceis.

2.    Reprodução ou planejamento do treinamento.
-Montagem da estrategia e planejamento de quem, como e quantos vão participar.

3.    Execução.
-O psicólogo acompanha, verificando as necessidades.

4.    Avaliação.
-Fase crítica.

-Testes.

-Pré-teste (antes do curso) e pós-teste (após o curso) para avaliar a aprendizagem, sendo este prático ou teórico.

-Avaliação de reação para verificar o grau de satisfação com que a pessoa está saindo do curso (opinião a respeito do material, do ambiente, da aplicação).

-Avaliação por atitude é feita a longo prazo (30 a 60 dias após o curso), através de uma auto avaliação, avaliação de resultados ou subjetiva.


Avaliação de desempenho X análise de potencial
-Desempenho: atual. Capacidade ou conhecimento que já temos adquiridos.

-Potencial: aptidão. Podemos vir a desenvolver no futuro.

Avaliação de desempenho
-Método de aplicação: a comparação não é recomendada, pois as pessoas são diferentes. Deve-se identificar os principais fatores com os gestores (comitê estabelece os critérios de avaliação e faz uma escala, muitas vezes contínua).

-Método de escala gráfica: deve ser operacionalizado (cada item), para não cair em uma subjetividade (geralmente as empresas reúnem os gestores para desenvolver e preparar a equipe para avaliação, entendendo os fatores que podem interferir na avaliação).

-Efeito halo: a imagem que temos do indivíduo, muitas vezes não condiz com o que é exercido por ela.

-Efeito recenticidade: eventos recentes interferem na avaliação, realizando tendências.

-Objetivo de uma avaliação de desempenho: aumento de salário, promoção, identificação de desempenho.

-Formas de aplicação: 90° (gestor com funcionário), 180° (avaliação dos pares do mesmo nível e do gestor, com ambos também me avaliando) e 360° (avaliação dos subordinados, pares, gestores e demais com quem tenho contato, com todos também me avaliando). O objetivo é melhorar o desempenho e desenvolver os funcionários.

Análise de potencial

-Gráfico com desempenho e potencial para avaliar. Se a pessoa possui alto desempenho e alto potencial, alto desempenho e baixo potencial, alto potencial e baixo desempenho, baixo desempenho e baixo potencial (pode estar na área errada). É importante que haja uma mescla dessas características entre os funcionários.