sábado, 4 de abril de 2015

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Resumão: Teoria Psicanalítica

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Teoria Psicanalítica – NP1

-A histérica não tinha uma causa orgânica para seus sintomas. A Psicanálise nasce a partir da possibilidade de criar um tratamento para esses casos. Freud criou uma teoria e um método.

-Existe uma força (inconsciente). Quando solucionado o conflito, é solucionado o sintoma.

-A histeria era vista como uma necessidade orgânica que seria curada quando satisfeita.

-O inconsciente move as nossas escolhas. É atemporal.

-Um evento gera um conflito, o que causa o sintoma. O sintoma encobre e denuncia o conflito. A partir do acesso consciente ao conflito, pode-se tratar.

-Trauma não é necessariamente uma situação concreta, é uma situação com a qual não conseguimos lidar emocionalmente.

-Tratamento: não julgar moralmente, contribuir para que a pessoa tenha mais recursos para lidar com a condição concreta pessoal.

-Histeria da conversão: o que não conseguimos lidar emocionalmente, é somatizado no corpo.

-Estamos sempre sujeitos a um determinado contexto.

-Somos movidos pelo inconsciente.

-No período da histeria, a mulher era muito reprimida (questão da sexualidade).

-Hoje em dia, o conflito é externo (nos movemos a partir da aceitação alheia).

-Histeria tem uma causalidade oriunda do inconsciente e um sintoma físico. A depressão não tem uma causalidade inconsciente e há um culto ao corpo.

-Atualmente não se olha a causa (estrutura psíquica, perda real, causa orgânica), se o sintoma é o mesmo, a pessoa será medicada. A pessoa não se conhece, não reconhece seu problema e busca soluções externas. É importante entender qual é o sofrimento.

-A "cura" da Psicanálise é existencial. É uma mudança de dentro para fora e não é quantificada. Identificar as dificuldades é uma forma de solucioná-las. Não é objetiva.

-O psicotrópico é bem-vindo quando elimina um sintoma que "aprisiona" a pessoa. Ao mesmo tempo pode ser negativo por esconder o sintoma, sem compreendê-lo.

-Benefícios do remédio: abandono de tratamentos absurdos, suportar o insuportável (junto com os mecanismos de defesa).

-Malefícios do remédio: pode encerrar o indivíduo numa nova alienação porque propõe o fim do sofrimento psíquico (ilusão de completo bem estar).

-O conflito é externo: uma pessoa não elabora o sofrimento da perda.

-O quantificado é o que é valorizado.

-Antigamente, loucura era o indivíduo estar fora de si. Atualmente isto se repete pela falta de autoconhecimento.


-Deslocamos onde de fato está o problema.

