sábado, 27 de maio de 2017

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RESUMÃO: Ética Profissional - NP2

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Ética profissional – NP2
Documentações
-Existem várias resoluções.
-Resolução 007/2003: documentos emitidos pelo psicólogo.
-Código de ética apresenta elementos norteadores, dá diretrizes. As resoluções têm a mesma preocupação: definir e orientar determinadas coisas.
-Manual composto por:
I- Princípios norteadores: de escrita (escrita e termos adequados, preocupados com o destinatário) e éticos (não compactuar com segregação e ter consciência de que as pessoas estão inseridas em um contexto sócio histórico cultural).
II- Modalidade de documentos:
-Declaração: documento que visa informar a ocorrência de fatos e situações objetivas com a finalidade de declarar. Declara: comparecimento do atendido; comparecimento do acompanhante, quando necessário; informações sobre o atendimento. Estrutura: ser emitido em papel timbrado ou apresentar uma subscrição com carimbo em que conste nome e sobrenome do psicólogo e CRP; a declaração deve expor nome e sobrenome do solicitante; registro de local e data; assinatura do psicólogo com sua identificação ou carimbo.
-Atestado psicológico: documento que certifica situação ou estado psicológico. Tem como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de quem o solicita. Serve para: justificar faltas; justificar aptidão para atividade específica; justificar afastamentos. Estrutura: deve restringir-se a solicitação do requerente; ser emitido em papel timbrado ou ter o carimbo com nome; deve ter nome e sobrenome do cliente; finalidade do documento; registro e informação do sintoma (CID); situação psicológica que justifique o afastamento; assinatura e carimbo; registros de forma corrida (separados apenas por pontuação, sem parágrafos, para evitar adulterações). O material da avaliação psicológica deve ser guardado por 5 anos.
-Relatório/laudo psicológico: é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais. Deve ser subsidiado à luz de um instrumental técnico. Finalidade: apresentar procedimentos, conclusões do processo, relatando sobre encaminhamento, diagnóstico e prognóstico, limitando-se a fornecer as solicitações necessárias pela demanda ou petição. Estrutura: deve conter narrativa detalhada e didática com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível ao destinatário; termos técnicos de maneira lógica e explicados. Deve conter, no mínimo, cinco itens: identificação (quem elabora, quem solicita, assunto e finalidade), descrição da demanda (queixa, razões da elaboração do documento, análise da demanda de forma a justificar o procedimento adotado), procedimento (sustentará os instrumentos técnicos utilizados, deve ser pertinente para avaliar a complexidade do que se está demandado), análise (exposição descritiva de forma metódica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionadas a demanda e sua necessidade, com determinações históricas, sociológicas e políticas; deve-se respeitar a fundamentação teórica que sustenta o instrumental técnico utilizado; somente deve ser relatado o que for necessário para o esclarecimento do encaminhamento) e conclusão (expor o resultado ou considerações a partir das referências que subsidiam o trabalho; nome, sobrenome e assinatura do psicólogo).
-Parecer: documento fundamentado sobre uma questão focal do campo psicológico que pode ser conclusivo. Serve para tirar uma dúvida, tomar uma decisão, dar uma resposta esclarecedora através de uma avaliação especializada de uma questão problema. Se não há elementos: “sem elementos de convicção”. Deve se apresentar a questão em tese, não sendo necessária a descrição detalhada dos procedimentos.
III- Conceito/finalidade/estrutura;
IV- Validade dos documentos: o prazo de validade do conteúdo do documento de avaliação psicológica deve considerar definição legal ou, caso não tenha, seguir pelo teste.
V- Guarda dos documentos: os documentos e o material que o fundamentou devem ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos, sendo de responsabilidade da instituição e do psicólogo.

