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sábado, 7 de novembro de 2015
-Consultor: prestador de serviço qualificado que pode ser
fixo ou temporário.
-Consultor organizacional: presta serviço genericamente
para a organização. Conhece sobre a organização.
-Consultor autônomo: externo à empresa. Geralmente uma
pessoa física.
-Consultor associado: duas pessoas se juntam para um
projeto específico.
-Consultor externo: fora da empresa, sem vínculo
empregatício. Geralmente uma pessoa jurídica.
-Consultor exclusivo: contrato de exclusividade por um
tempo. Problema: vínculo empregatício.
-Terceirização: menos processos trabalhistas e mais
economia (não tem benefícios).
-Consultor interno: tem vínculo empregatício (é funcionário
da empresa). Alguém que era especialista em uma coisa, se passa a ser consultor
interno, vai conhecer de tudo e trabalhar em uma realidade específica.
-Vantagem do consultor externo: posição mais estratégica,
afastado da realidade, olhar sem contaminação. O objetivo do consultor interno
é obter o papel do consultor externo.
-Vantagem do consultor interno: diagnóstico constante da
realidade, vai aprender sobre tudo, deixar de ser apenas especialista em algo.
Desafio: a opinião do consultor externo é mais valorizada; pode comprometer o
sigilo quando pressionado por alguém com quem tem vínculo (ou até dependência
financeira); não virar leva e traz (dissipar informações).
Resumo da aula de POT (20/10)
Postado em Psicologia organizacional e do trabalho
-Nós desempenhamos diversos papéis durante a vida.
-Carreiras: os papéis são desenvolvidos durante a
trajetória.
-Conhecimento formal.
-A responsabilidade pela carreira, há 20 anos, era da
empresa. Isso afetava o comprometimento do indivíduo, que não tinha opção de
escolha. Hoje em dia, o comprometimento é pensado em relação a ação, há uma
preocupação com a opinião do indivíduo. Cada vez mais o indivíduo está se
voltando para a sua posição. A perda é que fica a cargo do indivíduo o
desenvolvimento profissional.
Níveis
de carreira:
-Profissional de carreira (PC): 30% da empresa; se
constituem na empresa.
-Profissional periférico (PP): especialistas que ficam 5/7 anos
na empresa.
-Consultores ou terceiros (C ou T): prestadores de serviço
sem vínculo empregatício com a instituição.
-Os maiores clientes são os próprios funcionários.
-70%: rotatividade.
-Downsizing: enxugamento dos níveis hierárquicos.
Principalmente no nível da gestão. Agiliza as decisões, informações, reduz
problemas, nas diminui as expectativas/possibilidades de ascensão rápida (ser
promovido rapidamente).
-Para motivar, construíram o plano horizontal.
-Carreira mais antiga: vertical (formal que a empresa
disponibiliza). Amadurecimento do indivíduo que independe da formação,
amadurece nos cargos (sobe de cargo). Perspectiva generalista: quanto mais sobe
de cargo, mais entende conceitualmente do negócio.
-Carreira horizontal: continua na mesma especialidade, mas
aumenta o cargo. O nível de responsabilidade e salário aumentam, aprofundamento
no nível de especialização.
-Carreira em Y: junção de vertical com H e aumentar
possibilidades do indivíduo. Não depende só do indivíduo, mas tem maior
flexibilidade.
Planejamento
de carreira
Etapas:
1) Início
de carreira: em busca de aprendizagem (como fazer). Psicólogo desenvolve um
plano de estágio com acompanhamento e etapas a seguir. Indivíduo tem a
visibilidade, gestor também.
2) Final
de carreira: pode ser o fim de um e início de outra. Pode fazer orientação,
integração (motivação). Necessário ouvir o indivíduo.
3) Estrelas:
uma pessoa detém a competência/conhecimento importante para a empresa. Precisa
passar o conhecimento ou a empresa buscar desenvolvê-lo em outras pessoas.
Conhecimento depende da informação circulando.
4) Superados
e encostados: elefantes brancos que a empresa não tem como demitir.
-Não se faz terapia em empresa pelas interferências do
ambiente profissional. Fazemos aconselhamentos.
Coaching
X mentoring
-Coaching: facilitador do processo de reflexão por parte do
indivíduo para estabelecer suas metas (10 a 15 encontros), não orienta de forma
diretiva. Dentro da empresa, tem que ser transparente porque as pessoas podem
sair. Passos: autoconhecimento, estabelecimento de metas, execução, avaliação.