-Freud criou o conhecimento psicanalítico a respeito da histeria, os termos já existiam.
-As histéricas estavam cuidando de pessoas muito doentes.
-1° método: hipnose - estado alterado de consciência. Davam uma ordem para o sintoma parar e ele parava. Mas após o efeito da hipnose, o sintoma voltava. Após a ordem de realizar algo ao "acordar" da hipnose, a paciente obedecia sem consciência do porquê, o que prova a existência do inconsciente.
-Hoje em dia, a psicanálise não utiliza a hipnose, pois não funciona com qualquer pessoa. Muitas vezes o sintoma pode sumir e surgir como outro sintoma.
-2° método: Freud colocava a mão na cabeça da pessoa e pedia para ela lembrar o que aconteceu (era exaustivo e demorado).
-3° método: associação livre - falar sem restrição o que vier à mente (garantia de que o inconsciente vai aparecer, pois a fala não segue a lógica da consciência).
-O inconsciente é atemporal.
-O ego atua como vigilante. Quando dormimos, a vigilância cai, portanto os sonhos servem como porta de acesso ao inconsciente.
-Pequenas coisas do dia a dia geram conflitos.
-Existe a pessoa real e a figura internalizada.
-A histérica sofre de reminiscências (coisas do passado que não foram elaboradas e influenciam no presente). Se investe energia psíquica em coisas do passado, não sobra para o presente. A histérica utiliza essa energia para manter um sintoma.
-Utilizamos energia psíquica para manter conteúdos no inconsciente. Deveríamos conhecer e tratar esses desejos inconscientes.
-Divã tem a intenção de sair da convivência racional (interação social) e proporcionar o autoconhecimento. Não é útil para todas as pessoas (psicótico não utiliza divã).
-A própria paciente sugeriu o método de cura pela fala.
-Tudo que acontece fora, existe no mundo interno e vice versa.
-A psicanálise acontece de dentro para fora.
-A paciente tinha dificuldades de tomar água (quando ela compreende que sentia raiva da pessoa que não impediu que o cachorro bebesse sua água antes, o sintoma cessa).
-A psicanálise não julga as pessoas como boas ou ruins (pessoa pode acertar e errar).
-Rivalidade fraterna sempre existe.
-Os pais são toda a referência de cuidado/amor.
-O ego é um precipitado de lutos.
-Com exteriorização afetiva, o sintoma consegue ser elaborado, atos mecânicos são em vão.
-Conversão histérica: o que não foi elaborado, se converte para o corpo (sintoma).
-Freud articulou (uniu) conceitos da época para formular sua teoria.
-A histeria é uma sobrecarga que a mulher carrega (uma condição psíquica incapaz de lidar com tudo).
-O funcionamento psíquico é regido pelo prazer. Queremos evitar o desprazer.
-Existe uma resistência para evitar olhar para os conteúdos reprimidos.
-Se alcançar o conteúdo reprimido, não vai gerar sintoma.
-Sonho é a realização de um desejo.
-Na criança, a relação entre sonho e inconsciente é mais direta, pois ainda não possui muitos conteúdos reprimidos.
-Condensação: vários elementos condensados em apenas um.
-O trabalho de construção do sonho impede que este seja claro em seus significados.
-Deslocamento: mistura/desloca uma relação para outra.
-Sonho tanto denuncia, quanto encobre um conflito.
-Terapeuta questiona o que o paciente pensa sobre o sonho.
-Efeito terapêutico duradouro: ressignificação de algo.
-Sublimar: realizar o desejo de forma indireta (canalizar a energia sexual para algo que é socialmente aceito). Não é o ato concreto em si, mas o representa.
-Comunicamos coisas que são censuradas, com uma piada (anedota).
-Divã: evita contato visual/social e faz com que a pessoa entre em contato com ela mesma.
-1800: a mulher casava e se tornava mãe de família ou era prostituta. A boa mulher era boa esposa. Não tinha condições para lidar com a sexualidade.
-Até hoje, a sexualidade é "escondida", as pessoas mentem a respeito.
-Sexualidade para Freud não é o ato em si. É biológico, emocional, inerente à vida.
-O desenvolvimento é psicossexual: alma e sexualidade entrelaçadas.
-O bebê possui satisfação na zona oral. Recebe o alimento (leite materno) e é prazeroso. Juntamente com o alimento, recebe cuidado, amor, segurança (alimento para o corpo e para a alma), além de ser o primeiro contato com a vida / com o humano.
-Princípio do prazer e desprazer: buscamos prazer e distanciamos o desprazer.
-As pessoas passam por: fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência (sexualidade sublimada) e fase genital.
-Trazer conteúdos do inconsciente para o consciente, sempre tendo a ver com a sexualidade.
-A criança possui instinto e atividades sexuais.
-Acreditamos que a doença é punição (fantasia inconsciente).
-A criança toma ambos os genitores, ou particularmente um, como desejos eróticos.
-Contato humano torna o corpo erógeno.
-Temos que aprender a ficar no lugar do terceiro (excluídos de certa relação).
-Não satisfaz o desejo sexual, gasta energia psíquica no adoecimento.
-Se não vejo vias de satisfação, encontro na doença: substituição para utilizar a energia sexual.

Revisão da teoria dos sonhos
-Sonho manifesto pode não estar objetivamente relacionado ao significado (latente).
-Sonhos recorrentes: algo que não foi elaborado (sintoma).
-Interpretar fragmentando e auxiliando o paciente a fazer associações.
-Devemos tomar cuidado para não colocarmos nossa compreensão, que é diferente da do outro.
-Uma das funções da Psicanálise é ter o psicanalista como um espelho, onde o paciente entra em contato consigo mesmo.
-A psicossomática tem uma causa orgânica.
-A capacidade de simbolização/elaboração é menor (dor física/concreta).

-ID, ego e superego (dar concretude a algo simbólico) – aparelho topográfico.
-1ª tópica: consciente, pré consciente.
-2ª tópica: ID, Ego e Superego.

Consciente
-Experiências do dia a dia (eu sou).
-Tem contato com a realidade externa / recebe os estímulos da realidade (concretos e subjetivos).
-A partir desse contato, estabelecemos relações de afeto /amor.
-Área mais superficial.
-Sentimentos que atingem o contato físico (percepção).
-Prazer e desprazer / quantitativo ou qualitativo.
-O prazeroso pode ser reprimido.
-Ideia é diferente de sentimento.

-O reprimido no inconsciente é a ideia e o afeto associado, não o sentimento/desejo e repressão.

Pré-consciente
-Vinculação entre o reprimido e um possível insight pode recuperar um conteúdo. Predominantemente a questão auditiva faz esse link. Fornecendo vínculos intermediários através da análise, trazemos conteúdos para o pré-consciente.

-Psicose é o inconsciente a céu aberto.


-ID: pulsões e desejos; Ego: Eu; Superego: instância crítica.

Ego
-Nosso Eu.
-Inicia no sistema perceptivo.
-Está em contato com a realidade e com o ID.
-Aplica a influência do mundo externo ao ID.
-Esforça-se para substituir o princípio do prazer.
-Regido pelo princípio da realidade.
-Desempenha o papel que ao ID pertence ao instinto.
-É corporal.
-Quando a mãe dá banho no bebê, delimita o ego fisicamente.
-Dor é uma forma de perceber o corpo. É uma projeção da superfície / projeção de algo psíquico no corpo.
-Ego é um precipitado de lutos.
-Existem tendências morais.
-É o representante do mundo externo.