Testes psicológicos
-Resolução 02/2003.
-Somos dinâmicos, envolve movimento.
-RAVEN, HTP, Rorschach, TAT, CAT, WISC.
-Testes são de uso privativo do psicólogo.
-ADT foi feito no contexto organizacional, não tem uma percepção teórica da Psicologia, tem teoria de administração. Tenta colocar as pessoas em uma perspectiva de como administram seu tempo.
-Testes devem ser catalogados e liberados pelo conselho federal. Devem estar dentro do prazo e adaptados à nossa cultura.
-Testes não projetivos: têm um trabalho estatístico, aplica em várias pessoas para obter uma média e formar um gráfico. Utiliza questões de múltipla escolha ou similares, acerto e erro, escalas (exemplo: IFP – inventário fatorial de personalidade – mede 12 fatores da personalidade; tem 156 afirmações, onde deve-se escolher um número da escala de 1 a 8 de acordo com o quanto concorda ou não com a afirmação). Geralmente têm fundo comportamental/behaviorista. Deve ter clara a forma de correção a partir dos intervalos.
-Testes projetivos: apresentação da fundamentação teórica mais claramente. Deve ter evidências empíricas.
-Artigo 7 da resolução: testes estrangeiros de qualquer natureza (projetivo, inteligência, personalidade), traduzidos para o português, devem ser adequados ao Brasil, considerando o ambiente cultural de onde foram realizados os estudos para sua elaboração.
-O teste deve ser usado para o contexto em que foi criado (exemplo: organizacional em organizacional).
-Será considerada falta ética a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo conselho federal, salvo casos de pesquisa (caso algum psicólogo queira usar, não para tirar conclusões, mas para pesquisar).
-Na comercialização de testes, as editoras manterão procedimentos de controle onde constam o nome e CRP e teste que o psicólogo adquiriu.
-O psicólogo em formação pode aplicar testes desde que tenha uma supervisão. Além disso, somente psicólogos formados podem aplicar e ensinar.

-Artigo 8 do código de ética: para realizar atendimento contínuo com criança ou adolescente, o psicólogo deve obter autorização de um dos responsáveis. Caso não tenha, alguma autoridade será responsável.

Sigilo
-Artigo 9 do código de ética: é dever respeitar o sigilo pessoal, afim de proteger a identidade da pessoa, grupo ou organização.
-Nas situações em que se configure conflito entre as exigências do artigo 9 e o direito de bem-estar, excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra do sigilo, baseando-se na busca do menor prejuízo.
-Tudo que for anotado, o paciente deve saber que há um documento e o que foi anotado.
-O que inspira o código de ética vem da revolução francesa e da declaração universal dos direitos humanos.
-O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e qualidade de vida das pessoas e contribuirá para a redução da discriminação, violência, crueldade e opressão.
-O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando criticamente a realidade social, econômico, política e cultural.
-Atuará com o contínuo aprimoramento profissional.
-Promover a universalização do acesso da população ao conhecimento da Psicologia.
-Zelará para que o exercício profissional ocorra com regularidade, evitando que os serviços sejam utilizados de forma inadequada.
-Considerará as relações de poder nos contextos que atua e seus impactos, posicionando-se de forma crítica e em consonância com o código.

-Código de ética profissional do psicólogo (sigilo, princípios...).
Resoluções:
-015/1996: concessão de atestado psicológico para tratamento de saúde por problemas psicológicos.
-012/1997: disciplina e ensino de métodos e técnicas psicológicas em cursos livres e de pós-graduação para psicólogos e não psicólogos.
-02/2003: uso, elaboração e comercialização de testes psicológicos.
-07/2003: manual de elaboração de documentos padronizados e decorrentes de avaliação psicológica.

-É proibido o uso de testes não aprovados pelo conselho federal, exceto em caráter de pesquisa.
-Documentos: declaração (informações triviais e objetivas), atestado psicológico (sucinto, estado psicológico, se está apto), relatório/laudo psicológico (apresentação descritiva de situações psicológicas, descrever o que foi feito e prognósticos, de acordo com a necessidade do solicitante), parecer psicológico.

-Sigilo: menor prejuízo. Em situações emblemáticas, a avaliação verifica o que é menos prejudicial para o sujeito.
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Resumo da aula de ÉP (26/05)

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-Código de ética profissional do psicólogo (sigilo, princípios...).
Resoluções:
-015/1996: concessão de atestado psicológico para tratamento de saúde por problemas psicológicos.
-012/1997: disciplina e ensino de métodos e técnicas psicológicas em cursos livres e de pós-graduação para psicólogos e não psicólogos.
-02/2003: uso, elaboração e comercialização de testes psicológicos.
-07/2003: manual de elaboração de documentos padronizados e decorrentes de avaliação psicológica.

