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sábado, 4 de abril de 2015
Teoria Psicanalítica – NP1
-A histérica não tinha uma
causa orgânica para seus sintomas. A Psicanálise nasce a partir da
possibilidade de criar um tratamento para esses casos. Freud criou uma teoria e
um método.
-Existe uma força
(inconsciente). Quando solucionado o conflito, é solucionado o sintoma.
-A histeria era vista como
uma necessidade orgânica que seria curada quando satisfeita.
-O inconsciente move as
nossas escolhas. É atemporal.
-Um evento gera um conflito,
o que causa o sintoma. O sintoma encobre e denuncia o conflito. A partir do
acesso consciente ao conflito, pode-se tratar.
-Trauma não é
necessariamente uma situação concreta, é uma situação com a qual não
conseguimos lidar emocionalmente.
-Tratamento: não julgar
moralmente, contribuir para que a pessoa tenha mais recursos para lidar com a
condição concreta pessoal.
-Histeria da conversão: o
que não conseguimos lidar emocionalmente, é somatizado no corpo.
-Estamos sempre sujeitos a
um determinado contexto.
-Somos movidos pelo
inconsciente.
-No período da histeria, a
mulher era muito reprimida (questão da sexualidade).
-Hoje em dia, o conflito é
externo (nos movemos a partir da aceitação alheia).
-Histeria tem uma
causalidade oriunda do inconsciente e um sintoma físico. A depressão não tem
uma causalidade inconsciente e há um culto ao corpo.
-Atualmente não se olha a
causa (estrutura psíquica, perda real, causa orgânica), se o sintoma é o mesmo,
a pessoa será medicada. A pessoa não se conhece, não reconhece seu problema e
busca soluções externas. É importante entender qual é o sofrimento.
-A "cura" da
Psicanálise é existencial. É uma mudança de dentro para fora e não é
quantificada. Identificar as dificuldades é uma forma de solucioná-las. Não é
objetiva.
-O psicotrópico é bem-vindo quando
elimina um sintoma que "aprisiona" a pessoa. Ao mesmo tempo pode ser
negativo por esconder o sintoma, sem compreendê-lo.
-Benefícios do remédio:
abandono de tratamentos absurdos, suportar o insuportável (junto com os
mecanismos de defesa).
-Malefícios do remédio: pode
encerrar o indivíduo numa nova alienação porque propõe o fim do sofrimento
psíquico (ilusão de completo bem estar).
-O conflito é externo: uma
pessoa não elabora o sofrimento da perda.
-O quantificado é o que é
valorizado.
-Antigamente, loucura era o
indivíduo estar fora de si. Atualmente isto se repete pela falta de
autoconhecimento.
-Deslocamos onde de fato
está o problema.
-Freud criou o
conhecimento psicanalítico a respeito da histeria, os termos já existiam.
-As histéricas estavam
cuidando de pessoas muito doentes.
-1° método: hipnose - estado alterado de consciência.
Davam uma ordem para o sintoma parar e ele parava. Mas após o efeito da
hipnose, o sintoma voltava. Após a ordem de realizar algo ao
"acordar" da hipnose, a paciente obedecia sem consciência do porquê,
o que prova a existência do inconsciente.
-Hoje em dia, a
psicanálise não utiliza a hipnose, pois não funciona com qualquer pessoa.
Muitas vezes o sintoma pode sumir e surgir como outro sintoma.
-2° método:
Freud colocava a mão na cabeça da pessoa e pedia para ela lembrar o que aconteceu (era exaustivo e
demorado).
-3° método: associação livre - falar sem restrição o que vier à
mente (garantia de que o inconsciente vai aparecer, pois a fala não segue a
lógica da consciência).
-O inconsciente é
atemporal.
-O ego atua como
vigilante. Quando dormimos, a vigilância cai, portanto os sonhos servem como
porta de acesso ao inconsciente.
-Pequenas coisas
do dia a dia geram conflitos.
-Existe a pessoa
real e a figura internalizada.
-A histérica sofre
de reminiscências (coisas do passado que não foram elaboradas e influenciam no
presente). Se investe energia psíquica em coisas do passado, não sobra para o
presente. A histérica utiliza essa energia para manter um sintoma.
-Utilizamos
energia psíquica para manter conteúdos no inconsciente. Deveríamos
conhecer e tratar esses desejos inconscientes.
-Divã tem a
intenção de sair da convivência racional (interação social) e proporcionar o
autoconhecimento. Não é útil para todas as pessoas (psicótico não utiliza
divã).
-A própria
paciente sugeriu o método de cura pela fala.
-Tudo que acontece
fora, existe no mundo interno e vice versa.
-A psicanálise
acontece de dentro para fora.
-A paciente tinha
dificuldades de tomar água (quando ela compreende que sentia raiva da pessoa
que não impediu que o cachorro bebesse sua água antes, o sintoma cessa).
-A psicanálise não
julga as pessoas como boas ou ruins (pessoa pode acertar e errar).
-Rivalidade
fraterna sempre existe.
-Os pais são toda
a referência de cuidado/amor.
-O ego é um
precipitado de lutos.
-Com
exteriorização afetiva, o sintoma consegue ser elaborado, atos mecânicos são em
vão.
-Conversão
histérica: o que não foi elaborado, se converte para o corpo (sintoma).
-Freud articulou
(uniu) conceitos da época para formular sua teoria.
-A histeria é uma
sobrecarga que a mulher carrega (uma condição psíquica incapaz de lidar com
tudo).
-O funcionamento
psíquico é regido pelo prazer. Queremos evitar o desprazer.