ID
-Desconhecido.
-Inconsciente.
-Destaca-se pelas resistências e repressões.
-Regido pelo princípio do prazer (busca prazer e evita desprazer).

Superego
-Formado a partir da diferenciação em contato com o ID.

-Regra internalizada, mesmo na ausência de que a colocou.

Complexo de Édipo

-Freud construiu uma teoria de um ponto de vista masculino.

-Complexo de Édipo da menina não é tão claro para Freud (existe uma obscuridade).

-Menino tem um investimento objetal pela mãe (primeiramente pelo seio / está na fase oral / não se vê como outra pessoa). A relação com o pai chega em um momento de ambivalência (4 anos / está na fase fálica / vê bem e mal no mesmo objeto / relação tem sentido amoroso e hostil, pois impede que a mãe seja só dele / vê como rival / desejo de livrar-se dele e ocupar seu lugar junto a mãe). Predomina a relação amorosa com a mãe e a ambivalência com o pai. Não é necessariamente pai e mãe biológicos, mas sim os papéis que uma figura ocupa.

-Existe uma disposição bissexual do ser humano, depende da maneira como o biológico vai encontrar as relações sociais.

-Relações entre amigos podem ser vistas como homossexuais sublimadas.

-Elaboração do Complexo de Édipo não é muito fácil/explícito. 

-É um fenômeno central na criança. 

-Dissolução/resolução: a ameaça de castração. Menino percebe que existe uma diferença anatômica entre ele e a menina e acha que foi tirado dela por ela ter feito algo ruim. Acha que se não desistir da ideia de ter a mãe, vai perder o pênis, como acha que a menina perdeu. Melhor preservar o próprio corpo do que ter aquela mulher (narcisismo / inconsciente). A princípio, a mãe é legitimamente do menino. Para Freud, o pai é castrador: ele coloca limites.

-A menina já é castrada, passa por um complexo de inferioridade.

-Criança tem uma breve noção de que o pênis está envolvido na relação sexual (sabe que é uma zona erógena).

-Desejo da menina pelo pai também está relacionado a isso (se ela não tem, o pai pode dar). Elabora quando tem um filho, especialmente homem (que substitui o que ela não tem - narcisismo).

-Rivalidade da menina com a mãe quando tem irmão (mãe deu mais para ele do que para ela). Complexo de Édipo só será elaborado quando ela for mãe, mas não em todos os casos. 

-Menino se identifica com o pai e quer ser igual a ele, pois terá outras mulheres. 

-Superego surge do ego e é herdeiro do Complexo de Édipo (lei internalizada - o corte é feito pelo pai e deve ser de maneira amorosa, não rígida). Grande parte do superego é inconsciente. 

-Quando a anatomia coincide com o emocional, a elaboração é melhor (mulher sexualmente passiva e homem ativo).

-O clitóris inicialmente se comporta como um pênis. A mulher aceita a castração como um fato consumado. O homem vê como uma possibilidade. 

-A castração também tem outros fatores (perda do seio), o ápice é no Complexo de Édipo.
-A menina não supera sem compensar, então gradativamente reduz o complexo (escolha heterossexual).

-Pulsão de vida (auge quando o filho nasce); Pulsão de morte (doença).

-Corpo quer morrer a sua maneira (deterioração gradual).

-Para a criança, o ódio é mortal (ambivalência é entender que o ódio não mata e o amor não revive).

-Elementos agressivos e amorosos estão interligados.



-Instinto é biológico. Pulsão é o representante psíquico do instinto (entre somático e psíquico).
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Resumão: Psicologia Comunitária

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Psicologia Comunitária – NP1

Histórico e fundamentos - Silvia Lane

-Década de 70: questionamento da Psicologia - atuação no Brasil. 

-1968: questionamento da prática do psicólogo. 

-Psicologia Comunitária: tem origem nos EUA – população carente e atuação de cunho assistencial e manipulativo. Este modelo não se encaixou no Brasil (a igreja católica teve grande participação para contrariar este modelo manipulativo).

-Década de 60/70: Paulo Freire – educação popular (alfabetização), Psicologia do Oprimido. Atuava com a população menos favorecida. Era contra a educação bancária (sem crítica ou reflexão sobre o assunto apresentado; as pessoas apenas aceitavam o que o professor falava: manipulação). Propunha uma educação libertadora através de reflexões. A alfabetização necessitava de um tema gerador (tema que a pessoa conhecesse / conhecimento prático -  experiências vividas), e a partir dele poderia gerar uma conscientização da realidade (conhecer a si mesmo e suas condições de vida). O professor deveria atuar como mediador/facilitador, não é detentor do conhecimento.

-1981: encontro: prevenção de saúde mental (postos de saúde, igrejas) e educação popular.

-Questionamento: o que é comunidade? Na época era apenas direcionado para a saúde. Comunidade são pessoas com algo em comum; união; território.

-1988: relato de experiências e trabalhos comunitários na zona rural. A Psicologia tinha como foco pessoas/grupos/sujeito (trabalho na comunidade feito em grupo: observação das relações sociais e regras de convivência). A saúde passou a ser vista como condição social, não apenas de sobrevivência (ampliação do papel do psicólogo, que sai do técnico “fazer por fazer” e passa para o “olhar para um indivíduo como um todo” - subjetividade).