-É proibido o uso de testes não aprovados pelo conselho federal, exceto em caráter de pesquisa.
-Documentos: declaração (informações triviais e objetivas), atestado psicológico (sucinto, estado psicológico, se está apto), relatório/laudo psicológico (apresentação descritiva de situações psicológicas, descrever o que foi feito e prognósticos, de acordo com a necessidade do solicitante), parecer psicológico.

-Sigilo: menor prejuízo. Em situações emblemáticas, a avaliação verifica o que é menos prejudicial para o sujeito.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

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Trabalho de Ética Profissional

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Trabalho em grupo para o dia da prova (02/06):
Uma resenha simples nas normas da ABNT, contendo:
  • Capa/identificações;
  • Apresentação, breve histórico e caracterização do tema ;
  • Questões éticas relacionadas ao tema;
  • Posicionamento do CFP/CRP/Código de Ética sobre o tema;
  • Como o tema é tratado em outros Países;
  • Conclusão;
  • Referências Bibliográficas.

Temas sugeridos:
  • ·         Psicologia e direitos humanos
  • ·         Psicologia e políticas públicas
  • ·         Psicologia e mídia
  • ·         Ética e pesquisa com seres humanos
  • ·         Drogas e redução de danos
  • ·         Avaliação psicológica
  • ·         Justiça terapêutica
  • ·         Psicologia e luta antimanicomial
  • ·         Serviços psicológicos mediados por computador
  • ·         Terapias emergentes (práticas alternativas)
  • ·         Ética e sexualidade
  • ·         Ética e questões étnicas
  • ·         Regulamentação das psicoterapias no Brasil
  • ·         Publicidade e Psicologia
  • ·         Ética e sigilo profissional
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Resumo da aula de ÉP (19/05)

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-Artigo 8 do código de ética: para realizar atendimento contínuo com criança ou adolescente, o psicólogo deve obter autorização de um dos responsáveis. Caso não tenha, alguma autoridade será responsável.

Sigilo
-Artigo 9 do código de ética: é dever respeitar o sigilo pessoal, afim de proteger a identidade da pessoa, grupo ou organização.
-Nas situações em que se configure conflito entre as exigências do artigo 9 e o direito de bem-estar, excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra do sigilo, baseando-se na busca do menor prejuízo.
-Tudo que for anotado, o paciente deve saber que há um documento e o que foi anotado.
-O que inspira o código de ética vem da revolução francesa e da declaração universal dos direitos humanos.
-O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e qualidade de vida das pessoas e contribuirá para a redução da discriminação, violência, crueldade e opressão.
-O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando criticamente a realidade social, econômico, política e cultural.
-Atuará com o contínuo aprimoramento profissional.
-Promover a universalização do acesso da população ao conhecimento da Psicologia.
-Zelará para que o exercício profissional ocorra com regularidade, evitando que os serviços sejam utilizados de forma inadequada.

-Considerará as relações de poder nos contextos que atua e seus impactos, posicionando-se de forma crítica e em consonância com o código.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

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Resumo da aula de ÉP (12/05)

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Testes psicológicos
-Resolução 02/2003.
-Somos dinâmicos, envolve movimento.
-RAVEN, HTP, Rorschach, TAT, CAT, WISC.
-Testes são de uso privativo do psicólogo.
-ADT foi feito no contexto organizacional, não tem uma percepção teórica da Psicologia, tem teoria de administração. Tenta colocar as pessoas em uma perspectiva de como administram seu tempo.
-Testes devem ser catalogados e liberados pelo conselho federal. Devem estar dentro do prazo e adaptados à nossa cultura.
-Testes não projetivos: têm um trabalho estatístico, aplica em várias pessoas para obter uma média e formar um gráfico. Utiliza questões de múltipla escolha ou similares, acerto e erro, escalas (exemplo: IFP – inventário fatorial de personalidade – mede 12 fatores da personalidade; tem 156 afirmações, onde deve-se escolher um número da escala de 1 a 8 de acordo com o quanto concorda ou não com a afirmação). Geralmente têm fundo comportamental/behaviorista. Deve ter clara a forma de correção a partir dos intervalos.
-Testes projetivos: apresentação da fundamentação teórica mais claramente. Deve ter evidências empíricas.
-Artigo 7 da resolução: testes estrangeiros de qualquer natureza (projetivo, inteligência, personalidade), traduzidos para o português, devem ser adequados ao Brasil, considerando o ambiente cultural de onde foram realizados os estudos para sua elaboração.
-O teste deve ser usado para o contexto em que foi criado (exemplo: organizacional em organizacional).
-Será considerada falta ética a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo conselho federal, salvo casos de pesquisa (caso algum psicólogo queira usar, não para tirar conclusões, mas para pesquisar).
-Na comercialização de testes, as editoras manterão procedimentos de controle onde constam o nome e CRP e teste que o psicólogo adquiriu.

