sábado, 27 de agosto de 2016
ago
2016
27
As crenças centrais
-Começam na infância com crenças
sobre si, sobre os outros e o mundo.
-As crenças centrais são os
entendimentos mais fundamentais/profundos que as pessoas não articulam, não
questionam.
-O mundo é como acreditamos que é,
quem discorda está errado.
-São verdades absolutas, exatamente
como as coisas “são”.
-São globais (valem para o mundo
todo), rígidas e super generalizadas. Dificilmente podemos convencer a pessoa
do contrário.
-Pensamentos automáticos são específicos
da situação. Nível mais superficial.
-O nível consciente é baseado nas
crenças centrais. O nível pré-consciente são as avaliações que fazemos, ligadas
as crenças centrais.
-A mente é como um filtro, que só
aceita coisas que a pessoa acredita. Os pensamentos distorcidos são derivados
de alguma crença.
-2 Níveis de crenças centrais: desamparo (certeza irracional e
inconsciente, sem articulação, que é incompetente e sempre será um fracassado,
está ligado a falta de habilidades de lidar com o mundo) e desamor (certeza
irracional e inconsciente, sem articulação, que será rejeitada, que não tem
força suficiente, está ligado a falta de afeto com ela mesma).
-Exemplos de desamparo: sou inadequado; ineficiente; incompetente;
eu não consigo sigo me proteger; sou fraco, descuidado; vítima; vulnerável;
fraco; sem recursos; inferior; fracasso; perdedor; não sou bom o suficiente;
não sou igual aos outros.
-Exemplos de desamor (desvalor): sou diferente; indesejável; feio; monótono;
não tenho nada a oferecer; não sou amado; sou negligenciado; sempre serei
rejeitado; abandonado; não sou bom o suficiente para ser amado; sou diferente;
imperfeito; sempre estarei sozinho; não tenho valor; sou inaceitável; sou mau;
louco; derrotado; sou um nada mesmo; sou um lixo; sou cruel; perigoso;
venenoso; maligno; não mereço viver.
-Você não vê o mundo como ele é,
mas sim como você é.
-Desamor é ligado a afetividade.
Atitudes, regras e
suposições
-Crença tem 3 níveis: central, intermediária (cria regras e sistemas
baseadas no nível central – atitudes, regras e suposições) e pensamentos
automáticos (situação – pensamentos automáticos – reações).
-Crenças centrais influenciam
classe intermediária das crenças (atitudes, regras e suposições).
Exemplo:
Atitude: “ eu
devo ser perfeito em tudo que faço”.
Regras/expectativas:
“eu devo trabalhar o mais arduamente que puder o tempo todo”.
Suposição: “se
eu trabalhar o mais arduamente que puder, posso ser capaz de fazer algumas
coisas que os outros fazem facilmente”.
Como
as crenças surgem?
-Pessoa desde o nascimento tenta
extrair expectativas do mundo e cria crenças a partir das expectativas. E organiza
de forma a se adaptar da melhor forma possível. Interação do mundo varia de
pessoa para pessoa – precisão, funcionalidade.
Diretriz
da teoria
-Pensamento principal
característica.
-Emoção, comportamento, contexto
considerados.
-Foco nas crenças, atitudes,
cognições.
Primeiros
passos da terapia
-Ensinar importância do pensamento.
-Mostrar crenças, esquemas que
provocam emoções.
-Para reduzir/eliminar é necessário
mudar a maneira de pensar.
-Antes os pacientes acreditam que
crenças causam o problema, não o evento. Acusam a todos, menos o seu processo
cognitivo (não porque acredita em algo que seja necessariamente verdade). Não
acusam o próprio PA, pois estão num nível que a pessoa não articula, não sabe, não
presta atenção. E são distorcidos, mas não vê porque passam rápido.
-Ver quão válidos são os PAs do
paciente.
-Percebe a situação e responde
emocionalmente. Por isso a pessoa atribui ao evento, mas é o pensamento em
relação à situação que determina a resposta emocional.
-Crença central: globais, rígidas e
centralizadas. Mas não são imutáveis.
Video: Judith
Beck, PhD fala sobre terapia cognitiva.
ago
2016
27
Resumo da aula de PC (18/08)
Postado em Psicologia Cognitiva
-Principal diferença entre terapia comportamental e
cognitiva: considerar cognição.
