terça-feira, 29 de março de 2016
mar
2016
29
-Primeira
matéria para o TCC.
-Um
trabalho científico deve ser feito com respaldo.
-O
pesquisador principal é o orientador.
-O
quê? É a introdução (revisão bibliográfica, objetivo, justificativa, hipóteses).
-Como?
É o método.
-Para
falar de pesquisa social, é preciso falar sobre ciência.
-Quatro
saberes dominantes que tomamos como verdade: ciência, filosofia, religião e
senso comum. Começamos pelo senso comum (o que faz sentido a todos), introjetamos
religiosidade (conhecimento inquestionável), em seguida passamos ao
conhecimento filosófico e à ciência.
-Dois
teóricos cristãos influentes: Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. São Tomás
de Aquino escreveu “O Ente e o Ser”, onde afirma que o conhecimento humano
deduz sobre todas as demais possibilidades de sentido da vida. Não é possível
pensar uma lógica divina, apenas deduzi-la. A ideia do limite do pensamento
humano fundamentou o cristianismo.
-O
conhecimento filosófico é teórico / dedutivo. As ciências surgiram na
filosofia. Lógica formal (indução e dedução) e lógica dialética.
-As
ciências estavam dentro da filosofia, com o tempo foram se dissipando e hoje a
filosofia é apenas metafísica (além da matéria, física falando de física).
-Ciências
naturais: exatas (regidas pela lógica matemática) e biológicas.
-Saímos
da filosofia e começamos a falar de ciência.
-Cientificidade:
dar roupagem científica a alguns conhecimentos.
-Se
somos basicamente objetivos, como pensar subjetivamente?
-Na
subjetividade, está inclusa a ideologia (moralidade, política, crenças, fé,
ética...). Este é o desafio da pesquisa social. O método é fundamental.
-Tentar
buscar circunstâncias de subjetividade.
-Ciência:
teoria (conhecimento), método (aplicabilidade) e técnica.
-Fazer
ciência e entender que ela tem seus limites.
-Precisamos
de uma verdade e chama-la de nossa para viver, sem sermos fanáticos.
-Subjetividade
é um elemento. Não deverá ser excluído, mas sim interpretado (transferência,
contratransferência).
-Na
pesquisa social, a subjetividade é movediça, histórica, ética, moral.
-Somos
sócio histórico culturais e devemos olhar o momento e o contexto históricos.
-Cada
época possui um sentido e estamos presos a ele. É possível que alguém saia
deste sentido (sendo absurdo, sem sentido).
-Foucault
fala de relações de poder.
-Nos
discursos (fala/conceito), existe ordem.
-O
discurso vai mudando de acordo com a época.
-Hoje,
o discurso médico é muito influente.
-Discursos
viram regra, lei.
-Poder: discurso que ganha força.
-Teoria: sequência lógica de fatos
observáveis e evidentes (concretos). É uma proposição científica. Só consigo
chamar de objeto científico quando consigo demonstrar na prática
(empiricamente).
-Método: o que eu faço com o material.
Como?
-Técnica: qualquer instrumento de coleta
de informações.
-Ciências
têm objeto próprio.
-Pesquisa qualitativa: usar sentido e
amostra representativa de subjetividade como elementos.
-Pesquisa quantitativa: precisa de um
estudo de frequência (repetição) regulado matematicamente e classifica na
normalidade.
Pesquisa social
Quantitativa:
-Existe uma amostra estatística (critério matemático –
estatística sustenta – precisa de um estudo de amostragem estatística) para
realizar uma tabulação estatística.
-Chego a um resultado através da matemática/estatística.
Lidamos com frequência e média.
Qualitativa:
-Lidamos com representação social, imaginário, percepção.
-Existem angústias, dúvidas, singularidade de cada um que
vão influenciar na pesquisa.
-Precisamos saber quais as pessoas certas para conseguirmos
acessar na maior integridade os conteúdos desejados.
-Toda pesquisa precisa ter um problema.
-Elaborar uma série de questões que supostamente vão nos
levar às respostas. As questões são formuladas a partir das nossas dúvidas.
-Não é a média das pessoas, mas sim um espaço de
compartilhamento de angústias, dúvidas, valores.