-Existe uma
resistência para evitar olhar para os conteúdos reprimidos.
-Se alcançar o
conteúdo reprimido, não vai gerar sintoma.
-Sonho é a
realização de um desejo.
-Na criança, a
relação entre sonho e inconsciente é mais direta, pois ainda não possui muitos
conteúdos reprimidos.
-Condensação:
vários elementos condensados em apenas um.
-O trabalho de
construção do sonho impede que este seja claro em seus significados.
-Deslocamento:
mistura/desloca uma relação para outra.
-Sonho tanto
denuncia, quanto encobre um conflito.
-Terapeuta questiona
o que o paciente pensa sobre o sonho.
-Efeito
terapêutico duradouro: ressignificação de algo.
-Sublimar:
realizar o desejo de forma indireta (canalizar a energia sexual para algo que é
socialmente aceito). Não é o ato concreto em si, mas o representa.
-Comunicamos
coisas que são censuradas, com uma piada (anedota).
-Divã: evita
contato visual/social e faz com que a pessoa entre em contato com ela mesma.
-1800: a mulher
casava e se tornava mãe de família ou era prostituta. A boa mulher era boa
esposa. Não tinha condições para lidar com a sexualidade.
-Até hoje, a
sexualidade é "escondida", as pessoas mentem a respeito.
-Sexualidade
para Freud não é o ato em si. É biológico, emocional, inerente à vida.
-O desenvolvimento
é psicossexual: alma e sexualidade entrelaçadas.
-O bebê possui
satisfação na zona oral. Recebe o alimento (leite materno) e é prazeroso.
Juntamente com o alimento, recebe cuidado, amor, segurança (alimento para o
corpo e para a alma), além de ser o primeiro contato com a vida / com o humano.
-Princípio do
prazer e desprazer: buscamos prazer e distanciamos o desprazer.
-As pessoas passam
por: fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência (sexualidade
sublimada) e fase genital.
-Trazer conteúdos
do inconsciente para o consciente, sempre tendo a ver com a sexualidade.
-A criança possui
instinto e atividades sexuais.
-Acreditamos que a
doença é punição (fantasia inconsciente).
-A criança toma
ambos os genitores, ou particularmente um, como desejos eróticos.
-Contato humano
torna o corpo erógeno.
-Temos que
aprender a ficar no lugar do terceiro (excluídos de certa relação).
-Não satisfaz o
desejo sexual, gasta energia psíquica no adoecimento.
-Se não vejo vias
de satisfação, encontro na doença: substituição para utilizar a energia sexual.
Revisão da teoria dos sonhos
-Sonho manifesto
pode não estar objetivamente relacionado ao significado (latente).
-Sonhos
recorrentes: algo que não foi elaborado (sintoma).
-Interpretar
fragmentando e auxiliando o paciente a fazer associações.
-Devemos tomar
cuidado para não colocarmos nossa compreensão, que é diferente da do outro.
-Uma das funções
da Psicanálise é ter o psicanalista como um espelho, onde o paciente entra em
contato consigo mesmo.
-A psicossomática
tem uma causa orgânica.
-A capacidade de simbolização/elaboração
é menor (dor física/concreta).
-ID, ego e superego (dar
concretude a algo simbólico) – aparelho topográfico.
-1ª tópica: consciente, pré
consciente.
-2ª tópica: ID, Ego e
Superego.
Consciente
-Experiências
do dia a dia (eu sou).
-Tem
contato com a realidade externa / recebe os estímulos da realidade (concretos e
subjetivos).
-A
partir desse contato, estabelecemos relações de afeto /amor.
-Área
mais superficial.
-Sentimentos
que atingem o contato físico (percepção).
-Prazer
e desprazer / quantitativo ou qualitativo.
-O
prazeroso pode ser reprimido.
-Ideia
é diferente de sentimento.
-O
reprimido no inconsciente é a ideia e o afeto associado, não o
sentimento/desejo e repressão.
Pré-consciente
-Vinculação entre o
reprimido e um possível insight pode recuperar um conteúdo. Predominantemente a
questão auditiva faz esse link. Fornecendo vínculos intermediários através da
análise, trazemos conteúdos para o pré-consciente.
-Psicose é o inconsciente a
céu aberto.
-ID: pulsões e
desejos; Ego: Eu; Superego: instância crítica.
Ego
-Nosso Eu.
-Inicia no sistema
perceptivo.
-Está em contato com a
realidade e com o ID.
-Aplica a influência do
mundo externo ao ID.
-Esforça-se para substituir
o princípio do prazer.
-Regido pelo princípio da
realidade.
-Desempenha o papel que ao
ID pertence ao instinto.
-É corporal.
-Quando a mãe dá banho no
bebê, delimita o ego fisicamente.
-Dor é uma forma de perceber
o corpo. É uma projeção da superfície / projeção de algo psíquico no corpo.
-Ego é um precipitado de
lutos.
-Existem tendências morais.
-É o representante do mundo
externo.
ID
-Desconhecido.
-Inconsciente.
-Destaca-se pelas
resistências e repressões.
-Regido pelo princípio do
prazer (busca prazer e evita desprazer).
Superego
-Formado a partir da diferenciação
em contato com o ID.
-Regra internalizada, mesmo
na ausência de que a colocou.
Complexo de
Édipo
-Freud
construiu uma teoria de um ponto de vista masculino.
-Complexo
de Édipo da menina não é tão claro para Freud (existe uma obscuridade).
