sábado, 7 de novembro de 2015

0

Resumo da aula de POT (27/10)

Postado em
-Consultor: prestador de serviço qualificado que pode ser fixo ou temporário.
-Consultor organizacional: presta serviço genericamente para a organização. Conhece sobre a organização.
-Consultor autônomo: externo à empresa. Geralmente uma pessoa física.
-Consultor associado: duas pessoas se juntam para um projeto específico.
-Consultor externo: fora da empresa, sem vínculo empregatício. Geralmente uma pessoa jurídica.
-Consultor exclusivo: contrato de exclusividade por um tempo. Problema: vínculo empregatício.

-Terceirização: menos processos trabalhistas e mais economia (não tem benefícios).
-Consultor interno: tem vínculo empregatício (é funcionário da empresa). Alguém que era especialista em uma coisa, se passa a ser consultor interno, vai conhecer de tudo e trabalhar em uma realidade específica.
-Vantagem do consultor externo: posição mais estratégica, afastado da realidade, olhar sem contaminação. O objetivo do consultor interno é obter o papel do consultor externo.

-Vantagem do consultor interno: diagnóstico constante da realidade, vai aprender sobre tudo, deixar de ser apenas especialista em algo. Desafio: a opinião do consultor externo é mais valorizada; pode comprometer o sigilo quando pressionado por alguém com quem tem vínculo (ou até dependência financeira); não virar leva e traz (dissipar informações).
0

Resumo da aula de POT (20/10)

Postado em
-Nós desempenhamos diversos papéis durante a vida.
-Carreiras: os papéis são desenvolvidos durante a trajetória.
-Conhecimento formal.
-A responsabilidade pela carreira, há 20 anos, era da empresa. Isso afetava o comprometimento do indivíduo, que não tinha opção de escolha. Hoje em dia, o comprometimento é pensado em relação a ação, há uma preocupação com a opinião do indivíduo. Cada vez mais o indivíduo está se voltando para a sua posição. A perda é que fica a cargo do indivíduo o desenvolvimento profissional.

Níveis de carreira:
-Profissional de carreira (PC): 30% da empresa; se constituem na empresa.
-Profissional periférico (PP): especialistas que ficam 5/7 anos na empresa.
-Consultores ou terceiros (C ou T): prestadores de serviço sem vínculo empregatício com a instituição.

-Os maiores clientes são os próprios funcionários.
-70%: rotatividade.
-Downsizing: enxugamento dos níveis hierárquicos. Principalmente no nível da gestão. Agiliza as decisões, informações, reduz problemas, nas diminui as expectativas/possibilidades de ascensão rápida (ser promovido rapidamente).
-Para motivar, construíram o plano horizontal.
-Carreira mais antiga: vertical (formal que a empresa disponibiliza). Amadurecimento do indivíduo que independe da formação, amadurece nos cargos (sobe de cargo). Perspectiva generalista: quanto mais sobe de cargo, mais entende conceitualmente do negócio.
-Carreira horizontal: continua na mesma especialidade, mas aumenta o cargo. O nível de responsabilidade e salário aumentam, aprofundamento no nível de especialização.
-Carreira em Y: junção de vertical com H e aumentar possibilidades do indivíduo. Não depende só do indivíduo, mas tem maior flexibilidade.

Planejamento de carreira
Etapas:
1)    Início de carreira: em busca de aprendizagem (como fazer). Psicólogo desenvolve um plano de estágio com acompanhamento e etapas a seguir. Indivíduo tem a visibilidade, gestor também.
2)    Final de carreira: pode ser o fim de um e início de outra. Pode fazer orientação, integração (motivação). Necessário ouvir o indivíduo.
3)    Estrelas: uma pessoa detém a competência/conhecimento importante para a empresa. Precisa passar o conhecimento ou a empresa buscar desenvolvê-lo em outras pessoas. Conhecimento depende da informação circulando.
4)    Superados e encostados: elefantes brancos que a empresa não tem como demitir.

-Não se faz terapia em empresa pelas interferências do ambiente profissional. Fazemos aconselhamentos.