-Mentoring: direciona. Mentor a ser modelo, servir de
exemplo. Passos: autoconhecimento, estabelecimento de metas, execução,
avaliação.
-O indivíduo tem uma identidade social na empresa (happy
hour, festa com os colegas). Processos para serem feitos: recolocação no
mercado de trabalho.
Gestão
por competências
-CHA: conhecimento, habilidades e atitude. Três no mesmo
momento em uma determinada situação: competência.
-É um modelo de gestão. Muitas empresas têm em apenas uma
área. Gestão define as competências que devemos desenvolver. O ideal é escolher
uma competência maior. A implicação ocorre em todas as áreas. Cada setor vai
buscar seus caminhos para chegar à competência maior. Sensibilização para
implantação do modelo de gestão (se vai ser bom para a empresa, para gestores).
Resumo da aula de DTP (28/10)
Postado em Desdobramentos da teoria Psicanalítica
-Falso selfie se desenvolve para favorecer o ambiente, não
é real.
-Bebê não tem desejo, tem necessidades básicas que precisa
para se desenvolver.
-Existe uma parcela do falso selfie que é necessário para
convívio social. Socialmente criamos estratégias para não ficar tão exposto. No
extremo, tem um patológico (personalidade se estrutura para se adaptar ao
ambiente).
-O sintoma é um sinal de que o indivíduo desestruturou
dessa maneira por algum motivo e esse motivo pode auxiliar na mudança.
-O falso selfie é uma vida possível de existência (protege
o verdadeiro).
-No extremo, é uma psicose (não tem um eu verdadeiro,
contato com a realidade).
-Se o bebê não tem as necessidades satisfeitas, nada mais
do processo de desenvolvimento vai acontecer (não é pulsão ou instinto).
Primeiro precisa do eu integrado, depois lidar com pulsões ou instintos. Exemplo:
dor de barriga (sem eu integrado, vem de fora e ataca; com eu integrado, ajuda
a fortificar e perceber o próprio corpo).
-O falso selfie é construído sobre identificações.
-Temos que tomar cuidado para não sermos tragados pela doença
(quando o paciente fala exatamente o que o terapeuta quer ouvir).
-A mãe alimenta o bebê pela própria ansiedade de o bebê
passar fome, o que impede que o bebê crie o alimento que precisa.
-O verdadeiro selfie é espontâneo, coincidindo com os
acontecimentos do mundo.
-O verdadeiro selfie não se torna real sem a devoção
suficiente da mãe.
-Se houver um escoamento adequado/construtivo da
agressividade, não precisa ter medo de ser destrutividade. Energia em direção à
vida, ideia de motilidade.
-O comportamento intencional surge com um certo desenvolvimento.
O bebê que morde não é agressividade, é motilidade (não é intencional, não tem
eu integrado).
-O erotismo oral atrai para si comportamentos agressivos
(morder).
-A raiz da agressividade é a motilidade (impulso em direção
à vida).
-Elaboração imaginativa: funções orgânicas são elaboradas
mentalmente (físico no campo psíquico).
-Consernimento é o que Melanie Klein chama de posição
depressiva (percepção do objeto total, não é que o bebê sente culpa por um dano
fantasiosamente causado, e sim porque sabe que é o objeto de amor e que pode
cuidar).
-Se a agressividade não tem vasão, contamina o interno.
-Por melhor que seja o ambiente, não facilita tudo porque
são processos internos que precisam ser elaborados.
-As agressividades se casam quando têm um ambiente
agressivo e agressividade com vasão.
Resumo da aula de DTP (21/10)
Postado em Desdobramentos da teoria Psicanalítica
-Quando o bebê nasce, o cuidado é físico/concreto. Depois
ele pode se sentir seguro.
-Existe uma tendência inata para o desenvolvimento, o
ambiente é fundamental para facilitar ou dificultar. O primeiro ambiente é a
mãe.
-O terapeuta também é um bom ambiente e estabelece
cuidados.
-Saúde é maturidade. Exemplo: criança de 7 anos com maturidade
de 7 anos.
-A princípio é um olhar para a vida, existe uma
agressividade inata que precisa dar o impulso a vida, se não, pode levar a
destruição.