-A intensidade da frequência não faz tanta diferença, mas
sim a oposição (duas forças antagônicas, discurso pró e contra).
Pesquisas quantitativa e qualitativa são diferentes no
método, mas têm a mesma validade científica. A diferença é metodológica, mas
levam ao mesmo resultado.
Pré-projeto (o que – introdução)
-Revisão bibliográfica (tema, problema).
-Objetivo geral.
-Objetivos específicos.
-Justificativa.
-Hipóteses.
Método
-Sujeitos: porta
voz do assunto.
-Objeto de estudo:
recorte dentro do tema.
-Instrumentos:
coleta de dados é a técnica para pegar informações, que varia de acordo com seu
sujeito e objeto – observação, entrevista por fontes primárias (quem vive
aquilo) ou secundárias (quem escreveu sobre), testes. Análise é um método,
orientado por uma teoria, para organizar os dados coletados a partir de uma
lógica.
4
pilares das ressalvas éticas:
-Autonomia/esclarecimento:
a pessoa deve saber como será feita a pesquisa (deve ter claro tudo que vai
acontecer) e tem autonomia para decidir se quer ou não a qualquer momento.
Termo de livre consentimento esclarecido (TLCE).
-Beneficência: a
pessoa deve ter algum tipo de benefício, vantagem (honra, contribuição, emitir
opinião, se sentir participativo). Está relacionado a relevância social.
-Não maleficência:
sem danos (esclarecemos antes como aquilo pode afetar a pessoa). Garantia e
esclarecimento sobre possíveis danos. Sigilo: garantir e preservar determinadas
informações.
-Justiça: criar
um equilíbrio com as amostras (deve ser justa).
-Aparatos de
pesquisa: infraestrutura utilizada (materiais – gravador, caneta).
-Cronograma:
apontar o que foi feito.
-Se é uma pesquisa qualitativa, preciso de uma amostra
qualitativa.
-Se é uma pesquisa quantitativa, preciso de uma amostra
quantitativa.
-A visão de homem da teoria só se expressa na análise.
segunda-feira, 21 de março de 2016
mar
2016
21
Resumo da aula de Psicopatologia Geral (15/03)
Postado em Psicopatologia geral
Funções
psíquicas
Sensopercepção em psicopatologia:
-Primeira
função psíquica que começa a funcionar, está diretamente ligada ao aparelho
sensório (a todas as vias de captação de percepção).
-No
início, a criança não tem noção do que é interno ou externo. Quando nasce, é
exposta a várias coisas (luz, sensação de queda, dor, temperaturas), capta
informações através do aparelho sensório e as leva até o campo da consciência,
onde farão um registro da sensação. Quando a criança sente fome, urra para
alguém fornecer-lhe o alimento. Após isso, a criança se acalma (através de uma
série de sensações percebidas – prazer e desprazer). Esse registro mnêmico fica
inscrito no campo da consciência. Quando sentir fome novamente, irá lembrar a
experiência. Os registros seguintes serão desdobramentos do primeiro.
-A sensopercepção
é fundamental na constituição do psiquismo.
1. Alterações quantitativas:
-Hipoestesia: rebaixamento da capacidade
de sentir/perceber os estímulos.
-Hiperestesia: aparelho sensório recebe
os estímulos de forma inflacionada. As cores ficam mais vividas, os sons mais
altos.
-Anestesia: certas funções sensórias
param de funcionar. Existem alguns quadros dissociativos em que a pessoa deixa de
sentir algum órgão sensorial.
2. Alterações qualitativas
-Ilusão: percepção deformada de um
objeto real e presente. Pode estar relacionada a qualquer um dos órgãos do
sentido.
-Alucinação: percepção clara e definida
de um objeto ausente. Pode estar relacionada a qualquer um dos órgãos do
sentido. Cinestesia (movimentos que não estão acontecendo / que o sujeito não
está fazendo), sinestesia (alucinações combinadas, exemplo: a pessoa passa por
uma cena alucinatória vendo um gato, sentindo o cheiro e o pêlo) e cenestesia (muito
típica na depressão, sensação de perda dos órgãos). São sintomas ego sintônicos,
onde a pessoa não duvida do que acha que está acontecendo.