Coaching X mentoring
-Coaching: facilitador do processo de reflexão por parte do indivíduo para estabelecer suas metas (10 a 15 encontros), não orienta de forma diretiva. Dentro da empresa, tem que ser transparente porque as pessoas podem sair. Passos: autoconhecimento, estabelecimento de metas, execução, avaliação.
-Mentoring: direciona. Mentor a ser modelo, servir de exemplo. Passos: autoconhecimento, estabelecimento de metas, execução, avaliação.

-O indivíduo tem uma identidade social na empresa (happy hour, festa com os colegas). Processos para serem feitos: recolocação no mercado de trabalho.

Gestão por competências
-CHA: conhecimento, habilidades e atitude. Três no mesmo momento em uma determinada situação: competência.

-É um modelo de gestão. Muitas empresas têm em apenas uma área. Gestão define as competências que devemos desenvolver. O ideal é escolher uma competência maior. A implicação ocorre em todas as áreas. Cada setor vai buscar seus caminhos para chegar à competência maior. Sensibilização para implantação do modelo de gestão (se vai ser bom para a empresa, para gestores).
0

Resumo da aula de DTP (28/10)

Postado em
-Falso selfie se desenvolve para favorecer o ambiente, não é real.
-Bebê não tem desejo, tem necessidades básicas que precisa para se desenvolver.
-Existe uma parcela do falso selfie que é necessário para convívio social. Socialmente criamos estratégias para não ficar tão exposto. No extremo, tem um patológico (personalidade se estrutura para se adaptar ao ambiente).
-O sintoma é um sinal de que o indivíduo desestruturou dessa maneira por algum motivo e esse motivo pode auxiliar na mudança.
-O falso selfie é uma vida possível de existência (protege o verdadeiro).
-No extremo, é uma psicose (não tem um eu verdadeiro, contato com a realidade).
-Se o bebê não tem as necessidades satisfeitas, nada mais do processo de desenvolvimento vai acontecer (não é pulsão ou instinto). Primeiro precisa do eu integrado, depois lidar com pulsões ou instintos. Exemplo: dor de barriga (sem eu integrado, vem de fora e ataca; com eu integrado, ajuda a fortificar e perceber o próprio corpo).
-O falso selfie é construído sobre identificações.
-Temos que tomar cuidado para não sermos tragados pela doença (quando o paciente fala exatamente o que o terapeuta quer ouvir).
-A mãe alimenta o bebê pela própria ansiedade de o bebê passar fome, o que impede que o bebê crie o alimento que precisa.
-O verdadeiro selfie é espontâneo, coincidindo com os acontecimentos do mundo.
-O verdadeiro selfie não se torna real sem a devoção suficiente da mãe.
-Se houver um escoamento adequado/construtivo da agressividade, não precisa ter medo de ser destrutividade. Energia em direção à vida, ideia de motilidade.
-O comportamento intencional surge com um certo desenvolvimento. O bebê que morde não é agressividade, é motilidade (não é intencional, não tem eu integrado).
-O erotismo oral atrai para si comportamentos agressivos (morder).
-A raiz da agressividade é a motilidade (impulso em direção à vida).
-Elaboração imaginativa: funções orgânicas são elaboradas mentalmente (físico no campo psíquico).
-Consernimento é o que Melanie Klein chama de posição depressiva (percepção do objeto total, não é que o bebê sente culpa por um dano fantasiosamente causado, e sim porque sabe que é o objeto de amor e que pode cuidar).
-Se a agressividade não tem vasão, contamina o interno.
-Por melhor que seja o ambiente, não facilita tudo porque são processos internos que precisam ser elaborados.

-As agressividades se casam quando têm um ambiente agressivo e agressividade com vasão.
0

Resumo da aula de DTP (21/10)