-O psicólogo em formação pode aplicar testes desde que tenha uma supervisão. Além disso, somente psicólogos formados podem aplicar e ensinar.

sábado, 6 de maio de 2017

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Resumo da aula de ÉP (05/05)

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Documentações
-Existem várias resoluções.
-Resolução 007/2003: documentos emitidos pelo psicólogo.
-Código de ética apresenta elementos norteadores, dá diretrizes. As resoluções têm a mesma preocupação: definir e orientar determinadas coisas.
-Manual composto por:
I- Princípios norteadores: de escrita (escrita e termos adequados, preocupados com o destinatário) e éticos (não compactuar com segregação e ter consciência de que as pessoas estão inseridas em um contexto sócio histórico cultural).
II- Modalidade de documentos:
-Declaração: documento que visa informar a ocorrência de fatos e situações objetivas com a finalidade de declarar. Declara: comparecimento do atendido; comparecimento do acompanhante, quando necessário; informações sobre o atendimento. Estrutura: ser emitido em papel timbrado ou apresentar uma subscrição com carimbo em que conste nome e sobrenome do psicólogo e CRP; a declaração deve expor nome e sobrenome do solicitante; registro de local e data; assinatura do psicólogo com sua identificação ou carimbo.
-Atestado psicológico: documento que certifica situação ou estado psicológico. Tem como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de quem o solicita. Serve para: justificar faltas; justificar aptidão para atividade específica; justificar afastamentos. Estrutura: deve restringir-se a solicitação do requerente; ser emitido em papel timbrado ou ter o carimbo com nome; deve ter nome e sobrenome do cliente; finalidade do documento; registro e informação do sintoma (CID); situação psicológica que justifique o afastamento; assinatura e carimbo; registros de forma corrida (separados apenas por pontuação, sem parágrafos, para evitar adulterações). O material da avaliação psicológica deve ser guardado por 5 anos.
-Relatório/laudo psicológico: é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais. Deve ser subsidiado à luz de um instrumental técnico. Finalidade: apresentar procedimentos, conclusões do processo, relatando sobre encaminhamento, diagnóstico e prognóstico, limitando-se a fornecer as solicitações necessárias pela demanda ou petição. Estrutura: deve conter narrativa detalhada e didática com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível ao destinatário; termos técnicos de maneira lógica e explicados. Deve conter, no mínimo, cinco itens: identificação (quem elabora, quem solicita, assunto e finalidade), descrição da demanda (queixa, razões da elaboração do documento, análise da demanda de forma a justificar o procedimento adotado), procedimento (sustentará os instrumentos técnicos utilizados, deve ser pertinente para avaliar a complexidade do que se está demandado), análise (exposição descritiva de forma metódica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionadas a demanda e sua necessidade, com determinações históricas, sociológicas e políticas; deve-se respeitar a fundamentação teórica que sustenta o instrumental técnico utilizado; somente deve ser relatado o que for necessário para o esclarecimento do encaminhamento) e conclusão (expor o resultado ou considerações a partir das referências que subsidiam o trabalho; nome, sobrenome e assinatura do psicólogo).
-Parecer: documento fundamentado sobre uma questão focal do campo psicológico que pode ser conclusivo. Serve para tirar uma dúvida, tomar uma decisão, dar uma resposta esclarecedora através de uma avaliação especializada de uma questão problema. Se não há elementos: “sem elementos de convicção”. Deve se apresentar a questão em tese, não sendo necessária a descrição detalhada dos procedimentos.
III- Conceito/finalidade/estrutura;
IV- Validade dos documentos: o prazo de validade do conteúdo do documento de avaliação psicológica deve considerar definição legal ou, caso não tenha, seguir pelo teste.