-Alucinoses: percepção clara e definida
de um objeto ausente. São sintomas ego distônicos (o ego não concorda com o que
está acontecendo – a pessoa sabe que aquilo não é normal que aconteça com ele,
mas isso não é suficiente para impedir).
-Pseudo-alucinação: pessoa faz
referência a vozes ou imagens que acontecem dentro do espaço psíquico.
Memória
-Depende
da sensopercepção fazer a captura de estímulos e registrar. Muito ligada a
afetividade.
1.
Alterações quantitativas:
-Amnésia: ausência de memória
(definitiva ou temporária, causa orgânica ou não).
-Hipermnésia: excesso de lembrança.
Capacidade de evocação muito grande para recuperar memórias. Revivecência alta.
-Hipomnésia: rebaixamento da memória.
Pode estar associado a fadiga, depressão, stress, traumas.
2. Alterações qualitativas:
-Deja-vú: sensação relacionada a
aceleração de descarga elétrica no córtex cerebral.
-Jamais-vú: sensação de que nunca viveu
uma situação que sempre viveu. Não necessariamente é neurológico, pode ser
stress, trauma, álcool, drogas, afetividade.
-Relembramento delirante: a pessoa tem
uma lacuna de memória. Não lembra de determinada situação e preenche essa
lacuna com uma história inventada (mentira patológica).
-Exame psíquico é a ferramenta do
psiquiatra para avaliar os sinais e os sintomas em uma primeira avaliação psicopatológica.
Existe um roteiro. O ponto mais importante é essencial é a anamnese. Olhamos a
aparência, postura, investigar a questão física.
-Na
entrevista psicológica, o paciente estrutura o campo da entrevista, portanto o tempo
é a metodologia são diferentes do exame psíquico. Mesmo assim, todos os
elementos estarão presentes (aparência, postura, questão física, indicadores psicopatológicos).
-Até
2001 não tínhamos nenhuma lei que salvaguardasse as pessoas com transtorno
mental no Brasil.
-3 eixos: paradigmático, jurídico e
técnico.
-A
reforma psiquiátrica busca mudar a concepção de loucura. Ocorreu mundialmente.
-Ocorrem
mudanças no campo jurídico.
mar
2016
21
Resumo da aula de Psicopatologia Geral (08/03)
Postado em Psicopatologia geral
-As questões
da relação humana são provocativas. Nos provocam a responder com subjetividade.
-Uma
das questões presentes no filme é se deixar afetar pelo que o outro provoca em
nós.
-No
renascimento, a psicopatologia começa a ser desapropriada do contexto popular
para ser científica.
-Pinel
passa a uma abordagem mais positivista.
-A
medicina, durante séculos, se debateu com a questão em busca da cura (objeto de
estudo da medicina: doença). Entendiam que o sujeito tem que retomar a
consciência (sujeito da consciência – máxima cartesiana), criam-se métodos e
procedimentos que falham ao decorrer do tempo (até hoje). Trata-se o sintoma.
Sujeito positivista: penso, logo existo.
-Alemanha,
Suíça, Áustria em aproximadamente 1880 surge uma abordagem crítica ao Pinel
afirmando que o sintoma é produzido pela pessoa por uma vida psíquica (sujeito
não é mais do consciente, mas sim do inconsciente).
-A
psicose é um desenho do psiquismo. Freud estabeleceu 3 eixos organizadores da
personalidade: psicose, neurose e perversão.
-Para
entender o que é psicopatologia, temos que ver a abordagem que procura
defini-la (para a medicina, é o adoecimento do psiquismo, o que se desvia do
que é socialmente estabelecido).
-A
abordagem positivista vê a doença: sujeito desviado da normalidade.
-A
abordagem humanista não vê apenas o sintoma, pois este é apenas um recorte.
-A
psiquiatria investiga o sintoma.
-O
filme traz uma mudança de paradigma ao mostrar pessoas que deliram e talvez
nunca deixem de delirar, mas isso não impede que se relacionem e tenham uma
vida.
-O
sintoma psicopatológico é uma defesa do ego.