-Tem um olhar voltado para riquezas do indivíduo
(psíquicas), para os potenciais.
-Não trabalha como reparação (Melanie Klein), e sim com a
necessidade de produzir, criar. É do próprio desenvolvimento.
-Se temos maturidade, podemos prover algo para o outro.
-Ilusão de onipotência: bebê precisa do leite e a mãe dá
imediatamente, então ele acha que criou. Quando a mãe começa a se afastar, a
dependência se torna relativa, não mais extrema. A mãe se desadapta
(suficientemente boa). A dependência extrema pode ser patológica.
-Quanto mais cedo tratada a profilaxia, melhor o
prognóstico.
-Dupla dependência: dependência absoluta e não saber que
depende.
-Dependência relativa: depende, mas não tanto.
-Independência relativa: não necessariamente vai acontecer.
Ao que sou eu e ao que é o outro. Eu integrado que se relaciona com os outros.
-Temos que nos apropriar das nossas experiências. Topo
máximo do desenvolvimento: apropriação da morte.
-O cuidado é extremamente importante, mas não previne tudo.
-Na saúde, as dificuldades iniciais têm que ser resolvidas
dentro da criança. Os país ajudam a integrar o eu. Depois, perdem o “controle”
do desenvolvimento, pois é interno. A criança tem que resolver por si seus
problemas internos.
-Primeiro estabelece o ego/eu, depois lida com questões
instintivas.
-Período de latência marca o fim do período de
desenvolvimento, que volta na adolescência.
-O bebê tem contato com temporalização, mas não tem
dimensão de tempo. Deixar o bebê chorando é mutilante em questão de
desenvolvimento, pois ele chora “uma vida”.
-O corpo é morada da alma. Durante o banho, no colo, a mãe
dá os contornos físicos do bebê.
-Na mãe, o “instinto” é uma regressão. Sabe o que o bebê
precisa porque já foi um. Com sorte, a mãe vai viver esse processo de
identificação com o bebê. Após um tempo, a mãe volta a ter um eu integrado. Em
termos emocionais, antes existia um (bebê era parte da mãe). A depressão
pós-parto é uma profunda regressão emocional.
-Nem toda mãe biológica tem essa profunda identificação.
-Psicanálise com objetivo de cuidar dos pais para passar
para os filhos.
-Se o desenvolvimento se distorceu, pode ser feita uma
regressão até o ponto em que este parou, porém é mais difícil.
-Se o ambiente muda muito, cria-se uma instabilidade que
será da vida da pessoa (insegurança constituída). Não é representação mental,
precisa da experiência/vivência.
-Capacidade de criação/potencial criador é favorecido com
um bom ambiente (esperança, criatividade).
-Primeiro vive a fantasia, depois entra em contato com a
realidade. A fantasia é um alimento para a alma.
-Viver só na realidade também é doentio.
-Preocupação materna primária: preocupação do início.
-Primeiro a criança põe a mão na boca, depois adota um
objeto. Entre os dois passos, muita coisa acontece.
-Objeto transicional: primeira posse não-eu (a mão era
parte dele). O objeto é da realidade. Não é apenas satisfação da zona oral.
Transição entre o que era do corpo e o externo. Cria-se um intermediário.
-É interessante que o bebê faça o desmame (maturidade).
-Entre a realidade interna e externa, existe uma
intermediária (não só fruto da realidade, nem só da fantasia). Área não
questionada, não é claro o que vem do interno e do externo. A saúde habita este
local. O objeto transicional é uma ponte entre a realidade interna e a externa.
-Subjetivamente concebido: crio a partir do que sou.
-Objetivamente concebido: ursinho é ursinho.
-Pode ser uma música, um fenômeno, pode ter o objeto e não
cumprir a função de objeto transicional.
-Aparece também para diminuir a ansiedade da separação do
não-eu (afastamento da mãe), início da capacidade simbólica (representa a mãe).
4, 6, 8 e 12 meses de idade.
-Pode aparecer depois de abandonado em momentos que falta o
necessário.
-Criatividade primária: percepção da realidade e o que
crio.
-Objeto transicional não é interno, é uma posse. Também não
é externo. Pode utilizar quando o objeto está vivo e é suficientemente bom,
senão leva a perda do sentido e se torna persecutório.
