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sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Trabalho e violência: impactos na
juventude brasileira
Juventude
-Marcada
por diferenças: etnia, classe, gênero, escolaridade.
-Mudanças
biopsicossociais.
-Tomada
de decisões: escolar, comunitária, laboral. Adolescente é responsável por
decidir o que vai estudar para seguir em profissão. Cobra-se aspectos de
escolha e responsabilidade que não estão de acordo com o desenvolvimento biopsicossocial.
O jovem é chamado a agir na própria comunidade, pois entre num ciclo social de
mão de obra (potencialmente produtor e consumidor - jovem).
-Experiência
no trabalho é importante: construção de identidade, gerador de saúde,
bem-estar, realizações, gerador de doenças (sofrimento). Nos apresentamos da
forma que somos ensinados, vinculando ao que fazemos profissionalmente.
-Falar
que é “do lar” ou “aposentado” gera desqualificação pelo olhar do outro.
-Trabalho:
lugar de relações interpessoais. É necessário empenho e conquistas. Tem pares
que ajudam a se desenvolver e os que vão fazer o possível para manter à margem,
por exemplo, quando se relaciona a dinheiro.
-O.I.T.
(organização internacional do trabalho): avaliação dos benefícios e malefícios através
da interferência na escolarização, saúde e desenvolvimento. São benéficos
quando não interferem nesses pontos.
-O.I.T.:
adolescentes (15 aos 19 anos), jovens (20 aos 24 anos). Dependente por estar em
vulnerabilidade social e é responsabilidade dos pais sustentar, se estiver
estudando.
-E.C.A.:
crianças (0 a 12 anos incompletos), adolescentes (12 aos 18 anos). Adolescentes
a partir dos 14 anos pode trabalhar na condição de jovem aprendiz.
Jovens de camadas populares
-Moradia
precária;
-Dificuldades
de acesso à saúde, educação, saneamento básico;
-Renda
familiar reduzida;
-Busca
por autonomia e independência para completar a renda, garantindo o mínimo para
sobreviver. Na nossa cultura, só conseguimos ser “livres” tendo dinheiro.
Muitas vezes essa busca é sem a supervisão de um adulto, o que gera um estado
de vulnerabilidade para garantir situações de risco.
-Sociedade:
família, jovens, escola (através da qual podemos ter os direitos garantidos de
humanidade), grupos (jovem adere aos grupos para criar sua estrutura de
identidade, onde quer ser visto e reconhecido e é testado pelo grupo), mídia
(está em todos os lugares o tempo inteiro dizendo como ser, o que fazer, o que
consumir e como pertencer).
-Fatores
de proteção: E.C.A. Garante premissas básicas como estudo, descanso, lazer e
capacitação, horas de trabalho. Jovem aprendiz: 14 anos + condições (formação).
Precisa estar matriculado no ensino regular e profissionalizante, oferecendo a
experiência e capacitação simultânea. Legitimação de horários inadequados para
o trabalho. Deve ser condizente ao desenvolvimento biopsicossocial do
indivíduo.
-Fatores
de risco: vulnerabilidades sociais. Depende da comunidade, estrutura local e
realidade familiar a qual esse jovem pertence. Estão ligados a violação de
direitos além.
Violação dos direitos
-Fatores
sistêmicos (macrossistêmicos);
-Exploração
de mão-de-obra;
-Desemprego;
-Violência
nas comunidades (pode potencializar comportamentos de risco nesse jovem);
-Violência
no trânsito;
-Falta
de perspectiva laboral (plano de carreira, feedback?).
Jovens em situação de risco
-Comportamentos
maléficos: evasão escolar (trabalha, cansa, não tem tempo de estudar), práticas
sexuais arriscadas (corpo como forma mais fácil e rápida de causar prazer), uso
de drogas (fuga da realidade, possibilidade de criação de fantasia, prazer),
comportamentos violentos, iniciação sexual precoce. Jovens que trabalham sofrem
mais violência domésticas (mais cobrados e responsabilizados pelo sustento),
evitam ir para casa e vai para a rua consumir.