Postado em
-Quando o bebê nasce, o cuidado é físico/concreto. Depois ele pode se sentir seguro.
-Existe uma tendência inata para o desenvolvimento, o ambiente é fundamental para facilitar ou dificultar. O primeiro ambiente é a mãe.
-O terapeuta também é um bom ambiente e estabelece cuidados.
-Saúde é maturidade. Exemplo: criança de 7 anos com maturidade de 7 anos.
-A princípio é um olhar para a vida, existe uma agressividade inata que precisa dar o impulso a vida, se não, pode levar a destruição.
-Tem um olhar voltado para riquezas do indivíduo (psíquicas), para os potenciais.
-Não trabalha como reparação (Melanie Klein), e sim com a necessidade de produzir, criar. É do próprio desenvolvimento.
-Se temos maturidade, podemos prover algo para o outro.
-Ilusão de onipotência: bebê precisa do leite e a mãe dá imediatamente, então ele acha que criou. Quando a mãe começa a se afastar, a dependência se torna relativa, não mais extrema. A mãe se desadapta (suficientemente boa). A dependência extrema pode ser patológica.
-Quanto mais cedo tratada a profilaxia, melhor o prognóstico.
-Dupla dependência: dependência absoluta e não saber que depende.
-Dependência relativa: depende, mas não tanto.
-Independência relativa: não necessariamente vai acontecer. Ao que sou eu e ao que é o outro. Eu integrado que se relaciona com os outros.
-Temos que nos apropriar das nossas experiências. Topo máximo do desenvolvimento: apropriação da morte.
-O cuidado é extremamente importante, mas não previne tudo.
-Na saúde, as dificuldades iniciais têm que ser resolvidas dentro da criança. Os país ajudam a integrar o eu. Depois, perdem o “controle” do desenvolvimento, pois é interno. A criança tem que resolver por si seus problemas internos.
-Primeiro estabelece o ego/eu, depois lida com questões instintivas.
-Período de latência marca o fim do período de desenvolvimento, que volta na adolescência.
-O bebê tem contato com temporalização, mas não tem dimensão de tempo. Deixar o bebê chorando é mutilante em questão de desenvolvimento, pois ele chora “uma vida”.
-O corpo é morada da alma. Durante o banho, no colo, a mãe dá os contornos físicos do bebê.
-Na mãe, o “instinto” é uma regressão. Sabe o que o bebê precisa porque já foi um. Com sorte, a mãe vai viver esse processo de identificação com o bebê. Após um tempo, a mãe volta a ter um eu integrado. Em termos emocionais, antes existia um (bebê era parte da mãe). A depressão pós-parto é uma profunda regressão emocional.
-Nem toda mãe biológica tem essa profunda identificação.
-Psicanálise com objetivo de cuidar dos pais para passar para os filhos.
-Se o desenvolvimento se distorceu, pode ser feita uma regressão até o ponto em que este parou, porém é mais difícil.
-Se o ambiente muda muito, cria-se uma instabilidade que será da vida da pessoa (insegurança constituída). Não é representação mental, precisa da experiência/vivência.
-Capacidade de criação/potencial criador é favorecido com um bom ambiente (esperança, criatividade).
-Primeiro vive a fantasia, depois entra em contato com a realidade. A fantasia é um alimento para a alma.
-Viver só na realidade também é doentio.
-Preocupação materna primária: preocupação do início.
-Primeiro a criança põe a mão na boca, depois adota um objeto. Entre os dois passos, muita coisa acontece.
-Objeto transicional: primeira posse não-eu (a mão era parte dele). O objeto é da realidade. Não é apenas satisfação da zona oral. Transição entre o que era do corpo e o externo. Cria-se um intermediário.
-É interessante que o bebê faça o desmame (maturidade).
-Entre a realidade interna e externa, existe uma intermediária (não só fruto da realidade, nem só da fantasia). Área não questionada, não é claro o que vem do interno e do externo. A saúde habita este local. O objeto transicional é uma ponte entre a realidade interna e a externa.
-Subjetivamente concebido: crio a partir do que sou.
-Objetivamente concebido: ursinho é ursinho.
-Pode ser uma música, um fenômeno, pode ter o objeto e não cumprir a função de objeto transicional.
-Aparece também para diminuir a ansiedade da separação do não-eu (afastamento da mãe), início da capacidade simbólica (representa a mãe). 4, 6, 8 e 12 meses de idade.
-Pode aparecer depois de abandonado em momentos que falta o necessário.
-Criatividade primária: percepção da realidade e o que crio.
-Objeto transicional não é interno, é uma posse. Também não é externo. Pode utilizar quando o objeto está vivo e é suficientemente bom, senão leva a perda do sentido e se torna persecutório.
-Se a mãe falha de vez em quando, cria a realidade (desadaptação da mãe porque sabe que o bebê consegue).
-A ilusão é inerente ao ser humano e nunca será solucionada.
-Precisa da ilusão e gradual desilusão. Processo de desmame pode ocorrer nesse momento.
-Processo de aceitação da realidade nunca acontece.