-Se a mãe falha de vez em quando, cria a realidade (desadaptação
da mãe porque sabe que o bebê consegue).
-A ilusão é inerente ao ser humano e nunca será solucionada.
-Precisa da ilusão e gradual desilusão. Processo de desmame
pode ocorrer nesse momento.
-Processo de aceitação da realidade nunca acontece.
-A dimensão intermediária é fundamental, pois faz uma ponte
para o mundo.
Resumo da aula de DTP (14/10)
Postado em Desdobramentos da teoria Psicanalítica
-Winnicott não tem obras completas, e sim coletâneas.
-Winnicott se situa no “grupo do meio”, entre Kleineanos e
Freudianos, pois não aderia a nenhuma dessas teorias completamente.
-Existe uma corrente no Brasil que afirma que Winnicott
rompeu com a psicanálise e a reinventou. Outra corrente afirma que ele é
freudiano. São questões teóricas que não interferem na clínica.
-Foi presidente da sociedade de psicanálise.
-Afirmou que: “não é possível ser original fora da
tradição”. As coisas se opõem, mas convivem.
-Fez supervisão com Melanie Klein.
-Por muito tempo as pessoas olharam para o mundo interno e
esqueceram da realidade externa. O contexto importa (mãe real). Trabalhou em
contexto de guerra (evacuação de crianças). A constituição psíquica não é
intra, mas sim interpsíquica (relação com o outro).
-Teve mãe depressiva; casou com uma mulher que, por muito
tempo, viveu em um hospital psiquiátrico; casou-se novamente com uma assistente
social que o ajudava na evacuação de crianças da guerra; não teve filhos; tinha
facilidade de lidar com crianças (empatia); era médico, começou como pediatra e
viu a importância da mãe real (o sintoma estava relacionado a uma necessidade
da mãe); também trabalhou com psicóticos.
-Questionou se não é possível prevenir a psicose (depende
do ambiente).
-O ambiente favorece ou dificulta o desenvolvimento. Existe
uma tendência inata para o desenvolvimento, depende da “sorte” da criança de
ter um ambiente que facilite esse desenvolvimento (falso selfie, que se submete
ao ambiente e não é saudável).
-Mãe suficientemente boa: que não faz mais e sufoca, nem
menos e deixa em falta.
-A linguagem é mais direta, se diferenciando da
metapsicologia (sem ficção ou abstração).
-Quando brinca, a criança tem experiências com valores
constitutivos.
-Winnicott fala da importância do pai no apoio para a mãe.
-Criou o jogo do rabisco para ter acesso à criança.
-Criou a consulta terapêutica: efeito terapêutico em poucas
consultas.
-Experiência completa: começo, meio e fim.
-Interpretação (recurso técnico para quando o paciente tem
condições de absorver).
-Manejo: a pessoa tem compreensão do que aconteceu. Mas não
devemos agir com enunciação e sim em atos (postura, modo de lidar e fazer com o
paciente). As vezes não pode sé com representação (envolve capacidade simbólica).
-É importante saber em que condição psíquica o paciente
está (pode estar evoluído e regredido na mesma sessão).
-Despersonalização do psicótico: ele não se sente no
próprio corpo.
-Para chegar no Édipo passa por um desenvolvimento grande
(ser eu, relação com o outro e inclusão do 3°).
-Chama ansiedade depressiva de Melanie Klein de consernimento
(o bebê não quer apenas reparar, ele vê o que fez e se responsabiliza, querendo
retribuir). Implica alto grau de desenvolvimento (integração da agressividade).
-Discorda da ideia de pulsão de morte de Freud.
-O bebê é raso, sem profundidade, complexidade (vai
desenvolver). Acha que Melanie Klein via o bebê como profundo.
-O bebê primeiro tem que ter o ego, depois vai projetar e introjetar.
Primeiramente deve ter o eu integrado.
-O bebê não existe, o que existe são dois em um (mãe e
bebê).
-Motilidade: ir em direção a realidade, não é pulsão de morte.
É um movimento em direção a vida (agressividade), exemplo: batendo o pé,
mordendo.
-Estabelecer limites é dar lugar ao ódio também.
-Desenvolvimento emocional primitivo é fundamental.