-Fatores favoráveis
para o desenvolvimento da TCC:
1. Abordagem não mediacional insuficiente para explicar
comportamento humano, abordagem da época (exemplo: uma pessoa com TOC pode ter
um comportamento adequado e ainda assim estar sofrendo).
2. Continuidade da rejeição perspectiva alternativa mais
forte: modelo psicodinâmico personalidade terapia. Psicanálise não era
suficiente para explicar.
3. Problemas, como por exemplo o TOC, tornava intervenções
não cognitivas irrelevantes.
4. Conceitos mediacionais estudados/desenvolvidos
Psicologia experimental. Apoio laboratórios.
5. Identificar modelo TCC: aumento do número de
profissionais, pesquisadores.
6. Estudos considerando...
-Karl Popper criou 10
axiomas da terapia cognitiva (qualquer TCC):
1. Estruturas de cognição com significado. Usar o
significado (interpretação pessoal sobre determinado contexto) que tem, com o
do ambiente.
2. Função de atribuir significados é controlar sistemas
psicológicos (comportamental, emocional, atenção, memória). Adaptar ao
contexto. Significado ativa estratégias para adaptação.
3. Influências entre sistemas cognitivos e outros são
interativos.
4. Cada categoria de significado tem implicações que são
traduzidas em padrões específicos de emoções, atenção, memória e comportamento.
5. Todo significado é dado por nós, mesmo que seja
universal, não é a realidade. Quando é distorcido, são mal adaptativos.
6. Indivíduo predisposto a ter distorções cognitivas,
vulnerabilidades cognitivas. Vulnerabilidades cognitivas específicas predispõem
síndromes específicos.
De acordo com onde é a distorção, maior a probabilidade de
desenvolver uma patologia naquela distorção.
7. Psicopatologia é uma distorção em um, dois ou três da
tríade. Significados mal adaptativos construídos. Cada síndrome de significados
mal adaptativos tem características associadas aos componentes da tríade
cognitiva.
8. Dois níveis de significado: público (objetivo, evento) e
privado (implicações, “domínio pessoal”).
9. Três níveis de cognição: pré-consciente (pensamentos
automáticos – primeira avaliação, impressão, são rápidos, breves, ligados à
tríade), consciente e nível meta-cognitivo (respostas “racionais”,
adaptativas).
A (evento), B
(pensamento), C (emoção) à pensamento determina a emoção. Pensamentos baseados nas
crenças, baseadas nas experiências da vida.
10. Esquemas que temos evoluem para facilitar a adaptação
ao ambiente.
Modelo cognitivo
-Pressuposto que emoções e comportamento são influenciados,
não determinados pela percepção de eventos. Não é a situação, mas a
interpretação.
-Resposta emocional intermediada pela percepção da situação.
-Parte focada nas informações (nível consciente) e tendo
pensamentos avaliativos rápidos.
-Pensamentos automáticos (PAs). Sem deliberação de
raciocínio. São rápidos, superficiais, vagos e podem ser distorcidos. Mais cientes
da emoção.
10 princípios da
terapia cognitiva de Beck
1. TC baseia formulação contínua desenvolvimento paciente e
seus problemas em termos cognitivos; descobre os encadeadores; levanta
hipóteses sobre o que iniciou a distorção (eventos-chave); no primeiro encontro
já começa a levantar hipóteses e com o passar deles, faz um refinamento para
ver se é real ou não.
2. Aliança terapêutica segura; respeito, declarações
empáticas, atenção, cuidado, não desmerecer a queixa do paciente; resumir
periodicamente o que estamos entendendo da história, pensamentos, sentimentos;
pedir retorno no fim da sessão; certificar se o paciente se sentiu entendido em
relação à sessão.
3. TC enfatiza a colaboração e participação do paciente.
Encorajar trabalho em equipe; decidem juntos o conteúdo da sessão, frequência,
tarefas de casa; no início o terapeuta é mais ativo.