-A dimensão intermediária é fundamental, pois faz uma ponte para o mundo.
0

Resumo da aula de DTP (14/10)

Postado em
-Winnicott não tem obras completas, e sim coletâneas.
-Winnicott se situa no “grupo do meio”, entre Kleineanos e Freudianos, pois não aderia a nenhuma dessas teorias completamente.
-Existe uma corrente no Brasil que afirma que Winnicott rompeu com a psicanálise e a reinventou. Outra corrente afirma que ele é freudiano. São questões teóricas que não interferem na clínica.
-Foi presidente da sociedade de psicanálise.
-Afirmou que: “não é possível ser original fora da tradição”. As coisas se opõem, mas convivem.
-Fez supervisão com Melanie Klein.
-Por muito tempo as pessoas olharam para o mundo interno e esqueceram da realidade externa. O contexto importa (mãe real). Trabalhou em contexto de guerra (evacuação de crianças). A constituição psíquica não é intra, mas sim interpsíquica (relação com o outro).
-Teve mãe depressiva; casou com uma mulher que, por muito tempo, viveu em um hospital psiquiátrico; casou-se novamente com uma assistente social que o ajudava na evacuação de crianças da guerra; não teve filhos; tinha facilidade de lidar com crianças (empatia); era médico, começou como pediatra e viu a importância da mãe real (o sintoma estava relacionado a uma necessidade da mãe); também trabalhou com psicóticos.
-Questionou se não é possível prevenir a psicose (depende do ambiente).
-O ambiente favorece ou dificulta o desenvolvimento. Existe uma tendência inata para o desenvolvimento, depende da “sorte” da criança de ter um ambiente que facilite esse desenvolvimento (falso selfie, que se submete ao ambiente e não é saudável).
-Mãe suficientemente boa: que não faz mais e sufoca, nem menos e deixa em falta.
-A linguagem é mais direta, se diferenciando da metapsicologia (sem ficção ou abstração).
-Quando brinca, a criança tem experiências com valores constitutivos.
-Winnicott fala da importância do pai no apoio para a mãe.
-Criou o jogo do rabisco para ter acesso à criança.
-Criou a consulta terapêutica: efeito terapêutico em poucas consultas.
-Experiência completa: começo, meio e fim.
-Interpretação (recurso técnico para quando o paciente tem condições de absorver).
-Manejo: a pessoa tem compreensão do que aconteceu. Mas não devemos agir com enunciação e sim em atos (postura, modo de lidar e fazer com o paciente). As vezes não pode sé com representação (envolve capacidade simbólica).
-É importante saber em que condição psíquica o paciente está (pode estar evoluído e regredido na mesma sessão).
-Despersonalização do psicótico: ele não se sente no próprio corpo.
-Para chegar no Édipo passa por um desenvolvimento grande (ser eu, relação com o outro e inclusão do 3°).
-Chama ansiedade depressiva de Melanie Klein de consernimento (o bebê não quer apenas reparar, ele vê o que fez e se responsabiliza, querendo retribuir). Implica alto grau de desenvolvimento (integração da agressividade).
-Discorda da ideia de pulsão de morte de Freud.
-O bebê é raso, sem profundidade, complexidade (vai desenvolver). Acha que Melanie Klein via o bebê como profundo.
-O bebê primeiro tem que ter o ego, depois vai projetar e introjetar. Primeiramente deve ter o eu integrado.
-O bebê não existe, o que existe são dois em um (mãe e bebê).
-Motilidade: ir em direção a realidade, não é pulsão de morte. É um movimento em direção a vida (agressividade), exemplo: batendo o pé, mordendo.
-Estabelecer limites é dar lugar ao ódio também.
-Desenvolvimento emocional primitivo é fundamental.