-O que
é psicopatologia? Depende do paradigma. Temos aproximadamente 14 abordagens
atualmente, que partem dos dois eixos de pensamento (positivismo - sintoma, e
humanismo – subjetividade, dinâmica grupal, laços familiares).
-A
organização mundial da Saúde viu a necessidade de eleger um idioma universal
para comunicações em psicopatologia (CID10 – enciclopédia de todas as doenças,
muito utilizado clinicamente e DSM5 – muito utilizado para comunicação
científica).
-A psicopatologia
sofreu preconceitos sendo acusada de enquadrar, rotular. Todos os campos de
conhecimento da psicopatologia contribuem para que entendemos a dor do outro.
-Psicopatologia médica: psicopatologia
descritiva e geral.
-Psicopatologia descritiva
(psicopatologia geral): preocupação de descrever objetivamente todos os
sintomas. Precisa de uma metodologia para definir o sintoma (criada a partir de
uma divisão hipotética em funções psíquicas). “Dissecou” as funções psíquicas
através da observação do comportamento humano e descreveram o que era
necessário num funcionamento normal/ideal para as funções estarem em ativa e o
que foi desviado.
1- Integração: consciência e atenção.
2- Sensopercepção: tudo que se relaciona
aos órgãos do sentido.
3- Funções cognitivas: pensamento,
orientação, memória.
4- Funções afetivo-conativas: afetividade,
conação.
5- Psicomotricidade.
-A
Psicopatologia descritiva vai observar a partir da forma (rígida, estável) e do
conteúdo (mutável). Exemplo: febre (forma é a descrição e conteúdo varia de
pessoa para pessoa, a temperatura afeta a pessoa de formas diferentes).
Consciência
-Existe
uma quantidade de potencial neurológico de acordo com a necessidade do sistema nervoso,
o que garante a vigília (capacidade de se manter acordado). Esse aspecto
quantitativo varia do coma a hipervigília.
-A
consciência é o palco onde irão ocorrer todas as outras funções psíquicas (é
integradora, possibilita que as outras funções psíquicas aconteçam). A consciência
não existe sem a atenção (qualquer alteração em uma, altera a outra).
1-
Aspecto quantitativo (neurológico).
1a-
Hipervigilância (estado de excitação
da consciência – pode ter alteração motora, adormecimento)
1b-
Hipovigilância (estado de
rebaixamento quantitativo da consciência):
-Flutuação: estado de oscilação da
consciência.
-Obnubilação: período de
dificuldade de apreensão do ambiente porque a percepção está turvada. A
consciência perde o foco, é um estado de confusão mental (afeta a atenção,
memória).
-Torpor: pré-coma. Atividade
reflexa fica funcionando.
. –Coma: ausência de consciência
2-
Aspectos qualitativos (campo da consciência, território
onde todos os fenômenos são vivenciados / depósito de informações / atos repetidos
– automáticos vão para esse campo e, com o tempo, passam para a periferia –
borda da consciência, ficam automatizados):
-Dissociação
da consciência (separar em partes as unidades da consciência, que passam a
funcionar com autonomia, sem conversar uma com a outra), transe (entra em outra
frequência de consciência, precisa dissociar a consciência para se transportar
a uma outra condição – é patológico quando prejudica a pessoa ou cria outras
idéias, como possessão), estado crepuscular (perde as informações do campo da
consciência porque há um estreitamento deste, mas não perde os atos automáticos).
3- Consciência do eu (Jaspers –
teorizou muito sobre a psicose, afirmando que quando a consciente está
alterada, teremos um sintoma psicótico – descreveu 5 propriedades da
consciência):
3a-
Existência do eu: consciência de que
existe.
3b-
Unidade do eu: noção clara de que o
eu é único e indivisível.
3c-
Identidade do eu: noção de que o eu
é único e indivisível ao longo do tempo, um eu sustentável.
3d-
Oposição eu em relação ao mundo:
clareza de que a pessoa tem uma membrana/pele que a separa do mundo.
3e-
Atividade do eu: noção de que é o eu
que realiza a ação (não atribuir a algo externo).
-A
noção de eu é desenvolvida a partir das relações humanas, não nascemos com ela.