-Jogo da espátula: a criança tem o interesse, se o ambiente
permite, ela o pega, põe na boca e descarta. Tem uma experiência completa com
sentido terapêutico. Já compreende que tem interior e exterior. Mostra que sabe
que está enriquecendo com a experiência e pode descartar. Cada detalhe pode ser
perdido (regressão). Sabe que é separado da mãe e está começando a dar
importância a ela (6 meses), Melanie Klein chama de posição depressiva.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
RESUMÃO: Psicologia e Políticas públicas
Postado em Psicologia e Políticas Públicas
Psicologia e Políticas públicas – NP1
-Nós somos o que estamos: os
papeis se alteram dependendo do contexto.
-Mundos objetivos e
subjetivos caminham juntos e se relacionam o tempo todo.
-Polis (grego – cidade) à política
(viver em cidade).
-Civis/civilis (latim –
civilização/civil).
-Comum: viver junto
(comunidade, comuna, comunismo).
-Direito é o atenuante
social, o ponto de equilíbrio entre opostos.
-Negociação (Nec –não- e
Ocion –ação-): criar regras. Debater ideias e chegar a acordos (mesmo que não
consensuais).
-Nós atribuímos significados
à tudo que existe ao nosso redor (pode ser nosso avesso – não se ver parte do
todo, ex: pensar a ideia de Deus ou infinito).
-Política: negociar uma
possibilidade de sentido concreto dentro dos nossos limites.
-Mercantilismo: moeda começa
a ser importante e o feudalismo começa a cair. Passagem de teocentrismo para
antropocentrismo (homem como mediador das coisas). Passagem para o renascimento
(neoclassicismo).
-Hobbes: “o homem é o lobo
do homem” (a ameaça de si próprio). É despertado pelo sentimento de posse.
-Necessidade de um estado
que faça pacto de acordo mútuo.
-Igualdade: lei (todos têm
direito).
-Adam Smith:
liberalismo/liberal (existem leis naturais no mercado, que o autorregulam).
-Lei da oferta e procura: o que
existe em abundância vale menos e o que é restrito vale mais.
-Darwinismo social: os mais
qualificados irão prosperar.
-Nos baseamos em preservação
do indivíduo e da espécie (mais importante).
-Idade Média: classe social por títulos de nobreza.
-Reestruturação do estado: liberdade (liberalismo) – Adam
Smith – lei de oferta e procura, darwinismo social – conceito de naturalidade
(Deus fez / também presente em Lock e Rousseau).
-Conceito de natural envolve aspectos bons ou maus, são
conceitos morais (humanos): o homem criou ele mesmo e tudo ao redor (natural é
uma outra apropriação humana).
-Estudo da moral: ética (ethos) – o bom é coletivo, não
apenas individual.
-Justiça: equilíbrio, equidade. Segundo Platão, há uma
coisa acima da justiça: o bem (equilíbrio entre o eu e o nós).
-A ideia de natural gera acúmulo de riquezas.
-Marilena Chauí: ideologia (esperança, crenças, dogma).
Permitimos que as coisas sejam desse jeito por acreditarmos que é possível
chegar a uma posição melhor.
-Muitas pessoas reunidas conversam e percebem que as coisas
estão ruins – movimento dos operários (em meio a um darwinismo social).
-Karl Marx estudou o capitalismo (O Capital / Der Capital).
Estudos sobre a mais valia (desigualdade) – revolução russa.
-Ideia de Welfare State (estado de bem estar social) –
guerras, crise de 29 – dar conta das pessoas que não têm condições (políticas
públicas).
-John K: estado para restabelecer o equilíbrio econômico
por meio de uma política fiscal.
-Estado precisa estar sob um estado de direito, onde dá
conta da ideia de igualdade em questão legislativa. O exercício de direito só
se dá em ato, não em potência. É necessário criar oportunidades para o
indivíduo usufruir do direito.
-No Brasil, as políticas públicas tentam dar vida às leis.
-De legislação do proibido para legislação da
possibilidade.
-Marshall: manter os direitos
individuais é obrigação do estado, assim como garantir os mínimos necessários
(saúde, educação, segurança, transporte).
-Durante 24 anos, existiram
dois partidos: MDB e ARENA (extrema direita, prefeito biônico – nomeado).
-1920: 30% das pessoas
morando na cidade e 70% no campo (agrícola). A maioria dos produtos era
produzida nos campos e vendida na cidade.