-Jogo da espátula: a criança tem o interesse, se o ambiente permite, ela o pega, põe na boca e descarta. Tem uma experiência completa com sentido terapêutico. Já compreende que tem interior e exterior. Mostra que sabe que está enriquecendo com a experiência e pode descartar. Cada detalhe pode ser perdido (regressão). Sabe que é separado da mãe e está começando a dar importância a ela (6 meses), Melanie Klein chama de posição depressiva.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

0

RESUMÃO: Psicologia e Políticas públicas

Postado em
Psicologia e Políticas públicas – NP1

-Nós somos o que estamos: os papeis se alteram dependendo do contexto.
-Mundos objetivos e subjetivos caminham juntos e se relacionam o tempo todo.
-Polis (grego – cidade) à política (viver em cidade).
-Civis/civilis (latim – civilização/civil).
-Comum: viver junto (comunidade, comuna, comunismo).
-Direito é o atenuante social, o ponto de equilíbrio entre opostos.
-Negociação (Nec –não- e Ocion –ação-): criar regras. Debater ideias e chegar a acordos (mesmo que não consensuais).
-Nós atribuímos significados à tudo que existe ao nosso redor (pode ser nosso avesso – não se ver parte do todo, ex: pensar a ideia de Deus ou infinito).
-Política: negociar uma possibilidade de sentido concreto dentro dos nossos limites.
-Mercantilismo: moeda começa a ser importante e o feudalismo começa a cair. Passagem de teocentrismo para antropocentrismo (homem como mediador das coisas). Passagem para o renascimento (neoclassicismo).
-Hobbes: “o homem é o lobo do homem” (a ameaça de si próprio). É despertado pelo sentimento de posse.
-Necessidade de um estado que faça pacto de acordo mútuo.
-Igualdade: lei (todos têm direito).
-Adam Smith: liberalismo/liberal (existem leis naturais no mercado, que o autorregulam).
-Lei da oferta e procura: o que existe em abundância vale menos e o que é restrito vale mais.
-Darwinismo social: os mais qualificados irão prosperar.
-Nos baseamos em preservação do indivíduo e da espécie (mais importante).

-Idade Média: classe social por títulos de nobreza.
-Reestruturação do estado: liberdade (liberalismo) – Adam Smith – lei de oferta e procura, darwinismo social – conceito de naturalidade (Deus fez / também presente em Lock e Rousseau).
-Conceito de natural envolve aspectos bons ou maus, são conceitos morais (humanos): o homem criou ele mesmo e tudo ao redor (natural é uma outra apropriação humana).
-Estudo da moral: ética (ethos) – o bom é coletivo, não apenas individual.
-Justiça: equilíbrio, equidade. Segundo Platão, há uma coisa acima da justiça: o bem (equilíbrio entre o eu e o nós).
-A ideia de natural gera acúmulo de riquezas.
-Marilena Chauí: ideologia (esperança, crenças, dogma). Permitimos que as coisas sejam desse jeito por acreditarmos que é possível chegar a uma posição melhor.
-Muitas pessoas reunidas conversam e percebem que as coisas estão ruins – movimento dos operários (em meio a um darwinismo social).
-Karl Marx estudou o capitalismo (O Capital / Der Capital). Estudos sobre a mais valia (desigualdade) – revolução russa.
-Ideia de Welfare State (estado de bem estar social) – guerras, crise de 29 – dar conta das pessoas que não têm condições (políticas públicas).
-John K: estado para restabelecer o equilíbrio econômico por meio de uma política fiscal.
-Estado precisa estar sob um estado de direito, onde dá conta da ideia de igualdade em questão legislativa. O exercício de direito só se dá em ato, não em potência. É necessário criar oportunidades para o indivíduo usufruir do direito.
-No Brasil, as políticas públicas tentam dar vida às leis.
-De legislação do proibido para legislação da possibilidade.
-Marshall: manter os direitos individuais é obrigação do estado, assim como garantir os mínimos necessários (saúde, educação, segurança, transporte).