V- Guarda dos documentos: os documentos e o material que o fundamentou devem ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos, sendo de responsabilidade da instituição e do psicólogo.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

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(RESUMÃO) Ética profissional – NP1

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Ética profissional – NP1
Ética X Moral
-Freud: o mal-estar da civilização – o homem deixa de ser “bicho” e passa a conviver em ‘civis’ (cidade). Para Freud, para que as pessoas pudessem passar pelo processo civilizatório, era necessário abrir mão de instintos primeiros.
-Preservação da espécie: eros / pulsão de vivo / instinto de vida.
-Tudo que é vivo, morre: pulsão de morte.
-Tudo o que é favorável para a preservação da espécie e para nossa própria, tem a tendência de ser repetido: costumes (moros – moral).
-Segundo Freud, a energia foi canalizada/sublimada para a produção de cultura (cultivar, incentivar, fazer com que aconteça mais). O primeiro ato de sublimação foi com a linguagem para deslocar sentimentos e sentidos para outro lugar.
-Se tenho pulsão, tenho o movimento. Se tenho a palavra, tenho o desejo.
-Moral: procedimentos e costumes que a civilização adquiriu e em que nascemos, com os quais conseguimos evitar coisas ruins e fazer coisas boas que preservem as relações. Deve se adequar às condições de subsistência em que o indivíduo vive (os costumes e a moral são adaptados para que a humanidade sobreviva; os valores são construídos a partir disso). Criam condições que garantam a resistência dentro do contexto, não é rígida, é flexível. Existem várias morais. Cria regras (régua, criar medidas, dimensões, regular).
-O que permeia a relação do indivíduo com o coletivo é a moral. A ciência que estuda essa relação é a ética (ethos – comportamento). Ética estuda comportamentos morais.
-Somos o que somos por conta de uma moral.

-Moral é uma regulamentação do convívio entre pessoas. É moral normativa, pois estabelece normas (tem algum tipo de coerção social, que pode ou não virar lei).
-Moral factual: fato/ato moral, ou seja, o comportamento realizado. Só acontece em ato, tem uma concretude. Pode ser uma palavra dita (são atos, pois curam e machucam).
-Desejo: palavra que catalisa a pulsão e dá vasão. Pulsão: energia a ser canalizada em direção a algo.
-O desejo, por si só, já é uma repressão do que queremos fazer.
-A moral só é possível em uma condição civilizatória.
-Superego (moral) tenta fazer uma cisão entre o desejo e o ego.
-A moral factual envolve um fato, um ato moral. Um ato moral é caracterizado por ter um fim/uma finalidade, portanto é teleológico. Para chegar a um fim, temos meios.
-Para avaliar um ato moral (julgamento moral de um ato), deve considerar condições de liberdade (escolha - se for coagido, não pode responder por isso), racionalidade e conhecimento (se desconhece a regra, não pode responder por isso).
-Não somos livres (libertarismo), somos determinados (determinismo).
-A moral normativa muda em uma sociedade, se adequa à possibilidade de sobrevivência de cada contexto. Cada agrupamento social tem um tipo de moral distinta, que mesmo dentro de um grupo, com o tempo, muda. Os atos morais revitalizam a moral normativa.
-A necessidade é o oposto da liberdade. Não sou livre, pois tenho necessidade (temos limites).
-Ato social: possibilidade de se fazer algo (liberdade X necessidade). Se tem só liberdade, também não consegue sobreviver. A liberdade plena não há em ato. A completa coerção também não há em ato.

-A Psicologia no Brasil começou veiculada ao pensamento médico (higienismo).
-Higéia (deusa grega) – saúde à higiene, sanitarista.
-Diferente pensar saúde mental de outras saúdes, parâmetros diferentes.
-A visão sanitarista mudou a configuração das casas para evitar doenças, depois mudou a água. Vai mudando comportamentos e subjetividades. E em saúde mental?
-Algumas hipóteses: hereditariedade (eugenia) e degenerescência (marginalidades sociais).
-Teorias causais, etiologia (origem das doenças), nosologia (estudo da doença).
-Hipóteses etiológicas das causas das doenças mentais: hereditariedade, degenerescência. Na primeira cai-se na eugenia (apuração das raças), tinham ideias de que a doença era ligada a raça, causando mortes.
-Junta todos que tem sintomas semelhantes em um lugar escondido, em asilos (alienistas). Fundamentou a abertura dos hospitais psiquiátricos. Não sabem o que fazer com essas pessoas, então isola e esconde. Observam tudo isso no indivíduo e esquecem do contexto social.
-Fechamento dos hospitais psiquiátricos, porque antes o conceito não era de saúde, e sim de limpeza. O fato é que não damos conta da diversidade humana, não sabemos o que fazer. Em ética, qual tipo de ação tomar? No código de ética, temos diretrizes, não condutas determinantes, porque são construídas. Qual a finalidade da ação? Por isso é importante questionar criticamente.
-Como vertente higienista fundou a Psicologia: questões de saúde. E como está hoje?
-Saúde não pode recair só no sujeito e nem só no social.
-Ética, espaço aberto e não fechado.
-Sabemos que alienar não é a melhor solução. Mas em diversas questões não sabemos bem o que fazer.