4. TC orientada em meta e focalizada em problemas. Enumerar
problemas e estabelecer metas específicas. Paciente sentir que investimento no terapeuta
é válido. Onde está e onde quer chegar. Ajuda o paciente a avaliar pensamentos
que interferem na meta (busca evidências). Atento aos obstáculos, alguns
precisam de orientação para começar.
5. TC enfatiza o presente. Foco problemas atuais. Resolução,
avaliação mais realista, tendência de reduzir sintomas. Aqui e agora,
independente de diagnóstico. Volta ao passado em 3 circunstâncias: se o
paciente quiser, se o trabalho no presente não estiver resolvendo ou quando o
paciente ajuda a entender onde originou e como afeta hoje.
6. TC educativa. Ensina paciente a ser terapeuta, prevenção de
recaída, não ficando dependente do terapeuta. Explica distorção, explica todo o
método, o transtorno e os processos cognitivos.
7. Tem tempo limitado. 1º alívio de sintomas e depois as
causas, para melhora efetiva.
8. Sessão estruturada. Humor, revisão a semana, montar junto a
agenda, feedback da sessão anterior, revisão da tarefa de casa, resumos
frequentes, feedback no fim da sessão.
9. Identificar, avaliar e responder pensamento e crenças
disfuncionais para que o comportamento melhore. Como identificar e corrigir PA.
10. Gama de técnicas para mudar comportamento, humor e
pensamento. Altera em maior ou menor escala a cognição. Pode usar outras
técnicas (comportamental, Gestalt) – flexibilidade da teoria. Escolha da
técnica deve ser baseada na formulação
de caso.
ago
2016
27
Resumo da aula de PC (11/08)
Postado em Psicologia Cognitiva
-Terapia
cognitiva é uma teoria breve (a
curto prazo): foca os problemas e se encerra quando eles acabam. Não
necessariamente durará poucos dias. Inicialmente foca na redução de sintoma.
-Abordagem estruturada: as sessões são
estruturadas, há um roteiro a ser seguido. Não é aleatório, existe um plano.
-É diretiva: orientada em problema e
direcionada a um foco. É feita uma verificação de humor e ponte com a sessão
anterior.
-É presente: trabalha com o atual. Se
aconteceu no passado, trabalha em como isto afeta o presente.
-Tem prazo limitado: vai acabar quando
os problemas forem resolvidos e as metas alcançadas. Na medida que trabalha a
causa, reduz o sintoma.
-Trata
uma variedade de sintomas psiquiátricos.
-É
fundamentada na racionalidade teórica subjacente: afeto, comportamentos determinados
pela percepção.
-O
sentimento não é derivado do acontecimento, mas sim da interpretação que a
pessoa teve do acontecimento. De outro modo não haveria escolha, seria igual
para todos, o que não é real.
-Base da teoria: humor e comportamento
são derivados do nosso pensamento.
-A
pessoa só fica triste quando percebe e interpreta que determinada situação a
deixa triste.
-Cognições
baseiam esquemas desenvolvidos a partir de experiências anteriores.
-A
teoria ajuda a pensar e agir de forma mais realística/adaptativa (se adaptar
melhor ao contexto). Com isso, os problemas e sintomas são reduzidos.
Primeiras
etapas cognitivo-comportamentais
-Década
de 1960.
-1970:
primeiros textos importantes (pesquisas em universidades) sobre “modificações cognitivo-comportamentais”.
-No
período intermediário ocorre um interesse pela cognição, portanto, uma
aplicação para a teoria cognitiva.
-Mahoney
(1977) observou a Psicologia geral passando pela revolução cognitiva (cérebro
como um computador), mesmo foco teórico sendo aplicado na Psicologia clínica.
-Diferentes
teóricos/profissionais introduziram interesses/perspectivas. Um contribuindo
com o outro na teoria nova (chamou atenção do mundo e ganhou força).
-Gerou
um grande número de modelos para mudar cognição é comportamento. A Psicologia
comportamental mudava o comportamento pelo próprio comportamento, mas isto
começou a apresentar lacunas. Vários teóricos diferentes, várias linhas de TCC
(teoria cognitvo-comportamental) diferentes.
3 premissas fundamentais para que a
teoria seja TCC
1.