-Durante 24 anos, existiram dois partidos: MDB e ARENA (extrema direita, prefeito biônico – nomeado).
-1920: 30% das pessoas morando na cidade e 70% no campo (agrícola). A maioria dos produtos era produzida nos campos e vendida na cidade.
-1970: 70% das pessoas morando na cidade e 30% no campo (sociedade industrializada). Isto favoreceu o acúmulo de capital em uma pequena parcela da população, onde 20% tem acesso a 2% da renda nacional e 10% tem acesso a 50% dessa renda. O Brasil sendo conservador, autoritário (não consulta as massas) e hierárquico/centralizador. A cultura era remediativa, com um estado desenvolvimentista.
-A consolidação das leis de trabalho uniu ideias que estavam desconexas e, por vezes, contraditórias. Surge a ideia de salário mínimo (garantir os mínimos sociais).
-A queda do muro de Berlim gerou uma mudança de paradigma do estado.
-Conceito de internacionalização da economia se intensificou: geração de emprego e produção no território alheio.
-Saúde: estado/estar.
-Ideia biologizante: órgãos com funcionamento adequado ou não.
-Existe um padrão instituído: normal/saúde. O que foge dessa média de comportamentos é considerado anormal/doença.
-O “normal” é cultural.
-A ideia de cura é levar a pessoa para o padrão socialmente aceitável. Se mudamos as expectativas da sociedade, mudamos o padrão. O que não é aceitável para uma sociedade, pode ser para outra.
-O que determina a saúde é o meio onde vivemos (ideia dinâmica). Também está relacionada com a interação social.
-Prevenção da saúde mental: normatização de comportamentos e condutas.
-Viver é dinâmico, mas possui um controle intenso que gera efeitos colaterais (doença).
-Definição de 1948: saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social.
-Prevenção de saúde pressupõe ações sociais. Participação social, cultura, solidariedade, justiça, segurança, limpeza, organização.
-Cria-se leis e, em seguida, leis específicas para colocar em prática a primeira (ou se aproximar).
-SUS: saúde é um direito das pessoas. O governo deve garantir os acessos.
-Equidade: tratar diferentemente os diferentes.
-Universalidade, equidade, igualdade e integralidade.
-Aprendemos a apropriação do que foi ensinado. Ensinar é impossível.
-Ensinar saúde é impossível, educar é normatizar (colocar no padrão). Podemos criar situações onde a apropriação seja possível.
-De 1930 a 1950 o Brasil investiu na industrialização. Em 1980 o investimento havia caído (investimento de apenas 17%).
-A América do Sul teve uma militarização generalizada por interesse dos Estados Unidos, com receio de que o comunismo se espalhasse. Os discursos de esquerda têm adesão maior quando a situação está ruim (América latina subdesenvolvida), então focaram na militarização.
-Liberdades civis: direito a propriedade; direito de ir e vir; direito de voto/participação política. “Liberdades” que se contradizem, pois dependem de interesses maiores. Se questionar o direito de participação política, será censurado.
-O início foi em 1964 e o ápice em 1968 com o ato institucional 5, onde os partidos políticos foram dissolvidos. Antes eram apenas dois hegemônicos: MDB (Movimento democrático brasileiro) e ARENA (Aliança renovadora nacional).
-Para presidente da república, não tem eleição direta. Democracia representativa: elege deputado e deputado elege presidente.
-Linha hegemônica da época: Psicanálise (normalidade e anormalidade, doente e saudável). Elitista, consultório particular. O conteúdo manifesto era a repressão, o latente eram as pressões que a censura tentava esconder. Contexto que influenciava a Psicologia.
-Antes de qualquer coisa, o psicólogo deve ter um bom ouvido e compreender a subjetividade de sua época.
-Último presidente militar: João Batista de Oliveira Figueiredo.
-Assinatura do movimento da anistia (liberdade). Ideia de abertura política.
-A segregação é afastar do nosso olhar tudo que foge a concepção de “normal” (pobres, “loucos”, bandidos, idosos). Age com penalização, privação de liberdade.
-Movimento anti-manicomial: discurso libertário, anti-segregação, pensar como reintegrar na sociedade as pessoas vítimas da segregação. Abertura do campo da Psicologia.
-Saúde não é ausência de doença, é uma ideia de integralidade.
-Os psicólogos chegaram aos postos de saúde e receber pessoas com demanda escolar, idosos, gestantes e pessoas com problemas além de subjetivos: sociais. A visão do psicólogo era de um conceito clínico tradicional (rotulação, ideia de saúde e doença, pacientes usando o rótulo como muleta) e o desafio era adaptar às novas necessidades.