Conclusões:
-Busca de uma sistematização teórica.
-O grupo como condição de trabalho.
-Busca pelo conhecimento da realidade.
-Autorreflexão e ação conjunta e organizada (unir conhecimento da Psicologia e da comunidade).
-Resgate da identidade e por si (reflexão, conscientização, subjetividade).
-Trabalho com linguagem e representações grupais.


-Psicologia comunitária: “estudar as condições (internas e externas) ao homem, que o impedem de ser sujeito e as condições que o fazem sujeito em uma comunidade”.

Relações comunitárias / relações de dominação - P. Guareschi


-Relação: interação entre um indivíduo e outro (uma coisa com outra coisa). Coisa que não pode ser ela mesma, se não houver outra. Nós só existimos na presença do outro. Exemplo: mãe só é mãe porque tem filho.

-A partir do outro significativo, estabelecemos uma relação.

-A relação também se dá nas situações de conflito. Exemplo: guerra depende do outro (rival).

-A exclusão só acontece por causa do outro.

-O estado deveria garantir o exercício dos direitos e deveres para haver cidadania. Entretanto, exclui alguns e privilegia outros.

-A relação com o outro passa pela relação de poder. 

-Nos vemos como uma pessoa em relação (perceber o outro em nós → os seres que, em si mesmos, implicam o outro)?

-Nos vemos como um indivíduo (você não tem nada a ver com os outros → eu me vejo e vejo os outros)?

-Relações sociais se dão a partir das pessoas que se constituem em grupo. A constituição de um grupo é a existência ou não de relações.

-Grupo tem algo em comum. 

-Existe a possibilidade de mudar um grupo (observar as relações entre as pessoas e transformar essas relações): trabalho do psicólogo.

-As pessoas do grupo também têm um conhecimento, não apenas o psicólogo. Todos devem falar e escutar. Com isso, o grupo se fortalece/modifica/pode estabelecer outras necessidades.

-O grupo tem uma relação relativa: está sempre em construção/transformação.

-Relação e relações: identificar o tipo de relação (do que se trata). Utilização de técnicas para conhecer essas relações: observação, escuta, entrevista, questionário, pesquisa. Com isso, será revelada a vida social dessas pessoas.

-Relações de poder (todos temos / conhecimento / capacidade de uma pessoa ou grupo de desempenhar uma ação qualquer) e de dominação (relação entre pessoas e grupos, onde uma das partes expropria/rouba o poder / relação assimétrica, desigual, injusta).

-Dominar o outro está relacionado com a questão da ideologia. Cria/sustenta relações injustas ou éticas (ideias para que algo não aconteça mais).

-Dominação pode ser econômica e cultural: dá sentidos.

-Relação comunitária de igualdade quando as pessoas "são" (ser). Deveriam ser permeadas de direitos.

-Numa comunidade, devem haver relações de saberes diferentes a serem respeitados.

Tensões na relação comunidade-profissional

-Propostas da autora: trabalhar com profissionais externos e a comunidade. Compreensão das possíveis tensões entre os processos de participação e conscientização dos trabalhos comunitários; Compreensão sobre o que acontece no dia-a-dia, sobre os significados que atribuem à vida que têm e sobre o tipo de relação que estabelecem com os demais, durante o processo de intervenção; Profissionais externos e o grupo autóctone dos moradores e/ou representantes e líderes comunitários.

-A avaliação das relações dos atores, para poder compreender em que medida os processos de suscetíveis de mudança a partir das interações estabelecidas e dos sentidos de comunidade que as pessoas vão construindo, criando, reiterando e fortalecendo;

-Ou, redefine, alteram, enfraquecem e negam como decorrência dos laços interpessoais que constroem e dos resultados que suas ações produzem, seja na perspectiva individual ou coletiva.

-Toda prática comunitária está relacionada a agentes comunitários e intervenções psicossociais.

-Os programas devem ser eficazes e efeitos produzidos junto às populações (a população deve reconhecer/viver os benefícios dos programas).

-É importante garantir que tenham a perspectiva da Psicologia Social Comunitária: as necessidades vividas e sentidas e os compromissos decorrentes disso; a adoção de estratégias de intervenção guiadas pelo foco da melhoria de vida das pessoas, tomando-as como referência para isso, e ações e intervenções comunitárias que tenham importância e sentido na vida das pessoas e da sua comunidade (as pessoas têm que se sentir responsáveis pelo local).

-Os profissionais devem ter compromisso e consciência da implicação social deles e dos projetos de intervenção.

-Os programas devem ter: (1) compromisso por parte dos profissionais e devem ser capacitados com qualidade também estar (2) implicados com a realidade social e com os problemas concretos da população, com a sociedade e com a profissão.

-Sua implantação, desenvolvimento e consolidação das práticas de intervenção psicossocial deve se considerar à própria dinâmica interna das práticas, como as relações estabelecidas entre os participantes e aqueles ligados aos objetivos para a realização dos trabalhos comunitários.