-Menino
tem um investimento objetal pela mãe (primeiramente pelo seio / está na fase
oral / não se vê como outra pessoa). A relação com o pai chega em um momento de
ambivalência (4 anos / está na fase fálica / vê bem e mal no mesmo objeto /
relação tem sentido amoroso e hostil, pois impede que a mãe seja só dele / vê
como rival / desejo de livrar-se dele e ocupar seu lugar junto a mãe).
Predomina a relação amorosa com a mãe e a ambivalência com o pai. Não é
necessariamente pai e mãe biológicos, mas sim os papéis que uma figura ocupa.
-Existe
uma disposição bissexual do ser humano, depende da maneira como o biológico vai
encontrar as relações sociais.
-Relações
entre amigos podem ser vistas como homossexuais sublimadas.
-Elaboração
do Complexo de Édipo não é muito fácil/explícito.
-É
um fenômeno central na criança.
-Dissolução/resolução:
a ameaça de castração. Menino percebe que existe uma diferença anatômica entre
ele e a menina e acha que foi tirado dela por ela ter feito algo ruim. Acha que
se não desistir da ideia de ter a mãe, vai perder o pênis, como acha que a
menina perdeu. Melhor preservar o próprio corpo do que ter aquela mulher
(narcisismo / inconsciente). A princípio, a mãe é legitimamente do menino. Para
Freud, o pai é castrador:
ele coloca limites.
-A
menina já é castrada, passa por um complexo de inferioridade.
-Criança
tem uma breve noção de que o pênis está envolvido na relação sexual (sabe que é
uma zona erógena).
-Desejo
da menina pelo pai também está relacionado a isso (se ela não tem, o pai pode
dar). Elabora quando tem um filho, especialmente homem (que substitui o que ela
não tem - narcisismo).
-Rivalidade
da menina com a mãe quando tem irmão (mãe deu mais para ele do que para ela).
Complexo de Édipo só será elaborado quando ela for mãe, mas não em todos os
casos.
-Menino
se identifica com o pai e quer ser igual a ele, pois terá outras
mulheres.
-Superego surge do ego e é herdeiro do Complexo
de Édipo (lei internalizada - o corte é feito pelo pai e deve ser de maneira
amorosa, não rígida). Grande parte do superego é inconsciente.
-Quando
a anatomia coincide com o emocional, a elaboração é melhor (mulher sexualmente
passiva e homem ativo).
-O
clitóris inicialmente se comporta como um pênis. A mulher aceita a castração
como um fato consumado. O homem vê como uma possibilidade.
-A
castração também tem outros fatores (perda do seio), o ápice é no Complexo de
Édipo.
-A
menina não supera sem compensar, então gradativamente reduz o complexo (escolha
heterossexual).
-Pulsão
de vida (auge quando o filho nasce); Pulsão de morte (doença).
-Corpo
quer morrer a sua maneira (deterioração gradual).
-Para
a criança, o ódio é mortal (ambivalência é entender que o ódio não mata e o
amor não revive).
-Elementos
agressivos e amorosos estão interligados.
-Instinto
é biológico. Pulsão é o representante psíquico do instinto (entre somático e
psíquico).
Resumão: Psicologia Comunitária
Postado em Psicologia Comunitária
Psicologia Comunitária
– NP1
Histórico e fundamentos - Silvia Lane
-Década de 70:
questionamento da Psicologia - atuação no Brasil.
-1968: questionamento da
prática do psicólogo.
-Psicologia Comunitária: tem
origem nos EUA – população carente e atuação de cunho assistencial e
manipulativo. Este modelo não se encaixou no Brasil (a igreja católica teve
grande participação para contrariar este modelo manipulativo).
-Década de 60/70: Paulo
Freire – educação popular (alfabetização), Psicologia do Oprimido. Atuava com a
população menos favorecida. Era contra a educação bancária (sem crítica ou
reflexão sobre o assunto apresentado; as pessoas apenas aceitavam o que o
professor falava: manipulação). Propunha uma educação libertadora através de
reflexões. A alfabetização necessitava de um tema gerador (tema que a pessoa
conhecesse / conhecimento prático - experiências vividas), e a partir
dele poderia gerar uma conscientização da realidade (conhecer a si mesmo e suas
condições de vida). O professor deveria atuar como mediador/facilitador, não é
detentor do conhecimento.
-1981: encontro: prevenção
de saúde mental (postos de saúde, igrejas) e educação popular.
-Questionamento: o que é
comunidade? Na época era apenas direcionado para a saúde. Comunidade são pessoas
com algo em comum; união; território.
-1988: relato de
experiências e trabalhos comunitários na zona rural. A Psicologia tinha como
foco pessoas/grupos/sujeito (trabalho na comunidade feito em grupo: observação
das relações sociais e regras de convivência). A saúde passou a ser vista como
condição social, não apenas de sobrevivência (ampliação do papel do psicólogo,
que sai do técnico “fazer por fazer” e passa para o “olhar para um indivíduo
como um todo” - subjetividade).
Conclusões:
-Busca de uma sistematização teórica.
-O grupo como condição de trabalho.
-Busca pelo conhecimento da realidade.
-Autorreflexão e ação conjunta e organizada (unir conhecimento da
Psicologia e da comunidade).
-Resgate da identidade e por si (reflexão, conscientização, subjetividade).
-Trabalho com linguagem e representações grupais.
-Psicologia comunitária: “estudar as condições (internas e
externas) ao homem, que o impedem de ser sujeito e as condições que o fazem
sujeito em uma comunidade”.
