sábado, 6 de maio de 2017

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Resumo da aula de ÉP (05/05)

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Documentações
-Existem várias resoluções.
-Resolução 007/2003: documentos emitidos pelo psicólogo.
-Código de ética apresenta elementos norteadores, dá diretrizes. As resoluções têm a mesma preocupação: definir e orientar determinadas coisas.
-Manual composto por:
I- Princípios norteadores: de escrita (escrita e termos adequados, preocupados com o destinatário) e éticos (não compactuar com segregação e ter consciência de que as pessoas estão inseridas em um contexto sócio histórico cultural).
II- Modalidade de documentos:
-Declaração: documento que visa informar a ocorrência de fatos e situações objetivas com a finalidade de declarar. Declara: comparecimento do atendido; comparecimento do acompanhante, quando necessário; informações sobre o atendimento. Estrutura: ser emitido em papel timbrado ou apresentar uma subscrição com carimbo em que conste nome e sobrenome do psicólogo e CRP; a declaração deve expor nome e sobrenome do solicitante; registro de local e data; assinatura do psicólogo com sua identificação ou carimbo.
-Atestado psicológico: documento que certifica situação ou estado psicológico. Tem como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de quem o solicita. Serve para: justificar faltas; justificar aptidão para atividade específica; justificar afastamentos. Estrutura: deve restringir-se a solicitação do requerente; ser emitido em papel timbrado ou ter o carimbo com nome; deve ter nome e sobrenome do cliente; finalidade do documento; registro e informação do sintoma (CID); situação psicológica que justifique o afastamento; assinatura e carimbo; registros de forma corrida (separados apenas por pontuação, sem parágrafos, para evitar adulterações). O material da avaliação psicológica deve ser guardado por 5 anos.
-Relatório/laudo psicológico: é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais. Deve ser subsidiado à luz de um instrumental técnico. Finalidade: apresentar procedimentos, conclusões do processo, relatando sobre encaminhamento, diagnóstico e prognóstico, limitando-se a fornecer as solicitações necessárias pela demanda ou petição. Estrutura: deve conter narrativa detalhada e didática com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível ao destinatário; termos técnicos de maneira lógica e explicados. Deve conter, no mínimo, cinco itens: identificação (quem elabora, quem solicita, assunto e finalidade), descrição da demanda (queixa, razões da elaboração do documento, análise da demanda de forma a justificar o procedimento adotado), procedimento (sustentará os instrumentos técnicos utilizados, deve ser pertinente para avaliar a complexidade do que se está demandado), análise (exposição descritiva de forma metódica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionadas a demanda e sua necessidade, com determinações históricas, sociológicas e políticas; deve-se respeitar a fundamentação teórica que sustenta o instrumental técnico utilizado; somente deve ser relatado o que for necessário para o esclarecimento do encaminhamento) e conclusão (expor o resultado ou considerações a partir das referências que subsidiam o trabalho; nome, sobrenome e assinatura do psicólogo).
-Parecer: documento fundamentado sobre uma questão focal do campo psicológico que pode ser conclusivo. Serve para tirar uma dúvida, tomar uma decisão, dar uma resposta esclarecedora através de uma avaliação especializada de uma questão problema. Se não há elementos: “sem elementos de convicção”. Deve se apresentar a questão em tese, não sendo necessária a descrição detalhada dos procedimentos.
III- Conceito/finalidade/estrutura;
IV- Validade dos documentos: o prazo de validade do conteúdo do documento de avaliação psicológica deve considerar definição legal ou, caso não tenha, seguir pelo teste.

V- Guarda dos documentos: os documentos e o material que o fundamentou devem ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos, sendo de responsabilidade da instituição e do psicólogo.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

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(RESUMÃO) Ética profissional – NP1