-Psicologia Social Comunitária: organizar a população em torno dos seus direitos básicos para construção de uma vida digna e justa (compreensão sobre o que acontece com as pessoas no dia-a-dia, significado que dão ao que acontece na vida, relação que estabelecem com os demais para que as práticas possam avançar em direção aos objetivos e compromissos).

-PSC: trabalha com a comunidade e com profissionais.

-Há aspectos intrínsecos nas relações.

-Potencializar a construção de redes mais solidárias e comunitárias de convivência.

-Identificar problemas dentro da equipe que interfere no andamento do trabalho.

Desafios:
-Impactos e importância que os trabalhados têm na vida de todos: ganhos e fracassos;

-Desafio ligado ao compromisso e aliança presentes na proposta de ação comunitária;

-Buscar uma delimitação ou posicionamento consensual – nas perspectivas individual e grupal;

-Tensões nas relações profissional – comunidade e repercussões na vida cotidiana.

-Práticas psicossociais passam por conscientização e participação. Processo de conscientização: como se constrói a consciência na vida cotidiana a partir das práticas de intervenção psicossocial e como pode ser apreendida;

-Projeto político: projeto de ação / criado junto à comunidade.

A entrevista psicológica - diário de campo



-Malinowiski: observação participante (descritiva, reflexiva).

-A partir da observação, teremos contato com a realidade.

-Entrevista é uma relação de empatia, que passa por um processo de comunicação (diálogo, fala, conteúdo) e observação do comportamento.

-Diário de campo é uma técnica utilizada nas pesquisas qualitativas (metodologia).

-Ao observar, temos uma consciência do outro e de nós mesmos.

-Diário de campo se materializa em anotações.



Entrevista
-Quem comanda a entrevista é o entrevistado.

-Tem um roteiro (perguntas abertas, fechadas ou semi-dirigidas).

-Fundamental obter confiança do entrevistado.

-Estabelecer um vínculo e se distanciar para observar (distância ótima).

-A coleta de dados vai da observação em si e da entrevista (dados novos).

-O psicólogo age como investigador profissional.

-Entrevista é um campo de ação/observação.

-Importante analisar a personalidade e o comportamento do entrevistado.

-Observar o enquadre (local e como ele está).

-Observar se na fala do sujeito existem lacunas, contradições, dissociações.

-Investigamos a conduta das pessoas.

-Transferência: por parte do entrevistado (processo de depositação de sentimentos). Contratransferência: por parte do entrevistador. Podem ser positivas ou negativas.

-Interpretação dos dados: identificar lacunas, unir à teoria, ter controle sobre a ansiedade (observar que ela estava presente).

-Importante estar atento aos próprios comportamentos. 

Psicologia da libertação

-Vários colaboradores, movimentos sociais nas comunidades deram origem a essa linha (não tem um autor específico).

Psicologia Comunitária - base: transformação social

-Trabalho com pessoas em situação de risco (grupos).

-1980: Goes (professor da UFC, fazia trabalho na comunidade). Aperfeiçoou conceitos da Psicologia, contribuiu para a Psicologia Comunitária.

-Utilizar a Psicologia para transformação social.

-Libertação do povo cearense - latino americano (oprimidos).

-Construção de sujeitos comunitários e autônomos.

-Sujeitos: considera a história.

-Libertação: promove autonomia através da conscientização.


Base teórica:

Psicologia da libertação - Martin Baro
Paulo Freire (pedagogia do oprimido; reflexão sobre a realidade de cada um; forma sujeito crítico, ativo.
-Psicologia da libertação: “que fazer” – atitudes que os profissionais devem tomar; refletir sobre suas ações.
-Propõe a emancipação dos indivíduos: para terem voz, serem sujeitos da história, autônomos. Trabalha a identidade do sujeito.

Educação libertadora - Paulo Freire

Histórico cultural - Vygotsky
-Materialismo-histórica-dialético.
-Entende o psi a partir da condição material de vida do sujeito.
-Desenvolve as funções psicológicas superiores, memória.
-Parte dos aspectos concretos para o psicológico.
-Formação da linguagem e do sujeito como mundo.

Teoria Rogeriana - Carl Roger (humanista)
-Potencialização do sujeito, terapia voltada para as necessidades do sujeito.
-Trabalho a partir da fala do sujeito. Centrada na pessoa.
-Trabalho com o aqui e o agora. Acolhe a pessoa. 
-A Psicologia Comunitária usa essa forma de trabalho com os grupos, trabalha a potência (através do diálogo).

Biodança - Rolando Toro
-Vivência - música.
-As pessoas dançam, têm o facilitador/mediador do processo.
-Música faz parte da formação do sujeito, trabalha a relação entre as pessoas, aflora sentimentos. Querem despertar esses aspectos. 

Ideologia da libertação
-Igreja atuando nas comunidades para elas e com elas. Para desenvolvimento, o sujeito crítico a partir da sua condição material de vida.
-Hoje na América-Latina perdeu força.

Fatalismo - Martin Baró (crítica)
-O povo latino-americano se submete ao destino, como se já fosse predeterminante, e não tem jeito de mudar. Crença no "ente divino" que influencia no que somos. É cultural e reforçado pelas religiões. Não consciência de si, mas de que a vida individual está nas mãos de Deus. Paralisação da vida por conta das crenças e valores.