O bebê é um aglomerado de sensações.
mar
2016
21
Resumo da aula de PG (17/03)
Postado em Processos Grupais
Livro:
Dinâmica e gênese dos grupos – capítulos 1, 2 e 3.
Kurt
Lewin
-Kurt
Lewin considerado precursor de dinâmicas de grupos.
-Utiliza
Gestalt para explicar grupos.
-Abalo
da Gestalt com a segunda guerra mundial (a maioria dos teóricos eram judeus e
muitos foram para os Estados Unidos).
-Trabalha
com microgrupos.
-O
eletromagnetismo (causa e efeito, movimento de corpos) traz a ideia de campo de
forças (atração e repulsão).
-Kurt
Lewin está na Gestalt e também na Psicologia Social.
-Pesquisa-ação: tem por premissa
criticar a pesquisa de gabinete, pois a situação artificial do laboratório não
permite que as forças se exponham de maneira espontânea. Precisa ser em campo.
-Trabalha
com o coletivo.
-Saindo
do funcionalismo, em direção a Fenomenologia. Sujeito em paradigma de
transição. Isso está na Gestalt e é trazido por Kurt Lewin.
-Crítica
a psicologia social, principalmente a psicológica, por desvitalizar o fenômeno
do vivido (valorização do que se vive na relação).
-É
impossível falar sobre experimentação neutra.
-O
acontecimento é algo que se faz e supera a expectativa individual colocada
naquilo. O grupo é um acontecimento.
-Herda
da Gestalt a concepção de forças de
campo e a ideia relativista (não é a somatória de perspectivas individuais, a
ideia de relativismo é que vamos agir de acordo com as forças estabelecidas no
grupo, não é uma subjetividade fechada, estruturada, imutável).
-Herda
da Psicologia cognitiva a ideia de
ser humano como ser perceptivo e com estrutura de aprendizagem.
-O
grupo não é uma somatória de psicologias individualizadas, mas um conjunto de
relações em constante movimento. Vários sujeitos que experimentam as mesmas
emoções e constroem uma coesão que permitam-lhe adotar o mesmo comportamento. A
força de coesão precisa ser maior.
-Forças de coesão: valência
positiva.
-Forças de dispersão: valência
negativa.
-O grupo
está sempre em espaço de vida vivida. Em todo momento se interrelacionando. O grupo
é um espaço de vida. Não são líderes, pertencem a linhas de força de outros
grupos. Maiorias só existem com minorias e vice-versa.
-Minoria
psicológica: sujeitos que se encontram alheios a seus direitos. Estuda a
minoria dos judeus (história de vida dele).
-Coesão
é um processo dinâmico.
mar
2016
21
Resumo da aula de TPP (17/03)
Postado em Temáticas de Pesquisa em Psicologia
Método
-Sujeitos: porta voz do assunto.
-Objeto de estudo: recorte dentro do
tema.
-Instrumentos: coleta de dados é a técnica
para pegar informações, que varia de acordo com seu sujeito e objeto –
observação, entrevista por fontes primárias (quem vive aquilo) ou secundárias
(quem escreveu sobre), testes. Análise é um método, orientado por uma teoria,
para organizar os dados coletados a partir de uma lógica.
4 pilares das ressalvas éticas:
-Autonomia/esclarecimento: a pessoa deve
saber como será feita a pesquisa (deve ter claro tudo que vai acontecer) e tem
autonomia para decidir se quer ou não a qualquer momento. Termo de livre
consentimento esclarecido (TLCE).
-Beneficência: a pessoa deve ter algum
tipo de benefício, vantagem (honra, contribuição, emitir opinião, se sentir
participativo). Está relacionado a relevância social.
-Não maleficência: sem danos (esclarecemos
antes como aquilo pode afetar a pessoa). Garantia e esclarecimento sobre possíveis
danos. Sigilo: garantir e preservar determinadas informações.
-Justiça: criar um equilíbrio com as
amostras (deve ser justa).
-Aparatos de pesquisa: infraestrutura
utilizada (materiais – gravador, caneta).
-Cronograma: apontar o que foi feito.