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Ética profissional – NP1
Ética X Moral
-Freud: o mal-estar da civilização – o homem deixa de ser “bicho” e passa a conviver em ‘civis’ (cidade). Para Freud, para que as pessoas pudessem passar pelo processo civilizatório, era necessário abrir mão de instintos primeiros.
-Preservação da espécie: eros / pulsão de vivo / instinto de vida.
-Tudo que é vivo, morre: pulsão de morte.
-Tudo o que é favorável para a preservação da espécie e para nossa própria, tem a tendência de ser repetido: costumes (moros – moral).
-Segundo Freud, a energia foi canalizada/sublimada para a produção de cultura (cultivar, incentivar, fazer com que aconteça mais). O primeiro ato de sublimação foi com a linguagem para deslocar sentimentos e sentidos para outro lugar.
-Se tenho pulsão, tenho o movimento. Se tenho a palavra, tenho o desejo.
-Moral: procedimentos e costumes que a civilização adquiriu e em que nascemos, com os quais conseguimos evitar coisas ruins e fazer coisas boas que preservem as relações. Deve se adequar às condições de subsistência em que o indivíduo vive (os costumes e a moral são adaptados para que a humanidade sobreviva; os valores são construídos a partir disso). Criam condições que garantam a resistência dentro do contexto, não é rígida, é flexível. Existem várias morais. Cria regras (régua, criar medidas, dimensões, regular).
-O que permeia a relação do indivíduo com o coletivo é a moral. A ciência que estuda essa relação é a ética (ethos – comportamento). Ética estuda comportamentos morais.
-Somos o que somos por conta de uma moral.

-Moral é uma regulamentação do convívio entre pessoas. É moral normativa, pois estabelece normas (tem algum tipo de coerção social, que pode ou não virar lei).
-Moral factual: fato/ato moral, ou seja, o comportamento realizado. Só acontece em ato, tem uma concretude. Pode ser uma palavra dita (são atos, pois curam e machucam).
-Desejo: palavra que catalisa a pulsão e dá vasão. Pulsão: energia a ser canalizada em direção a algo.
-O desejo, por si só, já é uma repressão do que queremos fazer.
-A moral só é possível em uma condição civilizatória.
-Superego (moral) tenta fazer uma cisão entre o desejo e o ego.
-A moral factual envolve um fato, um ato moral. Um ato moral é caracterizado por ter um fim/uma finalidade, portanto é teleológico. Para chegar a um fim, temos meios.
-Para avaliar um ato moral (julgamento moral de um ato), deve considerar condições de liberdade (escolha - se for coagido, não pode responder por isso), racionalidade e conhecimento (se desconhece a regra, não pode responder por isso).
-Não somos livres (libertarismo), somos determinados (determinismo).
-A moral normativa muda em uma sociedade, se adequa à possibilidade de sobrevivência de cada contexto. Cada agrupamento social tem um tipo de moral distinta, que mesmo dentro de um grupo, com o tempo, muda. Os atos morais revitalizam a moral normativa.
-A necessidade é o oposto da liberdade. Não sou livre, pois tenho necessidade (temos limites).
-Ato social: possibilidade de se fazer algo (liberdade X necessidade). Se tem só liberdade, também não consegue sobreviver. A liberdade plena não há em ato. A completa coerção também não há em ato.

-A Psicologia no Brasil começou veiculada ao pensamento médico (higienismo).
-Higéia (deusa grega) – saúde à higiene, sanitarista.
-Diferente pensar saúde mental de outras saúdes, parâmetros diferentes.
-A visão sanitarista mudou a configuração das casas para evitar doenças, depois mudou a água. Vai mudando comportamentos e subjetividades. E em saúde mental?
-Algumas hipóteses: hereditariedade (eugenia) e degenerescência (marginalidades sociais).
-Teorias causais, etiologia (origem das doenças), nosologia (estudo da doença).
-Hipóteses etiológicas das causas das doenças mentais: hereditariedade, degenerescência. Na primeira cai-se na eugenia (apuração das raças), tinham ideias de que a doença era ligada a raça, causando mortes.
-Junta todos que tem sintomas semelhantes em um lugar escondido, em asilos (alienistas). Fundamentou a abertura dos hospitais psiquiátricos. Não sabem o que fazer com essas pessoas, então isola e esconde. Observam tudo isso no indivíduo e esquecem do contexto social.
-Fechamento dos hospitais psiquiátricos, porque antes o conceito não era de saúde, e sim de limpeza. O fato é que não damos conta da diversidade humana, não sabemos o que fazer. Em ética, qual tipo de ação tomar? No código de ética, temos diretrizes, não condutas determinantes, porque são construídas. Qual a finalidade da ação? Por isso é importante questionar criticamente.
-Como vertente higienista fundou a Psicologia: questões de saúde. E como está hoje?
-Saúde não pode recair só no sujeito e nem só no social.
-Ética, espaço aberto e não fechado.
-Sabemos que alienar não é a melhor solução. Mas em diversas questões não sabemos bem o que fazer.