Olhar do Martin Baró importante para a Psicologia Comunitária
-Reflexão sobre os assuntos da própria comunidade.
-Reflexão com o grupo, problematiza para haver conscientização.
-Não impões ideias, problematiza em grupo.

Sujeitos são alienados sobre sua condição de vida material, há a necessidade de se refletir sobre isso.


Bader Savaia - sofrimento ético-político
-Pessoas em processo de exclusão/inclusão.
-Sofrimento de origem social (é provocado).
-Questão moral e política, das relações entre as pessoas.
-Exemplo: pessoa não está na rua por culpa dela, tem questões sociais.

-Quem trabalha com o social, vê mais os aspectos materiais da pessoa. É importante ver os sentimentos e emoções das pessoas em situação de risco.

-Diálogo: intervenção.


Interdisciplinaridade
-Linhas teóricas diferentes, mas que possuem pontos importantes para o desenvolvimento da Psicologia Libertadora.


Paradigma: complexidade
-Não naturalizar ou conformar. Ver que é social, construído, não é imposto pelo divino. Tem interesses envolvidos, deve-se considerar as pessoas em si.


-Martin Baro foi assassinado.

-Banalização da vida. O psicólogo trabalha com a vida.

-Aproxima o conhecimento da Psicologia para essas comunidades, já que o estado é ausente. Utiliza essas bases teóricas para trabalhar com grupos.

Conscientização (ressignificar) – desideologização (tirar a ideologia presente)
-Possibilita que o indivíduo tenha escolha.
-O indivíduo aprende valores com: família (dependência), escola (passividade) e moral (hipocrisia) – necessidade de refletir sobre o que essas instituições impõem.


-Proposta de Martin Baro: busca da verdade para os grupos populacionais, nas práxis psicológicas.

-Para desenvolver o trabalho na comunidade, proposta de fortalecimento ou potencialização.

-Fortalecimento: indivíduo e grupos controlam sua situação de vida, a partir do desenvolvimento de capacidades e recursos. Usam crítica para alcançar a transformação. Desenvolver e potencializar capacidades; obter e administrar recursos para alcançar formas de desenvolvimento e transformação para bem estar pessoal e coletivo e superação das relações de opressão, submissão e exploração. 

-Desenvolver criticidade: reflexão sobre direitos. 

-Objetivos: superar condições de vida marcadas pela desigualdade (falta de acesso); indivíduos vivem situações negativas: adquirem controle sob o entorno no qual vivem e desenvolvem recursos para as transformações para obter bem-estar coletivo e pessoal em liberdade; desenvolver ações libertadoras; marca da Psicologia Social Latino-Americana: transformação (condição de vida das pessoas).

-Processos fortalecedores: caráter coletivo e libertador.

-Centraliza o controle e o poder na comunidade e em seus membros organizados. Os atores sociais são construtores de sua realidade e das mudanças que nela ocorrem.

-Uso dos conceitos da educação popular freireana: problematização, desideologização, conscientização. 

-Desenvolvimento ou aumento da capacidade e da atividade organizadoras; o desenvolvimento das formas participativas de ação, intervenção e pesquisa; incorporação e desenvolvimento do poder político, sentimento de eficácia política e de validade psicopolítica das comunidades e das pessoas interessadas em produzir mudanças dentro delas, com a finalidade de aumentar o grau de controle que exercem sobre suas vidas e seu ambiente. 

-Desenvolver o ser-em-relação com o mundo. Ruptura com a sensação e percepção de isolamento. 

-Compreensão crítica das forças sociais e políticas que atuam em nossa vida: avaliar causas, efeitos, razões e emoções. Compreensão crítica - conscientização e ação - reflexão e ação. 

-Questionamento: o processo de fortalecimento comunitário é sempre libertador?

-Existem agentes externos (os que chegam na comunidade) e internos (os que vivem na comunidade). O que é comunidade para cada um?

-Fortalecer para que temores ou incapacidades desapareçam;

-Sensibilizar para reconhecimento de certas atividades.

-Informação e ajuda técnica em um processo reflexivo ativo para sucesso das atividades.
-Controvérsias: intervenção tem diferentes conotações; Incompreensão dos AE na concepção de Comunidade; Sobreposição dos interesses individuais sobre os coletivos por parte dos AE; Problemas com os AI: rivalidades internas, hostilidade e manipulação – não são relatados por AE.

-Atenção à família.


-Influências alienantes de origem externa: interação entre comunidade e as instituições e o ambiente: ausência de retroalimentação.
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Resumo da aula de TP (01/04)

Postado em
Complexo de Édipo

-Freud construiu uma teoria de um ponto de vista masculino.

-Complexo de Édipo da menina não é tão claro para Freud (existe uma obscuridade).

-Menino tem um investimento objetal pela mãe (primeiramente pelo seio / está na fase oral / não se vê como outra pessoa). A relação com o pai chega em um momento de ambivalência (4 anos / está na fase fálica / vê bem e mal no mesmo objeto / relação tem sentido amoroso e hostil, pois impede que a mãe seja só dele / vê como rival / desejo de livrar-se dele e ocupar seu lugar junto a mãe). Predomina a relação amorosa com a mãe e a ambivalência com o pai. Não é necessariamente pai e mãe biológicos, mas sim os papéis que uma figura ocupa.