-Se é
uma pesquisa qualitativa, preciso de uma amostra qualitativa.
-Se é
uma pesquisa quantitativa, preciso de uma amostra quantitativa.
-A
visão de homem da teoria só se expressa na análise.
mar
2016
21
Resumo da aula de TPP (10/03)
Postado em Temáticas de Pesquisa em Psicologia
Pesquisa
social
Quantitativa:
-Existe
uma amostra estatística (critério matemático – estatística sustenta – precisa
de um estudo de amostragem estatística) para realizar uma tabulação estatística.
-Chego
a um resultado através da matemática/estatística. Lidamos com frequência e
média.
Qualitativa:
-Lidamos
com representação social, imaginário, percepção.
-Existem
angústias, dúvidas, singularidade de cada um que vão influenciar na pesquisa.
-Precisamos
saber quais as pessoas certas para conseguirmos acessar na maior integridade os
conteúdos desejados.
-Toda
pesquisa precisa ter um problema.
-Elaborar
uma série de questões que supostamente vão nos levar às respostas. As questões
são formuladas a partir das nossas dúvidas.
-Não é
a média das pessoas, mas sim um espaço de compartilhamento de angústias,
dúvidas, valores.
-A
intensidade da frequência não faz tanta diferença, mas sim a oposição (duas
forças antagônicas, discurso pró e contra).
Pesquisas
quantitativa e qualitativa são diferentes no método, mas têm a mesma validade
científica. A diferença é metodológica, mas levam ao mesmo resultado.
Pré-projeto (o que – introdução)
-Revisão
bibliográfica (tema, problema).
-Objetivo
geral.
-Objetivos
específicos.
-Justificativa.
-Hipóteses.
-Vamos
pensar num tema (com importância social) e elaborar uma pergunta.
-Ler 4
autores para fazer a revisão bibliográfica (resenha individual).
domingo, 6 de março de 2016
mar
2016
6
Resumo da aula de PG (03/03)
Postado em Processos Grupais
-Grupo: ferramenta importante para
psicólogos americanos (principalmente) para controle.
-A
maneira mais usual é entender como um conjunto de técnicas, mas não é apenas
isso.
-Dinâmica
de grupo permite que a gente crie (mediante a demanda com a qual estamos
trabalhando).
-Dinâmica
de grupo como 3 grandes dimensões:
1- Ideologia política
(liderança democrática)
-Psicólogo
chamado para solução de problemas práticos. A que ou quem servimos? Equipe,
produtividade, diretor?
-Envolvimento
com capitalismo, produtividade.
-Liderança
democrática: saúde no grupo (coparticipação).
2-
Conjunto
de técnicas
3-
Campo
de pesquisas
-Indivíduo-grupo-social: grupo como
mediação entre o psi e o social (para alguns autores, são processos quase
dialéticos, ocorrem juntos, não dá para separar).
-Quando
o grupo consegue que os papeis transitem, é sinal de saúde.
-Como
foi estruturado.
-Forma
de organização, desempenho etc.
-Principais teorias: teoria de campo,
sociométrica, psicanalítica, interação.
-Psicogrupo (existe em função da
afetividade de seus membros, ex: família) e sociogrupo (existe para uma função/tarefa específica).
-Forças psicológicas no campo:
a)
coesão: força de união.
b)
coerção: força de pressão.
c)
pressão social: questão social que afeta o indivíduo.
d)
atração ou repulsão.
e)
resistência a mudança: sinalizador de saúde no grupo (para P. Riviere, se o
grupo é muito resistente, é doente).
f)
Interdependência.
g)
equilíbrio.
-Grupo
como ferramenta interdisciplinar (antropologia, ciências políticas, pedagogia,
esporte, Psicologia etc)
-Definição tradicional – 4 características:
1)
foco em pesquisa empírica: passa pela teoria e pela prática.
2)
interesse pelos fenômenos psicossociais: interdependência; além da história dos
integrantes e da sociedade.
3)
aplicabilidade potencial para aprimorar o trabalho.
4)
relação com ciências sociais.
-História da Psicologia de grupos:
-1960:
centro de Psicologia aplicada no Rio de Janeiro (psicodrama, entre outras
técnicas).