-1970: 70% das pessoas
morando na cidade e 30% no campo (sociedade industrializada). Isto favoreceu o
acúmulo de capital em uma pequena parcela da população, onde 20% tem acesso a
2% da renda nacional e 10% tem acesso a 50% dessa renda. O Brasil sendo
conservador, autoritário (não consulta as massas) e hierárquico/centralizador.
A cultura era remediativa, com um estado desenvolvimentista.
-A consolidação das leis de
trabalho uniu ideias que estavam desconexas e, por vezes, contraditórias. Surge
a ideia de salário mínimo (garantir os mínimos sociais).
-A queda do muro de Berlim
gerou uma mudança de paradigma do estado.
-Conceito de
internacionalização da economia se intensificou: geração de emprego e produção
no território alheio.
-Saúde: estado/estar.
-Ideia biologizante: órgãos
com funcionamento adequado ou não.
-Existe um padrão instituído:
normal/saúde. O que foge dessa média de comportamentos é considerado
anormal/doença.
-O “normal” é cultural.
-A ideia de cura é levar a
pessoa para o padrão socialmente aceitável. Se mudamos as expectativas da
sociedade, mudamos o padrão. O que não é aceitável para uma sociedade, pode ser
para outra.
-O que determina a saúde é o
meio onde vivemos (ideia dinâmica). Também está relacionada com a interação
social.
-Prevenção da saúde mental:
normatização de comportamentos e condutas.
-Viver é dinâmico, mas
possui um controle intenso que gera efeitos colaterais (doença).
-Definição de 1948: saúde é
um estado completo de bem-estar físico, mental e social.
-Prevenção de saúde
pressupõe ações sociais. Participação social, cultura, solidariedade, justiça,
segurança, limpeza, organização.
-Cria-se leis e, em seguida,
leis específicas para colocar em prática a primeira (ou se aproximar).
-SUS: saúde é um direito das
pessoas. O governo deve garantir os acessos.
-Equidade: tratar
diferentemente os diferentes.
-Universalidade, equidade,
igualdade e integralidade.
-Aprendemos a apropriação do
que foi ensinado. Ensinar é impossível.
-Ensinar saúde é impossível,
educar é normatizar (colocar no padrão). Podemos criar situações onde a
apropriação seja possível.
-De 1930 a 1950 o Brasil
investiu na industrialização. Em 1980 o investimento havia caído (investimento
de apenas 17%).
-A América do Sul teve uma
militarização generalizada por interesse dos Estados Unidos, com receio de que
o comunismo se espalhasse. Os discursos de esquerda têm adesão maior quando a
situação está ruim (América latina subdesenvolvida), então focaram na
militarização.
-Liberdades civis:
direito a propriedade; direito de ir e vir; direito de voto/participação
política. “Liberdades” que se contradizem, pois dependem de interesses maiores.
Se questionar o direito de participação política, será censurado.
-O início foi em 1964 e o
ápice em 1968 com o ato institucional 5, onde os partidos políticos foram
dissolvidos. Antes eram apenas dois hegemônicos: MDB (Movimento democrático brasileiro)
e ARENA (Aliança renovadora nacional).
-Para presidente da
república, não tem eleição direta. Democracia
representativa: elege deputado e deputado elege presidente.
-Linha hegemônica da
época: Psicanálise (normalidade e anormalidade, doente e saudável).
Elitista, consultório particular. O conteúdo manifesto era a repressão, o
latente eram as pressões que a censura tentava esconder. Contexto que
influenciava a Psicologia.
-Antes de qualquer coisa, o
psicólogo deve ter um bom ouvido e compreender a subjetividade de sua época.
-Último presidente militar:
João Batista de Oliveira Figueiredo.
-Assinatura do movimento da
anistia (liberdade). Ideia de abertura política.
-A segregação é afastar do
nosso olhar tudo que foge a concepção de “normal” (pobres, “loucos”, bandidos,
idosos). Age com penalização, privação de liberdade.
-Movimento anti-manicomial:
discurso libertário, anti-segregação, pensar como reintegrar na sociedade as
pessoas vítimas da segregação. Abertura do campo da Psicologia.
-Saúde não é ausência de
doença, é uma ideia de integralidade.
-Os psicólogos chegaram aos
postos de saúde e receber pessoas com demanda escolar, idosos, gestantes e
pessoas com problemas além de subjetivos: sociais. A visão do psicólogo era de
um conceito clínico tradicional (rotulação, ideia de saúde e doença, pacientes
usando o rótulo como muleta) e o desafio era adaptar às novas necessidades.