Relações comunitárias / relações de dominação -
P. Guareschi
-Relação: interação entre um indivíduo e outro (uma coisa com
outra coisa). Coisa que não pode ser ela mesma, se não houver outra. Nós só
existimos na presença do outro. Exemplo: mãe só é mãe porque tem filho.
-A partir do outro significativo, estabelecemos uma relação.
-A relação também se dá nas situações de conflito. Exemplo: guerra depende do outro (rival).
-A exclusão só acontece por causa do outro.
-O estado deveria garantir o exercício dos direitos e deveres para haver cidadania. Entretanto, exclui alguns e privilegia outros.
-A relação com o outro passa pela relação de poder.
-Nos vemos como uma pessoa em relação (perceber o outro em nós → os seres que, em si mesmos, implicam o outro)?
-Nos vemos como um indivíduo (você não tem nada a ver com os outros → eu me vejo e vejo os outros)?
-Relações sociais se dão a partir das pessoas que se constituem em grupo. A constituição de um grupo é a existência ou não de relações.
-Grupo tem algo em comum.
-Existe a possibilidade de mudar um grupo (observar as relações entre as pessoas e transformar essas relações): trabalho do psicólogo.
-As pessoas do grupo também têm um conhecimento, não apenas o psicólogo. Todos devem falar e escutar. Com isso, o grupo se fortalece/modifica/pode estabelecer outras necessidades.
-O grupo tem uma relação relativa: está sempre em construção/transformação.
-Relação e relações: identificar o tipo de relação (do que se trata). Utilização de técnicas para conhecer essas relações: observação, escuta, entrevista, questionário, pesquisa. Com isso, será revelada a vida social dessas pessoas.
-Relações de poder (todos temos / conhecimento / capacidade de uma pessoa ou grupo de desempenhar uma ação qualquer) e de dominação (relação entre pessoas e grupos, onde uma das partes expropria/rouba o poder / relação assimétrica, desigual, injusta).
-Dominar o outro está relacionado com a questão da ideologia. Cria/sustenta relações injustas ou éticas (ideias para que algo não aconteça mais).
-Dominação pode ser econômica e cultural: dá sentidos.
-Relação comunitária de igualdade quando as pessoas "são" (ser). Deveriam ser permeadas de direitos.
-Numa comunidade, devem haver relações de saberes diferentes a serem respeitados.
Tensões na relação comunidade-profissional
-Propostas da autora: trabalhar com profissionais externos e a
comunidade. Compreensão das possíveis tensões entre os processos de participação
e conscientização dos trabalhos comunitários; Compreensão sobre o que acontece
no dia-a-dia, sobre os significados que atribuem à vida que têm e sobre o tipo
de relação que estabelecem com os demais, durante o processo de intervenção;
Profissionais externos e o grupo autóctone dos moradores e/ou representantes e
líderes comunitários.
-A avaliação das relações dos atores, para poder compreender em
que medida os processos de suscetíveis de mudança a partir das interações
estabelecidas e dos sentidos de comunidade que as pessoas vão construindo,
criando, reiterando e fortalecendo;
-Ou, redefine, alteram, enfraquecem e negam como decorrência dos
laços interpessoais que constroem e dos resultados que suas ações produzem,
seja na perspectiva individual ou coletiva.
-Toda prática comunitária está relacionada a agentes comunitários
e intervenções psicossociais.
-Os programas devem ser eficazes e efeitos produzidos junto às
populações (a população deve reconhecer/viver os benefícios dos programas).
-É importante garantir que tenham a perspectiva da Psicologia
Social Comunitária: as necessidades vividas e sentidas e os compromissos
decorrentes disso; a adoção de estratégias de intervenção guiadas pelo foco da
melhoria de vida das pessoas, tomando-as como referência para isso, e ações e
intervenções comunitárias que tenham importância e sentido na vida das pessoas
e da sua comunidade (as pessoas têm que se sentir responsáveis pelo local).
-Os profissionais devem ter compromisso e consciência da
implicação social deles e dos projetos de intervenção.
-Os programas devem ter: (1) compromisso por parte dos
profissionais e devem ser capacitados com qualidade também estar (2) implicados
com a realidade social e com os problemas concretos da população, com a
sociedade e com a profissão.
-Sua implantação, desenvolvimento e consolidação das práticas de
intervenção psicossocial deve se considerar à própria dinâmica interna das
práticas, como as relações estabelecidas entre os participantes e aqueles
ligados aos objetivos para a realização dos trabalhos comunitários.
-Psicologia Social Comunitária: organizar a população em torno dos
seus direitos básicos para construção de uma vida digna e justa (compreensão
sobre o que acontece com as pessoas no dia-a-dia, significado que dão ao que
acontece na vida, relação que estabelecem com os demais para que as práticas
possam avançar em direção aos objetivos e compromissos).
-PSC: trabalha com a comunidade e com profissionais.
-Há aspectos intrínsecos nas relações.
-Potencializar a construção de redes mais solidárias e
comunitárias de convivência.
-Identificar problemas dentro da equipe que interfere no andamento
do trabalho.
Desafios:
-Impactos e importância que os trabalhados têm na vida de todos:
ganhos e fracassos;
-Desafio ligado ao compromisso e aliança presentes na proposta de
ação comunitária;
-Buscar uma delimitação ou posicionamento consensual – nas
perspectivas individual e grupal;
-Tensões nas relações profissional – comunidade e repercussões na
vida cotidiana.
-Práticas psicossociais passam por conscientização e participação.
Processo de conscientização: como se constrói a consciência na vida cotidiana a
partir das práticas de intervenção psicossocial e como pode ser apreendida;
-Projeto político: projeto de ação / criado junto à comunidade.