-1962:
Psicologia reconhecida como ciência.
-Obras
de sensibilidade social.
-Extensão
para a prática psicológica.
-Grupo? Cada teoria define de acordo com
suas bases epistêmicas, mas de modo geral é um conjunto de pessoas:
a)
interdependentes e realização de objetivos.
b)
relação interpessoal autêntica.
c)
criação de vínculos e interação.
d)
forças recíprocas.
-Processos
de grupo – capitalismo e democracia.
-Co-participação,
meio de governo (controle?), depósito de confiança, buscar consenso, incremento
de produtividade.
mar
2016
6
Resumo da aula de TPP (03/03)
Postado em Temáticas de Pesquisa em Psicologia
-Fazer
ciência e entender que ela tem seus limites.
-Precisamos
de uma verdade e chama-la de nossa para viver, sem sermos fanáticos.
-Subjetividade
é um elemento. Não deverá ser excluído, mas sim interpretado (transferência,
contratransferência).
-Na
pesquisa social, a subjetividade é movediça, histórica, ética, moral.
-Somos
sócio histórico culturais e devemos olhar o momento e o contexto históricos.
-Cada
época possui um sentido e estamos presos a ele. É possível que alguém saia
deste sentido (sendo absurdo, sem sentido).
-Foucault
fala de relações de poder.
-Nos
discursos (fala/conceito), existe ordem.
-O
discurso vai mudando de acordo com a época.
-Hoje,
o discurso médico é muito influente.
-Discursos
viram regra, lei.
-Poder: discurso que ganha força.
-Teoria: sequência lógica de fatos observáveis
e evidentes (concretos). É uma proposição científica. Só consigo chamar de
objeto científico quando consigo demonstrar na prática (empiricamente).
-Método: o que eu faço com o material.
Como?
-Técnica: qualquer instrumento de coleta
de informações.
-Ciências
têm objeto próprio.
-Pesquisa qualitativa: usar sentido e amostra
representativa de subjetividade como elementos.
-Pesquisa quantitativa: precisa de um
estudo de frequência (repetição) regulado matematicamente e classifica na
normalidade.
mar
2016
6
Resumo da aula de PF (29/02)
Postado em Psicologia Fenomenológica
-Hegel: precursor da fenomenologia.
Trouxe discussões como fenomenologia do espírito, falando de algo diferente que
o ser humano tem e não adianta a ciência ficar cartesiando. Pessoas acharam que
ele estava “se perdendo”. A sensibilidade que temos é, muitas vezes, ignorada
pela ciência. O “diferente” é a intuição. Ciência não dá crédito para isso,
pois não é “provável”.
-Husserl: vem da matemática e
sistematiza (objetiva) as ideias de Hegel, tentando criar um método para se
portar diante de um indivíduo. Propõe uma reformulação ao olhar da Psicologia
trazendo a noção de intencionalidade e o método fenomenológico como leitura
para se compreender o fenômeno.
-Não
agimos ao acaso, para tudo há um motivo. A Psicologia conversa com quem age. O
desafio é que nem sempre a pessoa sabe a intenção. Temos responsabilidade pelos
nossos atos, mesmo não sabendo. Utilização do método fenomenológico para que a
leitura do outro seja embasada.
-O
método fenomenológico propõe cuidados para não interferir no tratamento.
-Intencionalidade,
movimento que nos induz a atitude e respeito ao método.
-Abona
(no sentido de não ficar preso a; se aventurar a conhecer o indivíduo
independente da queixa, não ficar encaixando-o nas teorias prévias que já temos
conhecimento) a ideia de uma teoria prévia do conhecimento humano, propõe sim
uma abertura ao conhecimento e à descoberta do ser.
-Causa
insegurança porque não oferece uma prática que conduza a procedimentos
predeterminados, parecendo ser muito livre, o que pode gerar falta de cuidado.
-A fenomenologia
não nega que os transtornos existam, mas além deles, existe uma pessoa. É necessário
investigar e não partir para a comodidade de classificar, enquadrar.
-As
técnicas fenomenológicas são sustentadas no seu estudo e aprimoramento para se
adaptar à realidade da pessoa (como se portar, como formular uma pergunta).