Cognição afeta comportamento: é a reafirmação do modelo mediacional
básico – uso da cognição para mediar acontecimento e sentimento (Mahoney,
1974). O aumento de evidências de avaliações cognitivas de eventos afeta a
resposta. Essa mudança tem valor clínico. É preciso avaliar a cognição/pensamento
para resposta clínica.
2.
Cognição pode ser monitorada e
alterada:
inconsciente não existe, podemos acessar a atividade cognitiva. Cognição é conhecida
e acessada. Avaliação da cognição é o prelúdio, início, para alteração.
3.
Mudança comportamental e cognitiva
desejada é efetuada pela mudança cognitiva: adoção do modelo mediacional. Aceita contingências
de reforço explícito que altera comportamento (eventos externos).
-Os modelos iniciais: modificavam
comportamentos e cognições, almejando uma mudança comportamental.
-Os modelos contemporâneos: TCC
concentram tratamento de cognições, mudança comportamental vem depois, como uma
consequência automática.
O
que constitui uma TCC?
-Abordagens
ideia ocorrência processos internos (cognição), eventos cognitivos podem mediar
mudança cognitiva. Mudanças fisiológicas emocionais também são indicadores,
particularmente quando perturbação (fisiológica, emocional), manifestação
importante problema enfocado na terapia (transtorno ansioso,
psicofisiológicas).
3
principais classes de TCC
1. Habilidade de enfrentamento
Externa,
perceber o externo de forma diferente. Habilidade para enfrentar o ambiente
externo.
2. Resolução de problemas
Técnica
de reestruturação cognitiva e habilidade de enfrentamento. Maneira prática de
resolver o problema.
3. Reestruturação cognitiva
Mudança
resulta de perturbação que cria no pensamento, altera, modifica. Reforma no
pensamento.
-Todas
voltadas para diferentes graus, modificações cognitivas, não comportamental.
ago
2016
27
Resumo da aula de AHP (22/08)
Postado em Abordagens humanistas em Psicologia
-O humanismo achava a maneira
tradicional de perguntar muito simples. Com pergunta objetiva, a resposta pode
ser fragmentada.
-Não tem como olhar para o ser
humano de forma fragmentada. Ele é complexo, Deve-se buscar a essência.
Irresponsabilidade perante si mesmo, pois nascemos para buscar-nos a nós
mesmos.
Nesse sentido falamos de (o que nos sustenta na
necessidade de entender o funcionamento do homem):
-Tendência atualizante: me renovar. Dinâmicas diferentes para sentir
que estou me renovando, me atualizando.
-Busca da auto-realização: o outro pode ter me ajudado, mas eu
cheguei onde queria. Devo sentir que foi meu mérito para não achar que não
tenho competência ou valor.
-Liberdade e responsabilidade.
-Crença no poder pessoal: acreditar que temos poder, valor,
condições para dar certo.
Os assuntos que interessam ao humanismo são:
-A totalidade do homem destinado a viver no mundo e dominá-lo:
entender que o homem é um ser total, não fragmentado, em busca de dominar algo
(sentir que algo faz parte de mim e que damos conta).
-Nega a superioridade da vida contemplativa (transcendental, que
delegamos as coisas do homem como algo fora dele) sobre a vida ativa: através da própria ação, se constitui, se descobre,
se revê.
-Exaltação da dignidade da liberdade do homem: homem livre para
fazer escolhas e digno da liberdade que foi dada.
-Reconhecimento do sentido de historicidade do homem: não esquecer
que nos construímos a partir da história, mas não passivamente.
-Apoio ao valor humano, à educação do homem e formação de sua consciência:
a consciência nos coloca aberto para as experiências. O aprimoramento seria os
recursos para ampliá-la e não deixá-la seletiva.
-Reconhecimento de sua naturalidade: somos esses antagonismos,
paradoxos. Ao mesmo tempo que não podemos criar uma regra geral sobre o ser
humano, há coisas que são típicas dele (busca pela autorrealização, renovação,
sentir que ter valor – pirâmide de Maslow).
-Ontologia visa ver o Ser em sua
amplitude.
-Interessa-nos conhecer o problema
do homem (existência), sua natureza (sentir felicidade, se renovar, achar
sentido nas ações), posição e seu pleno funcionamento (escolhas que faço e
como).