-O discurso psicológico chegou à saúde de modo higienista. Serviu para classificar as pessoas, diagnosticar e dar conta do contexto da época.
-Revolução industrial tinha máquinas simples, as pessoas precisavam ler o que estava escrito nelas. Entretanto, a maior parte das pessoas era analfabeta. Era necessária mão de obra (gente minimamente qualificada para trabalhar nas indústrias). Quem frequentava as escolas era a classe média alta e os religiosos. As escolas eram de alto nível, mas para alguns. Para combater o analfabetismo, preciso de uma capacitação mínima. Pessoas de camadas populares colocadas em escolas, ocorre inadaptação pelo contexto diferente (indisciplina e dificuldade de aprendizagem). Se a pessoa não aprende, o problema é com elas, não com a escola (têm um rebaixamento intelectual). Para provar isso, utilizaram os instrumentos da Psicologia (testes psicológicos), que continham conteúdos que não faziam parte da realidade dessas pessoas (discurso higienista). Cria-se o ensino técnico, pelas empresas, para treinar, ao invés de educar (executar ao invés de pensar). O desafio pedagógico é treinar e alfabetizar as pessoas, para ter pessoas minimamente capacitadas para trabalhar nas indústrias.
-Psicologia industrial: microorganizacional: sujeito. Pessoa certa, no lugar certo, no ponto de vista das funções. Pensou-se que era mais viável dividir o trabalho (linha de produção), do que encontrar alguém que fosse capacitado a fazer tudo. Ensino técnico ensina apenas uma função. A pessoa não se relaciona apenas com as máquinas, mas com o outro.
-Psicologia organizacional: mesoorganizacional: relacionamento humano. Pessoa certa, no lugar certo, no ponto de vista das relações. As pessoas não podem ter divergências muito grandes, pois o trabalho não será bem feito. Aparecimento do “imaginário” no discurso. Macroorganizacional.

Código de ética do psicólogo – os pressupostos que o sustentam
-Psicologia como ciência e profissão reconhecida em 1962.
-O código de ética não é normativo por excelência. Traz diretrizes (direção), no sentido da saúde (autonomia, cidadania, homem). Tem uma ideia de sociedade, educação, que sustentam as diretrizes.
-Práticas psicológicas não devem tentar enquadrar as pessoas dentro de um universo socialmente/moralmente determinado.
-Ser livre é saber que posso fazer qualquer coisa e que terá consequências com as quais terei que lidar (liberdade com responsabilidade).
-A ideia de cura veio de Freud, para eliminar a dificuldade.
-O objetivo da Psicologia é dar autonomia às pessoas (sabendo que tudo tem um preço, mostrando quem são, onde estão e promovendo que a pessoa descubra). A educação tem um poder de adequação, a Psicologia não.
-A liberdade só é possível quando se tem discernimento.
-O psicólogo deve ser um promotor de autonomia ao ponto de não ser mais necessário.
-Inclusão/exclusão, controle e afeição.
-Bem-estar: se sentir bem, se entender.
-Diretrizes: saúde (autonomia, cidadania e bem-estar), sociedade (abrangência social) e homem (homem agente da sua mudança e de mudança social).
-Abrangência social: psicologia e medicina não acessíveis a todos (elitizadas).
-Homem: pessoa, tendo condições, consegue mudar a si próprio e o meio em que vive. Muda sua realidade e a realidade do seu meio.
-Direito é ato, e não o que está escrito.

-O código de ética pressupõe que as práticas psicológicas devem estar dentro do que se aprende no curso de Psicologia.