-Sujeito genérico da Psicologia: pobreza (inclusive delinquência). O psicólogo no combate à pobreza: promoção social da Psicologia com a assistência social. A ideia de liberdade de pensar (instrumentos para ser protagonista da própria história, conteúdo cultural): autonomia. O psicólogo deve promover condições de autonomia.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

0

RESUMÃO: Psicologia Escolar

Postado em
Resumo de Psicologia Escolar – NP1

-Marginalidade: estar à margem. Depende do contexto.

-A educação serve para equalizar e superar quem está à margem. Entender de modo político a razão de algumas pessoas estarem à margem.

-Teorias críticas: Existem condições de ensino que influenciam (fatores externos ao esforço individual que provocam o fracasso e a evasão escolar).

-Teorias não-críticas: indivíduo à margem por questões individuais. Consideram como único responsável o próprio indivíduo, descartando outras questões que influenciam no processo. A escola traz instrução e tem a função de transmitir conhecimentos de modo sistemático. O marginalizado é o ignorante (quem não tem a quantidade considerada adequada de conhecimento). O professor é o modelo e deposita nos alunos o conhecimento que julga necessário, não supera a marginalização (pedagogia tradicional).

-Teorias críticas-reprodutivas: existem fatores externos ao indivíduo (políticos e econômicos de ensino e aprendizagem) que acontecem de forma intencional para manter o capitalismo em funcionamento (teorias ingênuas / sistemas de exploração). Se todos tiverem acesso a um bom ensino, o capitalismo seria afetado. Acreditar que o conhecimento nos dá melhores condições de vida é a reprodução de um sistema.


-Escolanovismo: o marginalizado é anormal e desajustado. É rejeitado e ocorre uma biopsicologização da sociedade (entendimento da criança e seu desenvolvimento / cumplicidade entre a Psicologia e a escola). Tem-se uma essência boa e ruim, com tendência a ser boa (pode ser corrompida pelo mundo). Deixa os alunos livres para escolher o que querem aprender e o professor age como um facilitador.


Medicalização do ensino

-Tentativa de padronizar/normatizar o mundo.

-Tratar o sintoma, não a causa.

-Dar nome às diferenças e não resolver o problema.

-Colocar no indivíduo um problema externo.

-Transformar questões sociais em situações médicas.

-Qualquer criança com dificuldade de aprender era levada para a Psicologia ou para a Psiquiatria, que rotulavam/patologizavam e receitavam remédio. Com isso, a indústria farmacêutica era favorecida.

-É fabricado socialmente a partir de um sistema inadequado de ensino.

-O professor trabalha com um processo de ensino e aprendizagem.

-Diferente no processo de escolarização (relação de ensino e aprendizagem), diferente no processo de aprendizagem (aluno).

-Medicalização não é apenas tomar remédio, e sim a patologização de algo social.

-O aluno é pontuado e a escola não se adapta.

-Ana Bock: quando a Psicologia é necessária para a educação? Como pode ocorrer a atuação do psicólogo?

Tradicional
-Ao nascer, o homem possui uma natureza dupla (parte boa e parte corrompida). A escola molda para que a parte boa se sobressaia. O professor é um exemplo a ser seguido e ensina quem o aluno deve ser, vigiando os “corrompidos” para que não influenciem os demais.

-O positivismo impera (verdade única). Diziam que a duplicidade era natural/orgânica.

-O professor é o modelo aperfeiçoado de ser humano e a escola é regrada.

-O psicólogo não tinha papel.

Escola nova
-Ainda com a ideia de duplicidade, mas o homem nasce bom e quem o corrompe é o mundo (homem tem uma parte frágil). Devemos vigiar para que ele não seja corrompido.

-O marginal é anormal; homens diferentes e educação serve para corrigir o imperfeito; biopsicologização da educação e da sociedade, ajustando o indivíduo à sociedade e proporcionando a aceitação dos demais.

-A ajuda do psicólogo acontece quando ele é corrompido (compara pessoas para ter a média).

-A parte corrompida é desnivelada no âmbito do conhecimento.