-Sujeito genérico da
Psicologia: pobreza (inclusive delinquência). O psicólogo no combate à pobreza:
promoção social da Psicologia com a assistência social. A ideia de liberdade de
pensar (instrumentos para ser protagonista da própria história, conteúdo
cultural): autonomia. O psicólogo deve promover condições de autonomia.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
RESUMÃO: Psicologia Escolar
Postado em Psicologia escolar
Resumo de Psicologia Escolar – NP1
-Marginalidade: estar à margem. Depende do contexto.
-A educação serve para equalizar e superar quem está à margem. Entender
de modo político a razão de algumas pessoas estarem à margem.
-Teorias críticas: Existem condições de ensino que influenciam
(fatores externos ao esforço individual que provocam o fracasso e a evasão
escolar).
-Teorias não-críticas: indivíduo à margem por questões
individuais. Consideram como único responsável o próprio indivíduo, descartando
outras questões que influenciam no processo. A escola traz instrução e tem a
função de transmitir conhecimentos de modo sistemático. O marginalizado é o
ignorante (quem não tem a quantidade considerada adequada de conhecimento). O
professor é o modelo e deposita nos alunos o conhecimento que julga necessário,
não supera a marginalização (pedagogia tradicional).
-Teorias críticas-reprodutivas: existem fatores externos ao
indivíduo (políticos e econômicos de ensino e aprendizagem) que acontecem de
forma intencional para manter o capitalismo em funcionamento (teorias ingênuas
/ sistemas de exploração). Se todos tiverem acesso a um bom ensino, o
capitalismo seria afetado. Acreditar que o conhecimento nos dá melhores
condições de vida é a reprodução de um sistema.
-Escolanovismo: o marginalizado é anormal e desajustado. É
rejeitado e ocorre uma biopsicologização da sociedade (entendimento da criança
e seu desenvolvimento / cumplicidade entre a Psicologia e a escola). Tem-se uma
essência boa e ruim, com tendência a ser boa (pode ser corrompida pelo mundo).
Deixa os alunos livres para escolher o que querem aprender e o professor age
como um facilitador.
Medicalização do
ensino
-Tentativa de padronizar/normatizar o mundo.
-Tratar o sintoma, não a causa.
-Dar nome às diferenças e não resolver o problema.
-Colocar no indivíduo um problema externo.
-Transformar questões sociais em situações médicas.
-Qualquer criança com dificuldade de aprender era levada para a
Psicologia ou para a Psiquiatria, que rotulavam/patologizavam e receitavam
remédio. Com isso, a indústria farmacêutica era favorecida.
-É fabricado socialmente a partir de um sistema inadequado de ensino.
-O professor trabalha com um processo de ensino e aprendizagem.
-Diferente no processo de escolarização (relação de ensino e
aprendizagem), diferente no processo de aprendizagem (aluno).
-Medicalização não é apenas tomar remédio, e sim a patologização de algo
social.
-O aluno é pontuado e a escola não se adapta.
-Ana Bock: quando a Psicologia é necessária para a educação? Como pode
ocorrer a atuação do psicólogo?
Tradicional
-Ao nascer, o homem possui uma natureza dupla (parte boa e parte
corrompida). A escola molda para que a parte boa se sobressaia. O professor é
um exemplo a ser seguido e ensina quem o aluno deve ser, vigiando os
“corrompidos” para que não influenciem os demais.
-O positivismo impera (verdade única). Diziam que a duplicidade era
natural/orgânica.
-O professor é o modelo aperfeiçoado de ser humano e a escola é regrada.
-O psicólogo não tinha papel.
Escola nova
-Ainda com a ideia de duplicidade, mas o homem nasce bom e quem o
corrompe é o mundo (homem tem uma parte frágil). Devemos vigiar para que ele
não seja corrompido.
-O marginal é anormal; homens diferentes e educação serve para corrigir
o imperfeito; biopsicologização da educação e da sociedade, ajustando o
indivíduo à sociedade e proporcionando a aceitação dos demais.
-A ajuda do psicólogo acontece quando ele é corrompido (compara pessoas
para ter a média).
-A parte corrompida é desnivelada no âmbito do conhecimento.