A entrevista psicológica - diário de campo
-Malinowiski: observação participante (descritiva, reflexiva).
-A partir da observação, teremos contato com a realidade.
-Entrevista é uma relação de empatia, que passa por um processo de comunicação (diálogo, fala, conteúdo) e observação do comportamento.
-Diário de campo é uma técnica utilizada nas pesquisas qualitativas (metodologia).
-Ao observar, temos uma consciência do outro e de nós mesmos.
-Diário de campo se materializa em anotações.
Entrevista
-Quem comanda a entrevista é o entrevistado.
-Tem um roteiro (perguntas abertas, fechadas ou semi-dirigidas).
-Fundamental obter confiança do entrevistado.
-Estabelecer um vínculo e se distanciar para observar (distância ótima).
-A coleta de dados vai da observação em si e da entrevista (dados novos).
-O psicólogo age como investigador profissional.
-Entrevista é um campo de ação/observação.
-Importante analisar a personalidade e o comportamento do entrevistado.
-Observar o enquadre (local e como ele está).
-Observar se na fala do sujeito existem lacunas, contradições, dissociações.
-Investigamos a conduta das pessoas.
-Transferência: por parte do entrevistado (processo de depositação de sentimentos). Contratransferência: por parte do entrevistador. Podem ser positivas ou negativas.
-A partir da observação, teremos contato com a realidade.
-Entrevista é uma relação de empatia, que passa por um processo de comunicação (diálogo, fala, conteúdo) e observação do comportamento.
-Diário de campo é uma técnica utilizada nas pesquisas qualitativas (metodologia).
-Ao observar, temos uma consciência do outro e de nós mesmos.
-Diário de campo se materializa em anotações.
Entrevista
-Quem comanda a entrevista é o entrevistado.
-Tem um roteiro (perguntas abertas, fechadas ou semi-dirigidas).
-Fundamental obter confiança do entrevistado.
-Estabelecer um vínculo e se distanciar para observar (distância ótima).
-A coleta de dados vai da observação em si e da entrevista (dados novos).
-O psicólogo age como investigador profissional.
-Entrevista é um campo de ação/observação.
-Importante analisar a personalidade e o comportamento do entrevistado.
-Observar o enquadre (local e como ele está).
-Observar se na fala do sujeito existem lacunas, contradições, dissociações.
-Investigamos a conduta das pessoas.
-Transferência: por parte do entrevistado (processo de depositação de sentimentos). Contratransferência: por parte do entrevistador. Podem ser positivas ou negativas.
-Interpretação dos dados: identificar lacunas, unir à teoria, ter controle sobre a ansiedade (observar que ela estava presente).
-Importante estar atento aos próprios comportamentos.
Psicologia da libertação
-Vários colaboradores,
movimentos sociais nas comunidades deram origem a essa linha (não tem um autor
específico).
Psicologia Comunitária - base: transformação social
-Trabalho com pessoas em
situação de risco (grupos).
-1980: Goes (professor da
UFC, fazia trabalho na comunidade). Aperfeiçoou conceitos da Psicologia,
contribuiu para a Psicologia Comunitária.
-Utilizar a Psicologia para
transformação social.
-Libertação do povo cearense
- latino americano (oprimidos).
-Construção de sujeitos
comunitários e autônomos.
-Sujeitos: considera a
história.
-Libertação: promove
autonomia através da conscientização.
Base teórica:
Psicologia da libertação - Martin Baro
Paulo Freire (pedagogia do
oprimido; reflexão sobre a realidade de cada um; forma sujeito crítico, ativo.
-Psicologia da libertação:
“que fazer” – atitudes que os profissionais devem tomar; refletir sobre suas
ações.
-Propõe a emancipação dos
indivíduos: para terem voz, serem sujeitos da história, autônomos. Trabalha a
identidade do sujeito.
Educação libertadora - Paulo Freire
Histórico cultural - Vygotsky
-Materialismo-histórica-dialético.
-Entende o psi a partir da
condição material de vida do sujeito.
-Desenvolve as funções
psicológicas superiores, memória.
-Parte dos aspectos
concretos para o psicológico.
-Formação da linguagem e do
sujeito como mundo.
Teoria Rogeriana - Carl Roger (humanista)
-Potencialização do sujeito,
terapia voltada para as necessidades do sujeito.
-Trabalho a partir da fala
do sujeito. Centrada na pessoa.
-Trabalho com o aqui e o
agora. Acolhe a pessoa.
-A Psicologia Comunitária
usa essa forma de trabalho com os grupos, trabalha a potência (através do
diálogo).
Biodança - Rolando Toro
-Vivência - música.
-As pessoas dançam, têm o
facilitador/mediador do processo.
-Música faz parte da formação do sujeito, trabalha a relação entre as pessoas, aflora sentimentos. Querem despertar esses aspectos.
-Música faz parte da formação do sujeito, trabalha a relação entre as pessoas, aflora sentimentos. Querem despertar esses aspectos.
Ideologia da libertação
-Igreja atuando nas
comunidades para elas e com elas. Para desenvolvimento, o sujeito crítico a
partir da sua condição material de vida.
-Hoje na América-Latina
perdeu força.
Fatalismo - Martin Baró (crítica)
-O povo latino-americano se
submete ao destino, como se já fosse predeterminante, e não tem jeito de mudar.
Crença no "ente divino" que influencia no que somos. É cultural e
reforçado pelas religiões. Não consciência de si, mas de que a vida individual
está nas mãos de Deus. Paralisação da vida por conta das crenças e valores.