-Principal
componente negativo: dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Pode ter
experiência sem capacitação ou capacitação sem experiência.
-Empresas:
“obediência, submissão, dominação”. Potencializam a violência e o cenário de
violência, esperando alguém dócil, obediente e submisso para ser dominado.
-Violência
psicológica: silenciosa, velada. Desqualificação, humilhação.
-Assédio
moral: em público, declarada, como intimidação. Desqualificação, humilhação
para o coletivo e reforçado por esse coletivo. Vertical-descendente (chefe para
funcionários), vertical-ascendente (ataca o superior) e/ou horizontal (entre os
pares, concorrentes).
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Resumo da aula de DCAEI (15/09)
Postado em Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
Trabalho infantil
-Violência:
estrutural (posta pelo Estado,
contexto), doméstica (no ambiente
residencial), intrafamiliar (pessoas
próximas), gênero (masculino,
feminino, crianças e idosos).
-Violência
pode ser física ou psicológica.
-Acesso
à escolarização: associamos escola à sucesso.
-Miséria
(falta recursos).
-Trabalho
infantil.
-Trabalho
doméstico: perigoso, tarefas inapropriadas para a idade; desenvolvimento
físico, cognitivo e emocional; cuidar dos irmãos; danoso, pois não é visto em
trabalho e envolve muitos riscos.
-A
violência estrutural dá manutenção ao trabalho infantil.
-Pensamos
políticas públicas para apenas algumas parcelas da população, uma sociedade
específica. Usa dinheiro para controle moral da população.
-Prostituição,
tráfico (criança como inocente, sai impune), pedintes nos semáforos (rua,
discurso de pai ausente), rural/doméstico, lixões (necessidade subjetiva, “seu
luxo, meu lixo”), comércio, mídia e sucesso (dinheiro, artistas, moda, música,
esportes).
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Resumo da aula de DCAEI (25/08)
Postado em Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
Série recomendada:
The Fosters
-Família
e sociedade ainda têm visão da família nuclear, sendo que existem vários tipos
de família.
-Noção
de criança em situação de rua X infância
em situação de risco: ponto em comum é a pobreza e a periculosidade.
Nem todas as crianças que estão na rua, moram na rua. Mas todas estão em
situação de risco além da pobreza. Pode usar a rua como uma liberdade. Não é mais
chamado de “morador de rua” por fugir do padrão normativo de ter paredes, teto
e preservação da intimidade. A rua tem suas próprias regras, em paralelo ao
Estado, sem impostos. Para isso, o Estado cria situações que promovam o retorno
dessas pessoas ao padrão normativo, evitando, assim, que se torne obsoleto.
-Infância pobre: permeada por abandono e
infração (falta recurso). Psicólogo e
assistente social: técnicos que atuam sobre a infância no judiciário.
Apontam as faltas, o que as crianças não tinham de “normativo” ou apontam quais
recursos acionavam para lidar com as carências.
-Institucionalização da situação de rua:
criam-se instituições para lidar com essas questões de abandono (abrigo, Santa Casa,
FEBEM, asilos). Muitas vezes não há um olhar do que levou a criança/adolescente
até ali e todo são tratados da mesa forma. ECA diz que os indivíduos são
sujeitos de direito em desenvolvimento, vulnerabilidade e precisam ser
assistidos por família e estado. Saem das instituições e vão para a fundação
CASA, ONGs e trabalhos na rua, para além dos muros de uma instituição fechada.
-Conjunto
de práticas e relações sociais que também se dão na rua. Instituição aberta e
descentrada.
Pesquisa de campo:
1. William, Roberta e Fred.
-Circulação
entre instituições assistencialistas.
-Dependência
da compaixão e vontade de terceiros.
Riscos: agentes de segurança e justiceiros (ameaças /
extermínios). Protegem e são aversivos.