Trabalha muito com a experienciação (ajudar que o sentimento apareça, além da
explicação intelectual). Não é uma técnica predeterminada, e sim construída
através dos nossos conhecimentos.
-Ser-aí:
ser no mundo se relacionando consigo e com os outros (vivendo).
-Ser-com-os-outros:
ser se relacionando com os outros.
-Ser-para-o-fim:
ser em contato com a morte.
-Ser-em:
ser para o mundo e relação com temporalidade.
Principais ideias de Husserl:
-Ressalta
a importância de um método de estudo do ser-aí com rigor e cautela: cuidado com
predefinições. As perguntas devem ser exploratórias, não direcionar a algo “esperado”.
-Enfatiza
a intencionalidade como mobilizadora do ser e necessária de se conhecer,
adotando-se postura “analítica” e “reflexiva” para se chegar às coisas mesmas
(essência, origem): a análise é construída na relação com o outro, a partir do
que ele diz (e não ao que achamos). Não é o que a teoria afirma, e sim o que a
pessoa fala e vivencia. O importante é fazer sentido para a pessoa.
-Acredita
que o ser não é estático, mas sim se constitui a partir das vivências e
sentidos atribuídos por ele no decorrer de sua vida.
-Abandona
a concepção naturalista do ser humano para a adoção de uma atitude antinatural
ou epoché (atitude antinatural que evita o pretenciosismo), mas dar ênfase aos
fenômenos que se manifestam e abandono da atitude natural e ingênua: a
concepção naturalista pode ser exemplificada pelo mau uso da teoria de Piaget
(classificar todos por fases ou estágios). Devemos estar abertos aos fenômenos
que acontecem (aprender a olhar para pessoas e compreendê-las). O naturalista
fragmenta quando estabelece categorizações. A ciência se baseou no natural
(previsível, controlado). Temos que tomar cuidado com esta visão simplista.
Principais ideias de Husserl a respeito da
Psicologia:
-Propõe
no método a suspensão temporária dos pressupostos e ideias prévias e abertura a
descoberta do ser e sua dinâmica permanente.
-Inicia
com uma crítica à ciência e sua conduta limitada diante do ser: excesso de
objetividade e pouca contribuição prática dessa ciência. A pergunta da fenomenologia
é “como acontece?” E envolve a exploração para a pessoa. A razão surgirá
depois.
-A
ênfase na busca da verdade absoluta no fazer científico, à necessidade de
mensuração dos fenômenos psíquicos e à atribuição de natureza psicofísica ao
seu objeto de estudo. Daí quase sempre inferirem acerca dos fenômenos. A
crítica da fenomenologia é que a ciência tradicional se apegou demais a isso.
-Dois caminhos propostos:
1) Redução eidética: busca da essência das
coisas, do que é invariável (repetição comum de a pessoa trazer), redução ao
que é. Como uma limpeza dos atos para se aproximar do indivíduo. Tentar ao
máximo chegar à essência. A repetição / invariável não é o que não muda, mas o
que nos chama atenção, que se repete muitas vezes na pessoa (sentimento,
comportamento).
2) Redução fenomenológica: suspensão de
concepções, julgamentos diante da compreensão do fenômeno, atendo-se às
evidências que se apresentam à consciência. Usamos a consciência (de estar
aberto a algo, abertura a determinadas experiências), seguido pela
intencionalidade de responder a experiência.
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II – Métodos
-Sujeitos: quem? Quantos? Onde? Por que? Função; faixa etária; gênero; escolaridade; sócio econômico.
-Instrumentos (coleta de dados e análise de dados): indicar/justificar o instrumento (que tipo de entrevista? Por que entrevista? Segundo quem? Por que observação? Análise de dados por análise de conteúdo); descrever os procedimentos. O roteiro da entrevista deve estar pronto.
-Ressalvas éticas: quais os cuidados éticos?
-Aparatos: materiais utilizados na entrevista e na análise (não entra o roteiro de entrevista, este será citado nos instrumentos da coleta de dados) – gravador, software, caderno de campo etc.
-Cronograma: resultados, discussão e conclusão.
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