Olhar do Martin Baró importante para a Psicologia Comunitária
-Reflexão sobre os assuntos
da própria comunidade.
-Reflexão com o grupo,
problematiza para haver conscientização.
-Não impões ideias,
problematiza em grupo.
Sujeitos são alienados sobre
sua condição de vida material, há a necessidade de se refletir sobre isso.
Bader Savaia - sofrimento ético-político
-Pessoas em processo de exclusão/inclusão.
-Sofrimento de origem social (é provocado).
-Questão moral e política, das relações entre as pessoas.
-Exemplo: pessoa não está na rua por culpa dela, tem questões sociais.
-Quem trabalha com o social, vê mais os aspectos materiais da pessoa. É importante ver os sentimentos e emoções das pessoas em situação de risco.
-Diálogo: intervenção.
Interdisciplinaridade
-Linhas teóricas diferentes, mas que possuem pontos importantes para o desenvolvimento da Psicologia Libertadora.
Paradigma: complexidade
-Não naturalizar ou conformar. Ver que é social, construído, não é imposto pelo divino. Tem interesses envolvidos, deve-se considerar as pessoas em si.
-Martin Baro foi assassinado.
Bader Savaia - sofrimento ético-político
-Pessoas em processo de exclusão/inclusão.
-Sofrimento de origem social (é provocado).
-Questão moral e política, das relações entre as pessoas.
-Exemplo: pessoa não está na rua por culpa dela, tem questões sociais.
-Quem trabalha com o social, vê mais os aspectos materiais da pessoa. É importante ver os sentimentos e emoções das pessoas em situação de risco.
-Diálogo: intervenção.
Interdisciplinaridade
-Linhas teóricas diferentes, mas que possuem pontos importantes para o desenvolvimento da Psicologia Libertadora.
Paradigma: complexidade
-Não naturalizar ou conformar. Ver que é social, construído, não é imposto pelo divino. Tem interesses envolvidos, deve-se considerar as pessoas em si.
-Martin Baro foi assassinado.
-Banalização da vida. O psicólogo trabalha com a vida.
-Aproxima o conhecimento da
Psicologia para essas comunidades, já que o estado é ausente. Utiliza essas
bases teóricas para trabalhar com grupos.
Conscientização (ressignificar) – desideologização (tirar a
ideologia presente)
-Possibilita que o indivíduo
tenha escolha.
-O indivíduo aprende valores
com: família (dependência), escola (passividade) e moral (hipocrisia) –
necessidade de refletir sobre o que essas instituições impõem.
-Proposta de Martin Baro:
busca da verdade para os grupos populacionais, nas práxis psicológicas.
-Para desenvolver o trabalho na comunidade, proposta de fortalecimento ou potencialização.
-Fortalecimento: indivíduo e grupos controlam sua situação
de vida, a partir do desenvolvimento de capacidades e recursos. Usam crítica
para alcançar a transformação. Desenvolver e potencializar capacidades; obter e
administrar recursos para alcançar formas de desenvolvimento e transformação
para bem estar pessoal e coletivo e superação das relações de opressão,
submissão e exploração.
-Desenvolver criticidade:
reflexão sobre direitos.
-Objetivos: superar condições de vida marcadas pela
desigualdade (falta de acesso); indivíduos vivem situações negativas: adquirem
controle sob o entorno no qual vivem e desenvolvem recursos para as
transformações para obter bem-estar coletivo e pessoal em liberdade;
desenvolver ações libertadoras; marca da Psicologia Social Latino-Americana:
transformação (condição de vida das pessoas).
-Processos fortalecedores: caráter coletivo e libertador.
-Centraliza o controle e o poder na comunidade e em seus membros
organizados. Os atores sociais são construtores de sua realidade e das mudanças
que nela ocorrem.
-Uso dos conceitos da educação popular freireana: problematização,
desideologização, conscientização.
-Desenvolvimento ou aumento da capacidade e da atividade
organizadoras; o desenvolvimento das formas participativas de ação, intervenção
e pesquisa; incorporação e desenvolvimento do poder político, sentimento
de eficácia política e de validade psicopolítica das comunidades e das
pessoas interessadas em produzir mudanças dentro delas, com a finalidade de
aumentar o grau de controle que exercem sobre suas vidas e seu ambiente.
-Desenvolver o ser-em-relação com o mundo. Ruptura com a sensação e
percepção de isolamento.
-Compreensão crítica das forças sociais e políticas que atuam em
nossa vida: avaliar causas, efeitos, razões e emoções. Compreensão crítica - conscientização
e ação - reflexão e
ação.
-Questionamento: o processo de fortalecimento comunitário é
sempre libertador?
-Existem agentes
externos (os que chegam na
comunidade) e internos (os que vivem na comunidade). O que é
comunidade para cada um?
-Fortalecer para
que temores ou incapacidades desapareçam;
-Sensibilizar para
reconhecimento de certas atividades.
-Informação e
ajuda técnica em um processo
reflexivo ativo para sucesso das atividades.
-Controvérsias: intervenção tem diferentes conotações;
Incompreensão dos AE na concepção de Comunidade; Sobreposição dos interesses
individuais sobre os coletivos por parte dos AE; Problemas com os AI:
rivalidades internas, hostilidade e manipulação – não são relatados por AE.
-Atenção à família.
-Influências alienantes de origem externa: interação entre
comunidade e as instituições e o ambiente: ausência de retroalimentação.
Resumo da aula de TP (01/04)
Postado em Teoria Psicanalítica
Complexo
de Édipo
-Freud construiu uma teoria de
um ponto de vista masculino.