2.
Renato e Juninho
-Relação
de cumplicidade, proteção e disputa.
-Proteção
à família e às regras familiares.
Rua: espaço de mistura e diferenciação, lugar de trabalho,
extensão da casa.
Bom: conseguir dinheiro, ganhar brinquedos, ganhar bens de
consumo.
Ruim: concorrência, ser comparada (“meninos de rua”).
3.
Amigos da paulista
Rua: lúdico e trabalho (“ajudar a mãe”, pai ausente ou
doente). Pedir, pegar trabalhos; pobreza familiar.
Trabalho
na rua: regras, férias e “extras”
(natal).
-Rua: violência e liberdade, drogas,
estado, poder, mídia.
-Família: iniciação no trabalho na rua;
separação / distribuição do trabalho / produto. Consumo: subjetivo / rua como fonte de sustento.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Resumo da aula de DCAEI (18/08)
Postado em Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
A trajetória das crianças no Brasil
-Desigualdade
social / escolarização.
-Exclusão
das crianças.
-Criança
tem infância?
-Trabalho
como natural.
-Criança:
termo no século XVIII como cordialidade para agradar quem prestava serviços.
Relacionado a trabalho e servidão. Criança vista como mini adulto incompetente.
Amas de leite cuidavam até os 7/11 anos e a criança era responsabilizada por
seus atos.
-Século
XV: imprensa. Muda as coisas quando a oralidade passa a não ser a forma mais
comum de comunicação. Antes, só sabiam escrever clero e monarquia.
-Século
XVIII: França à criança: termo cordial que se refere a “serviço” à telégrafo.
-Abuso
das mulheres é aceito como normal por questões históricas, o que negamos e
torna difícil combater os resquícios de hoje em dia. Manter a linhagem para
seleção natural.
-Na
nossa cultura, o dinheiro traz a ideia de existir, de poder, de conforto.
Conforto ou luxo?
-Século
XV: Brasil foi um local de exploração maciça. Todos os enjeitados de Portugal
vêm para o Brasil, assim como refugiados da Europa, povos escravizados. Temos
um processo de colonização que foi excluído e negado e que resulta na nossa
atualidade. Colonização desenfreada sem ordem, disciplina, sem condução. Isso
muda quando a família real vem fugida, em 1808 (século XIX). Surge os
movimentos higienista e positivista que ia contra tudo que fugia de um
comportamento europeu. Preocupação com a higiene por profilaxia, para evitar
situações que demande o estado (contaminação e gastos). Muitas “crianças” (mini
adultos) abandonadas após as índias serem engravidadas. Não há como controlar
por conta de um Estado não construído. Historicamente a sexualidade do homem
sempre foi mais permitida. Controle da sexualidade das pessoas: casamento e
monogamia como questão divina inquestionável (por ser diferente de você).
Contratos sociais (casamento pago). Vinculação da ideia do casamento com o
poder divino (se casar no civil, tem que casar no religioso para Deus legitimar
a relação). Através do casamento, controla-se a sexualidade das pessoas.
-Não
é possível se comparar a Deus por ele não estar na mesma “altura” que você.
Isso valida com maior peso. Quem tem a palavra de Deus, tem um “poder” maior.
-Ainda
hoje se vê um discurso parecido com os dos séculos XVIII/XIX no nordeste
brasileiro. Mulheres com 28 filhos, com poucos vivos e responsabilizando a Deus
pelas consequências.
-Maternidade
romantizada para garantir controle social.
-1988
e 2003 as crianças são propriedade dos pais, mas a mãe é responsabilizada pelos
cuidados por conta da maternidade.
-Século
XVIII: necessidade de dar conta do abandono – criação dos asilos. Através de um
movimento caridoso da igreja (dinheiro das indulgencias à pagar os pecados à
infidelidade é pecado). Para garantir o anonimato para doação às casas de
misericórdia: roda. O padre confere e a pessoa voltava para confessar. Garantia
do controle. Logo acaba se tornando um local de abandono. Não controla a
sexualidade, mas mascara o abandono.