-O aluno bom busca conhecimento espontaneamente. Aprender a aprender: alunos escolhem áreas de interesse e o professor estimula.

-A Psicologia separa os diferentes, sendo cúmplice da exclusão na escola (dando cunho científico a questões sociais, dizendo que são questões naturais e individuais).

-A escola tem a intenção de manter a parte boa (base do humanismo).

-O professor age como um facilitador sobre os interesses do aluno. Se não tem interesses, tem um problema, e o psicólogo irá legitimar.

-Ampliação do psicólogo nas áreas clínica e institucional.

-Teorias do desenvolvimento (cognição, afeto, sociabilidade, psicometria separando os diferentes para qualificar o processo educacional).

-Cumplicidade ideológica entre Psicologia e educação para manter os interesses da classe dominante. Utiliza ideias científicas, oculta determinantes sociais das dificuldades escolares, foca as dificuldades no sujeito e na família e contribui para a desigualdade social.

-As consequências dessa cumplicidade ideológica são: manutenção das desigualdades, imagem do indivíduo separado do meio, apoio ao currículo oculto (valores em texto, música), negação do conhecimento do aluno, avaliação desigual, Psicologia pautada na correção (descobre o “defeito” e conserta).

-Intervenções para o desmonte da cumplicidade: denunciar o que é social, negar a ideia de indivíduo separado do meio, refletir, discutir, subjetividade nas relações escolares, papel do professor (importância do professor para o aluno).

-Pedagogia tecnicista: aprender a fazer. O processo educativo se torna objetivo e operacional; planejamento de técnicas e metas para minimizar o subjetivo (precisavam de mão de obra, oferecem curso técnico e os formados ganham menos que universitários); meios tem lugar privilegiado no processo educativo; professor e aluno em posição secundária; marginalizado é ineficiente, incompetente e improdutivo; não supera a marginalidade e aumenta a evasão e a repetência.

-Educação deveria ser um instrumento para equalizar socialmente, superar marginalidade.

-Teorias não críticas: pedagogia tradicional, marginalizado é ignorante, propaga instrução e transmite conhecimentos de modo sistemático, o professor é modelo e deposita no aluno o conhecimento que julga necessário, aumenta o nível de marginalizados.

-Teorias crítico-reprodutivistas: educação como discriminação social e marginalização. As condições de produção de vida material favorecem a divisão entre grupos, que se relacionam à base da força do capital; entender as relações entre educação e sociedade. O sistema de ensino como violência simbólica: reforça relações de força material e simbólica (quem não tem, é marginalizado). Escola como AIE (aparelho ideológico do estado): reproduz relações capitalistas de produção, propagando aparelhos ideológicos (religiosos, políticos, familiares, culturais, jurídicos).

-Escola dualista: escola dividida em burguesia e proletariado; inculca a ideologia burguesa e contribui para a formação da força de trabalho; valoriza o intelectual em detrimento ao manual.

-Crítica aos mitos e estigmas que os justificam.

-A escola é histórica e cultural: impera a diversidade de diferenças individuais e coletivas.

-Ideias cristalizadas em relação a gênero, etnia, deficiência, condição social, religião; crença de que não há fatores políticos e sociais que pretendem manter distanciamento do conhecimento para parcela da população; material distante da realidade do aluno.

-Mitos e realidade: distúrbio e deficiência, família desestruturada, pobreza e aprendizagem, etnia e aprendizagem, cultura e aprendizagem, deficiência e aprendizagem.

-Pensar de quem são as necessidades: do aluno ou do professor?

-Aprendizagem é processo; não é unilateral; não há melhores ou piores; privilegiar coletivo ao individual; diagnóstico dinâmico; manifestação dos sintomas é relacional; homogeneidade não existe; crítica e autorreflexão do professor.

-Saúde tem conceito centrado no indivíduo, priorizando abordagem biológica e organicista.

-Medicalização: problemas de origem social e política transformados em problemas médicos.

-Biologização: redução de conflitos sociais em biológicos.

-Patologização: situações do cotidiano escolar transformadas em patológicas.

-É mais fácil lidar com um problema orgânico do que a escola mudar. A medicalização é um alívio para os pais, professores e especialistas.