-Complexo de Édipo da menina
não é tão claro para Freud (existe uma obscuridade).
-Menino tem um investimento
objetal pela mãe (primeiramente pelo seio / está na fase oral / não se vê como
outra pessoa). A relação com o pai chega em um momento de ambivalência (4 anos
/ está na fase fálica / vê bem e mal no mesmo objeto / relação tem sentido
amoroso e hostil, pois impede que a mãe seja só dele / vê como rival / desejo
de livrar-se dele e ocupar seu lugar junto a mãe). Predomina a relação amorosa
com a mãe e a ambivalência com o pai. Não é necessariamente pai e mãe
biológicos, mas sim os papéis que uma figura ocupa.
-Existe uma disposição
bissexual do ser humano, depende da maneira como o biológico vai encontrar as
relações sociais.
-Relações entre amigos podem
ser vistas como homossexuais sublimadas.
-Elaboração do Complexo de
Édipo não é muito fácil/explícito.
-É um fenômeno central na
criança.
-Dissolução/resolução: a ameaça de castração. Menino percebe que
existe uma diferença anatômica entre ele e a menina e acha que foi tirado dela
por ela ter feito algo ruim. Acha que se não desistir da ideia de ter a mãe,
vai perder o pênis, como acha que a menina perdeu. Melhor preservar o próprio
corpo do que ter aquela mulher (narcisismo / inconsciente). A princípio, a mãe
é legitimamente do menino. Para Freud, o
pai é castrador: ele coloca limites.
-A menina já é castrada, passa por um complexo de inferioridade.
-Criança tem uma breve noção
de que o pênis está envolvido na relação sexual (sabe que é uma zona erógena).
-Desejo da menina pelo pai
também está relacionado a isso (se ela não tem, o pai pode dar). Elabora quando
tem um filho, especialmente homem (que substitui o que ela não tem -
narcisismo).
-Rivalidade da menina com a
mãe quando tem irmão (mãe deu mais para ele do que para ela). Complexo de Édipo
só será elaborado quando ela for mãe, mas não em todos os casos.
-Menino se identifica com o
pai e quer ser igual a ele, pois terá outras mulheres.
-Superego surge do ego e é herdeiro do Complexo de Édipo (lei
internalizada - o corte é feito pelo pai e deve ser de maneira amorosa, não
rígida). Grande parte do superego é inconsciente.
-Quando a anatomia coincide
com o emocional, a elaboração é melhor (mulher sexualmente passiva e homem
ativo).
-O clitóris inicialmente se
comporta como um pênis. A mulher aceita a castração como um fato consumado. O
homem vê como uma possibilidade.
-A castração também tem outros
fatores (perda do seio), o ápice é no Complexo de Édipo.
-A menina não supera sem
compensar, então gradativamente reduz o complexo (escolha heterossexual).
-Pulsão de vida (auge quando o
filho nasce); Pulsão de morte (doença).
-Corpo quer morrer a sua
maneira (deterioração gradual).
-Para a criança, o ódio é
mortal (ambivalência é entender que o ódio não mata e o amor não revive).
-Elementos agressivos e
amorosos estão interligados.
-Instinto é biológico. Pulsão
é o representante psíquico do instinto (entre somático e psíquico).
Resumo da aula de PCom (31/03)
Postado em Psicologia Comunitária
-Para desenvolver o trabalho na comunidade, proposta de fortalecimento ou potencialização.
-Fortalecimento: indivíduo e grupos controlam sua situação de vida,
a partir do desenvolvimento de capacidades e recursos. Usam crítica para
alcançar a transformação. Desenvolver e potencializar capacidades; obter e
administrar recursos para alcançar formas de desenvolvimento e transformação
para bem estar pessoal e coletivo e superação das relações de opressão,
submissão e exploração.
-Desenvolver criticidade: reflexão sobre direitos.
-Objetivos: superar condições de vida marcadas pela desigualdade
(falta de acesso); indivíduos vivem situações negativas: adquirem controle sob
o entorno no qual vivem e desenvolvem recursos para as transformações para
obter bem-estar coletivo e pessoal em liberdade; desenvolver ações
libertadoras; marca da Psicologia Social Latino-Americana: transformação
(condição de vida das pessoas).
-Processos fortalecedores: caráter coletivo e libertador.
-Centraliza o controle e o
poder na comunidade e em seus membros organizados. Os atores sociais são
construtores de sua realidade e das mudanças que nela ocorrem.
-Uso dos conceitos da educação
popular freireana: problematização, desideologização, conscientização.
-Desenvolvimento ou aumento da
capacidade e da atividade organizadoras; o desenvolvimento das formas
participativas de ação, intervenção e pesquisa; incorporação e desenvolvimento
do poder político, sentimento de eficácia política e de validade
psicopolítica das comunidades e das pessoas interessadas em produzir mudanças
dentro delas, com a finalidade de aumentar o grau de controle que exercem sobre
suas vidas e seu ambiente.
-Desenvolver o ser-em-relação com o mundo. Ruptura com
a sensação e percepção de isolamento.
-Compreensão crítica das
forças sociais e políticas que atuam em nossa vida: avaliar causas, efeitos,
razões e emoções. Compreensão crítica -
conscientização e ação - reflexão e ação.
-Questionamento: o processo de fortalecimento comunitário é sempre
libertador?
-Existem agentes externos (os que chegam na comunidade) e internos (os que vivem na comunidade).
O que é comunidade para cada um?
-Fortalecer para que temores ou incapacidades desapareçam;
-Sensibilizar para reconhecimento de certas atividades.