-“O humanismo é toda possibilidade
de definição do homem (não fechada), é toda forma de visão do homem a partir do
qual este se coloca no mundo (para entender como pensa, tenho que entender como
se coloca no mundo). É verdadeiro, porém, que qualquer tentativa de definição
do homem se torna em si, uma contradição”. Aceitar os paradoxos, ao mesmo tempo
que tenta definir, deve levar em consideração as individualidades.
-Somos ao mesmo tempo o que somos
em virtude do outro e somos também responsáveis pelo outro. O outro nos impõe
ritmos, tomada de decisões. O outro também tem suas necessidades e seus
interesses, daí a responsabilidade sobre ele.
-“...o homem é essencialmente um
gesto, em sua presença ou em sua existência. Ele é um atribuído de sentido, e é
assim que ele constitui a si mesmo na relação com o mundo”. Precisa da relação
com o mundo para sobreviver.
-Buscar o sentido na relação com ele
e não fora dele: para tentar entender o outro, devemos ir até ele, não podemos explicar
o outro por nós mesmos. Primeiramente, temos que entrar em contato com nos
mesmos.
-Cada ser humano tem a sua
subjetividade.
-O ser humano se movimenta no
sentido da saúde, do crescimento, da beleza.
-O homem tem opção antes de errar e
saber antes de cada ato, qual é o caminho certo, o que é bom para ele.
-A realidade é o que eu vivo e
percebo, por isso tudo, o que faço tem um sentido, uma busca de satisfação de
uma realidade.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
ago
2016
15
Resumo da aula de AHP (15/08)
Postado em Abordagens humanistas em Psicologia
O humanismo e a
Psicologia
-Por que humanismo? O que se
buscava com essa nomenclatura? De que humanismo estamos falando? A maneira de
querer saber nos torna humanistas.
-O humanismo deveria ser um
posicionamento que reflita sobre a luta do homem e o olhar a si mesmo.
-Há momentos em que, ao olhar para
o outro, olhamos para nós mesmos.
-O desafio de quem pesquisa é a
atenção e flexibilidade de olhar para si.
-Refletir sobre o embate do homem
ao pensar sobre a realidade fazendo parte dela.
-É pensar sobre a constituição da
subjetividade, sobre a própria constituição deste sujeito no mundo que habita.
-Quem estuda humano é humano,
portanto podem haver variáveis que afetem. Algo é assim hoje e daqui um tempo
pode ser diferente.
-Pensar o lugar do sujeito que
pensa e com todas as interferências (cultura, ciência e sociedade) que lugar
ele ocupa a si mesmo.
-Primeiro é o movimento da pessoa
que se identifica com o estudo, segundo é o movimento do pesquisador que se
identifica com o que está estudando.
-É um desafio fazer pesquisa a
respeito do ser humano, pois ele nos lembra de nós mesmos.
-Não há separação entre humano e
homem humano em pesquisa. Não há uma cisão entre o que estuda e o próprio
humano. O humanista reconhece que está intimamente ligado àquilo que está
estudando. Reconhece que o homem vive uma luta e foca nessa luta em busca da
sua sobrevivência e necessidades.
Como compreender o ser humano?
-Buscar o sentido: o que se
pretende com a própria vida. Quando estudamos o ser humano, penso os valores,
as necessidades para ir em busca de superação. Preciso de um sentido para a
vida e busco alternativas.
-Posicionamento da vertente
humanista: evitar explicações que limitam a compreensão do movimento do ser e
sua complexidade, o que significa rompimento com os modelos vigentes. Os
modelos vigentes te fecham para experiência pessoal. A ciência tradicional fala
de controle e absolutismo, nisso, nos limitamos. Há uma ideia errônea de que,
se abrir demais, perderemos o controle. Quando, na verdade, o controle se perde
quando fechado. A vertente humanista fala de melhorar esses contatos para lidar
de forma mais cuidadosa.
-Evitar atribuições de causa e
efeito, ou como resultante de algo, nem como passado, mas como presente que
caminha para o futuro. O passado é relevante se for resgatado no presente como
condição da própria pessoa. Se ele não emergir, o foco é como ela se projeta no
futuro.
-Mas é preciso que entendamos que
somos seres históricos e sobre a história continuamos nos movimentando e dando
sentido. Somos também agentes, não apenas resultados.