-O discurso psicológico chegou à saúde de modo higienista. Serviu para classificar as pessoas, diagnosticar e dar conta do contexto da época.
-Revolução industrial tinha máquinas simples, as pessoas precisavam ler o que estava escrito nelas. Entretanto, a maior parte das pessoas era analfabeta. Era necessária mão de obra (gente minimamente qualificada para trabalhar nas indústrias). Quem frequentava as escolas era a classe média alta e os religiosos. As escolas eram de alto nível, mas para alguns. Para combater o analfabetismo, preciso de uma capacitação mínima. Pessoas de camadas populares colocadas em escolas, ocorre inadaptação pelo contexto diferente (indisciplina e dificuldade de aprendizagem). Se a pessoa não aprende, o problema é com elas, não com a escola (têm um rebaixamento intelectual). Para provar isso, utilizaram os instrumentos da Psicologia (testes psicológicos), que continham conteúdos que não faziam parte da realidade dessas pessoas (discurso higienista). Cria-se o ensino técnico, pelas empresas, para treinar, ao invés de educar (executar ao invés de pensar). O desafio pedagógico é treinar e alfabetizar as pessoas, para ter pessoas minimamente capacitadas para trabalhar nas indústrias.
-Psicologia industrial: microorganizacional: sujeito. Pessoa certa, no lugar certo, no ponto de vista das funções. Pensou-se que era mais viável dividir o trabalho (linha de produção), do que encontrar alguém que fosse capacitado a fazer tudo. Ensino técnico ensina apenas uma função. A pessoa não se relaciona apenas com as máquinas, mas com o outro.
-Psicologia organizacional: mesoorganizacional: relacionamento humano. Pessoa certa, no lugar certo, no ponto de vista das relações. As pessoas não podem ter divergências muito grandes, pois o trabalho não será bem feito. Aparecimento do “imaginário” no discurso. Macroorganizacional.

Código de ética do psicólogo – os pressupostos que o sustentam
-Psicologia como ciência e profissão reconhecida em 1962.
-O código de ética não é normativo por excelência. Traz diretrizes (direção), no sentido da saúde (autonomia, cidadania, homem). Tem uma ideia de sociedade, educação, que sustentam as diretrizes.
-Práticas psicológicas não devem tentar enquadrar as pessoas dentro de um universo socialmente/moralmente determinado.
-Ser livre é saber que posso fazer qualquer coisa e que terá consequências com as quais terei que lidar (liberdade com responsabilidade).
-A ideia de cura veio de Freud, para eliminar a dificuldade.
-O objetivo da Psicologia é dar autonomia às pessoas (sabendo que tudo tem um preço, mostrando quem são, onde estão e promovendo que a pessoa descubra). A educação tem um poder de adequação, a Psicologia não.
-A liberdade só é possível quando se tem discernimento.
-O psicólogo deve ser um promotor de autonomia ao ponto de não ser mais necessário.
-Inclusão/exclusão, controle e afeição.
-Bem-estar: se sentir bem, se entender.
-Diretrizes: saúde (autonomia, cidadania e bem-estar), sociedade (abrangência social) e homem (homem agente da sua mudança e de mudança social).
-Abrangência social: psicologia e medicina não acessíveis a todos (elitizadas).
-Homem: pessoa, tendo condições, consegue mudar a si próprio e o meio em que vive. Muda sua realidade e a realidade do seu meio.
-Direito é ato, e não o que está escrito.

-O código de ética pressupõe que as práticas psicológicas devem estar dentro do que se aprende no curso de Psicologia.

sexta-feira, 3 de março de 2017

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Resumo da aula de PI (24/02)

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Psicodiagnóstico
-Processo científico: perguntas, hipóteses e respostas (delimitar uma coisa e alcançar em um determinado tempo); limitado no tempo (o processo irá durar...).
-Encaminhamento: por qual motivo? Isso gera questões, que podem levar a diferentes objetivos.
-“Paternidade” do psicodiagnóstico (Fernández-Ballesteros): Galton, Cattel e Binet.
-História de vida e observação são mais importantes que o teste, que complementa.