-Informação e ajuda técnica
em um processo reflexivo ativo para sucesso das atividades.
-Controvérsias: intervenção tem diferentes conotações; Incompreensão
dos AE na concepção de Comunidade; Sobreposição dos interesses individuais
sobre os coletivos por parte dos AE; Problemas com os AI: rivalidades internas,
hostilidade e manipulação – não são relatados por AE.
-Atenção à família.
-Influências alienantes de origem externa: interação entre
comunidade e as instituições e o ambiente: ausência de retroalimentação.
Resumo da aula de EI (26/03)
Postado em Educação inclusiva
Questionário de estudo
1) Expor a adequação necessária para o ensino do aluno com
deficiência visual.
2) Explicar a necessidade de observação dos alunos com NEE
para a programação das aulas.
3) Explicar as principais determinações da Declaração de
Salamanca.
4) Explicar as ações didáticas para sensibilização dos alunos
quanto a diversidade.
5) Relacionar as formas do atendimento da pessoa com
deficiência ao longo da história (eliminação – institucionalização – inclusão).
6) Explicar as ações didáticas quanto às relações de gênero.
7) Expor as ações didáticas quanto à deficiência auditiva.
8) Explicar as ações do gestor para organizar a escola em
função da diversidade dos alunos.
9) Analisar o preconceito e a discriminação na sociedade, a
partir do estudo da Lígia Amaral (normal – desvio – estigma) e falar do
trabalho que você fez.
10) Analisar a situação
educacional a partir da legislação.
Resumo da aula de CHO (26/03)
Postado em Comportamento humano nas organizações
Saúde mental e qualidade de vida no
trabalho
1) Estresse no trabalho (referencial mais
comportamental/cognitivista)
-Eustress:
positivo / tensão necessária para sobreviver.
-Distress:
negativo / nocivo / pode desencadear doenças psicossomáticas.
3
fases:
-Alarme:
mais positiva / após o estímulo ameaçador, volta a se acalmar.
-Resistência:
negativa / gera sintomas (manchas no corpo, gastrite, queda de cabelo, dor de
cabeça).
-Exaustão:
negativa / sintomas se agravam.
-Estratégias
de coping (mais positivas e menos nocivas): formas de reagir aos estímulos
(mecanismo de enfrentamento do estímulo ameaçador). Identificar qual é o fator
estressor e pensar se pode mudar isso.
2) Saúde mental do trabalhador
(referencial psicanalítico)
-Estudos
se iniciaram na França com Dejours, que criou a metodologia e o referencial.
-Dejours:
Psicopatologia do trabalho (1º livro / focado na doença mental) à Psicodinâmica do trabalhador (todo trabalho denota
sofrimento).
-Sofrimento:
criativo (resultado positivo / a pessoa sente que cresceu) e patogênico (gera
doenças psicossomáticas). A organização do trabalho e as relações sociais
contribuem para ser criativo ou patogênico.
-Ideologia
defensiva coletiva: negar que o perigo existe.
3) Epidemiologia (referencial mais
dialético/marxista)
-Estudo
ligado às profissões.
-Identificar
o que causa.
-Como
os fatores interferem na relação do homem com o trabalho.
4) Pesquisa e subjetividade (referencial
fenomenológico)
-Muito
utilizado em pesquisas.
-Nunca
vamos entender completamente a forma como a pessoa percebeu o fenômeno.
Resumo da aula de TP (25/03)
Postado em Teoria Psicanalítica
-ID, ego e superego (dar
concretude a algo simbólico) – aparelho topográfico.
-1ª tópica: consciente, pré
consciente.
-2ª tópica: ID, Ego e
Superego.
Consciente
-Experiências do dia a dia (eu
sou).
-Tem contato com a realidade
externa / recebe os estímulos da realidade (concretos e subjetivos).
-A partir desse contato,
estabelecemos relações de afeto /amor.
-Área mais superficial.
-Sentimentos que atingem o
contato físico (percepção).
-Prazer e desprazer /
quantitativo ou qualitativo.
-O prazeroso pode ser
reprimido.
-Ideia é diferente de
sentimento.
-O reprimido no inconsciente é
a ideia e o afeto associado, não o sentimento/desejo e repressão.
Pré-consciente
-Vinculação entre o reprimido
e um possível insight pode recuperar um conteúdo. Predominantemente a questão
auditiva faz esse link. Fornecendo vínculos intermediários através da análise,
trazemos conteúdos para o pré-consciente.
-Psicose é o inconsciente a
céu aberto.
-ID:
pulsões e desejos; Ego: Eu; Superego: instância crítica.
Ego
-Nosso Eu.
-Inicia no sistema perceptivo.
-Está em contato com a realidade e com o ID.
-Aplica a influência do mundo externo ao ID.
-Esforça-se para substituir o princípio do
prazer.
-Regido pelo princípio da realidade.
-Desempenha o papel que ao ID pertence ao
instinto.
-É corporal.
-Quando a mãe dá banho no bebê, delimita o ego
fisicamente.
-Dor é uma forma de perceber o corpo. É uma
projeção da superfície / projeção de algo psíquico no corpo.
-Ego é um precipitado de lutos.
-Existem tendências morais.
-É o representante do mundo externo.
ID
-Desconhecido.
-Inconsciente.
-Destaca-se pelas resistências e repressões.
-Regido pelo princípio do prazer (busca prazer
e evita desprazer).
Superego
-Formado a partir da diferenciação em contato
com o ID.
-Regra internalizada, mesmo na ausência de que
a colocou.
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
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