-Buscar o sentido das coisas (palavra,
expressão, potencial criativo, crença de que o ser humano pode fazer diferente,
pensar alternativas e possibilidades) – perceber o homem como um todo e não
fragmentado.
-Humanista: reconhecimento do
humano como peça principal do reconhecimento de si mesmo.
-Ao longo da história surgem
questões importantes relacionadas à primeira pergunta: o que é o homem? O que
eu posso saber (o que tenho acesso? Teoria do conhecimento – metafísica). Busca
de um instrumento que dê respostas objetivas.
-O que eu devo fazer? (O que eu
posso saber? Moral, o agir ético). Limitado a questões que posso me perder se
tentar explorar.
-O que me é permitido esperar? (O
que a religião, a filosofia me dizem – crenças). O que quero com a pergunta? O
que leva a essa pergunta? As crenças.
-O que é o homem? (Concepção –
antropologia). A melhor forma de perguntar é como é? Como vivencia?
-“A virtude consiste em assumir-se
a responsabilidade por sua própria existência (só o homem para falar do homem).
O mal constitui a mutilação das capacidades do homem; o vício reside na irresponsabilidade
perante si mesmo” (Erich Fromm).
-O homem deixa de ser objeto de
estudo que se busca “naturalizar” para ser sujeito principal da pesquisa.
-Da pergunta “o que é o homem?”,
para “quem sou eu?” ou “como sou eu.e?”.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
ago
2016
9
Resumo da aula de PE (09/08)
Postado em Psicopatologia especial
-Apresentação do plano de ensino.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
ago
2016
8
Resumo de AHP (08/08)
Postado em Abordagens humanistas em Psicologia
Rogers
-Rogers foi teólogo e depois seguiu
para áreas clínica e escolar.
-Pega conceitos clínicos e leva
para escola.
-Tudo precisa ser contextualizado (ligado
à Fenomenologia: precisa fazer sentido para a pessoa, ser contextualizado).
-Considera o vir-a-ser e suas
consequências: o que posso me tornar e as consequências, que não tenho é
gostaria de saber antes para não errar.
-Focado no aqui e agora: se vier o
passado, vamos explorar o passado. Se não, vamos no presente.
-Liberdade e responsabilidade a
partir da força interna do homem para o crescimento: se relaciona com a Fenomenologia
no desenvolvimento da autonomia (homem caminhar por si mesmo).
-“Defesa: quanto mais optar pela liberdade
de expressão dos sentimentos de maneira verdadeira, em qualquer campo, seja ele
terapêutico, educacional, menos sobrecarregado com tais sentimentos se torna e
mais aliviado permanece, confiando mais em si e nos próprios sentimentos”.
Assumir para si mesmo que os sentimentos existem.
-Propõe o abandono de fachadas
(mostrar o que realmente sente), comunicação verdadeira (assumir e falar o que
sente), menos previsíveis e mais corajosos nos tornamos.
-Combate à ameaças externas (o que
está fora da gente) e diminuição das internas. Quanto mais diminuímos as
ameaças externas, mais ajudamos a pessoa a ser ela mesma. No processo psicoterápico
a alternativa é falar sobre essas ameaças e agir de modo a combatê-las. Ameaças
internas estão dentro da gente (sentimentos, expectativas).
-Motivos das críticas que Rogers recebeu: ameaça ao status quo; oposição
ao que já existia (verdades vigentes – linhas psicológicas que existiam, mexeu
na estrutura que dava segurança para a psicologia); academia critica o que é
simples (simples e óbvia, então criticam); abordagem arriscada e perigosa e
alheia ao mundo.
-“Ao me voltar para o crescimento
de outra pessoa, faço-o cada vez mais através de uma busca de minha própria
autenticidade e não por meio de aplicação rigorosa de procedimentos” (P.15). Por
que faz essa pergunta? A ansiedade é do paciente ou do terapeuta?
-“Havia aprendido que compartilhar
com o outro era possível e enriquecedor. Havia aprendido que, numa relação
muito próxima, os elementos que ‘não podem' ser compartilhados são os mais
importantes e os mais gratificantes a compartilhar... Um supervisor pode confiar
no aluno sob sua orientação, e os resultados seriam todos positivos.