Testes projetivos X objetivos
-Décadas de 1940 e 1950: período áureo das técnicas de personalidade. TAT e Rorschach são os principais.
-Questões dos testes projetivos: problemas metodológicos; associação com teoria psicanalítica; ênfase na interpretação intuitiva.
-Atualmente, a ênfase é nos instrumentos objetivos.

Comunicação dos resultados
-Deve ser realizada sempre que possível.
-Podem ser necessários vários tipos de comunicação, como, por exemplo, entrevista de devolução com os pais e com o sujeito, laudo encaminhado ao pediatra, à escola especial e parecer para o serviço de orientação de uma escola etc.
-Importante o psicólogo estar em terapia. Frequentemente pacientes mexem com questões difíceis para o psicólogo.

Entrevista de triagem
-Aumento na procura por atendimento psicológico nos últimos tempos.
-Pacientes podem não ter a menor ideia de qual tipo de tratamento necessitam.
-Num primeiro momento: acolhidas, aceitas e respeitadas em sua dor.

Os papeis
-Paciente: vem em busca de ajuda devido, em geral, a um sofrimento; deve ser convidado a ter participação ativa e participativa.

Fatores externos
-Sala silenciosa (dentro e na sala de espera); confortável; evitar deixar anotações e fichas de pacientes à mostra.
-Interrupções: telefone, batidas na porta etc.

Fatores internos
-Relacionados ao psicólogo;
-Desejo de ajudar;
-Conhecer a si mesmo;
-Saber ouvir e absorver.

Coisas que incomodam muito o paciente (John Grohol)

-Bocejar; olhar muito o relógio; atrasos; comer na frente do paciente; atender o telefone; tomar notas em excesso; ser muito pouco acessível; contato físico excessivo ou nenhum; falar demais de si mesmo ou usar exemplos de outras pessoas; vestir-se inadequadamente; desvalorizar o que a paciente fala.
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Resumo da aula de PI (03/03)

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Transferência e contratransferência
-Transferência: experienciando pelo paciente ao se relacionar com o psicólogo. Não é um sentimento que tem com o psicólogo, mas com aquilo que o psicólogo representa para ele (pai, mãe, irmão). Necessidade do paciente de estar agradando, de se sentir aceito pelo psicólogo (pedidos de horário e acerto financeiro especiais). Sentimentos competitivos (compete no horário de chegada, desafia e agride o psicólogo, atacando o consultório ou a ele próprio com linguagem, vestimentas, conhecimentos). Paciente deposita no psicólogo algum tipo de esperança (Winnicott). Transferência se refere ao passado, mas tem um tanto de futuro (expectativa).
-Contratransferência: verifica-se no psicólogo na medida que assume papeis na sua tarefa, conforme os impulsos de seus padrões infantis de figuras de autoridade ou padrões primitivos de relacionamento. É a reação emocional do analista à transferência do paciente. Psicólogo pode ficar dependente do afeto do paciente, deixando-se envolver por elogios, presentes, propostas de ajuda; pode facilitar ou não horários; pode exibir conhecimento e pavonear-se; ou pode proteger o paciente contra seus sentimentos agressivos. Pode se ver tentado a prolongar o vínculo além do que é necessário, ou a competir com o paciente, ou ainda, a conduzir a tarefa como se o fizesse consigo próprio. Para Winnicott, a contratransferência pode nos dar a noção do que o paciente está sentindo; sentir o que o paciente não pode sentir (pode ser adequada na medida que possibilita que o psicólogo perceba o inconsciente do paciente).

Constantes do psicólogo
-Aspecto “voyeurista”, onde o psicólogo examina e perscruta com “vários olhos” o interior dos pacientes, enquanto se mantém preservado pela neutralidade e curta duração do vínculo.
-Aspecto autocrático, salientando o poder do psicólogo no psicodiagnóstico, na medida em que diz ao paciente o que deve fazer, de que forma e quando.
-Aspecto oracular, onde o psicólogo age como se tudo soubesse, tudo conhecesse, tudo prevesse, aspecto esse reforçado pelo encaminhamento, porque o psicólogo vai fornecer as respostas.
-Aspecto santificado, onde o psicólogo assume papel de salvador do paciente.

Constantes do paciente
-Auto exposição: ausência de confiança, paciente se sente exposto, vulnerável ao psicólogo.
-Perigos de auto confrontação: ambivalência de querer ajuda e recear a confrontação de aspectos dolorosos e rechaçados.
-Aspectos regressivos: tentação de reagir de forma regressiva, pela dificuldade de aceitação das próprias dificuldades.