-Em
meados do século XVIII as crianças começam a ser mais importantes e validadas e
surge a ideia de serem anjos. Movimento de mães que passam a dar outro valor.
Questão de controle e formação familiar com o casamento que gera a preocupação
com a mortalidade das crianças. Papel da mulher vinculado com a medicina por
ser no hospital o local que se garante o controle das pessoas (exemplo:
vacina). Escola, hospital e família são instituições criadas para o
desenvolvimento social. Valoriza a mulher através da medicina (amamenta),
atribuindo uma personalidade amorosa, cuidadosa e divina, um anjo na Terra para
cuidar dos filhos. Diz-se que todas as mulheres nascem com cuidado, tolerância,
paciência, afetividade, amorosidade... para responsabilizá-la. Quando sente
raiva, logo é substituída por culpa.
-Hoje
em dia compartilhamos as mesmas vivências, músicas, preocupações entre adultos e
crianças.
Resumo da aula de DCAEI (11/08)
Postado em Direito da criança do adolescente e estatuto do idoso
Infância:
0 a 12 anos; crescimento, formação, descobertas, desenvolvimento, dependência,
aprendizado, fantasias, brincadeiras, ingenuidade, experimentos, sobrevivência.
Avós:
responsabilidade, período menor, falta escolarização, trabalho, valores mais “claros”,
brincadeiras, fantasia, respeito, livres, falta diálogo, descobertas, tradições
familiares.
Pais:
brincadeiras coletivas, tradição familiar no trabalho, escolarização, regras
familiares, falta diálogo, rua, experimentar, respeito/medo, punições físicas.
Vocês:
brincadeiras coletivas e individuais, namorar, tecnologia, obrigação à
escolarização, artes, transgressões, dormir, punições, restrições aos laços
familiares.
Filhos:
tecnologia e informação, falta de atividade física, brincadeiras individuais,
famílias menores, falta de limites, não lidam com frustração, obrigações,
sexualidade.
-Na
infância, em todas as épocas, há responsabilidade. É uma fase difícil, pois a
criança tem que ser o que os outros esperam dela. Rótulos com profecia autor
realizadora, depositando na criança o que não teve e o que ela precisa ter.
Garantir cuidado na velhice, ter alguém com condições para cuidar.
-Contexto
histórico e geopolítico muda de uma geração para a outra.
-Trabalho,
antes visto como sobrevivência familiar, hoje sobrevivência ter.
-Na
infância, é autorizado a errar.
-Hoje
em dia temos liberdade de expressão, mas não de comportamento.
Família
-O
conceito muda.
-Avós: maior número de familiares, rede,
conhecia vizinhos, sexualidade precoce.
-Pais: redução da família, parentes
dispersos para trabalhar, conhece vizinhos, sexualidade mais tardia, mulheres
saiam de casa quando casadas.
-Vocês: prolongamento da adolescência,
movimento feminista, mudança da instituição familiar.
-Filhos: realidade familiar muda, pais
com ideal familiar antigo que não se sustenta, trabalham e sentem culpa, não
dão limites para compensar, não toleram desobediência, sistema entra em crise.
quarta-feira, 26 de julho de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
RESUMÃO: Ética Profissional - NP2
Postado em Ética profissional
Ética profissional –
NP2
Documentações
-Existem várias resoluções.
-Resolução 007/2003: documentos emitidos pelo psicólogo.
-Código de ética apresenta elementos norteadores, dá
diretrizes. As resoluções têm a mesma preocupação: definir e orientar determinadas
coisas.
-Manual composto por:
I- Princípios
norteadores: de escrita (escrita e termos
adequados, preocupados com o destinatário) e éticos (não compactuar com
segregação e ter consciência de que as pessoas estão inseridas em um contexto
sócio histórico cultural).