Descobriria que pessoas com problemas poderiam ser ajudadas, mas que havia ideias
muito divergentes a respeito de como fazê-lo” (PCC, p.199).
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
ago
2016
5
Resumo da aula de PPP (05/08)
Postado em Projeto de pesquisa em Psicologia
I – O que?
-Revisão
bibliográfica.
-Objetivos
(geral, específico)
-Justificativa.
-Hipóteses.
II – Métodos
-Sujeitos: quem?
Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio
econômico.
-Instrumentos
(coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que
tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação?
Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas:
quais os cuidados éticos?
-Aparatos:
materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de
entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador,
software, caderno de campo etc.
-Cronograma:
resultados, discussão e conclusão.
III – Resultados –
discussão
-1º semestre de 2017.
IV – Conclusão
-2º semestre de 2017.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
ago
2016
4
Resumo da aula de PC (04/08)
Postado em Psicologia Cognitiva
-Apresentação do plano de ensino.
-Portal recomendado: PUBMED.
-1º Bimestre:
terapia cognitiva.
-2º Bimestre:
terapia narrativa e terapia construtivista.
-O professor sempre estará disponível para responder
questões sobre a disciplina. Todo aluno tem o direito de perguntar e o
professor ficará feliz quando isso acontecer.
-A disciplina também terá EDs e todas as questões serão feitas
na vista de prova da NP1. Respostas iguais ou plagiadas serão motivo para
REPROVAÇÃO.
Bibliografia do plano
de ensino e como será trabalhada
·
Básica
(Apenas alguns
capítulos) - ABREU C. N, ROSO, M.
Psicoterapias Cognitiva e Construtivista: novas fronteiras da prática clínica.
Porto Alegre: Artmed, 2003.
(Apenas alguns
capítulos) - BECK, A. T.; ALFORD,B. A. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000. GONÇALVESM. M.
(Apenas alguns
capítulos) - GONÇALVES, O. F.
Psicoterapia, Discurso e Narrativa: A construção conversacional da mudança.
Coimbra / Portugal: Quarteto, 2007.
·
Complementar
(Será o mais
utilizado, recomenda-se ter) - BECK,
J. S. Terapia Cognitiva: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997.
(Não usaremos) -
FERREIRA, R. F. Construtivismo: um momento
de síntese ou uma nova tese? Cadernos de Psicologia, v. 4, n. 1, p. 27-39.
Ribeirão Preto: 2001.
(Difícil de
encontrar; usaremos no 2º bimestre; capítulos de 1 a 4) - GONÇALVES, O. Psicoterapia Cognitiva Narrativa: manual de
terapia breve. Campinas: Editorial Psy, 1998.
(Alguns capítulos no
2º bimestre) - GRANDESSO, M. A. Sobre
a reconstrução do significado: uma análise epistemológica e hermenêutica da
prática clínica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
(Alguns capítulos no
2º bimestre) - WHITE J. R, FREEMAN A.
Terapia Cognitivo-Comportamental em Grupo: para populações e problemas
específicos. São Paulo: Editora Roca, 2003.
-Ciência:
provada empiricamente e pode ser replicada. Processo longo de estudos e
experimentos.
-Terapia cognitiva:
mais testada/avaliada no mundo. Considerada padrão para 85% dos transtornos
psiquiátricos (mais eficaz).
-Tudo depende dos significados que a pessoa atribui. Não
podemos colocar nossas crenças, pontos de vista ou interpretações sobre as do
paciente, pois para ele aquilo é importante, real e significativo. O mundo não
é do jeito que é, e sim o que o paciente vê.
Para a próxima aula: BECK, A. T.; ALFORD, B. A. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000. GONÇALVES M. M., CAPÍTULO 1: "Desenvolvimento inicial da teoria cognitiva" e "10 axiomas da terapia cognitiva".
Para a próxima aula: BECK, A. T.; ALFORD, B. A. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000. GONÇALVES M. M., CAPÍTULO 1: "Desenvolvimento inicial da teoria cognitiva" e "10 axiomas da terapia cognitiva".
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
Postagens
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- outubro (3)
- setembro (2)
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