-Ambivalência: diante da liberdade.
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Resumo da aula de ÉP (03/03)

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-Moral é uma regulamentação do convívio entre pessoas. É moral normativa, pois estabelece normas (tem algum tipo de coerção social, que pode ou não virar lei).
-Moral factual: fato/ato moral, ou seja, o comportamento realizado. Só acontece em ato, tem uma concretude. Pode ser uma palavra dita (são atos, pois curam e machucam).
-Desejo: palavra que catalisa a pulsão e dá vasão. Pulsão: energia a ser canalizada em direção a algo.
-O desejo, por si só, já é uma repressão do que queremos fazer.
-A moral só é possível em uma condição civilizatória.
-Superego (moral) tenta fazer uma cisão entre o desejo e o ego.
-A moral factual envolve um fato, um ato moral. Um ato moral é caracterizado por ter um fim/uma finalidade, portanto é teleológico. Para chegar a um fim, temos meios.
-Para avaliar um ato moral (julgamento moral de um ato), deve considerar condições de liberdade (escolha - se for coagido, não pode responder por isso), racionalidade e conhecimento (se desconhece a regra, não pode responder por isso).
-Não somos livres (libertarismo), somos determinados (determinismo).
-A moral normativa muda em uma sociedade, se adequa à possibilidade de sobrevivência de cada contexto. Cada agrupamento social tem um tipo de moral distinta, que mesmo dentro de um grupo, com o tempo, muda. Os atos morais revitalizam a moral normativa.
-A necessidade é o oposto da liberdade. Não sou livre, pois tenho necessidade (temos limites).

-Ato social: possibilidade de se fazer algo (liberdade X necessidade). Se tem só liberdade, também não consegue sobreviver. A liberdade plena não há em ato. A completa coerção também não há em ato.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

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Resumo da aula de ÉP (17/02)

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Ética X Moral
-Freud: o mal-estar da civilização – o homem deixa de ser “bicho” e passa a conviver em ‘civis’ (cidade). Para Freud, para que as pessoas pudessem passar pelo processo civilizatório, era necessário abrir mão de instintos primeiros.
-Preservação da espécie: eros / pulsão de vivo / instinto de vida.
-Tudo que é vivo, morre: pulsão de morte.
-Tudo o que é favorável para a preservação da espécie e para nossa própria, tem a tendência de ser repetido: costumes (moros – moral).
-Segundo Freud, a energia foi canalizada/sublimada para a produção de cultura (cultivar, incentivar, fazer com que aconteça mais). O primeiro ato de sublimação foi com a linguagem para deslocar sentimentos e sentidos para outro lugar.
-Se tenho pulsão, tenho o movimento. Se tenho a palavra, tenho o desejo.
-Moral: procedimentos e costumes que a civilização adquiriu e em que nascemos, com os quais conseguimos evitar coisas ruins e fazer coisas boas que preservem as relações. Deve se adequar às condições de subsistência em que o indivíduo vive (os costumes e a moral são adaptados para que a humanidade sobreviva; os valores são construídos a partir disso). Criam condições que garantam a resistência dentro do contexto, não é rígida, é flexível. Existem várias morais. Cria regras (régua, criar medidas, dimensões, regular).
-O que permeia a relação do indivíduo com o coletivo é a moral. A ciência que estuda essa relação é a ética (ethos – comportamento). Ética estuda comportamentos morais.

-Somos o que somos por conta de uma moral.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

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Resumo da aula de PCP (08/02)

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Pesquisa de campo em Psicologia
1º semestre de 2017
  • Aprovação do CEPPE.
  • Operacionalização da coleta de dados.
  • Organização dos dados obtidos na pesquisa que foi aprovado pelo CEPPE.
  • Redação da sessão resultados.
  • Redação da discussão.


-Não haverá prova. Apenas uma nota no final do semestre a partir do trabalho.

Introdução:
-Revisão bibliográfica.
-Objetivo (geral e específico).
-Justificativa.
-Hipóteses.

Método:
-Sujeito/fontes.
-Coleta e análise de dados: procedimentos e conceito.
-Questões éticas.
-Aparatos.
-Cronograma.

9º semestre: resultados e discussão.

10º semestre: conclusão.