II- Modalidade de
documentos:
-Declaração: documento que visa informar a
ocorrência de fatos e situações objetivas com a finalidade de declarar.
Declara: comparecimento do atendido; comparecimento do acompanhante, quando
necessário; informações sobre o atendimento. Estrutura: ser emitido em papel
timbrado ou apresentar uma subscrição com carimbo em que conste nome e
sobrenome do psicólogo e CRP; a declaração deve expor nome e sobrenome do
solicitante; registro de local e data; assinatura do psicólogo com sua
identificação ou carimbo.
-Atestado psicológico: documento que certifica
situação ou estado psicológico. Tem como finalidade afirmar sobre as condições
psicológicas de quem o solicita. Serve para: justificar faltas; justificar
aptidão para atividade específica; justificar afastamentos. Estrutura: deve
restringir-se a solicitação do requerente; ser emitido em papel timbrado ou ter
o carimbo com nome; deve ter nome e sobrenome do cliente; finalidade do
documento; registro e informação do sintoma (CID); situação psicológica que
justifique o afastamento; assinatura e carimbo; registros de forma corrida
(separados apenas por pontuação, sem parágrafos, para evitar adulterações). O
material da avaliação psicológica deve ser guardado por 5 anos.
-Relatório/laudo psicológico: é uma
apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas
determinações históricas, sociais, políticas e culturais. Deve ser subsidiado à
luz de um instrumental técnico. Finalidade: apresentar procedimentos,
conclusões do processo, relatando sobre encaminhamento, diagnóstico e
prognóstico, limitando-se a fornecer as solicitações necessárias pela demanda
ou petição. Estrutura: deve conter narrativa detalhada e didática com clareza,
precisão e harmonia, tornando-se acessível ao destinatário; termos técnicos de
maneira lógica e explicados. Deve conter, no mínimo, cinco itens: identificação
(quem elabora, quem solicita, assunto e finalidade), descrição da demanda
(queixa, razões da elaboração do documento, análise da demanda de forma a
justificar o procedimento adotado), procedimento (sustentará os instrumentos
técnicos utilizados, deve ser pertinente para avaliar a complexidade do que se
está demandado), análise (exposição descritiva de forma metódica, objetiva e
fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionadas a demanda e sua
necessidade, com determinações históricas, sociológicas e políticas; deve-se
respeitar a fundamentação teórica que sustenta o instrumental técnico
utilizado; somente deve ser relatado o que for necessário para o esclarecimento
do encaminhamento) e conclusão (expor o resultado ou considerações a partir das
referências que subsidiam o trabalho; nome, sobrenome e assinatura do
psicólogo).
-Parecer: documento fundamentado sobre uma
questão focal do campo psicológico que pode ser conclusivo. Serve para tirar
uma dúvida, tomar uma decisão, dar uma resposta esclarecedora através de uma
avaliação especializada de uma questão problema. Se não há elementos: “sem
elementos de convicção”. Deve se apresentar a questão em tese, não sendo
necessária a descrição detalhada dos procedimentos.
III-
Conceito/finalidade/estrutura;
IV- Validade dos
documentos: o prazo de validade do
conteúdo do documento de avaliação psicológica deve considerar definição legal
ou, caso não tenha, seguir pelo teste.
V- Guarda dos
documentos: os documentos e o material
que o fundamentou devem ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos, sendo de
responsabilidade da instituição e do psicólogo.
Testes psicológicos
-Resolução 02/2003.
-Somos dinâmicos, envolve movimento.
-RAVEN, HTP, Rorschach,
TAT, CAT, WISC.
-Testes são de uso privativo do psicólogo.
-ADT foi feito no contexto organizacional, não tem uma
percepção teórica da Psicologia, tem teoria de administração. Tenta colocar as
pessoas em uma perspectiva de como administram seu tempo.
-Testes devem ser catalogados e liberados pelo conselho
federal. Devem estar dentro do prazo e adaptados à nossa cultura.