-Existe uma disposição bissexual do ser humano, depende da maneira como o biológico vai encontrar as relações sociais.

-Relações entre amigos podem ser vistas como homossexuais sublimadas.

-Elaboração do Complexo de Édipo não é muito fácil/explícito. 

-É um fenômeno central na criança. 

-Dissolução/resolução: a ameaça de castração. Menino percebe que existe uma diferença anatômica entre ele e a menina e acha que foi tirado dela por ela ter feito algo ruim. Acha que se não desistir da ideia de ter a mãe, vai perder o pênis, como acha que a menina perdeu. Melhor preservar o próprio corpo do que ter aquela mulher (narcisismo / inconsciente). A princípio, a mãe é legitimamente do menino. Para Freud, o pai é castrador: ele coloca limites.

-A menina já é castrada, passa por um complexo de inferioridade.

-Criança tem uma breve noção de que o pênis está envolvido na relação sexual (sabe que é uma zona erógena).

-Desejo da menina pelo pai também está relacionado a isso (se ela não tem, o pai pode dar). Elabora quando tem um filho, especialmente homem (que substitui o que ela não tem - narcisismo).

-Rivalidade da menina com a mãe quando tem irmão (mãe deu mais para ele do que para ela). Complexo de Édipo só será elaborado quando ela for mãe, mas não em todos os casos. 

-Menino se identifica com o pai e quer ser igual a ele, pois terá outras mulheres. 

-Superego surge do ego e é herdeiro do Complexo de Édipo (lei internalizada - o corte é feito pelo pai e deve ser de maneira amorosa, não rígida). Grande parte do superego é inconsciente. 

-Quando a anatomia coincide com o emocional, a elaboração é melhor (mulher sexualmente passiva e homem ativo).

-O clitóris inicialmente se comporta como um pênis. A mulher aceita a castração como um fato consumado. O homem vê como uma possibilidade. 

-A castração também tem outros fatores (perda do seio), o ápice é no Complexo de Édipo.
-A menina não supera sem compensar, então gradativamente reduz o complexo (escolha heterossexual).

-Pulsão de vida (auge quando o filho nasce); Pulsão de morte (doença).

-Corpo quer morrer a sua maneira (deterioração gradual).

-Para a criança, o ódio é mortal (ambivalência é entender que o ódio não mata e o amor não revive).

-Elementos agressivos e amorosos estão interligados.


-Instinto é biológico. Pulsão é o representante psíquico do instinto (entre somático e psíquico).
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Resumo da aula de PCom (31/03)

Postado em
-Para desenvolver o trabalho na comunidade, proposta de fortalecimento ou potencialização.

-Fortalecimento: indivíduo e grupos controlam sua situação de vida, a partir do desenvolvimento de capacidades e recursos. Usam crítica para alcançar a transformação. Desenvolver e potencializar capacidades; obter e administrar recursos para alcançar formas de desenvolvimento e transformação para bem estar pessoal e coletivo e superação das relações de opressão, submissão e exploração. 

-Desenvolver criticidade: reflexão sobre direitos. 

-Objetivos: superar condições de vida marcadas pela desigualdade (falta de acesso); indivíduos vivem situações negativas: adquirem controle sob o entorno no qual vivem e desenvolvem recursos para as transformações para obter bem-estar coletivo e pessoal em liberdade; desenvolver ações libertadoras; marca da Psicologia Social Latino-Americana: transformação (condição de vida das pessoas).

-Processos fortalecedores: caráter coletivo e libertador.

-Centraliza o controle e o poder na comunidade e em seus membros organizados. Os atores sociais são construtores de sua realidade e das mudanças que nela ocorrem.

-Uso dos conceitos da educação popular freireana: problematização, desideologização, conscientização. 

-Desenvolvimento ou aumento da capacidade e da atividade organizadoras; o desenvolvimento das formas participativas de ação, intervenção e pesquisa; incorporação e desenvolvimento do poder político, sentimento de eficácia política e de validade psicopolítica das comunidades e das pessoas interessadas em produzir mudanças dentro delas, com a finalidade de aumentar o grau de controle que exercem sobre suas vidas e seu ambiente. 

-Desenvolver o ser-em-relação com o mundo. Ruptura com a sensação e percepção de isolamento. 

-Compreensão crítica das forças sociais e políticas que atuam em nossa vida: avaliar causas, efeitos, razões e emoções. Compreensão crítica - conscientização e ação - reflexão e ação. 

-Questionamento: o processo de fortalecimento comunitário é sempre libertador?

-Existem agentes externos (os que chegam na comunidade) e internos (os que vivem na comunidade). O que é comunidade para cada um?

-Fortalecer para que temores ou incapacidades desapareçam;

-Sensibilizar para reconhecimento de certas atividades.