-O aluno bom busca conhecimento espontaneamente. Aprender a aprender:
alunos escolhem áreas de interesse e o professor estimula.
-A Psicologia separa os diferentes, sendo cúmplice da exclusão na escola
(dando cunho científico a questões sociais, dizendo que são questões naturais e
individuais).
-A escola tem a intenção de manter a parte boa (base do humanismo).
-O professor age como um facilitador sobre os interesses do aluno. Se
não tem interesses, tem um problema, e o psicólogo irá legitimar.
-Ampliação do psicólogo nas áreas clínica e institucional.
-Teorias do desenvolvimento (cognição, afeto, sociabilidade, psicometria
separando os diferentes para qualificar o processo educacional).
-Cumplicidade ideológica entre Psicologia e educação para
manter os interesses da classe dominante. Utiliza ideias científicas, oculta
determinantes sociais das dificuldades escolares, foca as dificuldades no
sujeito e na família e contribui para a desigualdade social.
-As consequências dessa cumplicidade ideológica são:
manutenção das desigualdades, imagem do indivíduo separado do meio, apoio ao
currículo oculto (valores em texto, música), negação do conhecimento do aluno,
avaliação desigual, Psicologia pautada na correção (descobre o “defeito” e
conserta).
-Intervenções para o desmonte da cumplicidade: denunciar o que é
social, negar a ideia de indivíduo separado do meio, refletir, discutir,
subjetividade nas relações escolares, papel do professor (importância do
professor para o aluno).
-Pedagogia tecnicista: aprender a fazer. O processo educativo se
torna objetivo e operacional; planejamento de técnicas e metas para minimizar o
subjetivo (precisavam de mão de obra, oferecem curso técnico e os formados
ganham menos que universitários); meios tem lugar privilegiado no processo
educativo; professor e aluno em posição secundária; marginalizado é ineficiente,
incompetente e improdutivo; não supera a marginalidade e aumenta a evasão e a
repetência.
-Educação deveria ser um instrumento para equalizar socialmente, superar
marginalidade.
-Teorias não críticas: pedagogia tradicional, marginalizado é
ignorante, propaga instrução e transmite conhecimentos de modo sistemático, o
professor é modelo e deposita no aluno o conhecimento que julga necessário,
aumenta o nível de marginalizados.
-Teorias crítico-reprodutivistas: educação como discriminação
social e marginalização. As condições de produção de vida material favorecem a
divisão entre grupos, que se relacionam à base da força do capital; entender as
relações entre educação e sociedade. O sistema de ensino como violência
simbólica: reforça relações de força material e simbólica (quem não tem, é
marginalizado). Escola como AIE (aparelho ideológico do estado):
reproduz relações capitalistas de produção, propagando aparelhos ideológicos
(religiosos, políticos, familiares, culturais, jurídicos).
-Escola dualista: escola dividida em burguesia e proletariado;
inculca a ideologia burguesa e contribui para a formação da força de trabalho;
valoriza o intelectual em detrimento ao manual.
-Crítica aos mitos e estigmas que os justificam.
-A escola é histórica e cultural: impera a diversidade de diferenças
individuais e coletivas.
-Ideias cristalizadas em relação a gênero, etnia, deficiência, condição
social, religião; crença de que não há fatores políticos e sociais que pretendem
manter distanciamento do conhecimento para parcela da população; material
distante da realidade do aluno.
-Mitos e realidade: distúrbio e deficiência, família
desestruturada, pobreza e aprendizagem, etnia e aprendizagem, cultura e
aprendizagem, deficiência e aprendizagem.
-Pensar de quem são as necessidades: do aluno ou do professor?
-Aprendizagem é processo; não é unilateral; não há melhores ou piores;
privilegiar coletivo ao individual; diagnóstico dinâmico; manifestação dos
sintomas é relacional; homogeneidade não existe; crítica e autorreflexão do
professor.
-Saúde tem conceito centrado no indivíduo, priorizando abordagem
biológica e organicista.
-Medicalização: problemas de origem social e política
transformados em problemas médicos.
-Biologização: redução de conflitos sociais em biológicos.
-Patologização: situações do cotidiano escolar transformadas em
patológicas.
-É mais fácil lidar com um problema orgânico do que a escola mudar. A
medicalização é um alívio para os pais, professores e especialistas.
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Trabalho de PPP
II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
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