-Testes não
projetivos: têm um trabalho estatístico, aplica em várias pessoas para
obter uma média e formar um gráfico. Utiliza questões de múltipla escolha ou
similares, acerto e erro, escalas (exemplo: IFP – inventário fatorial de
personalidade – mede 12 fatores da personalidade; tem 156 afirmações, onde
deve-se escolher um número da escala de 1 a 8 de acordo com o quanto concorda
ou não com a afirmação). Geralmente têm fundo comportamental/behaviorista. Deve
ter clara a forma de correção a partir dos intervalos.
-Testes projetivos:
apresentação da fundamentação teórica mais claramente. Deve ter evidências
empíricas.
-Artigo 7 da resolução: testes estrangeiros de qualquer
natureza (projetivo, inteligência, personalidade), traduzidos para o português,
devem ser adequados ao Brasil, considerando o ambiente cultural de onde foram
realizados os estudos para sua elaboração.
-O teste deve ser usado para o contexto em que foi criado
(exemplo: organizacional em organizacional).
-Será considerada falta ética a utilização de testes
psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo conselho
federal, salvo casos de pesquisa (caso algum psicólogo queira usar, não para
tirar conclusões, mas para pesquisar).
-Na comercialização de testes, as editoras manterão
procedimentos de controle onde constam o nome e CRP e teste que o psicólogo
adquiriu.
-O psicólogo em formação pode aplicar testes desde que
tenha uma supervisão. Além disso, somente psicólogos formados podem aplicar e
ensinar.
-Artigo 8 do código de ética: para realizar atendimento
contínuo com criança ou adolescente, o psicólogo deve obter autorização de um
dos responsáveis. Caso não tenha, alguma autoridade será responsável.
Sigilo
-Artigo 9 do código de ética: é dever respeitar o sigilo
pessoal, afim de proteger a identidade da pessoa, grupo ou organização.
-Nas situações em que se configure conflito entre as
exigências do artigo 9 e o direito de bem-estar, excetuando-se os casos previstos
em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra do sigilo, baseando-se na busca
do menor prejuízo.
-Tudo que for anotado, o paciente deve saber que há um
documento e o que foi anotado.
-O que inspira o código de ética vem da revolução francesa
e da declaração universal dos direitos humanos.
-O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e
qualidade de vida das pessoas e contribuirá para a redução da discriminação,
violência, crueldade e opressão.
-O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando
criticamente a realidade social, econômico, política e cultural.
-Atuará com o contínuo aprimoramento profissional.
-Promover a universalização do acesso da população ao
conhecimento da Psicologia.
-Zelará para que o exercício profissional ocorra com
regularidade, evitando que os serviços sejam utilizados de forma inadequada.
-Considerará as relações de poder nos contextos que atua e
seus impactos, posicionando-se de forma crítica e em consonância com o código.
-Código de ética profissional do psicólogo (sigilo,
princípios...).
Resoluções:
-015/1996: concessão de atestado psicológico
para tratamento de saúde por problemas psicológicos.
-012/1997: disciplina e ensino de métodos e
técnicas psicológicas em cursos livres e de pós-graduação para psicólogos e não
psicólogos.
-02/2003: uso, elaboração e comercialização de
testes psicológicos.
-07/2003: manual de elaboração de documentos
padronizados e decorrentes de avaliação psicológica.
-É proibido o uso de testes não aprovados pelo conselho
federal, exceto em caráter de pesquisa.
-Documentos: declaração (informações triviais e objetivas),
atestado psicológico (sucinto, estado psicológico, se está apto), relatório/laudo
psicológico (apresentação descritiva de situações psicológicas, descrever o que
foi feito e prognósticos, de acordo com a necessidade do solicitante), parecer
psicológico.
-Sigilo: menor prejuízo. Em situações emblemáticas, a
avaliação verifica o que é menos prejudicial para o sujeito.
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
Postagens
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