-Informação e ajuda técnica em um processo reflexivo ativo para sucesso das atividades.
-Controvérsias: intervenção tem diferentes conotações; Incompreensão dos AE na concepção de Comunidade; Sobreposição dos interesses individuais sobre os coletivos por parte dos AE; Problemas com os AI: rivalidades internas, hostilidade e manipulação – não são relatados por AE.

-Atenção à família.


-Influências alienantes de origem externa: interação entre comunidade e as instituições e o ambiente: ausência de retroalimentação.
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Resumo da aula de EI (26/03)

Postado em

Questionário de estudo
1)    Expor a adequação necessária para o ensino do aluno com deficiência visual.
2)    Explicar a necessidade de observação dos alunos com NEE para a programação das aulas.
3)    Explicar as principais determinações da Declaração de Salamanca.
4)    Explicar as ações didáticas para sensibilização dos alunos quanto a diversidade.
5)    Relacionar as formas do atendimento da pessoa com deficiência ao longo da história (eliminação – institucionalização – inclusão).
6)    Explicar as ações didáticas quanto às relações de gênero.
7)    Expor as ações didáticas quanto à deficiência auditiva.
8)    Explicar as ações do gestor para organizar a escola em função da diversidade dos alunos.
9)    Analisar o preconceito e a discriminação na sociedade, a partir do estudo da Lígia Amaral (normal – desvio – estigma) e falar do trabalho que você fez.
10)  Analisar a situação educacional a partir da legislação.
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Resumo da aula de CHO (26/03)

Postado em

Saúde mental e qualidade de vida no trabalho

1) Estresse no trabalho (referencial mais comportamental/cognitivista)
-Eustress: positivo / tensão necessária para sobreviver.
-Distress: negativo / nocivo / pode desencadear doenças psicossomáticas.
3 fases:
-Alarme: mais positiva / após o estímulo ameaçador, volta a se acalmar.
-Resistência: negativa / gera sintomas (manchas no corpo, gastrite, queda de cabelo, dor de cabeça).
-Exaustão: negativa / sintomas se agravam.

-Estratégias de coping (mais positivas e menos nocivas): formas de reagir aos estímulos (mecanismo de enfrentamento do estímulo ameaçador). Identificar qual é o fator estressor e pensar se pode mudar isso.

2) Saúde mental do trabalhador (referencial psicanalítico)
-Estudos se iniciaram na França com Dejours, que criou a metodologia e o referencial.
-Dejours: Psicopatologia do trabalho (1º livro / focado na doença mental) à Psicodinâmica do trabalhador (todo trabalho denota sofrimento).
-Sofrimento: criativo (resultado positivo / a pessoa sente que cresceu) e patogênico (gera doenças psicossomáticas). A organização do trabalho e as relações sociais contribuem para ser criativo ou patogênico.
-Ideologia defensiva coletiva: negar que o perigo existe.

3) Epidemiologia (referencial mais dialético/marxista)
-Estudo ligado às profissões.
-Identificar o que causa.
-Como os fatores interferem na relação do homem com o trabalho.

4) Pesquisa e subjetividade (referencial fenomenológico)
-Muito utilizado em pesquisas.

-Nunca vamos entender completamente a forma como a pessoa percebeu o fenômeno.
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Resumo da aula de TP (25/03)

Postado em
-ID, ego e superego (dar concretude a algo simbólico) – aparelho topográfico.
-1ª tópica: consciente, pré consciente.
-2ª tópica: ID, Ego e Superego.

Consciente
-Experiências do dia a dia (eu sou).
-Tem contato com a realidade externa / recebe os estímulos da realidade (concretos e subjetivos).
-A partir desse contato, estabelecemos relações de afeto /amor.
-Área mais superficial.
-Sentimentos que atingem o contato físico (percepção).
-Prazer e desprazer / quantitativo ou qualitativo.
-O prazeroso pode ser reprimido.
-Ideia é diferente de sentimento.

-O reprimido no inconsciente é a ideia e o afeto associado, não o sentimento/desejo e repressão.

Pré-consciente
-Vinculação entre o reprimido e um possível insight pode recuperar um conteúdo. Predominantemente a questão auditiva faz esse link. Fornecendo vínculos intermediários através da análise, trazemos conteúdos para o pré-consciente.

-Psicose é o inconsciente a céu aberto.

-ID: pulsões e desejos; Ego: Eu; Superego: instância crítica.

Ego
-Nosso Eu.
-Inicia no sistema perceptivo.
-Está em contato com a realidade e com o ID.
-Aplica a influência do mundo externo ao ID.
-Esforça-se para substituir o princípio do prazer.
-Regido pelo princípio da realidade.
-Desempenha o papel que ao ID pertence ao instinto.
-É corporal.
-Quando a mãe dá banho no bebê, delimita o ego fisicamente.
-Dor é uma forma de perceber o corpo. É uma projeção da superfície / projeção de algo psíquico no corpo.
-Ego é um precipitado de lutos.
-Existem tendências morais.
-É o representante do mundo externo.

ID
-Desconhecido.
-Inconsciente.
-Destaca-se pelas resistências e repressões.
-Regido pelo princípio do prazer (busca prazer e evita desprazer).

Superego
-Formado a partir da diferenciação em contato com o ID.

-Regra internalizada, mesmo na ausência de que a colocou.